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| Prefeito de Turilândia. |
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) protocolou um pedido de intervenção no município de Turilândia, diante do colapso administrativo provocado pelo afastamento dos gestores eleitos e pela atual situação do prefeito interino, que cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica (
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A informação foi confirmada pelo procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, ao comentar o cenário político-administrativo da cidade. Danilo de Castro ressaltou que a continuidade administrativa de Turilândia não pode ser comprometida. Segundo o chefe do MPMA, além do pedido de intervenção, o Ministério Público também deve agilizar ações na esfera cível, com objetivo de buscar a perda dos cargos dos gestores afastados, o que pode inviabilizar o retorno do prefeito e da vice-prefeita às funções.
PREFEITO INTERINO ESTÁ PRESO E SOB MONITORAMENTO
Atualmente, o comando do Executivo municipal está sob responsabilidade do presidente da Câmara de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como Pelego (União Brasil), que assumiu interinamente o cargo por determinação do TJMA. A posse foi oficializada após o afastamento do prefeito Paulo Curió (União Brasil) e da vice-prefeita Tânya Mendes (PRD), ambos presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Com a ida de Pelego para o Executivo, a vereadora Inailce Nogueira Lopes passou a exercer interinamente a presidência da Câmara Municipal. No entanto, José Luís Diniz também é alvo da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). Ele cumpre prisão domiciliar, com autorização judicial restrita apenas para deslocamentos até a Câmara Municipal, exclusivamente para participação em sessões previamente agendadas.
A Justiça alertou que qualquer descumprimento das medidas impostas poderá resultar na revogação da prisão domiciliar e na transferência do parlamentar para o sistema prisional. Além de Pelego, outros cinco vereadores de Turilândia tiveram as prisões convertidas em domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica: Gilmar Carlos (União Brasil); Sávio Araújo (PRD); Mizael Soares (União Brasil); Inailce Nogueira (União Brasil); e Ribinha Sampaio (União Brasil).
OPERAÇÃO TÂNTALO II
As investigações conduzidas pelo GAECO apontam a existência de uma organização criminosa estruturada, que teria se infiltrado na administração pública de Turilândia para desviar cerca de R$ 56 milhões, principalmente das áreas de Saúde e Assistência Social. Segundo o Ministério Público, o esquema utilizava empresas de fachada para simular a prestação de serviços e justificar pagamentos irregulares com recursos públicos.
Ao todo, 21 mandados de prisão foram expedidos contra agentes políticos, servidores públicos e empresários envolvidos no esquema. A Operação Tântalo II é um desdobramento de uma fase anterior, deflagrada em fevereiro deste ano, que já investigava fraudes em licitações e outros desvios no município (
relembre).
De O Informante/Jornal Pequeno.