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| Julgamento. |
Em julgamento realizado nesta quinta-feira (24), na 2ª Vara Criminal de Imperatriz, o réu Ricardo Pereira da Silva foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença e recebeu a pena de 18 anos e nove meses de prisão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. O réu, que já estava preso, teve a prisão mantida após a condenação. Ricardo Pereira da Silva estava sendo acusado de participação no homicídio qualificado de Bruno Calaça Barbosa, crime ocorrido em 26 de julho de 2021 (relembre).
O júri foi presidido pelo juiz Glender Malheiros e durou cerca de 15 horas, no Fórum de Imperatriz. A Justiça também fixou em R$ 10 mil o valor a ser destinado à família da vítima, a título de reparação pelas despesas com o funeral.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima estava no estabelecimento "Del Lagoa", acompanhada de um irmão identificado como Willian e mais alguns amigos. No mesmo local, estavam Ricardo, o ex-policial Adonias Sadda e outro homem, identificado como Waldex. Foi apurado que, em determinado momento, ocorreu uma discussão entre Willian e Waldex, mas o atrito foi contornado após a intervenção de seguranças e do proprietário do estabelecimento. De repente, Adonias teria se dirigido a um policial militar presente, a quem conhecia, para que não interviesse em relação aos amigos.
Atuaram no caso a promotora de Justiça Paloma Ribeiro Gonçalves de Pinho Reis, titular da 7ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Imperatriz, e o promotor de Justiça Carlos Róstão Martins Freitas, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Imperatriz.
AFASTOU COM OS PÉS
Em um segundo momento, o denunciado chegou a conversar com um homem que estava no grupo de Bruno, quando teriam reafirmado o propósito de selar a paz entre os grupos. Após o encerramento do show e aproximadamente uma hora depois do primeiro desentendimento, Bruno Calaça e seus amigos estavam calmamente na extremidade do palco, quando Adonias e Ricardo teriam se aproximado e tentado levantar a camisa de Bruno. A vítima teria dito que não queria briga, empurrando os dois homens com os pés, momento em que Adonias o surpreendeu com um tiro. Bruno caiu, falecendo quase instantaneamente.
Em depoimento à polícia, Adonias Sadda afirmou que se dirigiu até a vítima e efetuou o disparo após ser convencido por Ricardo, que o teria informado falsamente que Bruno estava armado. O crime teve grande repercussão na cidade e já havia resultado na condenação de Adonias. O ex-policial militar foi condenado pelo Tribunal do Júri, recebendo a pena de 23 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato do médico Bruno Calaça (saiba mais).













