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domingo, 17 de maio de 2026

Condenado por corrupção, Pastor Gil mandou quase R$ 2 milhões para shows de forró e TCU investiga

Pastor Gil.
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga shows e eventos contratados com emendas Pix destinadas pelos deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL, para cidades do interior do Maranhão controladas pela família de Josimar. Eles cumprem pena em regime semiaberto por terem cobrado propina em troca da destinação de recursos (saiba mais).

Pastor Gil enviou R$ 1,5 milhão para estruturas provisórias do carnaval de 2024 em Zé Doca e R$ 300 mil para a contratar o show de Tarcísio do Acordeon, para comemorar o Dia das Mães daquele ano. À época, a prefeita da cidade era Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, irmã de Josimar Maranhãozinho. Agora, a prefeitura é comandada pela sobrinha de Josimar, Flavinha Cunha.

Josinha e a secretária de Finanças Samara Oliveira, junto com funcionários da prefeitura que deveriam fiscalizar os contratos da cidade, são alvo de uma Tomada de Contas Especial, procedimento para apurar responsáveis por supostos danos ao erário. Além do show de Tarcísio do Acordeon, o TCU investiga problemas na contratação. Para justificar o gasto milionário nos eventos, a prefeitura afirmou que iria contratar quatro bandas de renome nacional para o carnaval, quando na verdade contratou apenas dois grupos deste porte: Calcinha Preta e Mastruz com Leite.

O deputado Pastor Gil disse que enviou os recursos para Zé Doca porque tem carinho pela cidade e por amigos, familiares e eleitores que moram lá. “O objetivo da emenda foi garantir o acesso à cultura e ao lazer para a comunidade, movimentando a economia local por meio de eventos tradicionais, como o feriado de Carnaval e celebração do Dia das Mães”, afirmou o Pastor Gil.


Do Metrópoles.

terça-feira, 17 de março de 2026

Josimar e Pastor Gil são condenados a prisão por corrupção e ficam inelegíveis

Pastor Gil e Josimar.
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por corrupção passiva, sete dos oito réus da Ação Penal (AP) 2670, acusados de solicitar propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares ao Município de São José de Ribamar. As penas fixadas variam de 6 anos e 5 meses a 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.

Denúncia

Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República pedia a condenação, por corrupção passiva e organização criminosa, dos deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa, e do assessor parlamentar João Batista Magalhães. Também foram denunciados Antônio José Silva Rocha, Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins, por corrupção passiva, e Thalles Andrade Costa, por organização criminosa.

De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram ao então prefeito do município o pagamento de R$ 1,6 milhão em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares para a cidade. Segundo a denúncia, os réus se dividiam em dois núcleos: o dos parlamentares, encarregados de destinar as emendas, e o de execução, responsável por cobrar a propina.

Tráfico de função pública

Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Cristiano Zanin, de que a PGR comprovou a correlação entre a conduta dos parlamentares (destinar as verbas) e a solicitação da vantagem, caracterizando o “tráfico da função pública” ou a venda do ato de ofício. Por falta de provas, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, Bosco Costa, João Batista Magalhães e Thalles Andrade Costa foram absolvidos da acusação de participação em organização criminosa. De acordo com o colegiado, não ficou provado que os réus pertencessem a uma organização estruturada para cometer outros crimes contra a administração pública.

Moeda de troca

Para o ministro Cristiano Zanin, há contra os três parlamentares prova orais e documentais robustas de que eles atuaram de forma ilícita para solicitar ao então prefeito Eudes Sampaio o pagamento de vantagem indevida, o que caracteriza o delito de corrupção passiva. A seu ver, as emendas eram uma moeda de troca em um esquema em que a função parlamentar foi utilizada para gerar créditos ilícitos junto ao Poder Executivo municipal. Os parlamentares, de acordo com o relator, usavam suas funções para “mercadear” com o orçamento público.

Segundo o ministro, a versão das defesas dos deputados de que os recursos não viriam de emendas, mas de propostas apresentadas pelo próprio município ao Ministério da Saúde, não procede. É inequívoco, de acordo com interrogatórios, conversas de WhatsApp e documentos oficiais, que os recursos públicos foram objeto de intervenção parlamentar. Também não há dúvida, para Zanin, de que Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança no esquema. Ele era o autor de uma das emendas e coordenador da destinação final de outras duas, conforme diálogos com Pastor Gil e João Bosco. Era ele, ainda, que operacionalizava os pagamentos aos demais integrantes do grupo, segundo mostram comprovantes de transações bancárias.

Chantagem e intimidação

Mensagens comprovam ainda que as abordagens a Eudes Sampaio miravam o pagamento de vantagens financeiras indevidas. O tom das conversas, as ações e as reações adotadas pelo grupo contra o então prefeito, na avaliação de Zanin, deixam claros os objetivos criminosos dos acusados. A ida de Adones Gomes Martins e Abraão Nunes Martins à residência de Eudes, comprovada por imagens e coordenadas de celular, reforça o intuito extorsivo do grupo, segundo o relator. “As múltiplas abordagens ao prefeito não foram banais nem fortuitas e logo resvalaram em atos de evidente chantagem e intimidação”, disse.

O relator absolveu os réus da imputação de organização criminosa por considerar que, embora tenha havido uma reunião criminosa para cometer o crime de corrupção passiva contra o Município de São José de Ribamar, não ficou provado que os réus estivessem unidos para cometer uma variedade de outros crimes contra a administração pública, como mencionado pela PGR. Para configurar organização criminosa, é indispensável a comprovação de um “ânimo associativo, estável e permanente” voltado à prática de uma série indeterminada de crimes, não comprovado no caso em questão.

Provas consistentes

Segundo a votar, o ministro Alexandre de Moraes acompanhou integralmente o voto do relator. Para ele, a instrução probatória demonstrou de forma consistente a participação dos réus na prática de corrupção passiva, com tratamento da destinação de emendas “como se fosse uma mercadoria privada”. No entanto, o ministro Alexandre destacou que, embora a PGR mencione prática semelhante em outros municípios, “não se tem detalhamento de como teriam ocorrido essas outras condutas”. Assim, entendeu que houve associação apenas para um fato específico, cabendo a outras investigações apurar eventual atuação mais ampla. Por isso, também votou pela absolvição de todos os réus da acusação de organização criminosa.

Ciranda criminosa

Para a ministra Cármen Lúcia, as investigações indicam um esquema liderado pelos dois deputados federais, descrito por ela como uma “ciranda criminosa”, em que recursos públicos destinados à saúde eram direcionados a municípios com a expectativa de que parte do dinheiro retornasse aos envolvidos. Para Cármen Lúcia, o caso revela um quadro grave de corrupção, agravado pelo fato de envolver verbas de uma área essencial em um país marcado por carências. Ela também destacou a gravidade do modo de atuação e das conversas entre os envolvidos, que, segundo disse, expõem práticas incompatíveis com o papel da política.

“A corrupção é, neste caso, um dado horroroso de um quadro muito feio e que, além de tudo, está lidando com recursos que deveriam ir para a saúde, em um país de tantas carências em tantas áreas, e ainda mais nessa”, afirmou. “Mas a forma de atuar e o tipo de diálogo travado entre os envolvidos apresentados aqui são gravíssimos. Superamos tanta coisa no Brasil, mas o quadro de corrupção daqueles que deveriam representar a política na sua nobreza nós não superamos.”

Ampliação do uso de emendas

O presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, avaliou que o mecanismo que permitiu o desvio de recursos tem origem na ampliação do uso de emendas parlamentares durante a pandemia da covid-19, por meio de indicações políticas. Ele ressaltou que essas indicações são legítimas no regime democrático, mas o volume de recursos favoreceu distorções, com a atuação de intermediários que passaram a operar como “atacadistas” na distribuição de emendas.

Dino acrescentou que, embora pertençam ao campo político, decisões sobre orçamento e prioridades não estão livres de controle. Segundo o presidente da Turma, a Constituição estabelece limites e exige transparência e rastreabilidade na aplicação dos recursos públicos, o que justifica a atuação do Supremo em casos de irregularidade. “Esses termos não foi o Supremo quem os inventou. Estão na Constituição, votada pelo Congresso Nacional”, concluiu.

Penas

Josimar Maranhãozinho (considerado líder do grupo) – 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 300 dias-multa, cada um no valor de 3 salários mínimos vigentes na época dos fatos.

Pastor Gil – 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Bosco Costa – 5 anos de reclusão (por ter mais de 70 anos), em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

João Batista Magalhães – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos, e perda do cargo público, efetivo ou comissionado, eventualmente ocupado.

Antônio José Silva Rocha – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Abraão Nunes Martins Neto – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Adones Gomes Martins – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Outras sanções

Foi fixada ainda indenização por danos morais coletivos de R$ 1,667 milhão, a ser paga de forma solidária entre os sete sentenciados. Como o regime inicial é o semiaberto, o colegiado decidiu que cabe à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos dois parlamentares condenados. Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de todos os condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.

terça-feira, 10 de março de 2026

Flávio Dino adia julgamento de Josimar e demais deputados acusados de desvio de emendas parlamentares

Flávio Dino e Josimar Maranhãozinho.
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, adiou a sessão marcada para a manhã de quarta-feira (11) no julgamento de deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados por suposto desvio de recursos de emendas parlamentares. O julgamento estava previsto para três sessões: duas nesta terça-feira (10) e uma na quarta-feira. O processo é relatado pelo ministro Cristiano Zanin (saiba mais).

Dino explicou que, conforme discutido internamente com os ministros da Turma, Zanin informou que seu voto é longo, o que poderia estender o julgamento para a tarde de quarta-feira, quando há sessão plenária com todos os ministros do STF. “Assim, defini com os eminentes colegas — e informo ao Ministério Público e também às defesas — que faremos a continuidade do julgamento na próxima terça-feira, às 13 horas. Dessa forma, haverá tempo durante a tarde e, eventualmente, à noite, se necessário, para que tenhamos os votos e também a conclusão do julgamento”, explicou Dino.

Com isso, a sessão da tarde desta quarta-feira foi destinada à oitiva dos advogados dos réus. Após essa etapa, o julgamento terá prosseguimento em 17 de março, quando os demais ministros deverão votar na ação penal. Pela manhã desta quarta-feira, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, pediu a condenação de oito réus. Jacobina reiterou que o esquema de propina para liberação de emendas em municípios do Maranhão está “comprovado”.

“Com relação ao mérito dos fatos, eles estão devidamente comprovados. Entre 2019 e 2021, os acusados constituíram uma estrutura ordenada, com divisão clara de tarefas, voltada ao envio de emendas parlamentares a municípios mediante cobrança de propina de 25% dos valores repassados”, afirmou durante sustentação oral no colegiado.

Os réus que encabeçam a ação penal são os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho; Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil; e João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa. Eles teriam pedido pagamento de propina em troca da destinação de recursos ao município de São José de Ribamar.

Do Blog do Gláucio Ericeira.

STF começa a julgar deputados federais acusados de desvio de emendas parlamentares

Deputados envolvidos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (10), a Ação Penal (AP) 2670, que envolve deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Os acusados são os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa. Os três respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a PGR, eles teriam solicitado pagamento de propina em troca da destinação de recursos ao município de São José de Ribamar (MA) por meio de emendas parlamentares.

A denúncia, apresentada no Inquérito (INQ) 4870, foi recebida pela Primeira Turma em março de 2025 e convertida na AP 2670. Também respondem à ação penal Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. Ao todo, são oito réus no processo.

Dinâmica do julgamento

O julgamento seguirá as regras da Lei 8.038/1990, que trata dos processos criminais no STF, e do Regimento Interno do Supremo (RISTF). Após a abertura da sessão pelo presidente da Primeira Turma, o processo será chamado a julgamento, e o relator da ação penal, ministro Cristiano Zanin, fará a leitura do relatório. Trata-se de um resumo do caso, com a descrição dos fatos, o histórico processual, as alegações da acusação e das defesas e os crimes imputados.

Em seguida, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, representante da PGR, terá uma hora para se manifestar, podendo o tempo ser prorrogado em razão da quantidade de réus. Na sequência, os advogados de defesa terão prazo de até uma hora cada para suas sustentações. Concluídas as sustentações orais, terá início a votação. Após o ministro Zanin, votarão o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Turma, ministro Flávio Dino. A decisão será tomada por maioria de votos e, em caso de condenação, será definida a pena a ser aplicada.

Cobrança de 25%

De acordo com a denúncia, para destinarem R$ 6,67 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares, em 2020, os deputados teriam solicitado ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), Eudes Sampaio, o pagamento de R$ 1,6 milhão — equivalente a 25% do valor das emendas — como contrapartida. As investigações começaram a partir de uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito. Ele negou participação em qualquer negociação envolvendo emendas parlamentares e relatou cobranças e intimidações que estariam sendo feitas pelos integrantes do grupo investigado.

Segundo a PGR, a organização criminosa seria liderada por Josimar Maranhãozinho, responsável pelo controle e pela destinação das emendas parlamentares. Esse papel de liderança, de acordo com a acusação, estaria evidenciado em diálogos entre os envolvidos e em documentos obtidos ao longo da investigação, que indicariam a existência de organização criminosa voltada à comercialização de emendas.

Argumentos das defesas

O deputado Josimar Maranhãozinho sustenta que a acusação da PGR parte da premissa equivocada de que os recursos públicos seriam oriundos de emendas parlamentares, quando, segundo ele, seriam verbas próprias do Ministério da Saúde, destinadas ao município por discricionariedade da pasta. Argumenta, ainda, não haver provas de que ele tenha solicitado vantagem indevida para a liberação de recursos.

A defesa do deputado Pastor Gil pede sua absolvição ao alegar a inexistência (atipicidade) do fato criminoso a ele imputado. Seus advogados sustentam que a PGR não comprovou que o parlamentar tenha solicitado vantagem indevida para destinar emendas parlamentares. Os advogados do deputado Bosco Costa argumentam que a emenda atribuída a ele foi incluída no Orçamento no ano anterior àquele em que assumiu o mandato. Segundo a defesa, não há ato de solicitação que tenha sido praticado por Bosco Costa, nem elemento de prova que indique seu conhecimento quanto às solicitações imputadas a terceiros. Os três parlamentares pedem a nulidade das provas obtidas nas operações Ágio Final e Emendário.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Após Josimar virar réu no STF, Aluízio declara voto em Camarão

Momento do anúncio.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Veio a público, nesta quarta-feira (12), a declaração de voto do deputado estadual Aluízio Santos no atual vice-governador Felipe Camarão para a disputa ao Governo do Estado em 2026. O anúncio, registrado em vídeo, aconteceu em Duque Bacelar e chamou bastante atenção do meio político.

Isso porque Aluízio também representa a esposa Dulcilene Belezinha, prefeita de Chapadinha, e eles são considerados aliados de primeira hora do deputado federal Josimar Maranhãozinho, que, pelo menos publicamente, não descartou entrar na disputa pela cadeira do Palácio dos Leões.

Esse turbilhão de informações demonstra fraqueza de Josimar e acontece em meio ao Supremo Tribunal Federal tornar ele e o também deputado federal Pastor Gil réus em um processo de corrupção e organização criminosa relacionado ao uso de emendas parlamentares (saiba mais). Importante ressaltar, ainda, que o governo Belezinha foi irrigado com milhões em emendas pela dupla de deputados do PL, agora réus no STF.

Confira o exato momento da declaração:


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terça-feira, 11 de março de 2025

Com voto de Flávio Dino, Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil viram réus no STF por unanimidade

Josimar e Dino.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade nesta terça-feira (11) para aceitar a denúncia contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa (SE), todos do PL, acusados de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado ao uso de emendas parlamentares.

O ministro Flávio Dino foi o quinto e último a votar, consolidando a decisão de transformar os parlamentares em réus. Antes dele, já haviam votado favoravelmente os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luiz Fux, que também acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (relembre).

Com a aceitação da denúncia, os três políticos responderão a processo penal por organização criminosa e corrupção passiva. Segundo a PGR, entre 2019 e 2020, os deputados teriam desviado recursos de emendas parlamentares, cobrando uma “taxa de retorno” de 25% dos valores enviados ao município de São José de Ribamar. 

A denúncia foi reforçada por provas colhidas em investigações da Polícia Federal, incluindo diálogos que indicam o direcionamento das emendas e a cobrança de propina. Agora, com a instauração da ação penal, o caso avança para a fase de instrução processual, na qual serão analisadas provas e ouvidas testemunhas antes do julgamento final.

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

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domingo, 9 de março de 2025

STF tem maioria para tornar réus Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil por organização criminosa e corrupção

Josimar e Pastor Gil.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste sábado (08) para aceitar a denúncia contra três deputados do PL por organização criminosa e corrupção passiva, a partir do envio de emendas parlamentares. A ministra Cármen Lúcia foi a última a votar e acompanhou o relator, ministro Cristiano Zanin. O ministro Alexandre de Moraes também já votou. Os votos poderão ser dados no plenário virtual até 11 de março. Os ministros Flávio Dino e Luiz Fux ainda precisam apresentar votos.

Os parlamentares acusados são: Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), que é suplente e atualmente não está exercendo o mandato. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os deputados atuaram pela “comercialização” de pelo menos R$ 7 milhões em emendas. O ministro Zanin votou por acolher a denúncia contra os três, pelos crimes de “corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa, agravado pelo exercício de comando e majorado pela participação de funcionário público”.

As investigações começaram em 2020, quando o então prefeito de São José do Ribamar, Eudes Sampaio, resolveu denunciar uma cobrança de 25% do valor de emendas que o município recebeu para a saúde. O relatório da Polícia Federal (PF) contra os políticos por suposta “comercialização” no envio de emendas parlamentares apontou que houve ameaças a prefeitos do interior do Maranhão e que o esquema ocorre há pelo menos cinco anos com dinheiro público.

Do CNN Brasil.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Flávio Dino e mais quatro ministros do STF vão julgar Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil por corrupção

Josimar e Dino.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), integra a Primeira Turma do tribunal, responsável por apreciar denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL. Eles são acusados de comercializar a distribuição de emendas parlamentares (relembre). 

A investigação realizada pela Polícia Federal também inclui o deputado federal de Sergipe, Bosco Costa (PL). O julgamento conduzido pela Primeira Turma do STF está marcado inicialmente para o dia 25 deste mês. Além de Flávio Dino, integram o colegiado os ministros Cristiano Zanin [relator], Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Cármen Lúcia. 

Do Imirante.

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Site gospel diz que deputado federal maranhense não é pastor e já foi acusado de ter caso com motorista

Fuxico Gospel.
O deputado federal Pastor Gil foi recentemente denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusações de corrupção passiva e organização criminosa. A denúncia envolve um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares, o que intensificou o escrutínio sobre sua trajetória política e pessoal. Apesar de carregar o título de "pastor", não há registros de sua ordenação formal. Na realidade, sua candidatura foi viabilizada pela Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (CEADEMA), e a alcunha de "pastor" passou a ser associada a ele, permanecendo até hoje.

Nos bastidores da Assembleia de Deus no Maranhão, rumores antigos envolvendo o parlamentar circulam há anos. Um dos mais comentados é a suposta relação próxima entre Pastor Gil e um de seus assessores, que também atuava como seu motorista. Solteiro, o deputado frequentemente viajava por longos períodos acompanhado exclusivamente pelo assessor, e fontes internas afirmam que, durante suas hospedagens em hotéis, os dois compartilhavam um quarto com apenas uma cama de casal.

As especulações começaram a se espalhar pelos corredores da CEADEMA, gerando desconforto entre os membros da convenção. Em vez de negar publicamente os rumores, Pastor Gil optou por uma mudança discreta: substituiu seu motorista e deixou de ser visto com o rapaz em público. No entanto, apesar da tentativa de distanciamento, o assessor segue vinculado ao gabinete do deputado no Congresso Nacional, ocupando o cargo de secretário parlamentar, com um salário mensal de R$ 8.762,42.

A permanência do ex-motorista na folha de pagamento levanta questionamentos sobre sua real função no gabinete e reforça as especulações sobre a relação entre os dois. Até o momento, Pastor Gil não se pronunciou sobre os rumores nem sobre a justificativa para a manutenção do assessor em sua equipe, o que mantém o tema vivo nos corredores da política e da Assembleia de Deus no Maranhão.

Do Portal Fuxico Gospel.

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sábado, 21 de setembro de 2024

Candidato a Prefeito do PL escancara esquema de desvio de emendas liderado por Josimar no Maranhão; veja vídeo

Josimar e Viriato.
Começou a circular nas redes sociais, nesta sexta-feira (20), um vídeo bombástico gravado essa semana no município de Tutóia, onde o candidato a prefeito pelo PL, Francisco Cardoso Rodrigues, conhecido como 'Viriato Cardoso', detalha um esquema liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Viriato diz que o presidente estadual do PL possui várias empresas de asfalto que executam serviços em municípios maranhenses usando as próprias emendas de deputados do partido. As afirmações comprometedoras de Viriato também dão conta que Josimar possui mais de 20 fazendas, patrimônio esse, até então, desconhecido dos órgão públicos.

“Você sabe quantas fazendas o Josimar? Ele tem mais de 20 fazendas! Você sabe quantas empresas de asfalto tem Josimar? Ele tem mais de oito empresas de asfalto. Asfalto de fazer isso aqui. Você sabe, o investimento e empreendimento que tem é ele! Ele tem 5 deputados federal e 5 deputado estaduais. E, porque, ele tem uma empresa que traz o recurso, as empresas trazem as emendas e quem faz as obras? O prefeito não bota um centavo na obra não. Mas é claro que o prefeito que quer ver o bem do seu povo ele quer ver o seu serviço feito. E ele faz! Vai tirar de onde tem? Agora, um homem que é multimilionário não pode ter em casa uma quantia de dinheiro no seu cofre?” (sic), revela Viriato Cardoso.

O vídeo surge exatamente na semana em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), denúncia contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares (saiba mais).

As revelações do candidato colocam Josimar em uma situação complicada e deixam o presidente do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro no Maranhão ainda mais sobre os holofotes. Confira o vídeo na íntegra:


Do Blog do Domingos Costa.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

PGR denuncia Josimar e Pastor Gil ao STF por corrupção e organização criminosa em esquema de desvio de emendas

Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) três deputados do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. A acusação foi enviada ao Supremo em agosto e atinge os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa (PL-SE). Procuradas pela TV Globo, as defesas dos congressistas disseram que não vão comentar as denúncias.

A Procuradoria aponta que o grupo ligado aos parlamentares teria agido para desviar parte dos recursos destinados à Prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão. Segundo a PGR, eles pressionaram o então prefeito a devolver parte dos valores, mais de R$ 1 milhão, mas a operação não chegou a ser concretizada neste caso.

A investigação foi aberta em 2021 – época em que o chamado "orçamento secreto" estava em vigor. Esse mecanismo pouco transparente de distribuição de recursos públicos via emendas foi declarado inconstitucional pelo STF no final de 2022. Em março de 2022, os parlamentares foram alvos de uma ação da Polícia Federal que apurava esquema de desvio de emendas parlamentares para os municípios do interior do estado do Maranhão (relembre).

O caso está em sigilo no Supremo. O relator, ministro Cristiano Zanin, abriu prazo para que as defesas se manifestem sobre a acusação. Na sequência, o caso deve ser levado a julgamento na Primeira Turma do Supremo. Se o colegiado acolher as denúncias da PGR, os parlamentares virarão réus de uma ação penal. Em julho, a Procuradoria pediu ao Supremo a abertura de 13 apurações preliminares sobre suspeita de desvios utilizando recursos de emendas. Os casos também tramitam em sigilo na Corte.

Do G1.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Partido de Bolsonaro expulsa Yury do Paredão e pune deputados maranhenses que se aproximaram de Lula

Deputados do PL foram punidos.
Além do processo de expulsão contra Yury do Paredão (PL-CE), o Partido Liberal (PL) deu início a outras punições por infidelidade. Em ofício assinado pelo presidente Valdemar Costa Neto, a sigla suspendeu por três meses a participação de outros oito deputados em comissões na Câmara dos Deputados, entre os quais os deputados maranhenses Josimar Maranhãozinho, a esposa Detinha, Júnior Lourenço e Gildenemyr. A medida ocorre após os parlamentares terem votado a favor da reestruturação ministerial do governo Lula (PT).

O documento, obtido pelo jornal O Globo, explica que a punição ocorre após os parlamentares terem votado “em desacordo com o determinado pela resolução administrativa”. A orientação era de que o quadro votasse contra a Medida Provisória. Nesta votação, Yury, Josimar, Detinha, Junior Lourenço e Gil e mais três parlamentares votaram a favor, enquanto Vinicius Gurgel (AP) se absteve. Os dez parlamentares que faltaram a sessão foram poupados.

Neste contexto, Detinha (MA), Bacelar (BA), Josimar Maranhãozinho (MA), Junior Lourenço (MA), Junior Mano (CE), Matheus Noronha (CE), Pastor Gil (MA), Vinicius Gurgel e Yury do Paredão foram suspensos das comissões que fazem parte e não poderão ser indicados como suplentes ou titulares nos próximos três meses.

A medida impacta a rotina dos parlamentares que integram, em média, quatro comissões. Nesta lista, há nomes que participam de CPI’s, como Bacelar, que é titular no colegiado que investiga a empresa Americanas e Yury, nas Apostas Esportivas. Além da reestruturação ministerial, esses nove deputados têm votado com frequência junto com o governo. Na Reforma Tributária, por exemplo, todos estavam na lista dos vinte parlamentares do PL que foram chamados de “comunistas do PL”.

Expulso após ‘fazer o L’

O deputado Yury do Paredão apareceu “fazendo o L” ao lado de ministros do governo Lula (PT), Paulo Pimenta (Comunicação Social) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional). A imagem veio à tona após ser publicada na coluna do jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. "Não esperava que fosse (vazar a foto). Foi um encontro democrático com os ministros de Lula. Na verdade, a foto foi um momento de alegria pela inauguração da bomba, mas respeito a decisão de Valdemar", disse Yury. 

Do Jornal O Globo.

sábado, 24 de junho de 2023

Ceadema 2023: Iracema Vale reafirma compromisso com evangélicos em prol dos maranhenses

Ceadema 2023 realizado em Maracaçumé.
A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), participou, na manhã desta sexta-feira (23), da II Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão (Ceadema), realizada no município de Maracaçumé. No evento, também estiveram presentes o governador Carlos Brandão (PSB), o deputado federal Pastor Gil (PL) e a deputada estadual Mical Damasceno (PSD).

A Ceadema é a instituição responsável pela organização, supervisão e apoio a centenas de pastores e milhares de congregações espalhadas por todo o Maranhão, além de realizar um amplo trabalho missionário em outras regiões do Brasil e do mundo, como Moçambique, Peru e Venezuela. Em São Luís, a Assembleia de Deus mantém mais de 150 famílias de missionários.

Diálogo e unidade

“Foi uma manhã calorosa e de muito louvor e adoração ao nosso Deus. As igrejas evangélicas possuem muitos projetos que visam beneficiar as pessoas que mais precisam e deixo as portas do Parlamento Estadual abertas para abraçá-los. A deputada Mical já faz essa ponte com muita proficiência e amor, mas reafirmo nosso total apoio e compromisso”, enfatizou Iracema Vale.

A chefe do Legislativo maranhense demonstrou contentamento em relação à união do Estado com os fiéis. “Fico muito feliz em ver um clima de unidade e pacificidade da administração estadual com as autoridades religiosas. A igreja desempenha um papel muito importante na sociedade e os maranhenses só têm a ganhar com essa parceria”, acrescentou.

A parlamentar acentuou, ainda, que foram muito bem recebidos na convenção. “Agradeço aos pastores e à comunidade evangélica que nos receberam com tanto carinho, acolhimento e consideração. Foi um momento lindo e muito especial, onde aprendemos mais sobre o trabalho espiritual e a intensa atividade social que exercem pelo Maranhão”.

Segundo o governador Carlos Brandão, é importante reconhecer o trabalho realizado pela igreja. “A fé e a religiosidade são fundamentais na construção de uma sociedade maranhense mais inclusiva e solidária. Estamos agradecidos e de coração aberto ao colocar nosso mandato à disposição para um trabalho em benefício do nosso povo”, ressaltou.

União de forças

Para Mical Damasceno, ao unir forças, o governo e as igrejas podem promover um trabalho mais eficiente e abrangente no enfrentamento de questões sociais. “A proximidade é essencial, uma vez que o governo estadual tem a estrutura e a igreja a sua capilaridade, o que fica mais fácil de fazer um trabalho em parceria. É louvável, pelo papel brilhante que a igreja tem”, celebrou.

O presidente da Ceadema, pastor Francisco Soares Raposo Filho, agradeceu pela presença das autoridades e diálogo junto à comunidade religiosa. “Nós oramos pelo sucesso das autoridades porque quando elas têm sucesso, nós também somos bem sucedidos. Louvamos a Deus por tanto e torcemos para que todos tenham uma gestão abençoada”.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Presidente do PL é internado no Sírio-Libanês após curtir feriado nos Lençóis Maranhenses

Valdemar Costa Neto no Maranhão.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O presidente do Partido Liberal e ex-deputado federal Valdemar Costa Neto está internado no Hospital Sírio-Libanês de Brasília. A informação foi confirmada à CNN pela assessoria do partido, na manhã desta segunda-feira (10), mas o motivo da internação não foi revelado.

Conforme informações, Valdemar sentiu um mal-estar após retornar de viagem e a tendência é que ele passe um cateterismo ainda nesta segunda.

Valdemar curtiu o feriado da semana santa no Maranhão, especialmente na região dos Lençóis Maranhenses, ao lado dos deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil e do vereador de São Luís Aldir Júnior, todos também filiados ao PL.

quarta-feira, 16 de março de 2022

PF apreendeu dinheiro vivo e celular de Josimar de Maranhãozinho em operação na semana passada

Josimar de Maranhãozinho.
A Polícia Federal apreendeu 70 mil reais, em dinheiro vivo, em um escritório usado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, apurou Crusoé. A apreensão foi feita durante uma operação realizada na última sexta-feira, 11. Os policiais visitaram vários endereços ligados ao Maranhãozinho e a outros dois deputados federais, também do PL. Os três são suspeitos de integrar um milionário esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas pelo governo federal à área da saúde (saiba mais).

Maranhãozinho estava em casa, em São Luís, a capital do Maranhão, no momento em que os agentes bateram à sua porta. O celular dele foi apreendido. O dinheiro vivo, porém, foi encontrado em outro endereço, também em São Luís, em uma casa que passou a ser utilizada pelo parlamentar como escritório político depois de uma outra operação da PF na qual ele chegou a ser filmado manuseando generosos maços de dinheiro — os valores, segundo a PF, são provenientes do esquema de desvio das emendas. As imagens do flagrante foram reveladas em primeira mão por Crusoé, em dezembro.

Após descobrir que os investigadores haviam instalado uma câmera dentro de seu escritório antigo, no edifício Office Tower, em São Luís, Josimar de Maranhãozinho transferiu seu escritório político para esse outro endereço na capital maranhense onde na semana passada os policiais acharam os 70 mil reais.

Não foi a única apreensão de dinheiro em espécie na ação realizada na sexta. Outros 200 mil reais foram apreendidos em um endereço residencial do lobista João Batista Magalhães, em São Luís, no Maranhão. Magalhães é investigado sob a suspeita de ser um dos operadores do esquema. O lobista, que vive entre São Luís e Brasília, também teve seu endereço na capital federal visitado pelos investigadores. Assim como Maranhãozinho, o celular dele também foi apreendido.

A Polícia Federal tem provas de que o lobista costumava visitar o gabinete de Maranhãozinho na Câmara dos Deputados. Até por isso, o plano inicial dos policiais era incluir o gabinete entre os alvos da busca e apreensão. O pedido chegou a ser feito, mas foi negado pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

A investigação da PF enquadra Josimar de Maranhãozinho nos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Homem de confiança de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ele é o principal nome do partido no estado e tem se colocado como pré-candidato ao governo local. O deputado também se gaba de ter bom relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro, recém-filiado à legenda, com quem já teve audiências e tirou fotografias que são usadas com frequência em suas redes a pretextos de demonstrar o bom trânsito no Palácio do Planalto.

Os outros dois deputados que também foram alvo da operação de sexta-feira são Bosco Costa e Gildenemir Sousa, conhecido como Pastor Gil, ambos correligionários de Maranhãozinho no PL no Maranhão. No caso de Bosco, a PF descobriu que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares foi depositada na conta dele próprio, de sua mulher e do filho.

Como Crusoé também já revelou, a PF e o Ministério Público apuram a suspeita de que, antes do desvio das verbas, o esquema envolva outro crime grave: alguns deputados federais estariam, literalmente, vendendo suas emendas, que na sequência seriam destinadas a empresas de fachada.

Da Revista Crusoé.

sábado, 12 de março de 2022

Rede Globo mostra detalhes do esquema liderado por Josimar e demais deputados do PL para desviar emendas: "grupo armado e extorsão!"

Deputados do PL.
A Polícia Federal relatou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou indícios de que um grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL-MA), com a participação dos deputados Bosco Costa (PL-SE) e Pastor Gil (PL-MA), teria utilizado um grupo armado, extorsões e saques em dinheiro vivo para desviar emendas parlamentares destinadas a prefeituras do Maranhão. O GLOBO teve acesso a trechos da investigação, mantida sob sigilo na Corte. Para apurar essa suspeita, a PF cumpriu nesta sexta-feira mandados de busca e apreensão nos endereços desses três parlamentares. Os envolvidos negam a acusação (reveja).

Segundo as apurações, um agiota de nome Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, emprestava recursos aos parlamentares e recebia os pagamentos por meio de saques em dinheiro vivo desviados de emendas parlamentares. “O deputado federal Josimar Maranhãozinho é quem está à frente da estrutura criminosa, capitaneando não somente a destinação dos recursos públicos federais oriundos de emendas (próprias e de outros parlamentares comparsas) para os municípios, mas também orientando a cobrança (utilizando, inclusive, de estrutura operacional armada), ao exigir dos gestores municipais a devolução de parte dessas verbas”, afirma a PF.

Os investigadores identificaram ao menos três alvos ligados ao esquema que atuariam como um braço armado na extorsão dos prefeitos. Um deles, Abraão Nunes Martins Neto, que é ex-policial militar, chegou a confirmar em depoimento à PF que atuava na cobrança de dívidas para Pacovan e que o agiota lhe solicitava que fosse “duro” nessa cobrança. O caso foi relatado à PF pelo então prefeito do município de São José de Ribamar (MA), Eudes Sampaio, que contou ter sido alvo de extorsões do grupo. A PF apreendeu documentos e identificou emendas parlamentares no valor de cerca de R$ 5 milhões que teriam sido usados nos desvios.

Chamou atenção dos investigadores, inclusive, que o deputado Bosco Costa, apesar de ser do estado de Sergipe, destinou uma emenda de R$ 4 milhões à prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão. O objetivo era que R$ 1 milhão, o equivalente a 25%, retornasse em dinheiro vivo aos parlamentares.

“Essa atuação causa ainda mais estranheza se levarmos em consideração que o referido parlamentar foi eleito pelo estado de Sergipe, porém encaminha emendas de alto valor para o Maranhão (base da organização criminosa), indicado que este estado pode ter se tornado um paraíso para o desvio de emendas parlamentares”, afirmou a PF.

A investigação também obteve trocas de mensagens e conversas entre os integrantes do grupo criminoso. A PF descreve um áudio enviado pelo agiota Pacovan ao deputado Maranhãozinho, em 9 de junho de 2020. Nele, Pacovan se queixa que o “homi lá do Ribamar (prefeitura onde ocorriam os desvios)” só aceitava negociar diretamente com o parlamentar.

Em nota, Maranhãozinho afirmou que contribui e colabora com as investigações “sem medo e sem restrição”. “Por essa razão, não consigo entender a espetacularização do ocorrido, que parecer ter sido orquestrado para gerarem grande e rápida repercussão na imprensa regional e nacional. Por isso me pergunto se o objetivo é apenas denegrir minha imagem na tentativa de me tirar da disputa eleitoral”, afirmou o deputado. Em perfil nas redes sociais, Maranhãozinho negou ter participado de qualquer ato que “ferisse a legislação”, e disse confiar no trabalho da Justiça. O deputado Pastor Gil negou que tivesse cometido irregularidades e disse que “a improcedência dos fatos” sob investigação será comprovada.

Confira todos os detalhes da reportagem do Jornal O Globo AQUI.

O caso também foi destaque no Jornal Nacional e você pode ver AQUI.

sexta-feira, 11 de março de 2022

PF cumpre mandados contra Josimar e Pastor Gildenemyr

Operação da PF deflagrada contra os políticos.
A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (11) mandados de busca e apreensão em endereços ligados a três deputados federais do PL por suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares.

Um deles é Josimar Maranhãozinho, flagrado com maços de dinheiro vivo de emendas, como revelado pela Crusoé. Bosco Costa, de Sergipe, e Pastor Gildenemyr, do Maranhão, também são alvos. As buscas estão sendo realizadas nas residências dos parlamentares e em escritórios políticos nos estados.

Em dezembro, a PF concluiu um inquérito contra Maranhãozinho e apontou que ele cometeu crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Inquérito que tramita sob sigilo no STF apura a ligação entre o Ministério da Agricultura e a cidade governada pela irmã do deputado, diz O Globo.

Em 24 junho, Maranhãozinho se encontrou em Brasília com o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho. Nas redes sociais, o parlamentar registrou o encontro: “celebração de convênios que beneficiarão municípios maranhenses”. Dois meses depois, em agosto, Maranhãozinho revelou em uma “live” qual cidade do seu estado seria agraciada: Zé Doca, comandada por sua irmã, a prefeita Josinha Cunha (PL).

De O Antagonista.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual aparece quebrando coco babaçu no Maranhão

Cláudio Cunha.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O ano eleitoral segue aquecido e os políticos do Maranhão estão a todo vapor atrás de votos pelo interior do estado. E nessa tentativa de sensibilizar o eleitor vale de tudo, inclusive, quebrar coco babaçu. Foi o que fez o ex-prefeito de Apicum-Açu e pré-candidato a deputado estadual pelo PL Cláudio Cunha.

Cláudio Cunha, que recentemente foi alvo de operação do Gaeco por associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica (saiba mais), publicou o vídeo apelativo em suas redes sociais. Conforme lembramos em janeiro, no caso do deputado federal pastor Gildenemyr, que apareceu sentando no chão comendo bacuri (relembre), daqui para outubro tu vai ver coisa!

Veja o vídeo no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

sábado, 22 de janeiro de 2022

Imagem do dia: Em ano de eleição vale tudo por voto no Maranhão

Pastor Gil demonstrando humildade.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O ano de 2022 mal começou e os políticos, que buscam à reeleição, já começaram a fazer de tudo para sensibilizar o eleitor e garantir o voto. Esse foi o caso do deputado federal Pastor Gildenemyr, do PL, que neste sábado (22) publicou em suas redes sociais uma foto sentado no chão comendo bacuri ao lado de duas mulheres e uma criança. 

Quanta humildade, hein?

"É bastante agradável saber aproveitar, espontaneamente, as coisas simples da vida no momento em que elas acontecem", disse o deputado que em 2018 foi 'arrastado' por Eduardo Braide e passou os últimos três anos sumido. 

Mas isso não é novidade em ano eleitoral no Maranhão, ou você já esqueceu que a primeira-dama de Matões posou para fotos quebrando coco babaçu e abraçada com jumento em 2020? Cláudia Coutinho ajudou na reeleição do marido Ferdinando Coutinho e agora vai ser candidata a deputada estadual (relembre).

Daqui pra outubro tu vai ver coisa!