Mostrando postagens com marcador Fraude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fraude. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Operação Nota Fria mira ex-funcionários que deram prejuízo de R$ 2 milhões no Grupo Mateus

Operação Nota Fria.
A polícia civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta quinta-feira (08), a Operação Nota Fria, destinada ao cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Maranhão e no Piauí, no âmbito de uma investigação que apura um esquema de fraudes praticado por funcionários do Grupo Mateus. As irregularidades investigadas teriam causado um prejuízo superior a R$ 2 milhões à empresa.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC) e pelo Centro de Recuperação de Ativos (CRA), identificou indícios de que ex-funcionários da empresa, incluindo um ex-gerente executivo, teriam constituído empresas de fachada para simular a prestação de serviços, emitir notas fiscais fraudulentas e justificar pagamentos indevidos.

Segundo as investigações, o esquema teria sido utilizado para promover o desvio de recursos do grupo empresarial, mediante operações aparentemente regulares, mas que, na realidade, não corresponderiam à efetiva prestação dos serviços indicados nos documentos fiscais. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão domiciliares, sendo seis em Teresina, no Piauí; dois em São Luís, um em São José de Ribamar e um em Bacabal, no Maranhão.

Além das buscas, a operação também contempla medidas de bloqueio de valores e constrição de veículos, imóveis e outros bens pertencentes aos investigados. As medidas têm como objetivo preservar o patrimônio relacionado aos fatos investigados, possibilitar a recuperação dos recursos supostamente desviados e contribuir para o ressarcimento da empresa vítima. As diligências realizadas nesta quinta-feira integram o trabalho de investigação e levantamento de elementos que possam esclarecer a dinâmica das fraudes, a participação de cada investigado e a extensão dos prejuízos causados ao grupo empresarial.

Da Ascom PCMA.

domingo, 27 de setembro de 2026

Operação Dionísio combate esquema nacional de sonegação fiscal em bebidas alcoólicas e cumpre mandados no Maranhão

Operação Dionísio.
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf), participou da Operação Dionísio, coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf/MPAL).

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema nacional de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e outras fraudes tributárias relacionadas ao setor de bebidas alcoólicas. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão. Nesta fase da investigação, são apuradas as condutas de 30 pessoas físicas e 42 pessoas jurídicas, suspeitas de envolvimento nas práticas criminosas investigadas.

De acordo com as investigações, empresas localizadas nos municípios de Maceió e Arapiraca, em Alagoas, acumulam aproximadamente R$ 190 milhões em débitos tributários.

ATUAÇÃO NO MARANHÃO

No Maranhão, a operação contou com a atuação integrada do Gaesf, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), além do apoio da Polícia Militar, da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão (PGE) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Durante o cumprimento das medidas judiciais no Maranhão, foram apreendidos bens que totalizam R$ 4.221.242,54, incluindo R$ 188.532,88 em espécie, além de 10 caminhões. Também foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e aparelhos celulares, materiais que deverão subsidiar o prosseguimento das investigações. De acordo com o Gaesf, a atuação conjunta das instituições permitiu o cumprimento das medidas de busca e apreensão e a coleta de elementos que poderão contribuir para o esclarecimento da estrutura e do funcionamento do esquema investigado.

Redação: CCOM-MPMA.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

PF deflagra Operação Laudo Cego e cumpre mandados em nove cidades maranhenses

Operação Laudo Cego.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Laudo Cego, com o objetivo de combater um grupo criminosa suspeito de obter e de manter fraudulentamente benefícios previdenciários por incapacidade temporária. A ação é coordenada pela PF e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

São cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão, além dos municípios de Santa Rosa/RS, Cotia/SP, Parauapebas/PA, Parnaíba/PI e Ubajara/CE. Também foram determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre os investigados e constrição de bens e valores, com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.

A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria. As investigação tiveram início após identificação de indícios de um esquema voltado para a concessão indevida de benefícios previdenciários. Segundo a apuração, o grupo teria como integrantes servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Entre as práticas investigadas, estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos ilicitamente.

Até o momento, foram identificados 172 benefícios potencialmente fraudulentos, bem como um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Gaeco do MPMA apresenta denúncias por desvio de emendas parlamentares

Astro de Ogum.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ofereceu quatro novas denúncias à Justiça como resultado da Operação Faz de Conta, que apura um esquema de desvio e apropriação de recursos públicos advindos de emendas parlamentares em São Luís.

As denúncias envolvem acusações pelos crimes de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento público e uso de documento falso. Entre os denunciados estão o vereador Astro de Ogum e os secretários municipais Carlos Marlon de Sousa Botão (Cultura) e Rommeo Pinheiro Amin Castro (Desporto e Lazer), além de servidores das duas secretarias e da Câmara de Vereadores de São Luís e dirigentes de entidades privadas sem fins lucrativos.

As acusações, relativas à quinta (maio de 2026), sexta (julho de 2026), sétima e oitava (agosto de 2026) denúncias da operação, envolvem 67 denunciados e tratam de recursos destinados ao Instituto de Desenvolvimento do Estado do Maranhão (Idema), Instituto Garotinho de Ouro, Instituto Cultural de Desenvolvimento Social (Inceds) e o Instituto de Apoio à Mulher e à Criança, por meio de termos firmados com as Secretarias Municipais de Cultura (Secult) e de Desportos e Lazer (Semdel).

De acordo com as manifestações, entre 2017 e 2019, os acusados teriam integrado uma organização criminosa estruturada e com divisão de tarefas, para obtenção de vantagens por meio do desvio e apropriação de verbas públicas destinadas por vereadores de São Luís a entidades privadas sem fins lucrativos.

As investigações apontaram que o esquema abrangia a elaboração, a apresentação dos projetos até a liberação e retirada dos recursos. Segundo o Gaeco, componentes do esquema providenciavam a documentação das entidades e projetos que não seriam efetivamente executados, enquanto outros atuavam na tramitação dos processos administrativos junto a órgãos municipais. Após a liberação das verbas, outros participantes realizavam saques, transferências ou figuravam como beneficiários dos valores.

VALORES

O Instituto de Desenvolvimento do Estado do Maranhão (Idema) recebeu R$ 1.694.000,00 em emendas parlamentares, por meio de termos de fomento firmados com a Semdel. No caso do Instituto Garotinho de Ouro, a investigação identificou pelo menos R$ 800 mil em termos firmados com a Semdel e a Secult.

O Instituto Cultural de Desenvolvimento Social recebeu R$ 1.344.432,00 em transferências da Prefeitura de São Luís, sendo R$ 530 mil provenientes de emendas parlamentares formalizadas com a Semdel. Os recursos são relacionados a termos de fomento, que são contratos oficiais entre as administrações federal, estadual ou municipal e uma organização social com o objetivo de realizar um projeto de interesse público. Com o Instituto de Apoio à Mulher e à Criança, o Gaeco apurou a destinação de R$ 920 mil, repassados por meio de termos de cooperação com a Secult.

As apurações também constataram a utilização de documentos falsificados, entre eles, Atestados de Existência e Regular Funcionamento, cuja expedição compete ao Ministério Público. Também foram verificadas irregularidades na tramitação dos processos administrativos e nas prestações de contas apresentadas pelas entidades. De acordo com o MPMA, os projetos financiados com recursos públicos não teriam sido executados nos moldes aprovados e as prestações de contas teriam sido utilizadas para dar aparência de regularidade à destinação das verbas.

INVESTIGAÇÃO

A Operação Faz de Conta foi resultado do Procedimento Investigatório Criminal, instaurado pelo Gaeco em agosto de 2019, após a 2ª Promotoria de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social de São Luís comunicar suspeitas sobre a autenticidade de um documento supostamente expedido pelo Ministério Público para uma entidade sem fins lucrativos. As investigações revelaram situações semelhantes envolvendo outras instituições. Diante disso, as apurações foram fracionadas em diferentes fases e Denúncias.

Redação: CCOM MPMA.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Operação prende quadrilha que aplicava golpes com cartões de terceiros em Itapecuru-Mirim e Rosário

Momento das prisões.
Uma operação da polícia civil prendeu dez pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes contra estabelecimentos comerciais do Maranhão. As medidas judiciais foram cumpridas nessa quarta-feira (26), em Rosário e Itapecuru-Mirim. As equipes executaram três mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e sete de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores nas contas bancárias dos investigados para rastrear recursos possivelmente obtidos com a atividade criminosa.

Durante as buscas, os agentes apreenderam uma pistola, um automóvel Honda Civic, celulares, documentos e dispositivos eletrônicos. Todo o material deverá passar por perícia e será utilizado no aprofundamento das investigações. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados de forma oficial. A apuração começou após empresas identificarem uma série de transações suspeitas e comunicarem os casos à polícia. De acordo com a investigação, os dados de cartões de crédito pertencentes a terceiros eram inseridos manualmente nos sistemas de pagamento para viabilizar a compra de mercadorias.

A colaboração entre os investigadores e as equipes de prevenção de perdas dos estabelecimentos permitiu identificar a forma de atuação dos suspeitos. Durante uma das diligências, um homem foi preso em flagrante ao tentar retirar produtos adquiridos por meio do golpe. Segundo a polícia civil, o grupo apresentava divisão de tarefas. Os integrantes seriam responsáveis por diferentes etapas, como negociar as compras, fornecer os dados bancários, retirar e transportar as mercadorias, movimentar o dinheiro e revender os produtos.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Combate ao Roubo de Cargas, vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais, e pela delegacia de Miranda do Norte. Também participaram policiais da delegacia regional de Rosário, da Superintendência de Polícia Civil do Interior, do Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos e da Agência Local de Inteligência do 27º Batalhão da Polícia Militar. As investigações prosseguem para calcular os prejuízos provocados às empresas, identificar outros possíveis participantes e esclarecer a extensão das fraudes.

Do Portal VB.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PF investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no Maranhão

Operação Monte Sinai.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses. Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PF deflagra Operação Procuração Fantasma em São Luís, Santa Luzia e Zé Doca

Polícia Federal.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (06), a Operação Procuração Fantasma, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes em prejuízo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A investigação identificou indícios de um esquema criminoso voltado ao cadastramento fraudulento de procuradores vinculados a titulares de benefícios assistenciais. Segundo as investigações, o esquema tinha como finalidade manter os benefícios ativos por tempo indeterminado e viabilizar a contratação de empréstimos consignados em nome dos beneficiários. Há indícios de que os titulares dos benefícios eram pessoas fictícias, criadas mediante o uso de identidades falsas.

Levantamento realizado pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) aponta que o prejuízo causado aos cofres públicos pode alcançar cerca de R$ 5,7 milhões. São cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Luís, Santa Luzia do Paruá e Zé Doca. Também foram autorizadas pela Justiça medidas cautelares de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o arresto de bens para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato majorado contra entidade de direito público, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.

domingo, 2 de agosto de 2026

Casal que usava página 'Facilita Motos' para aplicar golpes em Arari é preso em São Luís

Momento da prisão.
A polícia civil do Maranhão cumpriu, na última sexta-feira (31), mandados de prisão preventiva contra um casal investigado pela prática reiterada do crime de estelionato, por meio de falsas negociações envolvendo a venda e o suposto financiamento de motocicletas. Os investigados foram localizados e presos em São Luís em cumprimento às ordens judiciais expedidas no curso das investigações conduzidas pela delegacia de Arari.

De acordo com as investigações, o casal utilizava a página denominada “Facilita Motos”, na rede social Instagram, para anunciar motocicletas e atrair possíveis compradores. Após o primeiro contato, as negociações eram transferidas para o WhatsApp, onde as vítimas recebiam propostas de financiamento e eram induzidas a realizar o pagamento de valores referentes à entrada dos veículos, por meio de transferências via Pix.

Após a confirmação do pagamento, os veículos não eram entregues e os valores pagos também não eram restituídos, caracterizando o golpe aplicado pelos investigados. O delegado Henrique Tanaka, da delegacia de Arari, solicita que outras pessoas que tenham realizado negociações com o casal ou com a página “Facilita Motos” compareçam à unidade policial para registrar ocorrência e contribuir com as investigações. A divulgação da imagem dos investigados tem finalidade exclusivamente investigativa, visando possibilitar a identificação de novas vítimas e o fortalecimento das apurações.

O delegado também orienta a população a adotar medidas de prevenção contra golpes virtuais, desconfiando de ofertas com preços muito abaixo do mercado, verificando a procedência da empresa ou vendedor e evitando realizar transferências bancárias antes de confirmar a autenticidade e a regularidade da negociação.

Do Jornal Pequeno.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Polícia Federal aprofunda investigação e cumpre mandados no Maranhão

Polícia Federal.
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (21), dois mandados de busca e apreensão em São Bento, no âmbito de investigação que apura, em tese, a prática dos crimes de peculato e de inserção de dados falsos em sistema de informações, supostamente cometidos por empregado público vinculado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

As investigações originam-se de comunicação formal encaminhada pelos Correios, que identificaram inconsistências no fluxo de objetos postais, especialmente relacionadas ao tratamento e à distribuição de cartões bancários destinados aos clientes da unidade. As apurações apontam indícios de adulteração de cargas postais, com destaque na manipulação indevida de cartões bancários sob responsabilidade funcional do investigado.

Os elementos informativos reunidos também indicam que o suspeito teria utilizado o próprio acesso privilegiado aos sistemas corporativos da empresa para alterar registros, inserindo informações falsas para, em tese, ocultar desvios de correspondências. As ordens judiciais cumpridas têm por finalidade a coleta de novos elementos probatórios que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos e para a identificação de eventuais envolvidos.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Operação da Polícia Federal mira advogados e agenciadores no Maranhão

Polícia Federal.
A Força-Tarefa Previdenciária no Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (07), a Operação Fake Fisher, com a finalidade de reprimir crimes contra o sistema previdenciário praticados por associação criminosa. A ação foi conduzida pela Polícia Federal, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) do Ministério da Previdência Social (MPS).

Trata-se de desdobramento da Operação Fake ID, deflagrada em 2023, de acordo com os indícios de fraude no requerimento de Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período de piracema (relembre).

A investigação identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por um escritório de advocacia e por agenciadores/intermediários que seriam os responsáveis pela prospecção de beneficiários em massa com o objetivo de simular vínculos com a atividade pesqueira. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão por 18 policiais federais, nas residências e nos escritórios profissionais dos investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Luís.

De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo estimado com a concessão de 552 benefícios já identificados alcança aproximadamente R$ 3,7 milhões. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Envolvidos em pirâmide financeira que movimentou R$ 440 milhões são presos no Maranhão

Momento da prisão.
A polícia civil do Piauí, por meio da Delegacia-Geral e com o apoio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do GAECO/MPPI e da polícia civil do Maranhão, deflagrou a segunda fase da “Operação Extrema Confiança”.

A operação tem como objetivo desarticular o grupo criminoso por trás do maior “Esquema Ponzi” (variação de pirâmide financeira) da história do Piauí com investigações sob responsabilidade do delegado Luciano Alcântara. A fraude financeira é a maior já registrada no estado em volume de recursos movimentados. Inclusive, o nome dado a essa operação é devido a confiança extrema depositada pelas vítimas nos responsáveis por este golpe financeiro, entregando, em alguns casos, as reservas financeiras de toda a vida.

Na etapa desta segunda-feira (22), foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra dois investigados identificados Elison Araújo Abreu, de 40 anos, e Igor de Sousa Silva, de 28 anos, em Timon e São Luís, no Maranhão. Em Teresina, foi cumprida uma medida cautelar diversa da prisão contra um terceiro envolvido, de iniciais J. de L. S. R., de 28 anos.

Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, com o avanço das investigações, a polícia civil identificou indícios robustos da participação desses três indivíduos em crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e até lavagem de dinheiro. A “Operação Extrema Confiança” atua com base na repressão financeira qualificada. Isso significa que, além das prisões, a estratégia foca na asfixia patrimonial do grupo, utilizando técnicas avançadas de investigação para rastrear, congelar e sequestrar ativos, descapitalizando a estrutura financeira do grupo criminoso.

“O inquérito segue na sua fase de conclusão. Com a elaboração do relatório final, o delegado Luciano Alcântara formalizará o indiciamento dos envolvidos e a capitulação dos crimes praticados. O montante total desviado pelo esquema segue em análise e os detalhes contábeis serão divulgados assim que a auditoria for finalizada”, informou o delegado-geral.

O Modus Operandi e o Volume da Fraude

O grupo atraía as vítimas oferecendo falsas operações na Bolsa de Valores do Brasil (B3), prometendo retornos mensais ilusórios de até 10% sobre o valor investido. Para dar aparência de legitimidade ao negócio e passar segurança aos clientes, os criminosos registraram uma empresa de fachada na Junta Comercial do Piauí chamada “XTREME TRADE”. A estimativa é de que o golpe tenha feito mais de 300 vítimas, concentradas principalmente no Piauí e no Maranhão. As investigações revelaram que, em um período de aproximadamente dois anos e meio, a “XTREME TRADE” e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões entre créditos e débitos somados.

Veja mais detalhes na reportagem da TV Cidade Verde:


sábado, 23 de maio de 2026

Prefeito de Buriticupu é afastado do cargo por desvio de recursos públicos

Prefeito João Carlos.
O Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 22, a Operação Comensal, cumprindo mandados de busca e apreensão, em endereços em Buriticupu, São Luís e Bom Jardim. Foram apreendidos documentos, computadores, celulares, mídias eletrônicas e objetos que agora passarão por análise técnica.

A investigação apura um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da merenda escolar no município de Buriticupu. São alvos o prefeito João Carlos Teixeira da Silva, empresários, um vereador e diversos secretários e ex-gestores municipais.

A ação decorre de procedimento da Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça e contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Polícia Militar. As ordens judiciais foram expedidas em decisão assinada pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

A investigação do MPMA tem como foco o Pregão Eletrônico nº 006/2023, destinado à compra de alimentos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios de direcionamento da licitação, favorecimento de empresa contratada e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

DECISÃO

Na decisão, que determinou a busca e apreensão, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos também ordenou o afastamento cautelar do prefeito de Buriticupu e de secretários municipais envolvidos pelo prazo de 90 dias. Foi determinado, ainda, o monitoramento eletrônico dos investigados por meio de tornozeleira, igualmente pelo prazo de 90 dias.

Os crimes imputados pelo Ministério Público envolvem peculato-desvio, corrupção. Segundo a denúncia, houve suposto conluio entre o núcleo político da prefeitura e a empresa A. Pereira da Silva LTDA. Foram identificadas também falhas na publicidade do edital, ausência de elementos obrigatórios no Termo de Referência, além de indícios de superfaturamento.

Relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilo bancário apontaram movimentações de capitais atípicas e incompatíveis com a capacidade declarada dos envolvidos, indicando a existência de “caixa dois”.

Redação: CCOM-MPMA.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Promotora identifica fraude e requer suspensão de contrato de iluminação pública em Rosário

Prefeito de Rosário Jonas Magno.
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Rosário, ajuizou, nesta segunda-feira, 18, uma Ação Civil Pública (ACP) pedindo a nulidade do contrato de iluminação pública firmado entre o Município e a empresa ASD Ilumination & Service Ltda. O contrato, no valor de R$ 2.494.150,52, apresenta evidências de fraude documental, simulação de concorrência e confusão patrimonial.

Na ACP, o Ministério Público do Maranhão requer, como medida liminar, a suspensão imediata do contrato e de qualquer pagamento à empresa; a proibição de novos aditamentos contratuais e a indisponibilidade de bens dos envolvidos em valor equivalente ao do contrato firmado, para garantir o ressarcimento ao erário.

IRREGULARIDADES

Segundo a investigação, conduzida pela promotora de justiça Maria Cristina Lima Lobato Murillo, a pesquisa de mercado teria sido forjada. Propostas de empresas supostamente concorrentes foram assinadas digitalmente horas antes dos pedidos formais de cotação serem enviados pela prefeitura. Além disso, verificou-se que as empresas envolvidas na fase de cotação são controladas pelo mesmo operador, Bruno Mousinho Lago.

A Promotoria também constatou que a empresa executa o contrato utilizando a estrutura direta do Município de Rosário. Em inspeção, foram identificados veículos adesivados com a logomarca da prefeitura e servidores municipais atuando na prestação do serviço privado. “O ente público paga por um serviço que ele próprio executa com seus recursos, enquanto a empresa recebe o valor integral do contrato”, destacou a promotora de justiça.

Também foi detectada uma triangulação financeira nos contratos de locação de veículos. Os pagamentos, que deveriam ser destinados aos proprietários dos automóveis, eram transferidos diretamente para as contas bancárias de funcionários da própria empresa ASD Ilumination, caracterizando desvio de finalidade.

HISTÓRICO

A ação menciona notícias veiculadas na imprensa maranhense que apontam o operador Bruno Mousinho Lago como suposto “vendedor de notas” para prefeituras, utilizando empresas de fachada para o esvaziamento de cofres municipais. “A investigação apurou que o CNPJ da empresa concorrente no certame de Rosário (BETA) é o mesmo utilizado anteriormente pelo operador em outros municípios, como Vitória do Mearim”, observou Maria Cristina Murillo.

Ainda de acordo com a promotora de justiça, o inquérito civil prossegue para identificar a responsabilidade de todos os agentes envolvidos e aplicar as sanções cabíveis.

Redação: CCOM-MPMA.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Operação Espelho Turvo prende quadrilha que criava sites fraudulentos de órgãos públicos; golpe foi superior a R$ 20 milhões

Presos na operação.
Equipes da polícia civil do Maranhão, em conjunto com a polícia civil de Minas Gerais, deflagraram uma grande operação em Imperatriz com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa especializada em estelionato digital e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Espelho Turvo, ocorreu de forma simultânea em seis estados: Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina. 

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de bens e ativos financeiros. No Maranhão, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, todos em Imperatriz. Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi lavrado um auto de prisão em flagrante por tráfico de drogas.

As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada e sofisticada, sendo responsável por fraudes eletrônicas que causaram prejuízos a vítimas, principalmente em Minas Gerais. A vantagem ilícita obtida pela organização é estimada em mais de R$ 20 milhões, com cerca de 1.200 pessoas lesadas desde janeiro de 2024.

Coordenadas polícia civil mineira, as apurações identificaram um esquema baseado na criação de sites fraudulentos que simulavam páginas oficiais de órgãos públicos, como o DETRAN de Minas Gerais e a Secretaria de Estado da Fazenda. Por meio dessas plataformas falsas, as vítimas eram induzidas a realizar pagamentos de tributos, especialmente o IPVA, via Pix, com os valores sendo desviados para contas controladas pelo grupo.

Ainda segundo a investigação, a organização utilizava uma rede estruturada de empresas de fachada e contas bancárias de passagem para ocultar e dissimular os recursos obtidos ilegalmente. Pelo menos 20 empresas foram identificadas nesse esquema de lavagem de capitais, incluindo uma denominada “Central de Recebimento Virtual Ltda.”. As análises financeiras revelaram uma complexa engenharia destinada a dificultar o rastreamento do dinheiro.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Escritórios de advocacia são alvos de operação da Polícia Federal em São Bernardo e São Mateus

Operação Dolo Rural.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (29), a operação Dolo Rural, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário. A ação contou com a Força-Tarefa Previdenciária, conduzida pela Polícia Federal e com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão por 31 policiais federais contra investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, nas cidades maranhenses de São Mateus do Maranhão e de São Bernardo; além de Fortaleza, de Eusébio e de Baturité, no Ceará. A Justiça Federal também determinou adoção de medidas cautelares, como quebra do sigilo telemático, dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens.

A investigação identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por escritórios de advocacia, responsáveis pela confecção de documentos materialmente e ideologicamente falsos, mediante utilização de dados de propriedades rurais existentes. Com base nessas informações, teriam sido concedidos indevidamente benefícios previdenciários, tais como aposentadoria por idade, por salário-maternidade e por pensão por morte.

De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo estimado com a concessão de 35 benefícios já identificados alcança, aproximadamente, R$ 670 mil. A economia projetada com a futura suspensão desses benefícios, considerando a expectativa de sobrevida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pode chegar a R$ 4,1 milhões. Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, de associação criminosa e de falsificação de documento público.

sábado, 18 de abril de 2026

Operação Falso Profeta: Pastor investigado por estupro de vulnerável e estelionato é preso dormindo com outro homem

Pastor preso.
A polícia civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17), a operação Falso Profeta, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. A ação foi coordenada pela delegacia local, com apoio da polícia militar e participação de agentes de outras unidades. Durante a operação, foi cumprido mandado de prisão contra o pastor David Gonçalves Silva, ligado à igreja Shekinah House Church. O investigado é apontado como autor de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.

No cumprimento do mandado de busca e apreensão em um imóvel, localizado no bairro Recanto do Poeta, foram recolhidos celulares, documentos e outros itens. O material será periciado e pode contribuir para o avanço das investigações. Segundo a polícia civil, o inquérito tramita há cerca de dois anos. Até o momento, entre cinco e seis possíveis vítimas foram identificadas. 

De acordo com as autoridades, o imóvel funcionava como espaço vinculado à igreja e abrigava cerca de 100 a 150 fiéis, que viviam sob a liderança do suspeito. Durante o cumprimento do mandado de busca e prisão, os policiais encontraram o pastor no quarto acompanhado de outro homem. As investigações continuam, com o objetivo de localizar outras vítimas e reunir novos elementos de prova.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Polícia Federal deflagra Operação Bórgias II em Teresina, Codó e Bacabal

Operação Bórgias II.
A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Bórgias II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por uma série de flagrantes e tentativas de saques de benefícios previdenciários em Codó.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão temporária nos municípios de Teresina/PI, Codó e Bacabal. As ordens foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina/PI, da Seção Judiciária do Piauí.

As investigações indicam que o grupo fraudava sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mediante inserção de documentos falsos, alteração de dados cadastrais e de locais de pagamento, com o objetivo de viabilizar o recebimento indevido. Entre as práticas identificadas, estão o saque pós-óbito, além de benefícios vinculados a pessoas fictícias e a beneficiários vivos.

No curso das apurações, foram identificados 17 subsídios vinculados à atuação da organização criminosa. Parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Bórgias I, o que evidencia a reiteração da prática delitiva (relembre). 

Diante do prejuízo estimado ao INSS, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 5,3 milhões, bem como a suspensão dos benefícios relacionados ao esquema. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato majorado, de falsidade ideológica, de uso de documento falso, de apropriação de bens de pessoas idosas e de lavagem de bens e de valores.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

TRE-MA cassa mandatos de Fábio Macedo Filho, Wendell Martins e Raimundo Júnior

Vereadores cassados.
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) decidiu, por unanimidade, cassar a chapa proporcional do Podemos nas eleições municipais de 2024, em São Luís. A decisão, confirmada na noite desta quinta-feira (09), resulta na perda dos mandatos dos vereadores eleitos pela legenda: Fábio Macedo Filho, Wendell Martins e Raimundo Júnior. Ainda cabe recurso.

O julgamento acompanhou integralmente o voto do relator, o juiz José Walterson de Lima, que considerou procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida com base em fraude à cota de gênero. Segundo o entendimento da Corte, houve irregularidades na formação da chapa, comprometendo o cumprimento da legislação eleitoral que exige o mínimo de 30% de candidaturas femininas.

De acordo com a decisão, foram identificados indícios de candidaturas fictícias, utilizadas apenas para preencher formalmente a exigência legal, sem participação efetiva no processo eleitoral. Com isso, o tribunal determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), atingindo todos os candidatos vinculados ao partido no pleito.

Além de rejeitar os recursos apresentados pela defesa, a Corte também decidiu pela anulação de todos os votos obtidos pelo Podemos para vereador. Na prática, a medida provoca a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário, o que pode alterar a composição da Câmara Municipal de São Luís, com a redistribuição das vagas entre outras legendas.

Por outro lado, o tribunal afastou o pedido de inelegibilidade contra Lorena Verusca Souza Melo Macedo, por entender que não houve comprovação de sua participação direta nas irregularidades apontadas. A decisão reforça o rigor da Justiça Eleitoral no combate a fraudes envolvendo a cota de gênero, prática que tem sido alvo constante de fiscalização em todo o país e que pode resultar em punições severas, incluindo a cassação de chapas inteiras.

Do Blog do John Cutrim.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Proprietária de posto de combustíveis identifica desvio de dinheiro e frentistas acabam presas no Maranhão

Momento das prisões.
A polícia civil do Maranhão realizou a prisão em flagrante de duas mulheres suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de valores em um posto de combustíveis localizado no bairro Laranjeiras, em Santa Inês. A ação foi iniciada após a proprietária do estabelecimento procurar a polícia civil e relatar sucessivos prejuízos financeiros decorrentes de condutas fraudulentas praticadas por duas funcionárias. As investigadas, de 26 e 33 anos, atuavam como frentistas e, segundo as apurações, se aproveitavam da função para se apropriar de valores pagos em dinheiro por clientes durante abastecimentos.

De acordo com a denunciante, as suspeitas utilizavam um método estruturado para viabilizar as fraudes. Após realizarem abastecimentos pagos em espécie, elas deixavam de repassar os valores ao caixa da empresa e registravam indevidamente as transações como se fossem realizadas na modalidade crédito, vinculando-as a terceiros. As investigações apontam ainda que as mulheres utilizavam dados de clientes sem autorização, chegando a atribuir débitos repetidamente a uma mesma pessoa, além de inserirem placas de veículos divergentes para mascarar as operações. Há indícios também de falsificação de assinaturas de consumidores, com o objetivo de conferir aparência de legalidade às transações fraudulentas.

A apuração preliminar indica que, apenas nos dias 03 e 05 de abril, os valores desviados ultrapassam R$ 6 mil, sendo aproximadamente R$ 3.924,32 atribuídos a uma das investigadas e R$ 2.375,13 à outra. Somente nesta terça-feira, mesmo após a identificação do esquema, novas irregularidades teriam sido praticadas, gerando um prejuízo adicional estimado em cerca de R$ 800,00.

Diante das informações e da reiteração das condutas criminosas, equipes policiais realizaram diligências e localizaram as suspeitas, que foram conduzidas à delegacia juntamente com testemunhas para a adoção dos procedimentos legais. Após a análise dos elementos colhidos, as duas mulheres foram autuadas em flagrante pelo crime de furto qualificado, em razão do abuso de confiança e do concurso de pessoas, permanecendo à disposição do Poder Judiciário. As investigações seguem com o objetivo de apurar a real dimensão dos prejuízos causados e verificar a possível participação de outras pessoas no esquema criminoso.

PF deflagra operação contra fraudes previdenciárias no Maranhão e Piauí

Operação da PF.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (08), a Operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário. A ação foi conduzida pela PF no estado do Maranhão, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS) e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).

Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão temporária em São Luís, Barreirinhas, Tutóia e Parnaíba/PI. A investigação é desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em 3/7, que apurou a atuação de um grupo criminoso composto responsável pela inserção de vínculos empregatícios inexistentes em sistema federal, com o objetivo de viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios previdenciários.

Nesta fase, foram investigados intermediários responsáveis por cooptar os “clientes”, bem como suspeitos que atuariam para viabilizar a concessão dos benefícios. De acordo com a investigação, o prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de, aproximadamente, R$ 4,6 milhões.

Ao todo, 32 policiais federais cumpriram 8 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, com base em representação da PF. Também foram deferidas medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.

Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, de associação criminosa, de falsificação de documento público, de falsidade ideológica, de falsa identidade, de inserção de dados falsos em sistema de informações e de lavagem de capitais.