domingo, 25 de janeiro de 2026

Associação Maranhense de Psiquiatria repudia retirada do nome do médico vargem-grandense Raimundo Nina Rodrigues de Hospital

Hospital Nina Rodrigues.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

A Associação Maranhense de Psiquiatria (AMP) se manifestou oficialmente, por meio de nota, sobre a polêmica envolvendo o médico vargem-grandense Raimundo Nina Rodrigues, que dava nome ao 'Hospital Nina Rodrigues', referência em atendimento psiquiátrico pelo SUS no Maranhão. Uma decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusores e Coletivos de São Luís, determinou que o Estado retire o nome do médico em 180 dias por conta do 'racismo científico' (saiba mais).

Para o médico Bruno Palhano, presidente da AMP, a história é um campo dinâmico e essa discussão sobre eventual mudança de denominação não deve desviar o foco do que é necessário: o fortalecimento concreto e contínuo da saúde mental no Maranhão.

Veja a nota na íntegra:

A Associação Maranhense de Psiquiatria - AMP manifesta seu veemente repúdio à forma como vem sendo conduzida a controvérsia judicial (Ação Popular n° 082017064.2024.8.10.0001) que discute a manutenção da homenagem ao médico psiquiatra maranhense Raimundo Nina Rodrigues na denominação do "Hospital Nina Rodrigues".

Reconhecemos que o debate foi impulsionado por questionamentos relacionados a ideias hoje amplamente rechaçadas e por preocupações legítimas. Ainda assim, reafirmamos que temas dessa natureza exigem rigor histórico, responsabilidade institucional e equilibrio, sem simplificações que resultem em apagamento simbólico, e sem transformar uma medida nominal em resposta para problemas estruturais.

A história é um campo dinâmico. Revisões e novas interpretações são legitimas e podem ampliar a compreensão coletiva, porém, não devem se confundir com supressão simbólica de elementos históricos, sobretudo quando não há demonstração de beneficio assistencial direto.

A AMP entende que alterar o nome de um equipamento público de saúde, por si só, não enfrenta as reais necessidades da saúde mental no Maranhão. Dentre elas a ampliação de acesso, melhoria das condições de atendimento, fortalecimento da rede, capacitação permanente das equipes e redução do estigma que ainda recai sobre pessoas com doenças mentais.

Diante disso, reafirmamos que essa discussão sobre eventual mudança de denominação não deve desviar o foco do que é necessário: o fortalecimento concreto e contínuo da saúde mental no Maranhão.

Bruno Palhano
Presidente da Associação Maranhense de Psiquiatria - AMP

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