segunda-feira, 20 de abril de 2026

Operação contra Comando Vermelho tem tiroteio e deixa turistas 'ilhados'

Turistas 'ilhados'.
Uma operação da polícia civil do Rio de Janeiro para prender chefes do Comando Vermelho que atuam na Bahia provocou um intenso tiroteio na comunidade do Vidigal, na zona sul, na manhã desta segunda-feira (20). Uma mulher, identificada como Núbia Santos de Oliveira, mulher do traficante Wallas Souza Soares, foi presa na operação. Segundo a investigação, ela ajudava a lavar dinheiro da facção.

Durante a ação, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb. A via, que liga São Conrado ao Leblon, foi liberada por volta das 6h50, quando um comboio da polícia militar escoltou motoristas na região. Moradores relataram uma manhã de medo, com troca de tiros em diferentes pontos da comunidade. Segundo testemunhas, os disparos começaram cedo e se espalharam pelo morro, provocando apreensão.

Turistas 'ilhados'

No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer. A trilha de acesso ao ponto turístico — bastante procurado durante a madrugada para ver o nascer do sol — começa no alto da comunidade do Vidigal. Por volta das 7h20, após a situação ser controlada, o grupo conseguiu deixar o local, e desceu a favela em meio a blindados e carros da polícia. Segundo os turistas, os guias orientaram que todos ficassem abaixados durante os tiros.

Alvo

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participaram da operação, coordenada pelo Ministério Público da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho responsáveis pelo tráfico de drogas no sul baiano. Segundo apuração da TV Globo, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dada, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva.

Em 2024, ele fugiu de um presídio na Bahia com outros 15 presos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, com a proteção do Comando Vermelho. Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e recebia familiares e amigos para uma festa. Na fuga, deixou parentes e amigos para trás. Monitorado pelo Ministério Público baiano, Dada teve a movimentação identificada, o que levou à operação no Rio.


Do G1.

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