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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PF investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no Maranhão

Operação Monte Sinai.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses. Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

ALERTA! Cinco mil beneficiários dos precatórios do Fundef ainda não solicitaram pagamento

Imagem ilustrativa.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) alerta que cerca de 5 mil beneficiários dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) ainda não realizaram o procedimento necessário para receber os valores a que têm direito. A maior parte dos casos envolve ex-servidores que tiveram vínculo com a rede estadual de ensino entre os anos de 1998 e 2006 e que, atualmente, não possuem mais vínculo com o Estado, além de herdeiros de servidores falecidos que ainda não solicitaram o benefício.

“A determinação do Governo do Maranhão é garantir que todos os beneficiários recebam os valores a que têm direito. Por isso, fazemos um novo chamado para que ex-servidores e herdeiros procurem a Seduc e verifiquem sua situação. Os recursos estão assegurados e aguardam apenas a habilitação dos beneficiários para que o pagamento possa ser realizado”, destacou a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias.

Diferentemente dos servidores ativos e aposentados, cujos dados cadastrais estão disponíveis junto ao Estado, os ex-servidores desligados da rede estadual não possuem informações pessoais atualizadas. Embora a secretaria tenha o registro do período trabalhado e do valor devido a cada beneficiário, a ausência dessas informações dificulta a localização dessas pessoas.

Os valores destinados a esses beneficiários permanecem reservados em conta específica e podem ser solicitados a qualquer momento dentro do prazo legal. No caso dos servidores falecidos, os herdeiros também podem requerer o pagamento mediante apresentação da documentação exigida. A Seduc ressalta que ex-servidores da rede estadual de ensino que atuaram no período contemplado pelos precatórios do Fundef, bem como herdeiros de beneficiários falecidos, podem procurar a Secretaria, por meio dos canais oficiais da Seduc, para verificar sua situação e obter orientações sobre os procedimentos necessários para o recebimento dos valores.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Brandão anuncia calendário de pagamento da nova parcela dos precatórios do Fundef com valores atualizados

Carlos Brandão.
Os professores da rede estadual de ensino já têm data marcada para receber os valores atualizados de mais uma parcela dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). O cronograma oficial de pagamentos foi anunciado e terá início na próxima semana, dividido por categorias para garantir a organização do fluxo bancário.

O anúncio do pagamento foi feito pelo governador Carlos Brandão em suas redes sociais. O pagamento será iniciado na próxima terça-feira (16) contemplando os servidores ativos. Na quarta-feira (17), será a vez do pagamento dos aposentados. Na quinta-feira (18), os servidores desligados. Já no dia 22 deste mês será iniciado o pagamento dos herdeiros, seguindo a tramitação individual de cada processo.

Durante o anúncio, o governador fez um resgate histórico sobre a origem do direito aos precatórios no estado. Ele lembrou que o resgate dos créditos foi possível a partir de uma luta abraçada pela gestão estadual ainda em 2003. Com o trabalho do governo, foi possível avançar ao longo dos anos e obter essa vitória para os educadores.

“É importante lembrar como essa trajetória começou. Em 2003, ainda como secretário-chefe da Casa Civil do Governo Zé Reinaldo, recebemos os professores e decidimos entrar na Justiça, em nome do Estado, para defender o direito dos educadores aos recursos do Fundef. Essa foi a primeira iniciativa dessa luta. Sem ela, não haveria precatório a ser pago hoje. A história precisa ser contada por inteiro”, destacou Brandão.

Defesa do valor integral para os educadores

Além da liberação dos recursos, o governador Carlos Brandão informou que a gestão estadual está atuando juridicamente para proteger o montante integral a que os profissionais têm direito. A meta da gestão é garantir que 100% dos recursos devidos permaneçam, de fato, nas mãos dos educadores. Para isso, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) protocolou uma petição com o objetivo de barrar a retenção de 15% do valor total dos precatórios, que vinha sendo pleiteada para o pagamento de honorários advocatícios.

Confira o calendário oficial de pagamentos

- Dia 16/06 (terça-feira): servidores ativos;
- Dia 17/06 (quarta-feira): aposentados;
- Dia 18/06 (quinta-feira): servidores desligados;
- Dia 22/06 (segunda-feira): início do pagamento dos herdeiros.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

STF autoriza transferência dos precatórios do Fundef para professores do Maranhão

Governador Carlos Brandão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a transferência dos recursos referentes aos precatórios do Fundef destinados ao Maranhão, liberando mais de R$ 1,1 bilhão para pagamento de abono aos profissionais do magistério da rede pública estadual. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, no âmbito da Ação Cível Originária (ACO) 661, que trata da execução contra a União envolvendo os repasses do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).

No despacho, o ministro informa que o relator do caso, ministro Nunes Marques, determinou o encaminhamento do processo à Presidência da Corte para viabilizar a transferência dos valores já disponibilizados referentes à terceira parcela do montante incontroverso e à primeira prestação do acordo homologado no processo. A decisão estabelece que os recursos deverão seguir a divisão prevista na legislação: 40% para manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental e 60% destinados ao pagamento de abono aos profissionais do magistério.

Segundo os valores detalhados no documento, cerca de R$ 754,7 milhões serão direcionados para investimentos na educação pública estadual. Já o montante destinado aos professores ultrapassa R$ 1,132 bilhão. O despacho também determina que a Caixa Econômica Federal realize, “com urgência”, a transferência eletrônica dos valores para as contas indicadas pela Secretaria de Estado da Educação do Maranhão.

Com a medida, o governo maranhense avança em mais uma etapa do processo de liberação dos recursos do Fundef, pauta que há anos mobiliza milhares de professores em todo o estado e tem sido alvo de disputas políticas e jurídicas envolvendo o pagamento dos valores devidos ao magistério. "Estamos aguardando a liberação definitiva para divulgação do calendário de pagamento. Esse recurso tem dono e estamos trabalhando para garantir o cumprimento efetivo desse direito", disse o governador Carlos Brandão.

De O Informante/Jornal Pequeno.

terça-feira, 26 de maio de 2026

TRE-MA mantém cassação de Wallas e Débora e determina novas eleições em São Benedito do Rio Preto

Wallas e Débora.
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) decidiu, por unanimidade, manter a cassação do prefeito de São Benedito do Rio Preto, Wallas Gonçalves Rocha (Republicanos), e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita. A corte também manteve a inelegibilidade de Wallas Rocha por oito anos e determinou a realização de novas eleições no município após o encerramento das instâncias ordinárias no próprio TRE-MA.

O julgamento, realizado nesta terça-feira (26), analisou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apontou o uso irregular de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para financiamento político nas eleições municipais de 2024 (relembre).

Segundo a investigação, a conta única do FUNDEB teria sido usada como uma espécie de “folha paralela” para abastecer aliados políticos, vereadores, cabos eleitorais e familiares ligados ao grupo do prefeito. O acervo probatório aponta que, entre janeiro de 2023 e junho de 2024, foram identificadas transferências de cerca de R$ 926 mil para núcleos políticos ligados à gestão municipal. Apenas no primeiro semestre de 2024, ano da eleição, o montante chegou a R$ 428 mil. A Justiça Eleitoral destacou que os pagamentos eram realizados sem contratos, licitações, concurso público ou vínculo funcional regular. Parte das movimentações teria ocorrido por meio de “acordos verbais”.

NOVAS ELEIÇÕES

Ao manter a sentença da 73ª Zona Eleitoral de Urbano Santos, o tribunal reformou apenas o ponto relacionado à execução da decisão. Agora, o TRE-MA determinou cumprimento imediato após o julgamento de eventuais embargos de declaração, sem necessidade de aguardar trânsito em julgado definitivo. Com isso, novas eleições majoritárias deverão ser convocadas em São Benedito do Rio Preto.

A vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita teve a cassação mantida devido à indivisibilidade da chapa, mas não foi declarada inelegível por falta de provas sobre participação direta nas irregularidades. Além da chapa majoritária, o TRE-MA também manteve a cassação de vereadores e suplentes beneficiados pelo esquema investigado.

Do Imirante.

terça-feira, 3 de março de 2026

Justiça determina retorno de Wallas Rocha à Prefeitura de São Benedito do Rio Preto

Wallas Rocha.
A desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), decidiu, nesta segunda-feira (02), revogar a medida cautelar que suspendia o exercício das funções públicas do prefeito de São Benedito do Rio Preto, Wallas Gonçalves Rocha, determinando o seu retorno imediato ao cargo.

A decisão foi proferida no âmbito de agravo interno relacionado a investigação que apura supostos crimes como peculato, falsidade ideológica e pesquisa fraudulenta. Além do prefeito, também tiveram o afastamento revogado e foram reconduzidos aos respectivos cargos os servidores Jairo Viana Frazão, Celina Maria Albuquerque e Andreya Almeida Aguiar Monteiro da Silva.

Ao fundamentar a decisão, a magistrada destacou que a medida cautelar de afastamento não pode perdurar além do necessário e que, no caso concreto, as buscas e apreensões já foram realizadas, assim como a auditoria referente à aplicação de recursos do Fundeb, cujo material já se encontra à disposição da Polícia Federal para análise especializada. Segundo a relatora, a manutenção do afastamento não se justifica mais, uma vez que a instrução do inquérito policial já alcançou a finalidade que embasou a medida inicial, não havendo, neste momento, demonstração de risco concreto que sustente a continuidade da suspensão das funções públicas.

A decisão também tratou da restituição de bens apreendidos durante a investigação. Foi autorizada a devolução de um veículo Porsche Macan, placa SBC7H77, e de um Audi A3, placa PTM9I79, aos respectivos proprietários, na condição de fiéis depositários, mantendo-se, contudo, restrição à transferência via sistema Renajud. Além disso, a magistrada determinou a restituição da quantia de R$ 11.512,00 a Amilton Damasceno Alves. A decisão prevê ainda comunicação formal à prefeitura de São Benedito do Rio Preto sobre a revogação da cautelar e encaminhamento de cópias à Polícia Federal.


Do Blog do Neto Ferreira.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Polícia Federal deflagra Operação Pedras Frias na Prefeitura de Timbiras

Operação Pedras Frias.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Pedras Frias, com o objetivo de apurar a possível prática do crime de fraude em licitação para a contratação de empresa destinada ao fornecimento de material de expediente no município de Timbiras, envolvendo recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos municípios de São Luís e de Timbiras. A ação é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da Operação W.O., deflagrada em novembro de 2023, que revelou um esquema de direcionamento de procedimentos licitatórios em Timbiras (relembre).

As investigações indicaram que, no ano de 2023, um indivíduo e dois servidores municipais teriam promovido o direcionamento do certame em favor de uma empresa previamente escolhida, a qual arrematou os 167 itens licitados, pelo valor total de R$ 7 milhões.

A apuração contou com o apoio da Controladoria-Geral da União no Maranhão (CGU/MA), que identificou diversos indícios de irregularidades no procedimento licitatório, como a presença de cláusulas editalícias restritivas à competitividade, o superfaturamento e a indevida inabilitação da empresa que havia apresentado a proposta de menor preço.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Mesmo em recesso, Câmara Municipal de Buriti Bravo cobra explicações sobre recursos do Fundeb e ausência de rateio aos profissionais da Educação

Prefeita de Buriti Bravo Luciana Leocádio.
A Educação de Buriti Bravo voltou ao centro de uma grave crise política e administrativa. Mesmo durante o recesso legislativo, a Câmara Municipal, por iniciativa da bancada de oposição, protocolou um ofício firme e direto exigindo que a presidência da Casa acione imediatamente o Poder Executivo para prestar esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos do Fundeb, referentes ao exercício de 2025.

A movimentação foi liderada pelo vereador Wermeson Morais, líder da oposição, diante do silêncio da gestão municipal após a aprovação, por unanimidade, de um requerimento no dia 18 de dezembro de 2025, que solicitava informações detalhadas sobre receitas, despesas e a possibilidade de rateio ou abono aos profissionais da educação (rateio que, até o momento, não foi realizado).

Passadas semanas da aprovação do requerimento, o Executivo não apresentou documentos, não respondeu oficialmente e ignorou a cobrança do Legislativo, aprofundando o clima de insatisfação entre os profissionais da educação e reforçando questionamentos sobre a condução administrativa da pasta.
Pronunciamento do vereador.
Para a oposição, o cenário é ainda mais preocupante diante das suspeitas e investigações envolvendo a aplicação de recursos do Fundeb, o que torna a ausência de respostas ainda mais grave e inaceitável. Segundo os parlamentares, a falta de transparência compromete a confiança pública e coloca em risco o direito dos servidores da educação à valorização e ao respeito institucional.

O ofício encaminhado à presidência da Câmara no dia 6 de janeiro de 2026 cobra providências imediatas e deixa claro que a Câmara não aceitará ser desrespeitada ou mantida à margem de informações que são de interesse público. A oposição afirma que, caso o Executivo continue se omitindo, novas medidas políticas e legais poderão ser adotadas.

A mensagem é clara: não haverá silêncio, nem conivência com a falta de transparência. Mesmo em recesso, a Câmara foi acionada porque a Educação exige respostas e Buriti Bravo cobra explicações.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Investigada por desvio do Fundeb, Prefeita de Buriti Bravo é criticada por não pagar abono e desvalorizar servidores da Educação

Prefeita de Buriti Bravo.
A gestão da prefeita Luciana Borges Leocádio enfrenta forte desgaste político e social em Buriti Bravo, após denúncias de não pagamento do abono salarial aos profissionais da Educação, situação que servidores classificam como desvalorização da categoria, pela gestora que também é uma professora de formação. O cenário se agrava porque a prefeita é investigada pela Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos do Fundeb, fundo destinado justamente à manutenção da educação básica e à valorização de seus trabalhadores.

Professores e demais servidores da rede municipal afirmam que, apesar da entrada de recursos federais ao longo do exercício financeiro, o abono previsto em lei não foi pago, gerando revolta, insegurança financeira e questionamentos sobre a real aplicação das verbas educacionais. Representantes da categoria apontam que a falta de transparência e de diálogo com a gestão municipal aprofundou o sentimento de abandono e desrespeito.

A prefeita Luciana Leocádio é alvo da Operação Lei do Retorno, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos do FUNDEB, com prejuízo estimado em mais de R$ 50 milhões. A investigação envolve diversos municípios do Maranhão e do Piauí e mira gestores públicos, empresários e intermediários (saiba mais).

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Buriti Bravo e em endereços ligados à prefeita, incluindo sua residência em Teresina (PI), conforme noticiado por veículos como CNN Brasil e GP1. As autoridades investigam indícios de que contratos custeados com recursos da educação teriam sido superfaturados, com parte do dinheiro supostamente retornando aos envolvidos no esquema.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar décadas de prisão, a depender do grau de envolvimento de cada investigado. A investigação ainda está em fase de coleta de provas, incluindo análise de documentos, contratos administrativos, movimentações financeiras e quebras de sigilos autorizadas pela Justiça Federal.

O não pagamento do abono salarial aos profissionais da Educação chama atenção por ocorrer em meio a suspeita de mau uso dos recursos do Fundeb, cujo objetivo central é garantir investimentos na educação pública e a valorização dos profissionais do magistério. Para servidores, a situação evidencia uma contradição entre o volume de recursos recebidos pelo município e a realidade enfrentada nas escolas.

Em nota divulgada à época da operação, a Prefeitura de Buriti Bravo negou irregularidades, afirmando que os recursos da educação estariam sendo aplicados corretamente e que os materiais pedagógicos contratados foram entregues às unidades escolares. No entanto, não houve esclarecimento específico sobre o não pagamento do abono salarial aos servidores da educação.

A Operação Lei do Retorno integra uma ofensiva nacional da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) contra o desvio de verbas da educação básica. O caso de Buriti Bravo segue sob análise da Justiça Federal, que poderá determinar novas diligências, bloqueio de bens e outras medidas cautelares. Enquanto isso, servidores da Educação aguardam respostas concretas e cobram que os recursos públicos cumpram sua finalidade legal: valorizar quem sustenta a educação pública no município.

Confira:


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Preto anuncia pagamento de abono salarial aos profissionais da Educação em Vargem Grande

Prefeito Preto e o vice-prefeito Toinho Juvenil.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O prefeito de Vargem Grande Preto acaba de anunciar, por meio das redes sociais, o pagamento de abono salarial com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aos profissionais da Educação da rede pública municipal de ensino.

O pagamento, segundo apurado pelo Titular do Blog, será creditado nas respectivas contas dos servidores ainda nesta terça-feira (30). "Valorização de quem faz a educação acontecer! A sobra dos recursos do Fundeb será paga aos servidores da Educação de Vargem Grande. Compromisso, respeito e reconhecimento a quem transforma o futuro!", disse Preto.

DECRETO MUNICIPAL Nº 178/2025

Art. 1º. O saldo remanescente da conta específica do FUNDEB referente à aplicação mínima de 70% (setenta por cento) será pago em parcela única, no dia 30 de dezembro de 2025, aos profissionais e trabalhadores da educação básica da rede pública municipal de Vargem Grande - MA, em efetivo exercício de suas funções, observados os descontos legais, inclusive o Imposto de Renda, conforme a legislação vigente.

Parágrafo único. O abono de que trata este artigo possui natureza excepcional e transitória, não se incorporando aos vencimentos ou subsídios, não gerando reflexos previdenciários, trabalhistas ou indenizatórios, nem caracterizando despesa continuada, constituindo pagamento eventual, condicionado à disponibilidade financeira, ao cumprimento dos limites legais aplicáveis e à edição deste decreto regulamentador em cada exercício financeiro.

Art. 2º. A distribuição do abono relativo ao saldo remanescente do FUNDEB (70%), referente ao exercício financeiro de 2025, será realizada de forma proporcional e isonômica, tendo como base a última remuneração recebida no mês de dezembro de 2025, excluídas as verbas de natureza eventual ou variável, aplicando-se o fator de 2,06 (dois inteiros e seis centésimos) sobre a referida remuneração.

§ 1º. O fator 2,06 (dois inteiros e seis centésimos) decorre da divisão do saldo remanescente total pelo somatório das remunerações-base dos profissionais aptos ao recebimento, tendo como base a folha de dezembro de 2025.

A íntegra do Decreto está disponível no Diário Oficial do Município.

** Matéria atualizada.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Jones Braga anuncia rateio do Fundeb para profissionais da Educação em Nina Rodrigues

Jones Braga.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O prefeito de Nina Rodrigues Jones Braga acaba de anunciar, na véspera do Natal, o pagamento do rateio do Fundeb aos profissionais da Educação do município. A medida beneficia professores efetivos, contratados e demais profissionais da área.

Segundo Jones Braga, o pagamento será creditado na conta dos servidores na próxima terça-feira (30), dia do aniversário de emancipação política de Nina Rodrigues. Antes disso, na segunda-feira (29), a Câmara Municipal realizará uma sessão extraordinária para aprovar o projeto oriundo do executivo.

"Seguimos trabalhando, com responsabilidade e compromisso com quem faz a educação acontecer", concluiu o prefeito. Confira todos os detalhes no vídeo abaixo:


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Após Prefeito e Vice, Vereadores de São Benedito do Rio Preto também são cassados pela Justiça

Quatro vereadores cassados.
A Justiça Eleitoral do Maranhão cassou os mandatos de quatro vereadores eleitos de São Benedito do Rio Preto por abuso de poder econômico, corrupção e fraude nas eleições municipais de 2024. A decisão é da juíza Luciana Quintanilha Pessoa, da 73ª Zona Eleitoral. 

De acordo com a sentença, os vereadores José Walter Damasceno Araújo, Sandra Regina da Silva Costa, Romário Carvalho Andrade e José Luís Rodrigues Barbosa tiveram os mandatos cassados após a comprovação do uso indevido de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para financiar campanhas eleitorais e comprar apoio político.

O esquema, segundo o Ministério Público Eleitoral, teria sido articulado pelo então prefeito Wallas Gonçalves Rocha, já cassado com a vice-prefeita Débora Mesquita em outro processo por irregularidades semelhantes (saiba mais).

Desvios e gravidade das condutas

A investigação revelou que valores do Fundeb foram desviados e utilizados para custear despesas de campanha, inclusive pagamento de cabos eleitorais, transporte e materiais de propaganda. Na decisão, a juíza destacou que as práticas configuram “abuso de poder econômico e político de extrema gravidade”, violando os princípios da administração pública e da lisura eleitoral. “Ficou demonstrado o uso sistemático de recursos da educação para garantir apoio político e financiar candidaturas, comprometendo a normalidade e a legitimidade das eleições municipais”, afirmou a magistrada.

Suplentes e outras sanções

A sentença também cita os nomes de Alexandre Araújo da Silva, Maria Gardênia de Lima Pereira, Dario Erre Rodrigues, Lídia Monteles Carneiro e Nathalia de Cássia Costa de Mesquita, que figuraram como suplentes nas coligações investigadas. Apesar de o juízo reconhecer a participação deles no esquema, não houve cassação de mandato, uma vez que não foram eleitos. Os suplentes, no entanto, permanecem sujeitos a responsabilização em outras esferas, como ações de improbidade administrativa e processos criminais.

Com a nova decisão, os vereadores cassados perdem imediatamente os mandatos e a Justiça deve convocar os suplentes não envolvidos diretamente nos atos ilícitos para assumir as vagas na Câmara Municipal. A sentença ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

Do Imirante.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Juíza de Urbano Santos cassa mandatos de Wallas Rocha e Débora Mesquita em São Benedito do Rio Preto

Wallas Rocha e Débora Mesquita.
A Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito Wallas Gonçalves Rocha e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita, de São Benedito do Rio Preto, por abuso de poder político e econômico. A sentença, assinada pela juíza Luciana Quintanilha Pessoa, da 73ª Zona Eleitoral de Urbano Santos, foi proferida na segunda-feira (27) e publicada nesta terça (28).

A decisão acolheu ação da Coligação União e Reconstrução (PP/Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV), que apontou o uso de recursos do Fundeb para cooptar apoio político. De acordo com o processo, instruído com documentos do TCE, TCU e Banco Bradesco, além de depoimentos de testemunhas, o prefeito teria autorizado pagamentos irregulares a aliados e familiares sem vínculo com a prefeitura em pleno ano eleitoral. O Ministério Público Eleitoral considerou comprovado o uso reiterado e desviante das verbas públicas.

Wallas Rocha teve o diploma cassado e foi declarado inelegível por oito anos. A vice-prefeita também perdeu o mandato, mas foi isenta de inelegibilidade. A magistrada determinou a retotalização dos votos, o que pode levar à realização de nova eleição no município. Na semana passada, Wallas já havia sido afastado temporariamente do cargo após operação conjunta da Polícia Federal e da CGU sobre desvio de recursos do Fundeb (relembre).

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

TCU e STF confirmam legalidade do uso dos precatórios do Fundef e desmontam acusações orquestradas contra Família Brandão

Reportagem da Band.
O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve qualquer desvio de recursos dos precatórios do FUNDEF pelo Governo do Maranhão e determinou o arquivamento da representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU). O documento oficial desmonta uma série de acusações sobre o uso indevido de verbas da educação, que foram alvo de uma estranha reportagem exibida pela TV Band, nessa quarta-feira (22), e que também apontava suposta ligação entre a empresa Vigas Engenharia e familiares do governador Carlos Brandão.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, em 2 de maio de 2024, o acordo na Ação Cível Originária (ACO) 661, definindo o pagamento da dívida do FUNDEF entre a União e o Estado do Maranhão. A decisão permitiu que 40% dos juros moratórios fossem utilizados em despesas públicas gerais, sem vinculação exclusiva à Educação, enquanto 60% permanecem destinados aos profissionais do magistério.

Com base nessa determinação, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve qualquer desvio de recursos dos precatórios do FUNDEF pelo Governo do Maranhão e determinou o arquivamento da representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), reforçando então a legalidade da aplicação dos valores e desmontando acusações recentes sobre suposto uso indevido de verbas da educação e ligação da empresa Vigas Engenharia com familiares do governador Carlos Brandão.

STF define destino dos juros moratórios

O acordo homologado pelo STF estabeleceu que o valor atualizado do FUNDEF ultrapassando R$ 475 milhões, fosse pago em três parcelas anuais pela União ao Estado. Pelo menos 60% do crédito total podem ser destinados aos profissionais do magistério em forma de abono, sem incorporação salarial.

A parcela de 40% dos juros moratórios pode ser utilizada pelo Estado em despesas públicas gerais, conferindo maior autonomia na aplicação desses recursos. Essa decisão é diretamente relacionada às investigações do TCU, que apontou que os R$ 13,2 milhões pagos à Vigas Engenharia para obras rodoviárias provinham dessa parcela flexível, com fiscalização de licitação a cargo do TCE-MA e MP-MA.

De acordo com o relatório técnico do TCU, as alegações de desvio de finalidade no uso dos recursos do Fundef são improcedentes. O órgão considerou comprovado que os valores questionados – R$ 370 milhões aplicados em secretarias estaduais e R$ 13,2 milhões destinados à empresa Vigas Engenharia para obras rodoviárias – são provenientes dos juros moratórios dos precatórios, e não da verba principal vinculada exclusivamente à Educação.

O TCU reconheceu que a aplicação de até 40% desses juros moratórios em outras áreas públicas é autorizada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, o uso dos recursos foi considerado legal e em conformidade com as normas vigentes. O relatório datado em 17 de setembro de 2025, também concluiu que a denúncia de direcionamento de licitação para a Vigas Engenharia foi prejudicada, uma vez que os valores utilizados eram recursos próprios do Estado, e, portanto, a competência para fiscalizar o certame é do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) e do Ministério Público Estadual (MP-MA).

Ainda segundo o documento, o TCU entendeu como regulares os gastos de R$ 9,3 milhões do Fundo Penitenciário (Funpen) destinados à confecção de móveis escolares em unidades prisionais, por considerá-los ações que beneficiam diretamente a rede estadual de ensino. Com base nas conclusões, o TCU determinou o arquivamento do processo, sem responsabilização do Estado do Maranhão.

Reportagem da Band tenta distorcer informações

Apesar das conclusões oficiais, uma reportagem exibida pela Band alegou que o TCU estaria investigando um desvio milionário de verbas da educação para uma empreiteira ligada a parentes do governador. A matéria também sugeriu que o irmão de Carlos Brandão, Marcus Brandão, e o sobrinho, Daniel Brandão, presidente do TCE-MA, teriam atuado em favor da empresa.

O Governo do Maranhão rebateu as informações e afirmou que a emissora foi informada sobre a decisão do TCU antes da exibição da matéria, mas ‘optou’ por apresentar dados distorcidos e imprecisos. A informação de que houve desvio de finalidade dos recursos do Fundef é falsa. Também é falsa a alegação de que a Vigas Engenharia pertence a familiares do governador ou que tenha recebido repasses ilegais.

Origem da denúncia e tentativa de manipulação política

Os documentos revelam que a narrativa sobre o suposto desvio foi articulada pela advogada mineira Clara Alcântara Botelho Machado, autora da representação que originou o processo. O objetivo seria criar um fato político e associar o nome do governador Carlos Brandão a irregularidades inexistentes. A denúncia utilizou documentos falsificados e informações distorcidas, que acabaram sendo reproduzidas por parte da imprensa.

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão confirmaram a falsificação de documentos e identificaram três envolvidos diretamente na fraude: Webston Carlos Inojosa Neves, Gilberto Pereira Martins e Carlos Augusto Silva. Todos foram denunciados à Justiça pela prática do crime previsto no artigo 313-A do Código Penal, que trata da inserção de dados falsos em sistemas públicos. A denúncia foi recebida pela juíza Lidiane Melo de Souza, da 2ª Vara Criminal de São Luís, em decisão assinada no dia 6 de outubro de 2025. O documento determinou a citação formal dos acusados e destacou que há provas suficientes para abertura da ação penal.

Envolvimento político e conexões com o Grupo Dinista

As investigações também mostram que Gilberto Pereira Martins, um dos denunciados, trabalhou para o ex-governador do Maranhão e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, recebendo pagamentos durante sua gestão à frente do governo estadual. Os demais acusados possuem vínculos com o PCdoB e já atuaram em campanhas eleitorais do grupo político liderado por Dino.

Essas informações indicam que o caso ultrapassa o campo jurídico e assume contornos políticos. O grupo que hoje faz oposição ao governador Carlos Brandão tenta, de forma orquestrada, criar narrativas e alimentar suspeitas sem fundamento para desgastar a atual gestão.

Não houve nenhum desvio de finalidade

As decisões do STF e do TCU deixam claro que o uso dos recursos do FUNDEF pelo Estado do Maranhão, incluindo os juros moratórios, seguiu rigorosamente a lei. Relatórios técnicos e investigações mostram que não houve qualquer desvio de finalidade, desmentindo por completo as acusações contra Brandão e seus familiares.

Enquanto o STF definiu a correta destinação dos recursos e garantiu autonomia ao Estado na aplicação dos juros, o TCU validou a regularidade dos gastos e determinou o arquivamento da representação. Ao mesmo tempo, fica claro que as denúncias faziam parte de uma trama orquestrada pelo Grupo Dinista, criada para gerar narrativas falsas, desgastar a gestão estadual e provocar instabilidade política, sem qualquer fundamento jurídico ou factual.

De O Informante/Jornal Pequeno.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Após afastamento de Wallas Rocha, Débora Mesquita é convocada para assumir Prefeitura de São Benedito do Rio Preto

Débora Mesquita.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

A Câmara Municipal de São Benedito do Rio Preto marcou para esta quinta-feira (23), a partir ds 14h, a solenidade de posse da atual vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita como prefeita da cidade. O convite foi assinado pelo presidente da Casa, vereador Amilton Damasceno.

Conforme publicado pelo Titular do Blog, o prefeito Wallas Gonçalves Rocha foi afastado do cargo por determinação da Justiça no bojo da Operação Santa Chaga, deflagrada nesta quarta-feira (22) pela Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União, e que investiga uma organização criminosa suspeita de desviar recursos do FUNDEB (relembre).

Além do prefeito, foram afastados o secretário de Educação Jairo Viana Frazão, a secretária adjunta Celina Maria Albuquerque e a tesoureira Andreya Almeida Aguiar Monteiro da Silva. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Benedito do Rio Preto, Jatobá, Urbano Santos e São Luís. 

A nova prefeita de São Benedito, que é filha do ex-prefeito Creomar Mesquita (in memoriam) e está no seu segundo mandato como vice-prefeita, deve promover muitas mudanças na gestão municipal nos próximos dias. Vamos aguardar!

PF deflagra Operação em São Benedito do Rio Preto e Prefeito Wallas Rocha é afastado do cargo

Operação Santa Chaga.
A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação Santa Chaga. O objetivo é investigar uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Benedito do Rio Preto, Jatobá, Urbano Santos e São Luís. A Justiça também determinou o afastamento das funções públicas do prefeito Wallas Rocha e três servidores ligados à Prefeitura de São Benedito do Rio Preto (secretário de Educação, secretária-adjunta e tesoureira).

A investigação aponta que recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) eram desviados para pessoas sem vínculo com a educação, supostamente para comprar apoio eleitoral, para empresas contratadas com indícios de irregularidades e familiares de agentes políticos. Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.


quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Wallas Rocha e Débora Mesquita podem ter mandatos cassados em São Benedito do Rio Preto

Prefeito e vice-prefeita.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) da 73ª Zona, com sede em Urbano Santos, recomendou a cassação dos mandatos do prefeito de São Benedito do Rio Preto, Wallas Gonçalves Rocha, e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita. O órgão também pediu a declaração de inelegibilidade de Wallas por oito anos.

O parecer, assinado pelo promotor José Orlando Silva Filho, é a manifestação final da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela coligação “União e Reconstrução”, composta pelo PP e pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV). A acusação aponta uso irregular de recursos do Fundeb na campanha de 2024. Segundo o Ministério Público, mais de R$ 13,5 milhões foram repassados a blogueiros, vereadores, candidatos e familiares do prefeito, sem comprovação de serviços prestados.

A defesa dos gestores nega as acusações, sustenta que houve falhas processuais e alega que os pagamentos tiveram origem legítima, ligados a servidores e prestadores de serviço da Secretaria Municipal de Educação. Também pediu a impugnação de testemunhas apresentadas pela acusação.

Para o MPE, no entanto, as provas documentais e testemunhais são consistentes. Extratos da conta do Fundeb indicariam pagamentos a pessoas sem vínculo formal com a Prefeitura, mas ligadas politicamente ao prefeito. Em um dos casos, o marido de uma vereadora aliada admitiu ter recebido valores sem contrato ou licitação. O promotor destacou que, ainda que não tenha alterado diretamente o resultado da eleição, a conduta configurou abuso de poder econômico e político.

O parecer também pede a cassação da vice-prefeita, mesmo sem provas de participação direta, em razão da exigência legal de litisconsórcio. O processo aguarda decisão do juiz eleitoral da 73ª Zona, que poderá determinar a realização de novas eleições no município.

Do Blog do Gilberto Léda.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Maranhãozinho faz acordo para devolver quase R$ 2 milhões desviados do Fundeb

Prefeita de Maranhãozinho Deusinha.
A Justiça Federal homologou acordo para devolução de recursos federais recebidos de forma indevida pelo município de Maranhãozinho, destinados à Educação de Jovens e Adultos (EJA). O acordo foi firmado entre Ministério Público Federal (MPF), o município, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A homologação do acordo pela Justiça encerra a ação civil pública movida pelo MPF contra o município, na qual foi constatada a inserção de informações falsas no sistema Educacenso, utilizado no Censo Escolar. Foram informados números de matrículas muito superiores à quantidade de alunos na modalidade EJA, prática que resultou no recebimento indevido de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pelo município.

Uma nota técnica da Controladoria-Geral da União (CGU), incluída na ação do MPF, apontou que, enquanto o município declarou ter 2.632 alunos matriculados no EJA em 2023, o número real de estudantes era de apenas 659, conforme fiscalização do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) no local e análises de dados do Censo Escolar. O MPF ressaltou que o documento da CGU apontou diversas irregularidades, como a inclusão de pessoas já falecidas e alunos que residiam em outros municípios e estados.

Ao final da apuração, a CGU estimou que a faixa de matrículas questionáveis poderia variar de 289 a 2599 alunos, correspondentes a valores entre R$ 1,6 e R$ 6,7 milhões. A estimativa dos valores do Fundeb a serem repassados anualmente aos municípios é calculada pelo Fnde a partir do número de matrículas registradas no Censo Escolar da Educação Básica.

Na sentença de homologação, a 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Maranhão reconheceu a validade do acordo, no qual o município de Maranhãozinho concordou com a exclusão de 355 alunos da EJA no Censo Escolar de 2023, bem como a devolução de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos. Além disso, os dados das matrículas devem ser corrigidos pelo município no sistema eletrônico Educacenso, que será aberto pelo Inep para a realização do procedimento, e o Fnde fará o recálculo das novas estimativas do Fundeb para o referido ano.


domingo, 31 de agosto de 2025

MP-MA destina mais de R$ 18 milhões para órgãos públicos em Cantanhede, Pirapemas e Matões do Norte

Várias instituições foram beneficiadas.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Cantanhede, realizou solenidade de apresentação da destinação de recursos obtidos a partir de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs). O evento contou com a presença do procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, e foi conduzido pelo promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira.

Realizado no Auditório Municipal de Cantanhede, o ato reuniu, ainda, membros e servidores do Ministério Público, gestores e servidores municipais, autoridades do sistema de segurança pública, lideranças comunitárias e a população em geral. Foram destacadas iniciativas que, juntas, ultrapassam o montante de R$ 18 milhões aplicados em benefício de órgãos públicos e da população de Cantanhede, Matões do Norte e Pirapemas. Os dois últimos municípios são termos judiciários da Comarca de Cantanhede.

O promotor de justiça Márcio Antônio Alves apresentou um relatório dos bens entregues à comunidade dos municípios da comarca e acrescentou que as doações representam uma forma de reconhecer o trabalho de quem garante a ordem e a paz no Maranhão. “Tudo isso é um reconhecimento do Ministério Público a grande relevância do trabalho do sistema de segurança pública”.

Entre as ações apresentadas, estão:

Saúde e Educação: investimento de R$ 350 mil destinados ao Hospital Municipal e à Secretaria de Educação de Cantanhede;

Fisioterapia: R$ 15,1 mil aplicados na aquisição de equipamentos para a Secretaria de Saúde de Cantanhede, incluindo ultrassom, TENS/FES e trampolim;

Educação Infantil: R$ 23,2 mil para climatização da Creche Nilza Amorim Rocha;

Fundeb: mais de R$ 10 milhões em precatórios, distribuídos em 60% para professores e 40% para investimentos na rede municipal de ensino;

Conselhos Tutelares: construção de novas sedes em Cantanhede (R$ 99,8 mil) e Matões do Norte (R$ 107 mil);

Delegacia de Polícia Civil de Cantanhede: R$ 70 mil em materiais de construção para nova sede;

Delegacia de Polícia Civil de Pirapemas: entrega de equipamentos como computador, impressora e escâner.

Foi destacada, ainda, a destinação de veículos apreendidos em operações para a Polícia Civil e Militar, recursos para cooperativas locais, auxílio estudantil para incentivo ao ingresso no ensino superior em três municípios e a restituição de valores a vítimas por meio da Operação Maat, na ordem de R$ 8,9 milhões.

Do CCOM-MPMA.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Brandão informa calendário de pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundef

Carlos Brandão.
Professores da rede estadual de ensino começarão a receber, a partir do dia 1º de setembro, a segunda parcela dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). O governador do Maranhão, Carlos Brandão, divulgou nesta quarta-feira (27), nas redes sociais, o calendário de pagamento para professores da ativa, aposentados, profissionais desligados da rede e para herdeiros de servidores da educação já falecidos.

“Agora, sim! Vamos iniciar o pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundef aos professores da nossa rede estadual de ensino. Compartilhe essa informação com os colegas. Essa vitória é de vocês!”, anunciou o governador.

O calendário de pagamento ficou definido da seguinte forma: na próxima segunda-feira, dia 1º de setembro, serão pagos os professores ativos. Nesta mesma data, serão recebidas as documentações dos herdeiros, para pagamento de acordo com trâmite por processo. Na terça-feira, dia 02, será a vez do pagamento aos aposentados, e na quarta-feira (03) será o início do pagamento para desligados. A cota individual estará disponível para consulta no sistema até o fim desta quarta-feira (27).

Os precatórios do Fundef correspondem a recursos devidos pela União aos estados e municípios, referentes a repasses não realizados entre 1998 e 2006, e que foram reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017.

Orientações para herdeiros

A Seduc detalhou os procedimentos destinados aos familiares de servidores falecidos que têm direito ao recebimento dos valores. Para os herdeiros que ainda não receberam nenhuma parcela, o primeiro passo é solicitar à Seduc uma declaração de valores pelo e-mail herdeiros.fundef@edu.ma.gov.br, informando o nome e CPF do servidor falecido, anexando documento de identificação e a certidão de óbito. Com o documento, é necessário ingressar na Justiça e requerer a expedição de um alvará judicial, procedimento obrigatório para o levantamento dos valores.

Após a expedição do alvará, a documentação completa deve ser reunida em um único arquivo PDF e enviada ao e-mail suprarq@edu.ma.gov.br. Entre os documentos exigidos estão: declaração de valores emitida pela Seduc, decisão judicial que indica o percentual destinado a cada herdeiro, certidão de óbito, documentos pessoais do servidor e dos beneficiários, além do comprovante bancário.

Para os herdeiros que já receberam a primeira parcela, o processo pode ser mais simples. Se os mesmos beneficiários já constam no alvará anterior, basta reenviar os seguintes documentos: ofício, alvará, certidão de óbito e documentos pessoais do servidor falecido e comprovante bancário dos herdeiros listados no alvará. Em caso de inclusão de novos herdeiros, é necessário repetir todo o trâmite judicial.