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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Pernambucano morre em confronto com policiais durante operação contra cultivo de maconha

Operação Herba Nefanda III.
A polícia civil do Maranhão, em uma ação realizada na manhã desta segunda-feira (22), deflagrou mais uma etapa da Operação Herba Nefanda III, na zona rural de Grajaú, especificamente na Aldeia Cabeça de Boi, localizada na Reserva Bacurizinho. A ofensiva tem objetivo de desmontar esquemas de cultivo de maconha no interior do Maranhão.

Durante o cumprimento das diligências operacionais, as equipes policiais foram recebidas a tiros por um indivíduo de 47 anos. Em resposta à injusta agressão e visando resguardar a integridade física dos agentes de segurança e de terceiros, houve confronto armado, que resultou no óbito do suspeito ainda no local. O homem era natural de Salgueiro, Pernambuco.

No decorrer da operação, a polícia civil, com apoio da polícia militar (COSAR, GOE do 5º BPM e RP do 37º BPM), CTA e guarda municipal de Grajaú, localizaram uma ampla estrutura utilizada para atividades ilícitas. Entre os materiais apreendidos, quatro roças de maconha com sistema de irrigação automatizado; uma prensa hidráulica e um macaco hidráulico, utilizados no processamento da droga; grande quantidade de sementes de entorpecentes e uma espingarda do tipo “bate-bucha”, utilizada durante o confronto.

Todo o material apreendido foi devidamente catalogado e apresentado à autoridade policial para a instauração do competente Inquérito Policial, com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar possíveis integrantes da rede de tráfico. A delegacia regional de Barra do Corda, que coordenou a ação policial, reafirmou seu compromisso com a segurança pública e a manutenção da ordem jurídica, ressaltando que o combate ao crime organizado e ao tráfico de entorpecentes segue como prioridade absoluta da regional.

Operações como a Herba Nefanda III reforçam a eficácia da atuação integrada entre as forças de segurança e demonstram a firmeza das instituições no enfrentamento qualificado às infrações penais.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Polícia Civil mata pernambucanos e erradica mais de 80 mil pés de maconha no Maranhão

Operação Herba Nefanda II.
Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (28), uma grande operação integrada das forças de segurança do Maranhão, denominada “Herba Nefanda II”, foi deflagrada na região da Aldeia Bananal, zona rural situada entre Grajaú e Barra do Corda. A ação teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra lideranças criminosas envolvidas com o tráfico interestadual de drogas e homicídios na região.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, em um dos pontos estratégicos, as equipes policiais foram recebidas a tiros por dois dos principais alvos da operação. Os indivíduos, apontados como responsáveis pelas primeiras roças erradicadas e suspeitos de envolvimento em um homicídio na região, reagiram à abordagem. Houve confronto e ambos vieram a óbito. Com eles, ambos naturais de Pernambuco, foram apreendidas uma pistola calibre .40 e um carregador de pistola Glock.

Em outro ponto alvo da operação, dois suspeitos foram presos em posse de armas longas, um revólver calibre .32, além de uma grande quantidade de maconha em processo de secagem e diversos apetrechos utilizados no cultivo e na comercialização da droga. As equipes também localizaram mais de três roças de maconha em estágio avançado de maturação, mais de 80 mil pés da planta. Seguindo os protocolos legais de combate ao narcotráfico, toda a plantação foi incinerada ainda no local. Os presos e todo o material apreendido foram encaminhados à delegacia para a adoção das medidas cabíveis e formalização dos procedimentos de polícia judiciária.


Da Ascom PCMA.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Pernambucano é preso e mais de 10 mil pés de maconha são erradicados durante Operação Herba Nefanda

Operação Herba Nefanda.
Uma ação integrada da polícia civil com as demais forças de segurança resultou, neste domingo (19), na erradicação de quatro roças com mais de 10 mil pés de maconha em Grajaú. Um homem, natural do estado de Pernambuco, foi preso em flagrante no local e conduzido à delegacia.

A operação é fruto de investigação da delegacia regional de Barra do Corda e da delegacia de Grajaú, que, no curso da apuração, identificou um cultivo estruturado com sistema de irrigação e uso de tecnologia voltada à produção em larga escala, evidenciando a atuação de um esquema organizado de tráfico de entorpecentes.
Operação Herba Nefanda.
As plantações estavam localizadas na região da Aldeia Bananal, na Terra Indígena Bacurizinho. A polícia civil estima um prejuízo de aproximadamente R$ 5 milhões ao grupo criminoso com a destruição do plantio. Casebres de madeira, com cobertura de lona plástica, construídos no interior da reserva para dar apoio logístico aos criminosos, também foram destruídos.

A ofensiva contra o tráfico de entorpecentes no Maranhão integra a Operação Forças Integradas, que tem como objetivo intensificar o combate ao crime organizado em todo o estado. O nome da operação, Herba Nefanda, tem origem no latim e significa “erva maldita”, em referência ao enfrentamento ao cultivo ilegal de drogas.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Pernambucano é preso por cometer crimes sexuais no ambiente virtual contra criança no Maranhão

Momento da prisão.
Na manhã desta terça-feira (17), a polícia civil do Maranhão, em ação conjunta com a polícia civil de Pernambuco, deflagrou uma operação com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um indivíduo de 23 anos, investigado por cometer crimes sexuais no ambiente virtual contra menores de idade. As ordens judiciais foram cumpridas em Inajá, no estado de Pernambuco.

A operação teve como base uma investigação conduzida pela polícia civil do Maranhão, que revelou que o suspeito criou um perfil falso em uma rede social para se aproximar de uma criança de 9 anos. Segundo as apurações, mediante promessas de envio de brinquedos e dinheiro, a vítima, que reside em Pastos Bons, era induzida a enviar conteúdos íntimos ao investigado.

Assim que tomou conhecimento do caso, a delegacia de Pastos Bons instaurou procedimento investigativo e solicitou apoio tecnológico ao Núcleo de Inteligência da PC-MA, sediado em Timon. Com o suporte técnico, foi possível identificar e localizar o suspeito, viabilizando a ação policial que resultou na prisão. Após a captura, o indivíduo foi encaminhado ao sistema penitenciário de Pernambuco, onde permanece à disposição da Justiça e poderá ser recambiado ao Maranhão, mediante autorização judicial.

A polícia civil alerta pais e responsáveis sobre os riscos do uso de redes sociais por crianças e adolescentes sem a devida supervisão, reforçando a importância do acompanhamento das atividades online como forma de prevenção a crimes dessa natureza. 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Pernambucana integrante de facção criminosa é presa no Maranhão

Momento da prisão.
Uma ação policial realizada na manhã desta sexta-feira (06), pela polícia civil do Maranhão, em Santa Inês, resultou no cumprimento do mandado de prisão preventiva em desfavor de uma mulher, de 24 anos, investigada por integrar uma organização criminosa atuante no município de Caruaru, em Pernambuco. Ao saber que estava sendo procurada pela polícia pernambucana, a investigada fugiu para o Maranhão.

Segundo informações da delegacia regional de Santa Inês, consta no inquérito policial que a investigada é apontada como integrante de uma organização criminosa, sendo denunciada pela suposta prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

Durante as buscas, a equipe policial conseguiu localizar a investigada, que estava homiziada no bairro Coheb, onde recebeu voz de prisão. A PCMA, dando sequência na decisão judicial, expedida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru, conduziu a mulher à unidade policial para os procedimentos legais e, posteriormente, recambiou ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça do Estado de Pernambuco.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Chapadinha e Mata Roma são alvos de operação interestadual deflagrada contra lideranças do Comando Vermelho

Operação Descenso II.
Na manhã desta quarta-feira (04), uma força-tarefa coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Maranhão (FICCO/MA) deflagrou a Operação Descenso II, com o objetivo de desarticular núcleos de liderança da facção criminosa Comando Vermelho, atuante no Maranhão e com ramificações nos estados do Pará e Pernambuco.

A operação ocorreu de forma simultânea nos municípios maranhenses de São Luís, São José de Ribamar, Chapadinha e Mata Roma, além das cidades de Belém (PA) e Recife (PE), reforçando o caráter interestadual da investigação. Entre os alvos da ação policial, estão indivíduos apontados como integrantes da alta cúpula da organização criminosa, responsáveis por manter a ordem interna do grupo, aplicar punições, administrar recursos financeiros ilícitos e viabilizar o transporte de armas e drogas entre os estados.

De acordo com os inquéritos policiais, a maioria dos presos é investigada pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, além de possuir antecedentes por crimes graves, como roubo e homicídio. Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e 01 mandado de sequestro de bens, expedidos pelo Poder Judiciário. As investigações são um desdobramento da Operação Descenso, deflagrada pela FICCO/MA em junho de 2025, que já havia atingido outros integrantes da facção criminosa (saiba mais).

Participaram da ação integrada equipes da FICCO/PA, FICCO/PE, do 16º BPM, da delegacia regional de Chapadinha, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP/MA) e do Grupo de Resposta Tática (GRTT/SEIC) da polícia civil do Maranhão. A FICCO/MA é composta por integrantes da polícia militar, polícia civil, polícia federal e do centro de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, atuando de forma conjunta no enfrentamento ao crime organizado e no fortalecimento da segurança pública no estado.

Da Ascom PCMA.

sábado, 20 de setembro de 2025

Carro roubado em Pernambuco é recuperado pela PRF durante abordagem na BR-222

Veículo recuperado.
Na tarde desta sexta-feira (19), por volta das 14h15, uma equipe da Policia Rodoviária Federal realizava ronda ostensiva nas proximidades do km 540 da BR 222, no município de Bom Jesus das Selvas, quando visualizou um veículo estacionado às margens da rodovia, próximo a uma borracharia.

Durante a abordagem, foi constatada adulteração nos elementos identificadores do veículo. A análise dos sinais originais remanescentes revelou que o automóvel constava como roubado, conforme Boletim de Ocorrência registrado em Pernambuco. O condutor, que se apresentou como proprietário do veículo, informou que havia adquirido o automóvel há alguns meses em troca por outros bens e valores.

O indivíduo foi conduzido à polícia civil de Buriticupu e o veículo apreendido juntamente com seus pertences, para adoção das medidas legais cabíveis. Foram constatados, a princípio, os seguintes delitos: adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação de veículo.

Fonte: PRF.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Chapadinha é um dos alvos de Operação do Gaeco de Pernambuco contra desvio de R$ 100 milhões

Prefeito de Recife João Campos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) e a 29ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital deflagraram na manhã desta sexta-feira (14), com apoio dos Gaecos de Minas Gerais e do Maranhão, uma operação de repressão qualificada visando desarticular um grupo criminoso especializado no desvio de verbas públicas que deveriam ser empregadas na manutenção e recuperação predial.

Durante a manhã, foram cumpridos vinte e dois mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife e Paulista, em Pernambuco; Belo Horizonte, Pouso Alegre, João Pinheiro, Montes Claros e Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais; e Chapadinha, no Maranhão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. Estão empenhados na operação cerca 150 profissionais dentre Promotores de Justiça, servidores do Ministério Público, Policiais Civis e Militares dos três estados da Federação.

De acordo com o Gaeco, a investigação apura a existência de uma organização criminosa dedicada a fraudar licitações e contratos administrativos, desviar recursos públicos e lavar dinheiro. O grupo agia por meio de uma sofisticada e complexa estratégia de adesão a atas de registro de preços, conluio entre empresas de Minas Gerais e Pernambuco, seus respectivos representantes e sócios, com possível participação de servidores públicos e outros agentes encarregados pela fiscalização de obras e serviços de Engenharia na capital pernambucana.

Os indícios apontam para produção "sob encomenda" de atas de registro de preços, com o objetivo de viabilizar contratações diretas por outros entes governamentais. Essas atas estabelecem preços para diversos itens e serviços de correção e manutenção predial e totalizam valores que, somados, ultrapassam R$ 500 milhões. Contudo, a contratação pelo(s) ente(s) público(s) titular(es) da ata foi mínima ou inexistente.

A prefeitura do Recife aderiu a algumas atas e realizou contratações significativas, que alcançaram o patamar de mais de R$ 100 milhões. Para além da irregularidade da “barriga de aluguel”, estratégia criminosa que milita contra a obtenção de contratações mais vantajosas para o ente público, a investigação revelou fundadas suspeitas da prática do "sombreamento" de serviços de Engenharia. A hipótese investigada é a de um mesmo serviço de Engenharia ter sido pago mais de uma vez.

O Tribunal de Contas da União (TCU) utiliza o termo "barriga de aluguel" para descrever uma ata de registro de preços originada de um procedimento licitatório que, embora aparentemente legal, é concebido com o objetivo principal de permitir adesões em larga escala por entidades que não participaram da licitação original, conhecidas como "caronas".

A principal característica que define essa prática fraudulenta é a desproporcionalidade entre o uso da ata pelos órgãos que a criaram (participantes) e o volume de adesões por órgãos não participantes ("caronas"). As investigações prosseguem em sigilo e visam esclarecer os fatos, punir os agentes que cometeram crimes e recuperar o dinheiro desviado.

Do MPPE.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Estudo mostra como facções dominaram Jericoacoara, Pipa e Porto de Galinhas, destinos turísticos do Nordeste

Facções atuantes.
Coqueiros, águas mornas, frutos do mar... Venda de drogas à luz do dia, "olheiros" monitorando as esquinas, assassinatos violentos e uma vida local dominada pelo poder paralelo das facções. Essa descrição hoje serve para três dos principais (e mais bonitos) destinos turísticos de praia do Nordeste brasileiro: Porto de Galinhas, em Pernambuco; Pipa, no Rio Grande do Norte; e Jericoacoara, no Ceará. E as semelhanças não param por aí. Praias mais famosas de seus respectivos Estados, as três mantêm um certo clima de tranquilidade, com regras do crime organizado para coibir roubos contra aqueles que as visitam - uma forma de não afastar os turistas que movimentam a economia e o tráfico na região.

Para quem mora ali, porém, a presença e a crueldade das facções são bastante conhecidas, das ameaças a quem não cumprir ordens e decapitações aos pontos de venda em espaços centrais das vilas, segundo moradores, autoridades e pesquisadores com quem a BBC News Brasil conversou nas últimas semanas. "O Estado vende isso aqui como o paraíso, mas não garante o mínimo para a população. O assunto é ainda abafado na cidade, porque não se pode falar mal para não correr o risco perder turistas", diz Carla, uma moradora de Jericoacoara.

"É normalizado. Você sabe sempre quem é o olheiro, o pistoleiro ou o gerente de boca, e interage com eles todos os dias, no mercado, na rua, nos bares", resume Ricardo, morador de Porto de Galinhas. O nome de todos os moradores foram alterados na reportagem para garantir a segurança deles. Além das três praias, também há notícias de grupos criminosos atuando em outros destinos populares no Nordeste, como São Miguel dos Milagres, em Alagoas, e na região de Trancoso e Caraíva, na Bahia.

Por trás do cenário de violência, está o processo de expansão das facções pelo Brasil, antes restritas às grandes cidades e fronteiras, e a alta circulação de dinheiro nessas vilas que concentram festas e turistas de alto poder aquisitivo. "São como filiais do negócio de drogas. O descontrole desde a fronteira, passando pelos grupos de Rio e São Paulo, deságua aqui", resume o promotor de Justiça Eduardo Leal dos Santos, de Ipojuca, cidade do Grande Recife onde está localizada a praia de Porto de Galinhas.

"E elas encontraram nesses destinos do Nordeste uma alta concentração de renda, com turismo ligado a festas e uso recreativo de drogas o ano inteiro. São também cidades com muito movimento, mas com estrutura de cidade pequena, com poucos policiais e pouca presença do poder público", completa Santos. Só uma caderneta apreendida pela polícia civil com um traficante na praia pernambucana mostrou uma movimentação de quase R$ 10 milhões por ano, segundo um inquérito concluído no fim de 2022.

Apesar da presença em geral fora dos olhos de turistas, o domínio das facções tem repercutido nos últimos anos diante de casos de repercussão nacional que escancaram a força dos grupos. Em Jericoacoara, por exemplo, o assassinato de um turista de 16 anos de São Paulo, em dezembro de 2024, ganhou as manchetes pelo Brasil (saiba mais).

Segundo a conclusão da polícia civil do Ceará, ele foi confundido pelo Comando Vermelho, facção que domina a praia, como membro de um grupo rival paulista. O jovem não tinha ligação com grupos criminosos - e a polícia chegou a investigar se um gesto que ele fez com as mãos para tirar uma foto teria sido o motivo para o crime. "Ele estava com o pai na praça e resolveu voltar sozinho para a pousada. No caminho ele foi abordado por esse grupo de pessoas que atribuíram a ele, ninguém sabe por qual motivo, a participação nessa organização criminosa", disse na época o diretor da polícia civil, Marcos Aurélio França.

No mesmo mês, em Pipa, um triplo homicídio na principal rua da vila, a Avenida Baía dos Golfinhos, causou pavor entre os moradores e turistas. Segundo a polícia civil do Rio Grande do Norte, os crimes, bem na esquina da delegacia local, foram motivados por uma briga entre facções criminosas rivais. "Um novo grupo criminoso queria entrar em Pipa, mas durou pouco a investida", disse uma fonte policial. O grupo que se mantém dominante ali é o Sindicato do Crime, surgido no Rio Grande do Norte.

Já em Porto de Galinhas, em 2022, numa demonstração de força que até hoje está na mente dos moradores, estradas foram bloqueadas e o comércio fechou as portas após ordem da facção local, a Trem Bala. O toque de recolher aconteceu após uma operação da polícia militar contra a facção acabar com a morte de uma criança de 6 anos, vítima de bala perdida. Na última sexta-feira (18), em um novo caso recente, um jovem foi morto em Porto após trocar tiros com policiais. Mas como cada uma dessas praias chegou a esse ponto?

Continue lendo a reportagem AQUI.

Da BBC News Brasil.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Marreca e Júnior Marreca são homenageados em solenidade na Assembleia

Homenagem na Assembleia.
A Assembleia Legislativa do Maranhão entregou o título de ‘Cidadão Maranhense’ a Antônio da Cruz Filgueiras, o Marreca, e a Antônio da Cruz Filgueiras Júnior, o Júnior Marreca, em reconhecimento à contribuição política e empresarial ao desenvolvimento do Estado. O autor da proposição, deputado Guilherme Paz (PRD), enfatizou a relevância da trajetória de pai e filho para o Maranhão. “Mesmo nascidos em Pernambuco, escolheram viver, investir e transformar realidades aqui. Com coragem e compromisso, ajudaram a construir um Maranhão mais forte e mais justo”.

Antônio Filgueiras, o Marreca, construiu uma sólida carreira empresarial no setor de transporte e distribuição de bebidas. Com visão empreendedora, fundou a Distribuidora Filgueira, representante da marca Heineken, e diversificou seus negócios em todo o Maranhão. “Sempre acreditei que aqui, terra de povo acolhedor, era terra fértil para quem trabalha duro. Ver tudo o que construí aqui ser reconhecido nesta Casa é gratificante e especial. Este título representa cada esforço, cada passo dado e fé no futuro”, declarou Marreca, visivelmente emocionado.

Já Antônio Filgueiras Júnior, o Júnior Marreca, tem uma trajetória marcada pelo serviço público. Foi prefeito de Itapecuru-Mirim por dois mandatos, liderou a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e foi deputado federal. Atualmente, é secretário de Estado da Indústria e Comércio. Em seu discurso, Júnior Marreca destacou a emoção e o simbolismo do reconhecimento. “Receber esse título é mais que uma honra. É um compromisso renovado com o Maranhão. Esse estado me acolheu, me deu oportunidades e me ensinou a retribuir com trabalho e dedicação”.

A solenidade foi marcada pela presença de autoridades políticas, familiares e amigos dos homenageados. Estavam presentes o deputado estadual Florêncio Neto (PSB); o deputado federal Marreca Filho (PRD); o prefeito de Itapecuru-Mirim, Filipe Marreca, e o prefeito de Santa Luzia, Juscelino Marreca, além de outros convidados.


terça-feira, 4 de março de 2025

Mulher relata que foi agredida por policiais militares em bloco carnavalesco

Vítima das agressões.
A publicitária Leila Perci denunciou ter sido agredida por policiais militares durante o desfile do bloco Homem da Meia-Noite, na madrugada do domingo (02), em Olinda. Ela afirma que foi empurrada e atingida com um cassetete na cabeça, costas e braços após entrar sem perceber no cordão de isolamento do bloco. Leila registou boletim de ocorrência na delegacia do Varadouro e passou por um exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) de Santo Amaro, no Recife. "A polícia, que deveria me proteger, me agrediu", disse.

A publicitária conta que estava aproveitando o bloco quando, sem perceber, acabou entrando no cordão de isolamento. Ao notar que estava dentro da área restrita, foi abordada de forma agressiva. "Eu estava no meio do bloco, já dentro do cordão de isolamento, e um policial veio até mim, me empurrou e foi extremamente grosso. Eu falei, 'calma, meu amigo'. Quando meu amigo tentou intervir, três policiais começaram a bater nele com cassetetes", conta Leila.

Ela continua: "Quando vi o que estava acontecendo, fui até eles pedindo para pararem, e foi quando me agrediram. Eles me empurraram, me bateram com o cassetete na cabeça, nas costas, nos braços". Leila levou três pontos na testa. "Olhei no espelho e vi meu ombro roxo e as minhas costas com a marca de cassetete. O policial que me atendeu na delegacia até me disse que eles são orientados a não bater na cabeça, porque é muito perigoso. Mas o que me atingiu fez isso sem hesitar", afirma.

Além das marcas físicas, Leila diz que a agressão a deixou emocionalmente abalada. "Estava saindo de um tratamento contra a depressão e, agora, sinto que voltei à estaca zero". Ela também afirma que seu amigo, que tentou defendê-la, está machucado, mas ainda não registou boletim de ocorrência. Apesar da violência, Leila recebeu apoio imediato dos paramédicos da prefeitura de Olinda. "Os paramédicos me deram toda a atenção, enfaixaram minha cabeça e me levaram para a UPA. Hoje (04), entraram em contato comigo oferecendo suporte psicológico através da ONG Livre de Assédio", explica.

Leila cobra justiça e afirma que o episódio vai além da sua própria dor. "O que aconteceu comigo foi uma violência gratuita. A policia deveria estar lá para nos proteger, mas agiu com brutalidade.", concluiu. A polícia militar de Pernambuco se pronunciou em nota, afirmando que: "O efetivo empregado no carnaval é orientado a atuar dentro da legalidade, respeitando os cidadãos e garantindo a segurança de quem está nos polos de animação".

Do G1 PE.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

CENAS FORTES: Delegado é assassinado com tiro nas costas durante assalto

Momento do crime.
O delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, de 32 anos, foi morto a tiros à luz do dia, na manhã desta terça-feira (14), em uma via pública do bairro Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Uma câmera de segurança registrou o momento em que ele é atingido e cai no chão.

O que aconteceu

Uma câmera de segurança registrou o momento em que Belarmino caminhava pela rua de bermuda, chinelo e camiseta, quando foi abordado por um homem em uma moto, que simulava ser entregador para roubá-lo. Após perceber que o delegado estava armado, o suspeito atirou na direção do delegado, atingindo-o nas costas. Em seguida, ele fugiu do local, levando o revólver da vítima.

Belarmino chegou a ser socorrido ao Hospital do Campo Limpo, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunhas presenciaram o crime, que ocorreu em frente a uma obra. Os homens que trabalhavam no local se esconderam ao ouvir os disparos. Josenildo Belarmino, natural de Gravatá (PE), era delegado da Polícia Civil de São Paulo há apenas oito meses. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio da 6ª Delegacia Seccional, investiga o caso. O suspeito segue foragido.

Veja o exato momento do homicídio (CENAS FORTES):

Do Metrópoles.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

VÍDEO: Veja todos os detalhes da prisão de casal que praticou homicídio com extrema violência em Vargem Grande

Alessandro e Yuri.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Em vídeo encaminhado ao Titular do Blog, o delegado de Vargem Grande Tiago Castro deu mais detalhes sobre a Operação Clandestino II, que resultou no cumprimento dos mandados de prisão preventiva decretados contra Alessandro Sousa da Silva e o namorado dele, Yuri Gomes da Silva, pelo crime de homicídio qualificado praticado contra a vítima Darlan Gomes de Almeida, de 35 anos, em julho do ano passado (relembre).

O casal, conforme publicado em primeira mão, estava foragido desde o dia do crime e foi preso na tarde desta quinta-feira (26), por volta das 12h30, na cidade de Canhotinho, no interior de Pernambuco, após trabalho integrado entre a polícia civil de Vargem Grande com policiais civis e militares da cidade pernambucana (saiba mais).

O homicídio em questão chocou a população vargem-grandense, tendo em vista a extrema violência dos assassinos, que tentaram, inclusive, decapitar a vítima com uma arma branca, provocando um profundo ferimento na região cervical. Tudo foi registrado por câmeras de videomonitoramento, o que contribuiu significativamente para a elucidação do caso. O terceiro envolvido Sandro Alves da Silva, irmão de Alessandro, chegou a ser preso no mês passado em Vargem Grande, porém foi solto no mesmo dia (relembre).

"Após o crime, os envolvidos se evadiram de Vargem Grande, mas com a troca de informações entre as policiais civis do Maranhão e de Pernambuco, foi possível dar cumprimento aos mandados de prisão em uma residência localizada na Rua Pimentel, no centro de Canhotinho. Agora os dois serão recambiados para o Maranhão, onde permanecerão à disposição do poder judiciário", explicou o delegado.


Confira o vídeo no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Urgente! Casal que praticou homicídio em Vargem Grande é preso no Pernambuco

Alessandro e Yuri.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O Titular do Blog acaba de receber a informação de que Alessandro Sousa da Silva e o namorado dele, Yuri Gomes da Silva, foram presos nesta quinta-feira (26) em Canhotinho, cidade no interior de Pernambuco. O casal assassinou Darlan Gomes de Almeida, de 35 anos, na Avenida Castelo Branco, em Vargem Grande, em julho do ano passado. O crime teve grande repercussão tendo em vista a crueldade com que foi cometido, sendo, inclusive, registrado por câmeras de videomonitoramento (relembre).

Contra cada um havia um mandado de prisão em aberto decretado pelo poder judiciário após a conclusão do inquérito policial e manifestação favorável do Ministério Público (saiba mais). As prisões só foram possíveis graças ao trabalho integrado da polícia civil de Vargem Grande com as forças de segurança do estado de Pernambuco. No mês passado, o terceiro envolvido no homicídio foi preso, porém foi solto no mesmo dia (relembre).


quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Piloto morre em queda de avião no interior do Maranhão

Queda de avião.
Um avião agrícola caiu no início da tarde desta terça-feira (24), enquanto realizava pulverização em uma lavoura de soja em uma fazenda no município de Loreto, no sul do Maranhão. O piloto Pedro Matthaus Cerqueira de Oliveira, natural de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com informações preliminares, o monomotor estava aplicando defensivos agrícolas quando o acidente aconteceu. Testemunhas relataram que o piloto tentou realizar uma manobra para retornar à área de aplicação, mas a aeronave perdeu força e caiu em uma região de cerrado.

A polícia militar em Balsas foi acionada e enviou uma equipe ao local para coletar informações iniciais e acionar o Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), que conduzirá a apuração das causas do acidente.

Do Imirante.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Pistoleiro natural do Pernambuco é preso no Maranhão

Assassino preso.
Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (24), a polícia civil do Maranhão deflagrou uma operação policial com objetivo de cumprir cinco mandados de prisão contra um indivíduo, identificado como Jonatan Renan Paz de Asevedo, de 27 anos, considerado de alta periculosidade, investigado por cometer pelo menos cinco homicídios em cidades do interior do estado de Pernambuco. O criminoso foi localizado e preso no bairro Mato Grosso, zona rural de São Luís.

Segundo o chefe da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) Ricardo Aragão, o preso é apontado por investigações como sendo o “matador” de uma organização criminosa atuante nas cidades pernambucanas de Sanharó e São Bento de Una. Na cidade de Sanharó, Jonatan é investigado de participar diretamente de uma chacina, onde cinco pessoas foram mortas durante um festejo. As investigações concluíram que apenas uma das vítimas era o alvo, as demais foram mortas por engano.

Desde de 2019, o criminoso é investigado e procurado pela polícia civil de Pernambuco, que recentemente descobriu que o alvo estaria residindo na capital maranhense. De posse das informações, policiais civis da SPCI, com apoio do Grupo de Pronto Emprego (GPE/SPCI) e do Centro de Inteligência da PC-MA, estiveram na região da zona rural de São Luís, onde conseguiram cumprir os cinco mandados de prisão contra o investigado. Na ocasião foram apreendidos três aparelhos celulares e uma quantia em dinheiro.

Da Ascom PCMA.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Desembargador revoga prisão de Gusttavo Lima e detona decisão de juíza: "meras ilações"

Gusttavo Lima.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) revogou, na tarde desta terça-feira (24), a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima e a apreensão do passaporte e do certificado de registro de arma de fogo do cantor. Ele é um dos alvos da Operação Integration, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo casas de apostas online (as "bets"), assim como a influenciadora Deolane Bezerra, que recebeu habeas corpus e saiu da cadeia.

A decisão foi do desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, que é o relator do caso. A ordem de prisão tinha sido determinada pela juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, na segunda-feira (23). Procurada, a defesa de Gusttavo Lima disse que recebeu a decisão "com muita tranquilidade e sentimento de justiça".

Na decisão em que revogou a prisão, o magistrado afirmou que as justificativas dadas para a ordem de prisão constituem "meras ilações impróprias e considerações genéricas". No documento, o desembargador disse ainda que não há indícios de que o cantor estivesse dando guarida a fugitivos quando viajou à Grécia com o casal José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Henriques Truta Rocha. Os dois são sócios da empresa Vai de Bet, da qual Gusttavo Lima adquiriu 25% em junho deste ano.

“[...] o embarque em questão ocorreu em 01/09/2024, enquanto que as prisões preventivas de José André da Rocha Neto e a Aislla Sabrina Henriques Truta Rocha foram decretadas em 03/09/2024. Logo, resta evidente que esses não se encontravam na condição de foragidos no momento do retromencionado embarque, tampouco há que se falar em fuga ou favorecimento a fuga”, afirmou o desembargador. Ainda de acordo com o magistrado, o fato de o artista ter adquirido 25% de participação da Vai de Bet “não constitui lastro plausível capaz de demonstrar a existência da materialidade e do indício de autoria dos crimes”.

Do G1.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Cantor Gusttavo Lima tem prisão preventiva decretada; saiba o motivo

Gsttavo Lima.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou, nesta segunda-feira (23), a prisão do cantor Gusttavo Lima. A decisão foi tomada em meio às investigações da Operação Integration, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro pelo qual também foi presa a influenciadora digital Deolane Bezerra. A decisão judicial cita 'conivência com foragidos'.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife. "A conivência de Nivaldo Batista Lima [nome verdadeiro de Gusttavo Lima] com foragidos não apenas compromete a integridade do sistema judicial, mas também perpetua a impunidade em um contexto de grave criminalidade", diz trecho da decisão da magistrada.

Para embasar a justificativa, a decisão cita que Gusttavo Lima deu "guarida a foragidos" e cita uma viagem em que o cantor fez com o casal de investigados na Operação Integration, José André e Aislla, de Goiânia para a Grécia. "No dia 7 de setembro de 2024, o avião de matrícula PS-GSG retornou ao Brasil, após fazer escalas em Kavala, Atenas e Ilhas Canárias, pousando na manhã do dia 8 de setembro no Aeroporto Internacional de Santa Genoveva, em Goiânia. Curiosamente, José André e Aislla não estavam a bordo, o que indica de maneira contundente que optaram por permanecer na Europa para evitar a Justiça".

Do G1.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Esposa do Deputado Júnior Lourenço denuncia agressão e depois volta atrás

Júnior Lourenço com a esposa 'agredida'.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O deputado federal Júnior Lourenço, do PL do Maranhão, está sendo investigado pela polícia civil de Pernambuco após sua esposa, a enfermeira Carolina Trovão Bonfim, registrar uma queixa contra ele na delegacia de Porto de Galinhas por agressão. As informações são do JC Pernambuco.

Carolina Trovão declarou ter sido arrastada pelos cabelos duas vezes no corredor do hotel onde o casal estava hospedado, na praia de Muro Alto, em Ipojuca, litoral sul de Pernambuco, no último dia 8 de agosto. Conforme a queixa, a vítima afirmou que, por volta das 18h, teve uma discussão com Júnior Lourenço motivada por ciúmes. Minutos depois, segundo o relato, ela afirmou ter dito ao deputado federal que iria descer para jantar nas dependências do hotel. A vítima disse que já estava no corredor quando foi puxada pelos cabelos e arrastada pelo chão de volta ao quarto. 

Ela contou à polícia que houve uma nova discussão e que, ao sair novamente no quarto, foi agredida e arrastada pela segunda vez. Por fim, a mulher relatou na queixa que, na terceira tentativa, conseguiu descer até a recepção, onde informou sobre a agressão sofrida. De lá, ela seguiu de táxi para a delegacia de Porto de Galinhas. 

NOVA VERSÃO

No entanto, após a repercussão do caso, nesta terça-feira (13) Carolina Trovão voltou atrás e emitiu uma nota negando o próprio boletim de ocorrência registrado por ela. "Nos divertimos, saímos para jantar e brincamos como todo casal. No meio da brincadeira, tivemos um desentendimento normal, mas sem qualquer tipo de agressão de ambas as partes", disse Carolina. O mais 'engraçado' é que a referida nota foi publicada no Instagram do deputado Júnior Lourenço e depois repostada por Carolina. Eu, hein.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Prefeito de Rosário e filha do deputado Adelmo Soares são acionados por improbidade administrativa

Calvet e Adelmo são aliados políticos.
Devido a dano ao erário e enriquecimento ilícito, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, em 21 de junho, Ação Civil por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Rosário, José Nilton Pinheiro Calvet Filho, e a filha do deputado estadual Adelmo Soares, Alany Lima Soares Chagas. Em março de 2023, Alany foi nomeada como coordenadora no gabinete do prefeito. Ela é estudante de Medicina em uma universidade em Pernambuco e faz estágio presencial. Para o Ministério Público, a nomeação teria sido feita somente por fins políticos. Calvet Filho seria conivente com a situação.

A ACP foi assinada pela titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, Maria Cristina Lobato Murillo. O MPMA requer o afastamento imediato de Alany Chagas dos quadros da administração municipal e solicita que Calvet Filho abstenha-se de realizar nomeações para cargos não previstos em lei para os quais não constem atributos e requisitos. Outro pedido é que o prefeito evite nomeações para continuar a beneficiar Alany Chagas.

TELETRABALHO

Calvet Filho concedeu teletrabalho a Alany Chagas em julho de 2023. Apesar de lotada no gabinete do prefeito, a filha de Adelmo Soares não era conhecida no local de trabalho. Ela exerceria funções na Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Havia sido lotada no órgão quando estava gestante e não poderia auxiliar nas atividades. Segundo a titular da pasta, Débora Calvet, havia uma coordenadora que trabalhava presencialmente. Não havia controle de produtividade da filha de Adelmo Soares. A única forma existente era por meio de relatos informais de outros servidores. Funcionários do gabinete do prefeito nunca tiveram contato com Alany e nem sabiam de quem se trata, mesmo antes desta ter sido indicada para a Semus. Além disto, ela nunca compareceu ao local de trabalho e nem ao município de Rosário.

SEM CONTATOS

Os endereços indicados por Alany nos contratos com a universidade de Olinda são de Pernambuco e de Caxias. Por e-mail, afirmou sucintamente que exerce o cargo de coordenadora e havia feito pedido de teletrabalho em função da gravidez. Do processo administrativo para concessão de teletrabalho consta exame de gravidez sem data, o que não permite aferir se era atual ou se foi juntado posteriormente apenas para “montagem” do processo após pedido de informações pelo MPMA. O laboratório que emitiu o exame é situado em Pernambuco e a maternidade onde Alany deu à luz também.

“Tais fatos sugerem que há anos Alany reside em outro estado e que Calvet Filho agiu deliberadamente para beneficiá-la em detrimento do erário público. Também não se pode deixar de reconhecer o dolo do gestor, que sabia desde o início, que nunca haveria a contraprestação correspondente ao serviço para o qual houve a nomeação”, explica a promotora de justiça.

CONDUTAS

“O ingresso de Alany no serviço público atendeu interesses exclusivamente pessoais. Tudo indica que Alany foi admitida apenas por sua condição de filha de deputado, em troca de apoio político ao gestor José Nilton Pinheiro Calvet Filho”, resume a integrante do MPMA. Para o Ministério Público, além de contrária aos princípios da Administração Pública, a nomeação caracteriza o enriquecimento ilícito de Alany, já que não há serviço prestado. Tudo isso só é possível com a conivência do prefeito Calvet Filho, aliado político do pai dela.

“O prefeito agiu não só de maneira impessoal, mas concorreu para o dano ao erário, pois nomeou Alany sem aprovação em concurso público para um cargo cujos atributos e requisitos não estão descritos em lei, sem exigência de trabalho, facilitando o enriquecimento ilícito desta”, acrescenta Maria Cristina Murillo. Desde maio de 2024, o gestor também é alvo de outra ACP por ato de improbidade, ajuizada pelo MPMA, devido à prática de “rachadinha” (desvio de salário) envolvendo uma servidora e uma ex-servidora municipais.

PEDIDOS

O MPMA pede a condenação de José Nilton Calvet Filho e Alany Chagas à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, pagamento de multa no valor do dano. Outra penalidade é a proibição de contratar com o poder público, receber benefícios ou incentivos fiscais/creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo, no máximo, de 12 anos.

Redação: CCOM-MPMA