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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Orleans mostra preparo e apresenta as melhores propostas para o Maranhão em primeiro debate ao governo do Maranhão

Orleans Brandão.
O pré-candidato Orleans Brandão (MDB) se destacou como protagonista no primeiro debate ao governo do Maranhão realizado na TV Band, na noite deste domingo (09). O emedebista marcou posição política, vinculando sua pré-candidatura ao campo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador Carlos Brandão. Ao todo, cinco concorrentes compareceram ao enfrentamento. Eduardo Braide (PSD) não participou, deixando vazia uma cadeira no palco. “Fugiu do debate sobre o Maranhão”, disse Orleans.

“Nesta eleição, a gente vai ter a oportunidade de escolher entre dois lados: o lado da conveniência e o lado do povo, o lado do presidente Lula, o lado do governador Brandão, o lado que tirou mais de 1 milhão de maranhenses da linha da fome e da extrema pobreza”, disse Orleans durante a apresentação inicial no debate. Além de Orleans, participaram do encontro Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Orleans respondeu a todas as críticas da oposição, apresentou propostas e se destacou como protagonista no seu primeiro debate. Ao responder uma pergunta de Felipe Camarão sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), o emedebista mencionou que o adversário foi secretário de Educação do estado durante seis anos e não fez o que seus sucessores no Carlos Brandão fizeram: “Acabar com o suco e com a bolacha em todas as escolas do Maranhão”.

Ainda segundo Orleans, o governo estadual criou o maior programa educacional da história do Maranhão: o Educação de Verdade. “Um programa que está chegando na ponta, que entregou um tablet para mais de 250 mil alunos, levando tecnologia — a maior entrega de tablets do Brasil —, que ajuda no transporte público em todos os municípios do Estado do Maranhão e que colocou uma refeição de verdade, junto com o presidente Lula”, declarou.

Orleans Brandão acrescentou: “Você que está me assistindo, pergunte ao seu filho, a um sobrinho, pergunte a um parente como está a refeição no ensino médio. É comida de verdade, almoço de verdade para os alunos que estudam no matutino e vespertino, e o jantar para aqueles que estudam à noite”. Entre as propostas de educação, Orleans Brandão se comprometeu em expandir o ensino em tempo integral para atingir 50% das escolas da rede estadual nos primeiros quatro anos de governo.

O pré-candidato do MDB declarou ainda que as críticas de Felipe Camarão refletem uma frustração diante do não comparecimento de Braide. “É uma pena que você venha aqui para atacar. Acho que você está fazendo isso porque o seu candidato ao governo não está aqui”, afirmou, dizendo depois que o adversário era um “preposto”.

As mortes registradas no Hospital da Criança, em 2025, também entraram na pauta. Orleans falou de todas as ações do governo na área da Saúde, com a triplificação da hemodiálise, e afirmou que pretendia questionar o ex-prefeito de São Luís diretamente sobre o assunto, lamentando a ausência do adversário. “O que aconteceu lá foi um verdadeiro descaso. Retirou médicos especializados para colocar uma terceirizada. O resultado nós vimos: uma mãe chegou com gêmeos ao Hospital da Criança e os dois faleceram. Um caso de bronquiolite que, se tivesse um médico especialista, conseguiria tratar”, relatou.

Entre outros temas, Orleans destacou avanços na infraestrutura do Maranhão, com mais de 5 mil quilômetros de estradas asfaltadas e intervenções estratégicas nas MAs, como as vias da Baixada e a rodovia de Araoca. O pré-candidato ressaltou a execução de obras consideradas historicamente “impossíveis” e projetou novas ações de requalificação. Em relação à capital, ele citou o transporte público de São Luís como um “caos”. A crítica do emedebista pontuou a redução da frota de ônibus de 900 para 450 veículos e acusou Braide de mais uma vez culpar a sociedade. Nas considerações finais, Orleans afirmou: “Tivemos a oportunidade de mostrar tudo o que já foi feito na gestão do governador Carlos Brandão e como vamos seguir avançando”.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

TCU e STF confirmam legalidade do uso dos precatórios do Fundef e desmontam acusações orquestradas contra Família Brandão

Reportagem da Band.
O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve qualquer desvio de recursos dos precatórios do FUNDEF pelo Governo do Maranhão e determinou o arquivamento da representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU). O documento oficial desmonta uma série de acusações sobre o uso indevido de verbas da educação, que foram alvo de uma estranha reportagem exibida pela TV Band, nessa quarta-feira (22), e que também apontava suposta ligação entre a empresa Vigas Engenharia e familiares do governador Carlos Brandão.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, em 2 de maio de 2024, o acordo na Ação Cível Originária (ACO) 661, definindo o pagamento da dívida do FUNDEF entre a União e o Estado do Maranhão. A decisão permitiu que 40% dos juros moratórios fossem utilizados em despesas públicas gerais, sem vinculação exclusiva à Educação, enquanto 60% permanecem destinados aos profissionais do magistério.

Com base nessa determinação, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve qualquer desvio de recursos dos precatórios do FUNDEF pelo Governo do Maranhão e determinou o arquivamento da representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), reforçando então a legalidade da aplicação dos valores e desmontando acusações recentes sobre suposto uso indevido de verbas da educação e ligação da empresa Vigas Engenharia com familiares do governador Carlos Brandão.

STF define destino dos juros moratórios

O acordo homologado pelo STF estabeleceu que o valor atualizado do FUNDEF ultrapassando R$ 475 milhões, fosse pago em três parcelas anuais pela União ao Estado. Pelo menos 60% do crédito total podem ser destinados aos profissionais do magistério em forma de abono, sem incorporação salarial.

A parcela de 40% dos juros moratórios pode ser utilizada pelo Estado em despesas públicas gerais, conferindo maior autonomia na aplicação desses recursos. Essa decisão é diretamente relacionada às investigações do TCU, que apontou que os R$ 13,2 milhões pagos à Vigas Engenharia para obras rodoviárias provinham dessa parcela flexível, com fiscalização de licitação a cargo do TCE-MA e MP-MA.

De acordo com o relatório técnico do TCU, as alegações de desvio de finalidade no uso dos recursos do Fundef são improcedentes. O órgão considerou comprovado que os valores questionados – R$ 370 milhões aplicados em secretarias estaduais e R$ 13,2 milhões destinados à empresa Vigas Engenharia para obras rodoviárias – são provenientes dos juros moratórios dos precatórios, e não da verba principal vinculada exclusivamente à Educação.

O TCU reconheceu que a aplicação de até 40% desses juros moratórios em outras áreas públicas é autorizada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, o uso dos recursos foi considerado legal e em conformidade com as normas vigentes. O relatório datado em 17 de setembro de 2025, também concluiu que a denúncia de direcionamento de licitação para a Vigas Engenharia foi prejudicada, uma vez que os valores utilizados eram recursos próprios do Estado, e, portanto, a competência para fiscalizar o certame é do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) e do Ministério Público Estadual (MP-MA).

Ainda segundo o documento, o TCU entendeu como regulares os gastos de R$ 9,3 milhões do Fundo Penitenciário (Funpen) destinados à confecção de móveis escolares em unidades prisionais, por considerá-los ações que beneficiam diretamente a rede estadual de ensino. Com base nas conclusões, o TCU determinou o arquivamento do processo, sem responsabilização do Estado do Maranhão.

Reportagem da Band tenta distorcer informações

Apesar das conclusões oficiais, uma reportagem exibida pela Band alegou que o TCU estaria investigando um desvio milionário de verbas da educação para uma empreiteira ligada a parentes do governador. A matéria também sugeriu que o irmão de Carlos Brandão, Marcus Brandão, e o sobrinho, Daniel Brandão, presidente do TCE-MA, teriam atuado em favor da empresa.

O Governo do Maranhão rebateu as informações e afirmou que a emissora foi informada sobre a decisão do TCU antes da exibição da matéria, mas ‘optou’ por apresentar dados distorcidos e imprecisos. A informação de que houve desvio de finalidade dos recursos do Fundef é falsa. Também é falsa a alegação de que a Vigas Engenharia pertence a familiares do governador ou que tenha recebido repasses ilegais.

Origem da denúncia e tentativa de manipulação política

Os documentos revelam que a narrativa sobre o suposto desvio foi articulada pela advogada mineira Clara Alcântara Botelho Machado, autora da representação que originou o processo. O objetivo seria criar um fato político e associar o nome do governador Carlos Brandão a irregularidades inexistentes. A denúncia utilizou documentos falsificados e informações distorcidas, que acabaram sendo reproduzidas por parte da imprensa.

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão confirmaram a falsificação de documentos e identificaram três envolvidos diretamente na fraude: Webston Carlos Inojosa Neves, Gilberto Pereira Martins e Carlos Augusto Silva. Todos foram denunciados à Justiça pela prática do crime previsto no artigo 313-A do Código Penal, que trata da inserção de dados falsos em sistemas públicos. A denúncia foi recebida pela juíza Lidiane Melo de Souza, da 2ª Vara Criminal de São Luís, em decisão assinada no dia 6 de outubro de 2025. O documento determinou a citação formal dos acusados e destacou que há provas suficientes para abertura da ação penal.

Envolvimento político e conexões com o Grupo Dinista

As investigações também mostram que Gilberto Pereira Martins, um dos denunciados, trabalhou para o ex-governador do Maranhão e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, recebendo pagamentos durante sua gestão à frente do governo estadual. Os demais acusados possuem vínculos com o PCdoB e já atuaram em campanhas eleitorais do grupo político liderado por Dino.

Essas informações indicam que o caso ultrapassa o campo jurídico e assume contornos políticos. O grupo que hoje faz oposição ao governador Carlos Brandão tenta, de forma orquestrada, criar narrativas e alimentar suspeitas sem fundamento para desgastar a atual gestão.

Não houve nenhum desvio de finalidade

As decisões do STF e do TCU deixam claro que o uso dos recursos do FUNDEF pelo Estado do Maranhão, incluindo os juros moratórios, seguiu rigorosamente a lei. Relatórios técnicos e investigações mostram que não houve qualquer desvio de finalidade, desmentindo por completo as acusações contra Brandão e seus familiares.

Enquanto o STF definiu a correta destinação dos recursos e garantiu autonomia ao Estado na aplicação dos juros, o TCU validou a regularidade dos gastos e determinou o arquivamento da representação. Ao mesmo tempo, fica claro que as denúncias faziam parte de uma trama orquestrada pelo Grupo Dinista, criada para gerar narrativas falsas, desgastar a gestão estadual e provocar instabilidade política, sem qualquer fundamento jurídico ou factual.

De O Informante/Jornal Pequeno.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Debate Band: Bolsonaro e Lula travam disputa sobre fake news, corrupção e pandemia

Debate realizado na Band.
Conforme esperado pelas campanhas, o primeiro debate entre Jair Bolsonaro e Lula neste segundo turno, realizado pela Band, foi uma espécie de “mais do mesmo” das temáticas que estão sendo abordadas nestas eleições.

Em relação a propostas de governo, houve pouco avanço. O presidente da República se comprometeu a não ampliar o número de vagas no Supremo Tribunal Federal e a transformar o Auxílio Brasil em um programa vitalício; ele ainda falou em mudar a metodologia de distribuição de recursos por meio da emenda de relator, mas sem detalhar como isso se daria. E só.

Durante o encontro, Bolsonaro apostou no tema da corrupção para tentar desgastar o adversário petista, citando esquemas como Petrolão e Mensalão. Já Lula, trouxe à baila os problemas enfrentados pelo governo federal durante a pandemia de Covid. Houve uma troca de acusações sobre notícias falsas propagadas tanto pelo chefe do Poder Executivo quanto pelo ex-presidente.

Em determinado momento, o petista chamou Bolsonaro de “rei das fake news”. O presidente, por sua vez, acusou o PT de ter divulgado notícias falsas sobre o suposto envolvimento do mandatário com pedofilia.

Nesse momento, Bolsonaro exibiu a decisão do presidente do TSE, Alexandre de Moraes, obrigando a campanha de Lula a remover, de todas as redes sociais, o vídeo descontextualizado da fala do presidente da República sobre meninas venezuelanas.

No geral, o clima do debate foi moderado, frustrando aqueles que imaginariam que o encontro se tornaria um octógono de UFC entre o ex e o atual presidente da República. Houve até momentos de descontração, com direito a cumprimentos entre os dois candidatos ao longo do debate.

Ao abordar os esquemas de corrupção no governo do PT, Bolsonaro lembrou que vários aliados do ex-presidente, como José Dirceu, foram presos no passado. “Ou seja, não me compare com seus amigos corruptos, Lula. Longe disso”, disse o atual mandatário, em referência ao Mensalão.

Sobre o Petrolão, Bolsonaro citou empresas envolvidas e declarou que a dívida da Petrobras, por causa do esquema de corrupção, foi equivalente a 60 vezes a transposição do Rio São Francisco. “Olha aqui Lula, os delatores devolveram R$ 6 bilhões […] Olha aqui as empresas que roubaram a Petrobras. Odebrecht devolveu R$ 2,7 bi; SBN R$ 1,3 bi; Andrade Gutierrez, R$ 1,4 bi; Braskem, R$ 2,8 bilhões; Camargo Correa,  R$ 1,4 bilhão; OAS, RS 1,9 bilhão”, disse Bolsonaro.

O presidente da República também lembrou da relação notória do petista com ditadores como o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e afirmou que o ex-presidente também pretende fechar igrejas, como o colega.

Lula, por sua vez, resolveu apostar em temas como pandemia e fake news para tentar desacreditar o atual chefe do Poder Executivo. Demonstrando até um certo salto alto, Lula chegou a afirmar em várias oportunidades que voltará a comandar o país.

“Uma vergonha é o senhor carregar nas costas a morte de 400 mil pessoas porque atrasou a vacina. O povo brasileiro sabe que o senhor não acreditou na pandemia. Era assim que o senhor tratou sobre a questão da pandemia. Você resolveu dizer que [a pandemia] era uma gripezinha”, disse o petista.

O ex-presidente criticou a proposta de privatização da Petrobras, classificando a ideia como “loucura” e tentou associar o atual mandatário ao assassinato da ex-vereadora Mariele Franco. Bolsonaro também ficou constrangido ao ser questionado sobre o sigilo de 100 anos decretado pelo chefe do Poder Executivo em relação à informações sobre o Palácio do Planalto. Lula disse que, caso assuma a Presidência, revogará o dispositivo.

Confira trechos do debate no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

De O Antagonista. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Até então blindado pela imprensa, Lula foi massacrado no Debate da Band; veja todos os detalhes

Debate promovido pela Band.
No debate presidencial deste domingo (28), na Band, a corrupção voltou a ser tema central. Notícia especialmente ruim para Lula, que não teve trégua durante toda a noite. Logo que chegou à emissora, Jair Bolsonaro disse que não apertaria a mão de ladrão, ganhando as manchetes dos sites e subindo rapidamente nos trending topics do Twitter.

Em sua primeira intervenção, o presidente falou em cleptocracia e lembrou a delação do ex-ministro Antonio Palocci, que contou sobre os pacotes de propina que entregava ao petista. Lula, para surpresa da militância, ficou sem reação, assumiu posição defensiva e mudou de assunto.

Ao farejarem o medo do líder das pesquisas, todos os demais presidenciáveis passaram a investir no tema. Ciro Gomes falou que Lula “se corrompeu mesmo”, Simone Tebet disse que “nunca terá ministros envolvidos em escândalos” e Felipe D’Ávila lembrou que o petrolão é considerado o “maior esquema de corrupção do mundo”.

Foi um massacre. Até então blindado pela imprensa simpática, Lula achava que passaria incólume apenas ostentando a sentença do Supremo que anulou suas condenações com base em filigranas jurídicas. Ao descer para o play, demonstrou não estar preparado para o jogo.

Até mesmo na pauta social, Lula levou uma surra de Bolsonaro, que ainda tripudiou sobre o Bolsa Família. “Era uma miséria. Tinha gente que ganhava R$ 80 por mês e nós entramos nessa área para valer.” Questionado sobre como conseguirá recursos para pagar o Auxílio Brasil de R$ 600 a partir de 2023, o presidente debochou. “Não roubando.”

Apesar de ter apresentado o melhor desempenho da noite, Bolsonaro não saiu ileso. Teve que responder novamente a questões sensíveis, como a gestão da pandemia e os atritos com o Supremo.

Em sua defesa, exibiu números positivos da economia e classificou como ataque às liberdades a recente decisão de Alexandre de Moraes contra empresários bolsonaristas. Mas perdeu a mão ao ofender uma das jornalistas presentes, um vacilo com o eleitorado feminino.

Basicamente, o debate se pautou pelo passado e não pelo futuro. Poucos apresentaram propostas factíveis. Apesar dos picos de audiência, ainda é cedo para saber se o enfrentamento entre os candidatos conseguirá alterar as pesquisas de opinião. Naturalmente, as militâncias de cada um passarão os próximos dias recortando e espalhando pela internet e grupos de WhatsApp os trechos com maior poder de viralização. Frases lacradoras, vacilos e expressões faciais alimentarão a safra semanal de memes.

Confira os vídeos no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

De O Antagonista. 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Mulheres de Aldeias Altas são destaque no programa SuperPoderosas da Band

Produção do Programa da Band veio ao Maranhão
conhecer as histórias das maranhenses.
A força da mulher maranhense foi um dos temas abordados pelo programa SuperPoderosas, da Rede Bandeirantes, nesta segunda-feira (7), a partir das 10h50.

Acompanhando a rotina de mulheres com história de superação e muita força de vontade, a produção do programa gravou durante dois dias em solo maranhense, documentando histórias como a de dona Cesarina Gomes da Silva, moradora de Aldeias Altas, interior do Maranhão, que é uma das educandas do programa Sim, Eu Posso!, do Governo do Estado.

Aos 78 anos de idade, a idosa tem uma venda de carne em casa e contou ao SuperPoderosas que conseguiu vender a prazo a partir do momento que foi alfabetizada durante as aulas do programa. Antes ela não tinha como ter o controle das vendas. “Eu não sabia escrever e guardava as vendas apenas na cabeça, mas acabava esquecendo quem me devia. Depois das aulas e graças ao Sim, Eu Posso!, hoje eu sei ler e escrever e faço meu caderno do fiado com o nome dos devedores”, conta a idosa.

De mãe para filha

Aposentada Dalva Rodrigues, dona Loura, 74 anos.
Ainda como parte da grande comemoração de Dia das Mães, a edição do programa mostrou para o Brasil inteiro a relação de mãe e filha que se transformou em superação e aprendizado. A aposentada Dalva Rodrigues, dona Loura, 74 anos, se curou da depressão após a morte do marido, por meio das aulas dinâmicas lecionadas pela própria filha, Sônia Maria Loura Vieira.

“Eu sou muito grata por poder ajudar a minha mãe a superar um momento muito difícil e ainda ajudar para a real alfabetização dela”, conta Sônia. “Eu amo muito a minha filha e ter ela como professora é motivo de orgulho para mim”, fala orgulhosa Dalva.

Sim, Eu Posso!

Cesarina Gomes da Silva, moradora de Aldeias Altas,
aprendeu a ler e escrever aos 78 anos de idade.
As duas histórias são de mulheres maranhenses que vivem em Aldeias Altas. Localizado na região Leste Maranhense, a 392 km da capital São Luís, o município possui uma população de pouco mais de 26 mil habitantes. 

A cidade contava com um alto índice de analfabetismo em seu território, totalizando 5.771 pessoas que não sabiam ler e escrever até o ano passado. Com o programa de alfabetização Sim, Eu Posso!, 2.280 pessoas já foram alfabetizadas no município, o que reduziu em mais de 35% o total de analfabetos. Em sua segunda fase, o programa está atendendo 3.297, o que vai erradicar o histórico problema na cidade.

Além de Aldeias Altas, o programa é realizado em Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Aldeias Altas, Água Doce do Maranhão, Governador Newton Bello, Santana do Maranhão, São João do Carú, São Raimundo do Doca Bezerra, Lagoa Grande do Maranhão, São Roberto, Afonso Cunha, Marajá do Sena, Santa Filomena do Maranhão, Milagres do Maranhão e Belágua, todos integrantes do Programa Mais IDH.