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| Maria Carmem matou Marcos Santana. |
O Poder Judiciário, por meio da 1ª Vara da Comarca de Coroatá, realizou uma série de júris neste mês de abril, todas presididas pela juíza Anelise Reginato, titular da unidade judicial. Na primeira sessão da pauta, o réu foi Bruno Santos de Jesus, acusado de ter matado Cícero Costa Ferreira, fato ocorrido em 3 de outubro de 2021, no povoado Pau de Estopa, localidade da zona rural de Coroatá. Ao final da sessão, o Conselho de Sentença, por maioria de votos, não reconheceu a autoria e Bruno foi absolvido.
Sobre o caso, consta na denúncia que a vítima se encontrava em um bar, quando discutiu com um rapaz identificado como Laércio. Os dois passaram a trocar ameaças e saíram do estabelecimento, prometendo voltar armados. Após, segundo os fatos narrados no boletim de ocorrência, Laércio teria retornado, acompanhado do denunciado Bruno e outro homem, identificado como Reno. Cícero foi atingido por golpes de faca e por tiros. Após investigações, a polícia descobriu que já havia desentendimento anterior entre os homens e a vítima.
Na segunda sessão, realizada no dia 7, os réus foram João Vitor dos Santos Salazar e Diego Pereira da Silva. Eles estavam sendo julgados sob acusação de terem tentado matar Carlos Eduardo Ferreira Alvim, em 24 de março de 2023. De acordo com o depoimento da companheira da vítima, eles estavam em casa, dormindo, quando alguém chegou e perguntou por uma arma. Carlos Eduardo teria entregue o revólver para a pessoa. De repente, a testemunha afirmou ter ouvido um disparo, encontrando o companheiro ferido no rosto. A vítima reconheceu os denunciados como sendo os autores do delito. No julgamento, o Conselho de Sentença não reconheceu a autoria e absolveu os réus.
Na terceira sessão, ocorrida no dia 10, foi julgado o réu Antônio José de Sousa Brito, acusado de ter tentado matar Paulo Vitoriano da Silva, seu padrasto. Conforme a denúncia, os fatos ocorreram no povoado Limoeiro, localidade da zona rural de Coroatá. Foi averiguado que o denunciado teria chegado na casa de sua mãe embriagado e estava lavando louça na pia, instante em que seu padrasto entrou. O denunciado teria largado o que estava fazendo, se armado com uma faca, e atingido Paulo. A mãe do denunciado, tentando impedir algo mais grave, também foi lesionada com um corte no dedo. Antônio José recebeu a pena definitiva de oito anos de prisão, podendo recorrer em liberdade.
CASO DE REPERCUSSÃO
O caso julgado no dia 14 de abril foi de grande repercussão em Coroatá. Constou na denúncia que, em 29 de maio de 2024, foi achado o cadáver de Marcos Santana Ramos Salazar. O corpo foi encontrado em uma quitinete, amarrado e amordaçado, e com marca de dois golpes na região do pescoço. Ele era gerente de uma rede de farmácia na cidade. O corpo foi encontrado por funcionários do estabelecimento, que sentiram a ausência da vítima no serviço e foram ao local onde Marcos morava (
relembre).
Em investigação, a polícia descobriu que um casal do quarto vizinho havia desaparecido sem prestar contas à proprietária. Os suspeitos eram a ré Maria Carmem Ferreira Silva e um menor de idade. Após diligências, a polícia encontrou o menor em conflito com a lei. Ele estava portando o aparelho celular da vítima, tendo confessado a participação na infração, dizendo que Maria Carmem teria sido a autora das perfurações no pescoço da vítima, indicando que guardou a arma do crime. Maria Carmem foi presa dias depois, em Grajaú. No julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação da ré, que recebeu a pena definitiva de 13 anos de reclusão.
FALTARAM PROVAS
A última sessão de julgamento, realizada no dia 16, apresentou como réus Marcelo Mesquita Martins Filho, Mayron Marcelo Costa Martins e Pedro Alves da Silva Filho, acusados de crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Foi apurado que, em 27 de março de 2020, os denunciados teriam matado as vítimas Antônio Lopes de Almeida e Daniel da Conceição Almeida, e tentado matar Francisca Lopes da Conceição e Anaelly Ferreira dos Santos.
Foi apurado que Mayron e Pedro, ambos portando armas de fogo, chegaram à residência das vítimas identificando-se como policiais, teriam entrado na casa e efetuaram vários disparos de arma de fogo, causando a morte de Antônio Lopes de Almeida e Daniel da Conceição Almeida e a tentativa de homicídio de Francisca Lopes da Conceição e Anaelly Ferreira dos Santos. O motivo dos crimes teria sido vingança.
“Após a decisão do Conselho de Sentença, julgo improcedentes os pedidos constantes na denúncia para o fim de absolver os réus Marcelo Mesquita Martins Filho, Mayron Marcelo Costa Martins e Pedro Alves da Silva Filho quanto aos crimes cometidos contra as vítimas Antônio Lopes de Almeida, Daniel da Conceição Almeida, Francisca Lopes da Conceição e Anaelly Ferreira dos Santos (…) Ordeno que cessem eventuais medidas cautelares e provisoriamente aplicadas aos réus em relação aos fatos descritos na denúncia, devendo eles serem colocados imediatamente em liberdade, se por outro motivo não estiverem presos”, finalizou a juíza na sentença.