quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Operação prende quadrilha que aplicava golpes com cartões de terceiros em Itapecuru-Mirim e Rosário

Momento das prisões.
Uma operação da polícia civil prendeu dez pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes contra estabelecimentos comerciais do Maranhão. As medidas judiciais foram cumpridas nessa quarta-feira (26), em Rosário e Itapecuru-Mirim. As equipes executaram três mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e sete de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores nas contas bancárias dos investigados para rastrear recursos possivelmente obtidos com a atividade criminosa.

Durante as buscas, os agentes apreenderam uma pistola, um automóvel Honda Civic, celulares, documentos e dispositivos eletrônicos. Todo o material deverá passar por perícia e será utilizado no aprofundamento das investigações. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados de forma oficial. A apuração começou após empresas identificarem uma série de transações suspeitas e comunicarem os casos à polícia. De acordo com a investigação, os dados de cartões de crédito pertencentes a terceiros eram inseridos manualmente nos sistemas de pagamento para viabilizar a compra de mercadorias.

A colaboração entre os investigadores e as equipes de prevenção de perdas dos estabelecimentos permitiu identificar a forma de atuação dos suspeitos. Durante uma das diligências, um homem foi preso em flagrante ao tentar retirar produtos adquiridos por meio do golpe. Segundo a polícia civil, o grupo apresentava divisão de tarefas. Os integrantes seriam responsáveis por diferentes etapas, como negociar as compras, fornecer os dados bancários, retirar e transportar as mercadorias, movimentar o dinheiro e revender os produtos.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Combate ao Roubo de Cargas, vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais, e pela delegacia de Miranda do Norte. Também participaram policiais da delegacia regional de Rosário, da Superintendência de Polícia Civil do Interior, do Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos e da Agência Local de Inteligência do 27º Batalhão da Polícia Militar. As investigações prosseguem para calcular os prejuízos provocados às empresas, identificar outros possíveis participantes e esclarecer a extensão das fraudes.

Do Portal VB.

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