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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Com exceção do Vereador Dr. Júnior Castro, votação do grupo ligado a Josimar decepcionou em Vargem Grande

Detinha e Dr. Júnior Castro.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho, o todo poderoso do PL no Maranhão, liderou o partido em mais uma grande vitória nestas eleições ao conseguir quatro cadeiras na Câmara Federal e outras sete na Assembleia Legislativa, mas não deve ter ficado nada satisfeito com o desempenho que os seus aliados obtiveram em Vargem Grande. 

Isso porque existia uma grande expectativa em torno das votações de Aluízio Santos, João Batista Segundo e Josimar Júnior, candidatos a deputado estadual, e Aldir Júnior, candidato a deputado federal, no entanto, ao abrirem as urnas, podemos afirmar que foi uma decepção, principalmente pelo volume de campanha e poderio financeiro vistos na cidade.

A exceção foi o resultado apresentado pelo vereador Dr. Júnior Castro, que atendeu as expectativas e, juntamente com amigos, apoiadores e familiares, garantiu 1.023 votos para Detinha. Se formos levar em consideração as eleições de 2022, quando ainda não exercia o mandato, Dr. Júnior Castro mais do que dobrou a votação de Detinha no município, fruto dessa parceria e da sua atuação parlamentar.

Agora é questão de tempo para uma 'dança das cadeiras' dentro do grupo de Josimar em Vargem Grande e um protagonismo, ainda maior, do vereador de oposição com o 'Moral da BR'. Vamos aguardar!

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Condenado a prisão pelo STF, Josimar Maranhãozinho é alvo de nova operação da PF

Operação Afluente.
O deputado federal Josimar Maranhãozinho é alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (25), em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado "orçamento secreto". Batizada como "Operação Afluente", a ação apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Interlocutores da PF apontam que os alvos da operação seriam empresas contratadas para executar obras com emendas, e um dos endereços seria a própria casa do deputado já que ele é sócio de uma delas.

O deputado do PL já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março por desvio de emendas. Ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados. Nesse processo em que foi condenado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou também que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário (saiba mais).

Do G1.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Aluízio Santos briga com Josimar de Maranhãozinho e perde aliados em Vargem Grande

Josimar retirou aliados de Aluízio.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O Maranhão - e também o Brasil - acompanhou com atenção, nos últimos meses, a condenação do deputado federal Josimar de Maranhãozinho no Supremo Tribunal Federal em um processo relacionado a emendas parlamentares e o trabalho que ele vem tendo para reorganizar sua base política/eleitoral no estado (saiba mais).

Josimar anunciou os sobrinhos Fabiana Vilar e Aldir Júnior como pré-candidatos a deputado federal, em substituição da sua candidatura e da sua esposa Detinha, que disputará um mandado na Assembleia Legislativa em 2026. A articulação, no entanto, teria revoltado o deputado estadual Aluízio Santos, que pretendia ser ungido por Josimar à Câmara dos Deputados. Há quem diga que teve até ameaça em deixar o partido.

E a resposta veio rápido. 

Segundo apurado pelo Titular do Blog, Maranhãozinho retirou bases de Aluízio e redistribuiu para outros candidatos do PL. Em Vargem Grande, por exemplo, o ex-vereador Diego agora apoia à reeleição de João Batista Segundo e Aldir Júnior para federal. O mesmo aconteceu com Geraldo Rodrigues, que deixou Aluízio para votar em Josimar Júnior, primogênito do 'Moral da BR'. Para federal o empresário também acompanha Aldir.

Ao que parece, a zanga de Aluízio saiu cara!

domingo, 17 de maio de 2026

Condenado por corrupção, Pastor Gil mandou quase R$ 2 milhões para shows de forró e TCU investiga

Pastor Gil.
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga shows e eventos contratados com emendas Pix destinadas pelos deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL, para cidades do interior do Maranhão controladas pela família de Josimar. Eles cumprem pena em regime semiaberto por terem cobrado propina em troca da destinação de recursos (saiba mais).

Pastor Gil enviou R$ 1,5 milhão para estruturas provisórias do carnaval de 2024 em Zé Doca e R$ 300 mil para a contratar o show de Tarcísio do Acordeon, para comemorar o Dia das Mães daquele ano. À época, a prefeita da cidade era Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, irmã de Josimar Maranhãozinho. Agora, a prefeitura é comandada pela sobrinha de Josimar, Flavinha Cunha.

Josinha e a secretária de Finanças Samara Oliveira, junto com funcionários da prefeitura que deveriam fiscalizar os contratos da cidade, são alvo de uma Tomada de Contas Especial, procedimento para apurar responsáveis por supostos danos ao erário. Além do show de Tarcísio do Acordeon, o TCU investiga problemas na contratação. Para justificar o gasto milionário nos eventos, a prefeitura afirmou que iria contratar quatro bandas de renome nacional para o carnaval, quando na verdade contratou apenas dois grupos deste porte: Calcinha Preta e Mastruz com Leite.

O deputado Pastor Gil disse que enviou os recursos para Zé Doca porque tem carinho pela cidade e por amigos, familiares e eleitores que moram lá. “O objetivo da emenda foi garantir o acesso à cultura e ao lazer para a comunidade, movimentando a economia local por meio de eventos tradicionais, como o feriado de Carnaval e celebração do Dia das Mães”, afirmou o Pastor Gil.


Do Metrópoles.

terça-feira, 24 de março de 2026

Condenado pelo STF por corrupção, Josimar tenta 'juntar os cacos'

Josimar e aliados.
Acusado de solicitar propina de R$ 1,6 milhão em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) foi recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, com pena fixada em 6 anos e 5 meses de reclusão em regime inicial semiaberto (relembre).

Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de Josimar e de outros condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação. Caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre se é compatível o cumprimento da pena com o exercício do mandato de deputado federal que irá até janeiro de 2027.

Tudo em casa

No entanto, Josimar Maranhãozinho já se articula no sentido de amenizar o impacto que a condenação tem causado no projeto político dele para os próximos anos. Nesta segunda-feira (23) ele esteve reunido com prefeitos e lideranças do Partido Liberal e demais legendas aliadas. Na oportunidade, Fabiana Vilar (PL), atual deputada estadual e sobrinha de Josimar, foi anunciada como substituta dele na disputa por uma vaga na Câmara Federal.

A dúvida que ainda resta sobre o clã é o rumo que será dado à atual deputada federal Detinha, esposa de Josimar. Especula-se a possibilidade dela concorrer ao cargo de vice-governadora numa eventual chapa majoritária encabeçada por Eduardo Braide (PSD).

De O Maranhense/Sérgio Matias.

terça-feira, 17 de março de 2026

Josimar e Pastor Gil são condenados a prisão por corrupção e ficam inelegíveis

Pastor Gil e Josimar.
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por corrupção passiva, sete dos oito réus da Ação Penal (AP) 2670, acusados de solicitar propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares ao Município de São José de Ribamar. As penas fixadas variam de 6 anos e 5 meses a 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.

Denúncia

Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República pedia a condenação, por corrupção passiva e organização criminosa, dos deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa, e do assessor parlamentar João Batista Magalhães. Também foram denunciados Antônio José Silva Rocha, Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins, por corrupção passiva, e Thalles Andrade Costa, por organização criminosa.

De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram ao então prefeito do município o pagamento de R$ 1,6 milhão em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares para a cidade. Segundo a denúncia, os réus se dividiam em dois núcleos: o dos parlamentares, encarregados de destinar as emendas, e o de execução, responsável por cobrar a propina.

Tráfico de função pública

Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Cristiano Zanin, de que a PGR comprovou a correlação entre a conduta dos parlamentares (destinar as verbas) e a solicitação da vantagem, caracterizando o “tráfico da função pública” ou a venda do ato de ofício. Por falta de provas, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, Bosco Costa, João Batista Magalhães e Thalles Andrade Costa foram absolvidos da acusação de participação em organização criminosa. De acordo com o colegiado, não ficou provado que os réus pertencessem a uma organização estruturada para cometer outros crimes contra a administração pública.

Moeda de troca

Para o ministro Cristiano Zanin, há contra os três parlamentares prova orais e documentais robustas de que eles atuaram de forma ilícita para solicitar ao então prefeito Eudes Sampaio o pagamento de vantagem indevida, o que caracteriza o delito de corrupção passiva. A seu ver, as emendas eram uma moeda de troca em um esquema em que a função parlamentar foi utilizada para gerar créditos ilícitos junto ao Poder Executivo municipal. Os parlamentares, de acordo com o relator, usavam suas funções para “mercadear” com o orçamento público.

Segundo o ministro, a versão das defesas dos deputados de que os recursos não viriam de emendas, mas de propostas apresentadas pelo próprio município ao Ministério da Saúde, não procede. É inequívoco, de acordo com interrogatórios, conversas de WhatsApp e documentos oficiais, que os recursos públicos foram objeto de intervenção parlamentar. Também não há dúvida, para Zanin, de que Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança no esquema. Ele era o autor de uma das emendas e coordenador da destinação final de outras duas, conforme diálogos com Pastor Gil e João Bosco. Era ele, ainda, que operacionalizava os pagamentos aos demais integrantes do grupo, segundo mostram comprovantes de transações bancárias.

Chantagem e intimidação

Mensagens comprovam ainda que as abordagens a Eudes Sampaio miravam o pagamento de vantagens financeiras indevidas. O tom das conversas, as ações e as reações adotadas pelo grupo contra o então prefeito, na avaliação de Zanin, deixam claros os objetivos criminosos dos acusados. A ida de Adones Gomes Martins e Abraão Nunes Martins à residência de Eudes, comprovada por imagens e coordenadas de celular, reforça o intuito extorsivo do grupo, segundo o relator. “As múltiplas abordagens ao prefeito não foram banais nem fortuitas e logo resvalaram em atos de evidente chantagem e intimidação”, disse.

O relator absolveu os réus da imputação de organização criminosa por considerar que, embora tenha havido uma reunião criminosa para cometer o crime de corrupção passiva contra o Município de São José de Ribamar, não ficou provado que os réus estivessem unidos para cometer uma variedade de outros crimes contra a administração pública, como mencionado pela PGR. Para configurar organização criminosa, é indispensável a comprovação de um “ânimo associativo, estável e permanente” voltado à prática de uma série indeterminada de crimes, não comprovado no caso em questão.

Provas consistentes

Segundo a votar, o ministro Alexandre de Moraes acompanhou integralmente o voto do relator. Para ele, a instrução probatória demonstrou de forma consistente a participação dos réus na prática de corrupção passiva, com tratamento da destinação de emendas “como se fosse uma mercadoria privada”. No entanto, o ministro Alexandre destacou que, embora a PGR mencione prática semelhante em outros municípios, “não se tem detalhamento de como teriam ocorrido essas outras condutas”. Assim, entendeu que houve associação apenas para um fato específico, cabendo a outras investigações apurar eventual atuação mais ampla. Por isso, também votou pela absolvição de todos os réus da acusação de organização criminosa.

Ciranda criminosa

Para a ministra Cármen Lúcia, as investigações indicam um esquema liderado pelos dois deputados federais, descrito por ela como uma “ciranda criminosa”, em que recursos públicos destinados à saúde eram direcionados a municípios com a expectativa de que parte do dinheiro retornasse aos envolvidos. Para Cármen Lúcia, o caso revela um quadro grave de corrupção, agravado pelo fato de envolver verbas de uma área essencial em um país marcado por carências. Ela também destacou a gravidade do modo de atuação e das conversas entre os envolvidos, que, segundo disse, expõem práticas incompatíveis com o papel da política.

“A corrupção é, neste caso, um dado horroroso de um quadro muito feio e que, além de tudo, está lidando com recursos que deveriam ir para a saúde, em um país de tantas carências em tantas áreas, e ainda mais nessa”, afirmou. “Mas a forma de atuar e o tipo de diálogo travado entre os envolvidos apresentados aqui são gravíssimos. Superamos tanta coisa no Brasil, mas o quadro de corrupção daqueles que deveriam representar a política na sua nobreza nós não superamos.”

Ampliação do uso de emendas

O presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, avaliou que o mecanismo que permitiu o desvio de recursos tem origem na ampliação do uso de emendas parlamentares durante a pandemia da covid-19, por meio de indicações políticas. Ele ressaltou que essas indicações são legítimas no regime democrático, mas o volume de recursos favoreceu distorções, com a atuação de intermediários que passaram a operar como “atacadistas” na distribuição de emendas.

Dino acrescentou que, embora pertençam ao campo político, decisões sobre orçamento e prioridades não estão livres de controle. Segundo o presidente da Turma, a Constituição estabelece limites e exige transparência e rastreabilidade na aplicação dos recursos públicos, o que justifica a atuação do Supremo em casos de irregularidade. “Esses termos não foi o Supremo quem os inventou. Estão na Constituição, votada pelo Congresso Nacional”, concluiu.

Penas

Josimar Maranhãozinho (considerado líder do grupo) – 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 300 dias-multa, cada um no valor de 3 salários mínimos vigentes na época dos fatos.

Pastor Gil – 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Bosco Costa – 5 anos de reclusão (por ter mais de 70 anos), em regime inicial semiaberto, e 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

João Batista Magalhães – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos, e perda do cargo público, efetivo ou comissionado, eventualmente ocupado.

Antônio José Silva Rocha – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Abraão Nunes Martins Neto – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Adones Gomes Martins – 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, no valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.

Outras sanções

Foi fixada ainda indenização por danos morais coletivos de R$ 1,667 milhão, a ser paga de forma solidária entre os sete sentenciados. Como o regime inicial é o semiaberto, o colegiado decidiu que cabe à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos dois parlamentares condenados. Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de todos os condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.

terça-feira, 10 de março de 2026

Flávio Dino adia julgamento de Josimar e demais deputados acusados de desvio de emendas parlamentares

Flávio Dino e Josimar Maranhãozinho.
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, adiou a sessão marcada para a manhã de quarta-feira (11) no julgamento de deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados por suposto desvio de recursos de emendas parlamentares. O julgamento estava previsto para três sessões: duas nesta terça-feira (10) e uma na quarta-feira. O processo é relatado pelo ministro Cristiano Zanin (saiba mais).

Dino explicou que, conforme discutido internamente com os ministros da Turma, Zanin informou que seu voto é longo, o que poderia estender o julgamento para a tarde de quarta-feira, quando há sessão plenária com todos os ministros do STF. “Assim, defini com os eminentes colegas — e informo ao Ministério Público e também às defesas — que faremos a continuidade do julgamento na próxima terça-feira, às 13 horas. Dessa forma, haverá tempo durante a tarde e, eventualmente, à noite, se necessário, para que tenhamos os votos e também a conclusão do julgamento”, explicou Dino.

Com isso, a sessão da tarde desta quarta-feira foi destinada à oitiva dos advogados dos réus. Após essa etapa, o julgamento terá prosseguimento em 17 de março, quando os demais ministros deverão votar na ação penal. Pela manhã desta quarta-feira, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, pediu a condenação de oito réus. Jacobina reiterou que o esquema de propina para liberação de emendas em municípios do Maranhão está “comprovado”.

“Com relação ao mérito dos fatos, eles estão devidamente comprovados. Entre 2019 e 2021, os acusados constituíram uma estrutura ordenada, com divisão clara de tarefas, voltada ao envio de emendas parlamentares a municípios mediante cobrança de propina de 25% dos valores repassados”, afirmou durante sustentação oral no colegiado.

Os réus que encabeçam a ação penal são os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho; Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil; e João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa. Eles teriam pedido pagamento de propina em troca da destinação de recursos ao município de São José de Ribamar.

Do Blog do Gláucio Ericeira.

STF começa a julgar deputados federais acusados de desvio de emendas parlamentares

Deputados envolvidos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (10), a Ação Penal (AP) 2670, que envolve deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Os acusados são os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa. Os três respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a PGR, eles teriam solicitado pagamento de propina em troca da destinação de recursos ao município de São José de Ribamar (MA) por meio de emendas parlamentares.

A denúncia, apresentada no Inquérito (INQ) 4870, foi recebida pela Primeira Turma em março de 2025 e convertida na AP 2670. Também respondem à ação penal Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. Ao todo, são oito réus no processo.

Dinâmica do julgamento

O julgamento seguirá as regras da Lei 8.038/1990, que trata dos processos criminais no STF, e do Regimento Interno do Supremo (RISTF). Após a abertura da sessão pelo presidente da Primeira Turma, o processo será chamado a julgamento, e o relator da ação penal, ministro Cristiano Zanin, fará a leitura do relatório. Trata-se de um resumo do caso, com a descrição dos fatos, o histórico processual, as alegações da acusação e das defesas e os crimes imputados.

Em seguida, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, representante da PGR, terá uma hora para se manifestar, podendo o tempo ser prorrogado em razão da quantidade de réus. Na sequência, os advogados de defesa terão prazo de até uma hora cada para suas sustentações. Concluídas as sustentações orais, terá início a votação. Após o ministro Zanin, votarão o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Turma, ministro Flávio Dino. A decisão será tomada por maioria de votos e, em caso de condenação, será definida a pena a ser aplicada.

Cobrança de 25%

De acordo com a denúncia, para destinarem R$ 6,67 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares, em 2020, os deputados teriam solicitado ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), Eudes Sampaio, o pagamento de R$ 1,6 milhão — equivalente a 25% do valor das emendas — como contrapartida. As investigações começaram a partir de uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito. Ele negou participação em qualquer negociação envolvendo emendas parlamentares e relatou cobranças e intimidações que estariam sendo feitas pelos integrantes do grupo investigado.

Segundo a PGR, a organização criminosa seria liderada por Josimar Maranhãozinho, responsável pelo controle e pela destinação das emendas parlamentares. Esse papel de liderança, de acordo com a acusação, estaria evidenciado em diálogos entre os envolvidos e em documentos obtidos ao longo da investigação, que indicariam a existência de organização criminosa voltada à comercialização de emendas.

Argumentos das defesas

O deputado Josimar Maranhãozinho sustenta que a acusação da PGR parte da premissa equivocada de que os recursos públicos seriam oriundos de emendas parlamentares, quando, segundo ele, seriam verbas próprias do Ministério da Saúde, destinadas ao município por discricionariedade da pasta. Argumenta, ainda, não haver provas de que ele tenha solicitado vantagem indevida para a liberação de recursos.

A defesa do deputado Pastor Gil pede sua absolvição ao alegar a inexistência (atipicidade) do fato criminoso a ele imputado. Seus advogados sustentam que a PGR não comprovou que o parlamentar tenha solicitado vantagem indevida para destinar emendas parlamentares. Os advogados do deputado Bosco Costa argumentam que a emenda atribuída a ele foi incluída no Orçamento no ano anterior àquele em que assumiu o mandato. Segundo a defesa, não há ato de solicitação que tenha sido praticado por Bosco Costa, nem elemento de prova que indique seu conhecimento quanto às solicitações imputadas a terceiros. Os três parlamentares pedem a nulidade das provas obtidas nas operações Ágio Final e Emendário.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Josimar depõe no STF e detona Pacovan, agiota assassinado em 2024

Josimar Maranhãozinho.
O deputado federal Josimar de Maranhãozinho prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação em que é acusado de negociar emendas parlamentares. Durante seu testemunho, o parlamentar fez duras declarações sobre o agiota Pacovan, executado no interior do Maranhão em junho do ano passado (relembre).

Questionado sobre um áudio atribuído a Pacovan, no qual o empresário dizia que o prefeito de São José de Ribamar “só pagava se fosse para ele” e mencionava um valor pendente de R$ 1,5 milhão, o deputado afirmou desconhecer o conteúdo e tentou desqualificar o autor da gravação. “O Pacovan era uma pessoa analfabeta, ele falava pelos cotovelos, Pacovan era cheio de confusão e se eu pudesse nunca teria conhecido, era insistente, um cara chato mesmo”, afirmou o deputado.

A declaração busca desqualificar qualquer vínculo político ou pessoal entre o parlamentar e o agiota, que aparece nos autos como um dos personagens ligados ao suposto esquema de negociação de emendas. O Ministério Público Federal (MPF) sustenta que Pacovan teria atuado em operações financeiras paralelas relacionadas ao caso.

Josimar, por sua vez, nega qualquer participação em práticas ilícitas e insiste que nunca manteve proximidade com Pacovan. O depoimento no STF é parte do processo que apura possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A investigação segue em andamento, e novas oitivas deverão ser realizadas nos próximos meses.


Do Blog do Gilberto Léda.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Brandão avança sobre prefeitos do partido de Josimar de olho em 2026

Brandão com a prefeita de Monção.
O governador Carlos Brandão tem intensificado articulações com prefeitos do PL no Maranhão. A movimentação mira o fortalecimento de sua base política para as eleições de 2026 e inclui gestos diretos a gestores eleitos pela legenda controlada no estado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

As prefeitas de Conceição do Lago-Açu Professora Cici, de Monção Dra. Barbara e o gestor de São Francisco do Maranhão Francisco do Posto são exemplos da ofensiva executada nos últimos dias. A primeira esteve em reunião com Marcus Brandão, presidente estadual do MDB. Já os dois últimos foram recebidos pessoalmente pelo governador em São Luís. Os encontros sinalizam a disposição do Palácio dos Leões em se aproximaram de lideranças que estariam, em tese, fora da base do governo.

Em entrevista recente, Josimar confirmou que o PL não integra a base governista. O parlamentar atribuiu o distanciamento ao fato de não ter atuado ao lado do governador nas duas últimas eleições. O Palácio dos Leões, porém, não fechou as portas para o parlamentar e uma parceria para 2026 não é descartada.

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Em meio a escândalo de prints, petista Felipe Camarão busca vice no partido de Bolsonaro

Felipe Camarão, ao centro.
Em meio à repercussão do escândalo envolvendo mensagens de conteúdo sexista atribuídas a si, o petista Felipe Camarão assumiu o comando interino do Palácio dos Leões e recebeu, nesta terça-feira (03), uma comitiva de parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Estiveram presentes os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Detinha, os deputados estaduais Fabiana Vilar, Aluízio Santos e o ex-deputado estadual Hélio Soares, além do vereador Aldir Júnior, de São Luís. Camarão compartilhou o encontro em suas redes sociais e afirmou que o grupo dialogou sobre parcerias nas áreas de infraestrutura e saúde no Maranhão.

O gesto público de aproximação com o PL maranhense, que detém o maior número de prefeituras no estado, ocorre no momento em que Camarão é alvo de críticas e investigações após a divulgação de um laudo pericial que confirma a veracidade de prints com ataques à deputada Mical Damasceno, publicados por um blogueiro. O caso desgastou a imagem do petista, que tenta se consolidar como candidato a governador em 2026. Detinha, do PL, é ventilada como uma das postulantes a vice na chapa que Felipe tenta encabeçar.

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Após Josimar virar réu no STF, Aluízio declara voto em Camarão

Momento do anúncio.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Veio a público, nesta quarta-feira (12), a declaração de voto do deputado estadual Aluízio Santos no atual vice-governador Felipe Camarão para a disputa ao Governo do Estado em 2026. O anúncio, registrado em vídeo, aconteceu em Duque Bacelar e chamou bastante atenção do meio político.

Isso porque Aluízio também representa a esposa Dulcilene Belezinha, prefeita de Chapadinha, e eles são considerados aliados de primeira hora do deputado federal Josimar Maranhãozinho, que, pelo menos publicamente, não descartou entrar na disputa pela cadeira do Palácio dos Leões.

Esse turbilhão de informações demonstra fraqueza de Josimar e acontece em meio ao Supremo Tribunal Federal tornar ele e o também deputado federal Pastor Gil réus em um processo de corrupção e organização criminosa relacionado ao uso de emendas parlamentares (saiba mais). Importante ressaltar, ainda, que o governo Belezinha foi irrigado com milhões em emendas pela dupla de deputados do PL, agora réus no STF.

Confira o exato momento da declaração:


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terça-feira, 11 de março de 2025

Com voto de Flávio Dino, Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil viram réus no STF por unanimidade

Josimar e Dino.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade nesta terça-feira (11) para aceitar a denúncia contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa (SE), todos do PL, acusados de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado ao uso de emendas parlamentares.

O ministro Flávio Dino foi o quinto e último a votar, consolidando a decisão de transformar os parlamentares em réus. Antes dele, já haviam votado favoravelmente os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luiz Fux, que também acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (relembre).

Com a aceitação da denúncia, os três políticos responderão a processo penal por organização criminosa e corrupção passiva. Segundo a PGR, entre 2019 e 2020, os deputados teriam desviado recursos de emendas parlamentares, cobrando uma “taxa de retorno” de 25% dos valores enviados ao município de São José de Ribamar. 

A denúncia foi reforçada por provas colhidas em investigações da Polícia Federal, incluindo diálogos que indicam o direcionamento das emendas e a cobrança de propina. Agora, com a instauração da ação penal, o caso avança para a fase de instrução processual, na qual serão analisadas provas e ouvidas testemunhas antes do julgamento final.

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

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domingo, 9 de março de 2025

STF tem maioria para tornar réus Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil por organização criminosa e corrupção

Josimar e Pastor Gil.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste sábado (08) para aceitar a denúncia contra três deputados do PL por organização criminosa e corrupção passiva, a partir do envio de emendas parlamentares. A ministra Cármen Lúcia foi a última a votar e acompanhou o relator, ministro Cristiano Zanin. O ministro Alexandre de Moraes também já votou. Os votos poderão ser dados no plenário virtual até 11 de março. Os ministros Flávio Dino e Luiz Fux ainda precisam apresentar votos.

Os parlamentares acusados são: Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), que é suplente e atualmente não está exercendo o mandato. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os deputados atuaram pela “comercialização” de pelo menos R$ 7 milhões em emendas. O ministro Zanin votou por acolher a denúncia contra os três, pelos crimes de “corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa, agravado pelo exercício de comando e majorado pela participação de funcionário público”.

As investigações começaram em 2020, quando o então prefeito de São José do Ribamar, Eudes Sampaio, resolveu denunciar uma cobrança de 25% do valor de emendas que o município recebeu para a saúde. O relatório da Polícia Federal (PF) contra os políticos por suposta “comercialização” no envio de emendas parlamentares apontou que houve ameaças a prefeitos do interior do Maranhão e que o esquema ocorre há pelo menos cinco anos com dinheiro público.

Do CNN Brasil.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Flávio Dino e mais quatro ministros do STF vão julgar Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil por corrupção

Josimar e Dino.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), integra a Primeira Turma do tribunal, responsável por apreciar denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL. Eles são acusados de comercializar a distribuição de emendas parlamentares (relembre). 

A investigação realizada pela Polícia Federal também inclui o deputado federal de Sergipe, Bosco Costa (PL). O julgamento conduzido pela Primeira Turma do STF está marcado inicialmente para o dia 25 deste mês. Além de Flávio Dino, integram o colegiado os ministros Cristiano Zanin [relator], Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Cármen Lúcia. 

Do Imirante.

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sábado, 14 de dezembro de 2024

Presidente nacional do PL vem ao Maranhão e diz que Bolsonaro não é normal

Ato do PL.
Em agenda em São Luís neste sábado (14), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que o deputado federal Josimar Maranhãozinho permanece à frente do partido no Maranhão. “Essa questão está liquidada. Temos que prestigiar o Josimar, nossa maior vitória foi aqui. Mandei avisar o Bolsonaro que eu vinha para cá, porque o Bolsonaro não entende as coisas como nós entendemos. O PL vai marchar unido sob o comando do Josimar. Bolsonaro vai compreender isso, eu já mandei o recado para ele. Temos que tratar o Bolsonaro de maneira diferente, ele não é normal”, disse.

O presidente do PL atribuiu a um deputado maranhense intrigas que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro com o deputado Josimar Maranhãozinho. Segundo Valdemar, esse parlamentar, cujo o nome não quis citar para “não dar cartaz”, envenenou Bolsonaro contra Josimar com informações falsas. “É inveja desse deputado, dor de cotovelo porque ele não consegue ter a votação que o Josimar e seu grupo têm aqui no PL”, disparou.

Josimar Maranhãozinho foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em setembro, por um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, envolvendo prefeituras no Maranhão. Nos últimos dois anos, ele direcionou R$ 21,1 milhões em “emendas Pix” para 15 municípios. Quase metade deste valor, cerca R$ 9 milhões, foi para três cidades — Zé Doca, Maranhãozinho e Centro do Guilherme — que são governadas por parentes ou ex-funcionários de Josimar.

Ainda antes do primeiro turno, Bolsonaro mostrou irritação com a denúncia contra Josimar e disse, em entrevista à rádio Auriverde, que precisaria “dar um freio de arrumação” no partido após as eleições municipais. Em nova entrevista à rádio, já depois de o PL eleger 40 prefeituras no Maranhão, o ex-presidente voltou a cobrar a expulsão de Josimar e do também deputado Pastor Gil (PL-MA), alvo da mesma denúncia, que ainda será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF): — O Maranhão não vai ficar como está. Não tem clima do nosso pessoal permanecer no partido que passa a mão na cabeça de marginais. (…) Ou expulsa esses dois, mais uma vez pegos em corrupção, ou então fica difícil a gente falar que o PL é um partido diferente (relembre).


Do Blog do John Cutrim.

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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Michelle Bolsonaro desmoraliza Josimar e toma PL Mulher de Detinha; prefeitas ficam indignadas

Flávia e Michelle.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, em Brasília, que o comando do PL Mulher no Maranhão agora será da vereadora eleita de São Luís, Flávia Berthier. Em video gravado ao lado da vereadora eleita, Michelle anunciou a mudança.

A ala de representação feminina do partido era comandada pela deputada federal Detinha, esposa do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o PL no Maranhão. As prefeitas de Chapadinha e de Zé Doca, Belezinha e Josinha, respectivamente, divulgaram nota de 'indignação' e 'revolta' com a situação.

Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro entrou em rota de colisão com o presidente nacional do PL, Waldemar da Costa Neto, por causa de Josimar, a quem chamou de bandido e ameaçou deixar o PL se Josimar continuasse na legenda (relembre).

Do Blog do Clodoaldo Corrêa.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Aluísio Mendes diz que abandonou campanha em Imperatriz por causa de Josimar: "líder de organização criminosa"

Aluísio Mendes.
O deputado federal Aluísio Mendes, presidente estadual do Republicanos no Maranhão, anunciou seu rompimento com a campanha de Mariana Carvalho à prefeitura de Imperatriz. Aluísio afirmou que não poderia apoiar a aliança de Mariana com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), a quem classificou como líder de uma “organização criminosa”.

Josimar de Maranhãozinho carrega uma ficha controversa, marcada por investigações e acusações envolvendo corrupção e desvio de verbas públicas, que culminaram em processos na esfera federal. Sua reputação tem sido alvo de operações da Polícia Federal, incluindo suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos, o que levou a sanções e reforçou sua imagem controversa na política estadual.

"Tem alguns valores que eu prezo muito por eles: gratidão, lealdade e caráter. Parece que são valores que faltam a nossa candidata. Ela tomou uma opção política de estar hoje abraçada com um grupo político que eu considero uma organização criminosa, e que combato há 14 anos no Maranhão. Eu não posso fazer mais parte desse projeto", explicou o presidente do Republicanos.

A ruptura representa um duro golpe para Mariana Carvalho, já que Aluísio Mendes era sua principal referência e apoio político. Ele não apenas abdicou de sua cadeira na Câmara dos Deputados para que ela assumisse, mas também guiava sua trajetória política. A decisão de Aluísio evidencia uma crise interna na campanha de Mariana, que agora precisa lidar com a ausência de seu mentor político e com o impacto dessa aliança sobre sua base de apoio.

Confira a declaração de Aluísio no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:


quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Bolsonaro quer expurgar membros do PL no Maranhão: "São bandidos!"

Valdemar é presidente nacional do PL.
O ex-presidente Jair Bolsonaro reagiu às declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a situação do partido no Maranhão. Questionado sobre se não seria o caso de trocar o diretório no estado por pessoas mais bolsonaristas, Valdemar respondeu em uma entrevista ao jornal O Globo: “E vai encontrar bolsonarista onde no Maranhão? Agora, não é difícil, se você preparar o nosso pessoal, pedir para ir tirando esse pessoal desses partidos. Passa para o nosso ou passa para um outro partido que possa estar coligado com a gente”, declarou, afirmando que no Maranhão, onde não há esquerda e direita, há gente com fome.

Bolsonaro ao tomar conhecimento da entrevista refutou a fala de Valdemar e disse que alguns membros do PL no Maranhão, comandado no estado pelo deputado Josimar Maranhãozinho, têm que sair do partido. “São bandidos, um pessoal que está no Maranhão. Não são todos, mas a maioria têm que ser expurgado. ‘Ah, não tem bolsonarista lá’. Quer dizer que não tem pessoas honestas no Maranhão? Temos como fazer no Maranhão quatro ou cinco deputados federais que vão orgulhar o estado”, disparou. Bolsonaro chega a citar a visita que fez em São Luís para pedir apoio a Yglésio na eleição.


Do Blog do John Cutrim.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

PSB, PP, MDB, PL e União Brasil elegem 70% dos prefeitos no Maranhão

Líderes dos partidos no estado.
O resultado das eleições de 2024 configurou um novo equilíbrio às forças partidárias no Maranhão. Agora, PSB, MDB, PL, PP e União Brasil assumem o protagonismo partidário com cerca de 70% das prefeituras e uma parcela significativa de vereadores. Juntas, as legendas elegeram 152 prefeituras. O número equivale a aproximadamente 70,05% do total de cidades do estado (217). O PL conquistou 40 administrações municipais, o MDB 37, PP 30, União 26 e o PSB 19 governos locais.

Os números também se repetem em relação à votação, com uma leve variação. O PSB alcançou 553.400 votos nas eleições de prefeito, o PL 494.130, PP 487.680, PSD 466.520, MDB 448.850, e UNIÃO 359.367. Nas eleições deste ano foram 4.118.647 votos válidos. PSB, PP, MDB, PL e União Brasil conquistaram 2.343.427, o equivalente a 56,90% do total de eleitores para prefeito.

Os números mostram que, nas eleições de 2026, as cinco legendas devem despontar como favoritas na eleição de deputados estaduais e federais. Além disso, terão peso na escolha dos dois senadores e o governador do estado.

Do Imirante.