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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Operação Hidra desmantela atuação do Comando Vermelho em Chapadinha, Brejo, Santa Quitéria e Coelho Neto

Operação Hidra.
A polícia civil do Maranhão, por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), unidade especializada da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), em atuação conjunta com o Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Maranhão (GAECO/MPMA), deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Hidra, operação policial de larga abrangência destinada a desarticular os núcleos operacional, financeiro e logístico do Comando Vermelho em Brejo, Chapadinha, Santa Quitéria e Coelho Neto, com ramificações identificadas nos Estados do Pará, de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.

ORIGEM E INVESTIGAÇÃO

As investigações tiveram início a partir de um ataque a provedor de internet situado em Brejo, fato ocorrido no dia 12 de setembro de 2025. Esse atentado foi ordenado pela liderança da facção criminosa que domina a cidade, pois o proprietário da empresa se recusou a pagar “caixinha”, prática extorsiva que tem acontecido com frequência não somente no interior do Maranhão, mas em diversos locais do Brasil.

É importante mencionar que as ordens de cobrança da “caixinha” foram amplamente divulgadas em grupos de WhatsApp e nas redes sociais por integrantes da facção, evidenciando o alcance da estrutura criminosa e a sua atuação interestadual. Com o aprofundamento da investigação, identificaram-se consolidados núcleos do Comando Vermelho em diversos municípios do Maranhão, estruturados entre lideranças, executores de ordens (“soldados”), disciplinadores, traficantes e os responsáveis pelo fluxo financeiro da facção, sendo que esses últimos utilizavam diversos mecanismos de ocultação da origem ilícita dos valores.

Para além disso, os criminosos fundaram um provedor de internet em Coelho Neto, com a nítida intenção de reintegrar formalmente o capital ilícito, já ocultado e dissimulado, à economia legítima. Após a devida Representação do DCCO/SEIC, e a identificação do cometimento dos delitos de integrar organização criminosa armada, extorsão e lavagem de dinheiro, foram expedidas as competentes ordens judiciais, cumpridas nesta data, resultando em buscas e apreensões e na prisão de 15 investigados, na ordem de bloqueio de R$ 17.202.905,91, no sequestro de dez veículos automotores, e na interdição de um provedor de internet situado em Coelho Neto, empresa que foi registrada pelas lideranças dos núcleos criminosos de Brejo e de Coelho Neto, em um verdadeiro consórcio delitivo.

A Operação Policial, que foi coordenada pelo DCCO e pelo GAECO/MPMA, contou com a participação de todos os Departamentos da Superintendência Estadual de Investigações Criminais – Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras (DCRIF), Grupo de Resposta Tática (GRT), Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), Departamento Estadual de Combate ao Roubo de Carga (DCRC) e Departamento de Defesa de Serviços Delegados (DDSD) –, do Centro de Recuperação de Ativos (CRA/DG/PCMA) e da Delegacia de Polícia Civil de Santa Quitéria.

MARANHÃO

No Maranhão, foram contabilizadas as prisões de oito pessoas, entre Chapadinha, Coroatá, Santa Quitéria, Brejo e Coelho Neto. Por ter havido a localização das lideranças e de faccionados em outras Unidades da Federação, a Operação se estendeu simultaneamente pelos Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará, nos quais também houve o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e de sequestro de bens e valores.

OUTROS ESTADOS

Na cidade do Rio de Janeiro, a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCERJ) capturou o líder do Comando Vermelho de Brejo e a sua companheira, que também é faccionada e cuida das operações financeiras, além do braço direito. Os elementos apontam que o trio estava coordenando a atuação da facção no Maranhão, mesmo à distância, desde o ano 2024. Durante o cumprimento das buscas na capital fluminense, o líder foi encontrado com uma pistola de uso restrito, munições e carregadores, razão pela qual recebeu voz de prisão em flagrante. Além disso, foi apreendido um veículo de luxo e cadernos contendo anotações de tráfico de drogas.

Já em Nova Mutum/MT, houve a captura de duas faccionadas, que integram uma família que lidera o Comando Vermelho em Coelho Neto, e cuidam das operações financeiras. A ação foi executada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO de Cuiabá), Delegacia Regional de Nova Mutum e a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCJMT).

Por sua vez, policiais capturaram dois operadores financeiros da facção criminosa em São Miguel do Guamá/PA e em Bragança/PA. Na atuação do Pará, participaram a Delegacia De Repressão Às Facções Criminosas (DRFC), integrante da Divisão De Repressão ao Crime Organizado (DRCO), o Grupo de Trabalhos de Facções (GTF/NIP), Núcleo de Apoio à Investigação (NAI CASTANHAL) e a Delegacia De Polícia Civil De Braganca.

A OPERAÇÃO RENORCRIM: CONTEXTO NACIONAL

A Operação Hidra integra a Operação Renorcrim — Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado —, iniciativa estratégica coordenada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO/DIOPI), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENASP/MJSP), que mobiliza de forma integrada as Polícias Civis das 27 unidades da Federação no enfrentamento qualificado às organizações criminosas em todo o território nacional.

Na edição da Renorcrim realizada entre abril e maio de 2026, a polícia civil do Maranhão, por meio do DCCO/SEIC, já havia cumprido 50 mandados de busca e apreensão e efetuado 46 prisões de integrantes de facções criminosas, com bloqueio de ativos na ordem aproximada de um milhão de reais e apreensão de três veículos.

Desta vez, a Operação Hidra representa o coroamento dessas investigações: o caso mais complexo e de maior abrangência apurado pelo DCCO no contexto da Renorcrim, tanto pelo número de investigados quanto pelo volume de ativos bloqueados e pela extensão territorial das diligências, alinhando-se à simbologia de seu nome, pois se busca atacar todos os elos da cadeia simultaneamente — a liderança, os executores, os operadores financeiros, as contrapartes e a empresa de fachada —, golpeando não apenas a cabeça, mas o corpo inteiro da organização, e em especial a sua base econômica.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Flávio Dino ganha R$ 25 mil após ser chamado de 'vagabundo' em grupo de WhatsApp

Flávio Dino.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, firmou acordo com o servidor Luiz Coelho Costa, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para encerrar uma ação por danos morais. Pelo acordo, Costa pagará R$ 25 mil de indenização, além dos honorários advocatícios.

O processo teve origem em mensagens publicadas por Costa em um grupo de WhatsApp, no qual se referiu a Dino com termos como “petralha” e “vagabundo” e o acusou de “associação ao crime”. A defesa do ministro argumentou que as declarações feriram sua honra e extrapolaram os limites da liberdade de expressão. 

A ação foi apresentada no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Na petição inicial, Dino pedia R$ 30 mil de indenização. As mensagens foram publicadas em 2023, quando ele ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. 

Do Diário do Poder.

domingo, 17 de maio de 2026

Estudante de Jornalismo que morreu no Rio de Janeiro é sepultada no Maranhão

Talita Oliveira.
O corpo de Talita Oliveira da Conceição, estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI) que morreu aos 26 anos após um acidente de trânsito no Rio de Janeiro, chegou ao Maranhão neste sábado (16) e foi velado em Timon, cidade vizinha a Teresina. O velório iniciou às 10h, na Igreja Batista Getsêmani, com cerimônia reservada para amigos e familiares, e foram proibidos registros fotográficos e filmagens.

Um culto em homenagem à Talita foi realizado a partir das 15h e o sepultamento ocorreu na sequência, no Cemitério Jardim das Flores, também em Timon. Talita morava em Timon e conciliava trabalho e estudos em Teresina. Para custear os deslocamentos, ela vendia doces. Ela estava no sexto período de Jornalismo e era estagiária de produção da TV Meio Norte.

MORTE

Talita morreu na noite de segunda-feira (11), após a motocicleta em que estava colidir com um táxi na Avenida Rei Pelé, próximo à estação do metrô do Maracanã, no sentido centro do Rio de Janeiro. Ela estava na garupa e passava férias na cidade. A polícia civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do acidente. O piloto da moto não era habilitado e pode responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor e condução de veículo sem habilitação.

Do G1 MA.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Policial militar condenado por estupro no Rio de Janeiro é preso em Tutóia

Momento da prisão.
A polícia civil do Maranhão deu cumprimento a um mandado de prisão definitiva contra um homem, de 63 anos, condenado pelo crime de estupro, ocorrido no ano de 2007, no Rio de Janeiro. A prisão foi executada no povoado Porto de Areia, em Tutóia, e resultou de uma ação integrada entre a delegacia de Tutóia e a delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), da polícia civil do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, o crime, que à época era tipificado como atentado violento ao pudor, atualmente se enquadra no crime de estupro, conforme a legislação vigente. O acusado, que é policial militar aposentado do Rio de Janeiro, foi condenado a uma pena de seis anos de prisão.

Assim que tomou conhecimento da condenação, o policial fugiu com o objetivo de escapar do cumprimento da pena. No entanto, após trabalho de inteligência e troca de informações entre as polícias civis dos dois estados, o foragido foi localizado e preso no município maranhense. Após os procedimentos legais na delegacia, o condenado foi encaminhado para uma unidade prisional da região, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Da Ascom PCMA.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Operação contra Comando Vermelho tem tiroteio e deixa turistas 'ilhados'

Turistas 'ilhados'.
Uma operação da polícia civil do Rio de Janeiro para prender chefes do Comando Vermelho que atuam na Bahia provocou um intenso tiroteio na comunidade do Vidigal, na zona sul, na manhã desta segunda-feira (20). Uma mulher, identificada como Núbia Santos de Oliveira, mulher do traficante Wallas Souza Soares, foi presa na operação. Segundo a investigação, ela ajudava a lavar dinheiro da facção.

Durante a ação, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb. A via, que liga São Conrado ao Leblon, foi liberada por volta das 6h50, quando um comboio da polícia militar escoltou motoristas na região. Moradores relataram uma manhã de medo, com troca de tiros em diferentes pontos da comunidade. Segundo testemunhas, os disparos começaram cedo e se espalharam pelo morro, provocando apreensão.

Turistas 'ilhados'

No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer. A trilha de acesso ao ponto turístico — bastante procurado durante a madrugada para ver o nascer do sol — começa no alto da comunidade do Vidigal. Por volta das 7h20, após a situação ser controlada, o grupo conseguiu deixar o local, e desceu a favela em meio a blindados e carros da polícia. Segundo os turistas, os guias orientaram que todos ficassem abaixados durante os tiros.

Alvo

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participaram da operação, coordenada pelo Ministério Público da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho responsáveis pelo tráfico de drogas no sul baiano. Segundo apuração da TV Globo, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dada, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva.

Em 2024, ele fugiu de um presídio na Bahia com outros 15 presos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, com a proteção do Comando Vermelho. Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e recebia familiares e amigos para uma festa. Na fuga, deixou parentes e amigos para trás. Monitorado pelo Ministério Público baiano, Dada teve a movimentação identificada, o que levou à operação no Rio.


Do G1.

segunda-feira, 23 de março de 2026

PRF mata a namorada guarda municipal e depois tira própria vida; veja vídeo

Dayse e Diego.
A atual comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Matos, de 38 anos, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), em Vitória, capital do Espírito Santo. O namorado dela, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, foi o responsável pelo crime. Em seguida, ele tirou a própria vida. Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça por volta de 1h, na casa onde ela morava com o pai e a filha de 7 anos, no bairro Caratoíra. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida.

De acordo com o delegado chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, tudo indica que o caso se trate de um feminicídio. Os celulares dos dois vão ser encaminhados para análise pericial para tentar descobrir a motivação para o crime. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Diego trabalhava em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e entrou na corporação em 2020.

INVASÃO

Diego usou uma escada para invadir a casa e chegar até Dayse, que dormia no quarto da filha, por causa do aparelho de ar-condicionado. Segundo o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Boni, há indícios de que o crime tenha sido premeditado. "A circunstância é que ele foi com o intuito de cometer o feminicídio. Ele levou materiais para entrar na residência e subir na marquise. Tudo indica que ele a pegou deitada, dormindo, e efetuou os disparos sem possibilidade de reação", afirmou o secretário Amarílio Boni.

O pai de Dayse, o aposentado Carlos Roberto Teixeira, estava em casa no momento do crime. Ele contou que acordou ao ouvir o primeiro disparo. "Não deu tempo de nada, ele entrou atirando. No primeiro tiro eu já acordei. Abri a porta devagarzinho, olhei, vi ele correndo, mas não deu pra sair, fiquei com medo de tomar um tiro também”, relatou o pai. De acordo com Carlos, o crime foi motivado pela tentativa da filha de encerrar o relacionamento.

Segundo o pai, Dayse e o policial se conheciam há cerca de quatro anos e mantinham um relacionamento marcado por violência. Apesar das situações relatadas, ele afirmou que a filha nunca registrou denúncia formal sobre as agressões sofridas. "Era uma relação conturbada, dois dias bons e quatro dias ruins. Eu já tinha presenciado brigas, já tirei ele de cima dela, uma vez flagrei ele tentando enforcar a Dayse", contou.


Do G1 ES.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Maranhão é alvo de operação contra fraudes de R$ 322 milhões em fintechs; dois foram presos

Momento da prisão.
A polícia civil do Maranhão, em apoio operacional à polícia civil do Rio de Janeiro, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04), a “Operação Pecúnia Obscura”, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão contra investigados por participação em um esquema de fraudes contra fintechs. A prática criminosa teria causado prejuízo estimado em R$ 322 milhões. As investigações apontam que os golpes foram praticados em cidades da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, além de municípios de Minas Gerais e do Maranhão. No território maranhense, duas ordens judiciais foram cumpridas em bairros de São José de Ribamar, na Grande Ilha.

No bairro do Cohatrac V, nas proximidades da Estrada da Maioba, equipes da Superintendência Estadual de Investigação Criminal (SEIC) estiveram em um condomínio para dar cumprimento a um mandado de prisão contra o primeiro alvo da operação. Já no bairro do Araçagi, os policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel do segundo investigado. Durante as diligências, foram localizadas munições de uso restrito, o que resultou na prisão em flagrante do suspeito.

Os dois homens, identificados como Alex Maylon Passinho Dominici e Celis de Castro Medeiros Júnior, foram conduzidos à unidade policial e permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o esquema criminoso. As prisões foram realizadas por equipes do Departamento de Combate a Roubo de Cargas (DCRC), do Departamento de Combate a Roubo a Instituições Financeiras(DCRIF) e do Grupo de Resposta Tática(GRT), todos vinculados a SEIC.

O crime

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo investigado atuava por meio da utilização de empresas de fachada e complexa movimentação financeira, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita de valores provenientes de atividades criminosas. De acordo com o MPRJ, parte significativa dos valores movimentados era enviada ao exterior por meio de plataformas de criptomoedas, mecanismo utilizado para dificultar o rastreamento das transações e a recuperação dos ativos financeiros.

Ainda segundo os promotores responsáveis pela investigação, chamou a atenção dos investigadores a existência de transações realizadas por um dos investigados em favor da empresa GAS Consultoria, pertencente a um indivíduo conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, conhecido nacionalmente por investigações relacionadas a esquemas de pirâmide financeira envolvendo criptoativos.

Da Ascom PCMA.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

STF condena mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Condenados.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal definiu as penas dos cinco réus acusados de planejar o homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, e da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018, no Rio de Janeiro. As penas variam de 9 a 76 anos de reclusão.

O julgamento, iniciado na terça-feira (24), foi concluído nesta quarta-feira (25), com a condenação de todos os réus por unanimidade. Domingos e Francisco Brazão foram condenados por organização criminosa armada, dois homicídios qualificados e um homicídio qualificado tentado. Ronald Paulo Alves foi condenado por dois homicídios qualificados e um homicídio qualificado tentado. Robson Fonseca foi condenado por integrar organização criminosa armada. 

Já para Rivaldo Barbosa, o colegiado reenquadrou a acusação de homicídio para os crimes de obstrução à justiça e corrupção passiva, por não haver provas de sua participação direta nos assassinatos. Além das penas privativas de liberdade, o colegiado estabeleceu indenização de R$ 7 milhões para reparação de danos morais causados às famílias das vítimas.

Como efeito da condenação, e de acordo com a jurisprudência do STF, foi decretada a perda do cargo público de Domingos Brazão, Robson Calixto Fonseca, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves.  Outro efeito da condenação é a suspensão dos direitos políticos de todos os réus desde a publicação da ata do julgamento até oito anos depois do cumprimento da pena.  

Confira as penas para cada réu:

- Domingos Brazão (conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro)
76 anos e três meses de reclusão (regime inicial fechado) e 200 dias-multa (cada dia-multa no valor de dois salários-mínimos à época dos fatos).

- Chiquinho Brazão (ex-deputado federal)
76 anos e três meses de reclusão (regime inicial fechado) e 200 dias-multa (cada dia-multa no valor de dois salários-mínimos à época dos fatos).

- Ronald Paulo de Alves (ex-policial militar)
56 anos de reclusão (regime inicial fechado).

- Rivaldo Barbosa (delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro)
18 anos de reclusão (regime inicial fechado) e 360 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário-mínimo à época dos fatos).

- Robson Calixto Fonseca (ex-assessor do TCE)
9 anos de reclusão (regime inicial fechado) e 200 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário-mínimo à época dos fatos).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Segundo paciente do Maranhão recebe tratamento com polilaminina

Hector Lucena.
O estudante de Agronomia Hector Lucena, de 26 anos, é o segundo paciente no Maranhão a receber polilaminina para tratar lesão na medula espinhal. Natural de Balsas, ele sofreu um acidente de moto em 23 de novembro de 2025, perdeu o movimento das pernas e passou por cirurgia em Imperatriz. Após o procedimento, já em casa, iniciou a reabilitação e apresenta pequenas melhoras no quadro de saúde.

A aplicação do composto ocorreu no Hospital Alvorada, em Imperatriz, com a participação de um neurocirurgião do Rio de Janeiro e do médico pesquisador responsável pela substância. A polilaminina é estudada há mais de 20 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O material é produzido em laboratório a partir da laminina, proteína que atua na formação do sistema nervoso e auxilia na conexão entre neurônios.

A preparação para o procedimento durou 15 dias. A aplicação levou cerca de 40 minutos. Três dias depois, o estudante recebeu alta e voltou para casa, onde começou sessões de fisioterapia. Depois da cirurgia, Hector afirma que percebeu melhora na respiração e na sensibilidade. Ele mantém a expectativa de voltar a andar. “A expectativa é boa. Já tive pequenos avanços, pouco visíveis, mas minha respiração melhorou um pouco e a sensibilidade também. A esperança é sair dessa cadeira o mais rápido possível”, disse.

No Maranhão, o primeiro paciente a receber a substância foi o policial militar Romildo Leobino, de 46 anos. A cirurgia ocorreu em 11 de fevereiro, no Hospital do Servidor, em São Luís. Romildo foi baleado no pescoço durante uma operação contra o tráfico de drogas em Bom Jardim. Ele foi atingido ao entrar em um imóvel onde havia suspeita de armazenamento de entorpecentes (saiba mais).

Do Imirante.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Escola de Samba que fez homenagem a Lula e causou polêmica com 'família em conserva' é rebaixada no Carnaval do RJ

Desfile da escola de samba.
A Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro na apuração desta quarta-feira (18). A escola fazia sua estreia na elite das agremiações neste ano. Ao longo da apuração, ela recebeu apenas duas notas 10.

Com o enredo "Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", a Acadêmicos de Niterói contou, no desfile de domingo (15), a história do presidente Lula desde a infância no Nordeste, passando pela migração com a família para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a Presidência da República.
Homenagem a Lula.
Em um dos carros, a escola trouxe uma crítica às políticas sociais da época do governo Bolsonaro e à forma como ele enfrentou a pandemia. Na parte traseira, o carnavalesco fez uma referência à prisão do ex-presidente.

A escola também foi criticada por conta da ala do desfile que fez alusão a evangélicos e outros grupos conservadores no Brasil. Intitulada de "neoconservadores em conserva", a ala foi formada por integrantes vestidos de lata. O rótulo exibia a imagem de um casal hétero com duas crianças, que seriam os filhos, e a frase "família em conserva".

Do G1/UOL.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Maranhense de Itapecuru-Mirim morre em acidente no Rio de Janeiro

Vítima.
O itapecuruense Marcelino Diógenes, de 44 anos, faleceu após um acidente entre duas motos na BR-101, em Angra dos Reis (RJ). A colisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (14), no km 513, na pista sentido Rio de Janeiro, na altura do bairro Porto Frade.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, duas pessoas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pela concessionária que administra a rodovia. Ambas foram encaminhadas ao hospital de Praia Brava, ainda em Angra dos Reis.

Ao G1, a unidade médica confirmou o óbito de “Dió”, como era chamado carinhosamente o maranhense. Já o outro homem, de 38 anos, recebeu alta ao longo da tarde. Por conta do acidente, uma das faixas precisou ser interditada. A família pediu apoio junto a secretaria de Assistência Social do município, para garantir uma despedida digna e a reunião com seus familiares, em Itapecuru-Mirim.

Do Itapecuru Informa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Flávio Dino autoriza Operação da PF contra deputados do partido de Bolsonaro

Deputados Sóstenes e Jordy.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (19), a Operação Galho Fraco para apurar um esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares no Congresso Nacional. A ação atinge diretamente os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ), além de assessores, servidores comissionados e particulares.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 400 mil em dinheiro vivo na residência de Sóstenes Cavalcante. Também foram recolhidos celulares e outros materiais que serão analisados pelos investigadores.

Segundo a PF, as apurações indicam a atuação coordenada de agentes políticos e pessoas de seu entorno para desviar recursos da cota parlamentar e, posteriormente, ocultar a origem do dinheiro. O esquema envolveria a simulação de contratos e serviços, para justificar gastos e permitir o escoamento dos valores públicos.

A Polícia Federal investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após a deflagração da operação, o deputado Carlos Jordy se manifestou nas redes sociais, afirmando ser alvo de uma “perseguição implacável”. Sóstenes Cavalcante disse que o dinheiro apreendido em sua residência têm origem na venda de um imóvel situado em Minas Gerais.

** A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, popularmente chamada de "cota parlamentar", é uma verba mensal destinada exclusivamente a reembolsar as despesas que deputados federais e senadores têm para realizar seu trabalho.

Do InfoMoney.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Senador Flávio será o candidato da Família Bolsonaro em 2026

Bolsonaro e o filho Flávio.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (05) ter sido escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para ser o candidato do PL à Presidência da República em 2026. "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", declarou Flávio em uma rede social.

Preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro está impedido de disputar as eleições após as condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A situação levou aliados de Bolsonaro a disputar, ao longo dos últimos meses, o capital político do ex-presidente. O nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, era um dos cotados.

Terceiro filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também chegou a se colocar como pré-candidato ao Planalto, afirmou a aliados que apoia "100%" a candidatura do irmão à Presidência. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, declarou que uma vez que Bolsonaro falou sobre sua escolha "está falado". "Confirmado. Flávio me disse que o nosso capitão [Jair Bolsonaro] ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos", disse.

Do G1.

sábado, 29 de novembro de 2025

Servidor com problemas psiquiátricos mata colegas de trabalho e depois tira própria vida; veja vídeo

Vítimas do ataque.
O funcionário do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet) do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, que matou duas colegas de trabalho nesta sexta-feira (28) dentro da instituição, estava afastado de suas atividades havia 60 dias por problemas psiquiátricos. João Antônio Miranda Tello Gonçalves atirou e matou a diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Pinheiro, e depois tirou a própria vida. 

Segundo informações da polícia militar, o atirador desejava retornar ao setor onde atuava Allane. Entre dezembro de 2019 e junho de 2020, pelo menos, João foi coordenador da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico do Cefet. Atualmente, Allane de Souza Pedrotti Mattos era diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE). Já Layse Costa Pinheiro era psicóloga da instituição.

ATAQUE

De acordo com relatos colhidos no local, João Antônio entrou na sala onde Allane estava e efetuou disparos à queima-roupa, atingindo-a na nuca e no ombro. Na sequência, ele se deslocou até outra sala, onde estava a psicóloga Layse Costa Pinheiro, e disparou mais vezes, acertando-a na cabeça e no abdômen. Depois dos ataques, João Antônio seguiu para uma outra sala e tirou a própria vida. Ele foi encontrado já sem vida pelos policiais militares que prestavam apoio à ocorrência. Com ele foi encontrada a pistola Glock .380 utilizada no crime. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).


Do G1.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

VÍDEO: Garoto de programa e a namorada dele são presos por aplicar 'boa noite, cinderela' em turistas

Casal preso no RJ.
Um jovem de 22 anos que seria garoto de programa e a namorada dele, de 21, foram presos suspeitos de integrar quadrilha que aplicava o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela” contra turistas no Rio de Janeiro. De acordo com a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), as vítimas eram principalmente estrangeiros hospedados na zona sul da cidade. Eles usavam perfis em aplicativos de paquera para encontrar os alvos. O casal, identificado como Matheus Cantalice Ribeiro Pereira e Mauria Luiza Machado Velho da Silva, foi detido em um apartamento, em Araruama (RJ), na Região dos Lagos. 

Segundo a investigação, Matheus atraía as vítimas para aplicar os golpes. Maria Luiza, por sua vez, seria a responsável por gastar o dinheiro das vítimas. Os dois tinham mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do RJ por roubo qualificado, cometido em coautoria. De acordo com a polícia, eles faziam parte da quadrilha liderada por Cláudio Rafael Silva de Queiroz de Pontes, preso dias antes, também na Região dos Lagos.

Como agia o casal

Conforme a apuração, o casal abordava as vítimas por meio de aplicativos de relacionamento. Depois de marcarem os encontros, os jovens ofereciam bebidas adulteradas com substâncias para as vítimas, que ficavam inconscientes. Em um dos casos, ocorrido em 10 de agosto de 2025, um turista de Recife, hospedado em um hotel na Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul do Rio, perdeu os sentidos após beber com um dos suspeitos.

Ao acordar, percebeu que o celular havia sido levado e que transações bancárias de mais de R$ 60 mil haviam sido realizadas. De acordo com a polícia, após o crime, Matheus e Maria Luiza foram para Angra dos Reis, na Costa Verde, onde se hospedaram em um hotel e gastaram o dinheiro da vítima com bebidas e festas.

Outro caso, registrado em junho de 2025, teve como vítima um turista italiano. Ele conheceu um homem pelo aplicativo Grindr e, durante o encontro, uma mulher se juntou aos dois. A polícia afirma que era Maria Luiza. Após tomar duas caipirinhas, o estrangeiro desmaiou e teve 19 mil euros (R$ 117 mil) furtados, além de pertences pessoais.

Segundo a delegada Patrícia Alemany, titular da Deat, Maria Luiza tem quatro anotações criminais, incluindo investigações por roubo, furto e associação criminosa, sempre com o mesmo tipo de conduta. Matheus também tem quatro registros por crimes semelhantes. Eles foram transferidos para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona Norte, onde passarão por audiências de custódia.


Do Metrópoles.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

'Penélope do CV' não morreu em megaoperação no RJ; veja todos os detalhes dessa reviravolta

Penélope.
Logo após a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, no último dia 28 de outubro, viralizou nas redes sociais e foi confirmado por fontes da polícia que a traficante Penélope do Comando Vermelho, também conhecida como Japinha, estava entre os 121 mortos (relembre).

Nesta terça-feira (04), a polícia civil negou a informação e disse que nenhum corpo feminino foi encontrado. "A imagem compartilhada era do corpo de Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, natural da Bahia. Contra ele, que tinha histórico criminal na Bahia, havia dois mandados de prisão ativos", diz a nota da polícia civil.

Penélope é conhecida pelos apelidos Japinha e “musa do crime”. De acordo com a polícia, Penélope é figura de confiança dos chefes locais e atua na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas. Japinha ganhou notoriedade nas redes sociais, onde publica fotos ostentando armas e vestindo roupas militares. As imagens circularam amplamente e ajudaram a consolidar a fama de “musa do crime”, associada à estética de poder e glamour dentro da estrutura da facção.

Do G1.

Flávio Dino causa polêmica ao chamar criminosos do Comando Vermelho mortos no RJ de 'meninos e meninas'

Flávio Dino.
O ministro do STF Flávio Dino provocou polêmica, nesta segunda-feira (03), ao se referir aos integrantes do Comando Vermelho mortos na megaoperação realizada realizada pelas Forças de Segurança do Rio de Janeiro como 'meninos e meninas' durante discurso no simpósio promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), em São Luís. A fala ocorreu enquanto o ministro criticava a desigualdade no tratamento do crime organizado no Brasil.

“O crime organizado não está no morro. O crime organizado não está nos bairros periféricos e populares. Ou alguém acha que aqueles jovens têm dinheiro para comprar fuzil?”, questionou Dino. “O dinheiro do narcotráfico não está embaixo do colchão desses meninos e meninas. Está nas mesas dos restaurantes de luxo, nos bancos, nas fintechs e no mercado imobiliário”, afirmou o ministro.

Dino, que também já comandou o Ministério da Justiça, reforçou que o papel do Judiciário é “aplicar a lei penal no lugar certo” e combater o “garantismo de ocasião” que, segundo ele, protege “as elites de sempre”.

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Governo do RJ confirma morte de 'Mata Rindo' em megaoperação, mas 'Penélope do CV' não aparece na lista oficial

Mata Rindo e Penélope.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O Blog Segredos do Crime, mantido pela jornalista Vera Araújo em O Globo, divulgou os nomes de 115 dos 117 criminosos mortos após a megaoperação realizada pelas polícias civil e militar do Rio de Janeiro nos Complexos da Penha e do Alemão (relembre). 

Mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado. Apenas dois laudos resultaram em perícias inconclusivas e ainda passam por outros processos de identificação. Segundo o governo do Rio, dos 115 identificados, 59 tinham mandados de prisão pendentes. Pelo menos 97 apresentavam históricos criminais relevantes e, dos 17 que não tinham informação criminal, havia 12 com indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.

Segundo a polícia civil, 62 dos mortos são naturais de outros estados: 19 do Pará, nove do Amazonas, 12 da Bahia, quatro do Ceará, dois da Paraíba, um do Maranhão, nove de Goiás, um do Mato Grosso, três do Espírito Santo, um de São Paulo e um do Distrito Federal. O relatório indica que, no Rio de Janeiro, há chefes de organizações criminosas de 11 estados da federação, de quatro das cinco regiões do país.

MATA RINDO

O criminoso maranhense foi identificado como Lucas da Conceição, vulgo 'Mata Rindo' ou 'Luquinha'. Ele era natural de Chapadinha e, segundo as autoridades cariocas, tinha anotação criminal por porte ilegal de arma de fogo e receptação, além de dois mandatos de prisão decretados contra si. Ele já foi, inclusive, sepultado em sua cidade natal (saiba mais).

PENÉLOPE DO CV

Uma situação que chamou bastante atenção envolve a criminosa 'Penélope do CV' ou 'Japinha do CV'. Após ampla repercussão nas redes sociais de que a traficante foi morta na megaoperação, inclusive com o rosto esfacelado por um tiro de fuzil (relembre), o nome dela não aparece na lista oficial. Um grande mistério!

Confira a lista completa AQUI.

Aprovação do governador do RJ cresce 10 pontos após megaoperação contra Comando Vermelho

Cláudio Castro.
Uma pesquisa Quaest, divulgada neste domingo (02), mostra que a aprovação do governador Cláudio Castro (PL) subiu 10 pontos percentuais entre agosto e o fim de outubro, após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha. No mesmo período, a aprovação do governo entre os que o reprovam oscilou de 41% para 40%, dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais. Já a parcela de pessoas que não souberam ou não responderam foi de 16% para 7%.

Veja abaixo os números:

Aprova: 53%
Desaprova: 40%
NS/NR: 7%

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a alta no índice de aprovação está relacionada à percepção da população do Rio de que a operação teve como foco principal o combate às facções criminosas, mais do que outros objetivos. "A melhora na aprovação do governador aconteceu porque a maioria dos cariocas acreditam que a operação foi autorizada para combater o crime organizado (54% da população), não como uma ação para ganhar popularidade. Se fosse em período eleitoral, as percepções poderiam ser diferentes", diz o cientista político.

A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, foi feita entre os dias 30 e 31 de outubro, por meio de entrevistas domiciliares presenciais. Ao todo, foram ouvidas 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, residentes em diferentes regiões do estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A megaoperação das polícias civil e militar terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais. A ação foi amplamente divulgada e conhecida por 98% dos entrevistados (saiba mais).

Do G1.

domingo, 2 de novembro de 2025

Reportagem do Fantástico mostra, com riqueza de detalhes, megaoperação realizada no RJ

Megaoperação policial.
Imagens exclusivas exibidas pelo Fantástico, neste domingo (02), mostram criminosos fortemente armados aguardando a chegada da polícia no alto do morro durante a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro na última semana. Ainda era de madrugada de terça-feira, 28 de outubro, quando 2.500 policiais civis e militares chegaram aos complexos da Penha e do Alemão. A medida que os agentes avançam, o tiroteio se intensifica.

Imagens exclusivas feitas pela inteligência da polícia mostram os bandidos fortemente armados reunidos bem no alto do morro. Quase todos vestem roupas pretas ou camufladas. E à medida que o tiroteio avança, eles correm para se esconder no topo da mata da Serra da Misericórdia. Enquanto os bandidos fogem, a polícia avança por várias entradas dos complexos. Equipes do BOPE, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, entraram pelo Complexo do Alemão e fizeram uma barreira na mata que dá acesso ao Complexo da Penha. O Batalhão de Choque entrou pela Vila Cruzeiro, uma das favelas do Complexo da Penha, e do outro lado entraram os agentes da Polícia Civil.

Veja a reportagem na íntegra:


Do G1.