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| Fórum de Chapadinha. |
A Juíza Karen Borges Costa, titular da 2ª Vara da Comarca de Chapadinha, presidiu duas sessões do Tribunal do Júri. Na primeira sessão, o réu foi Francisco Lopes de Almeida, acusado de ter tentado matar P. M. S., sua companheira à época do crime. Os fatos ocorreram em 12 de fevereiro do ano passado, no povoado Escorredor, localidade da zona rural de Chapadinha (relembre). O Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Francisco, que recebeu a pena de 22 anos de meio de prisão.
De acordo com a denúncia, ele teria tentado matar a mulher com um tiro de espingarda. A vítima estava em casa, deitada na cama em companhia de um filho de apenas 4 anos de idade, quando o denunciado retornou da rua, onde estava consumindo bebida alcoólica. Ele deitou-se em uma rede armada sobre a cama em que a mulher estava deitada. Em dado momento, iniciou-se uma discussão entre o casal, quando Francisco teria pulado da rede, indo buscar a espingarda. Em seguida, ele teria atirado no rosto da mulher.
Após o tiro, a vítima ainda conseguiu se levantar e tentou sair de casa para pedir ajuda, mas Francisco a segurou e tentou impedi-la. Uma testemunha ouviu o disparo do quarto onde estava e ligou pedindo socorro. O denunciado conseguiu um carro para levá-la até a UPA de Chapadinha e, durante o transporte, teria coagido a mulher a dizer que ela tentou cometer suicídio. Ela chegou em estado delicado na UPA e recebeu atendimento médico. Testemunhas relataram que a convivência entre o denunciado e a vítima era conturbado e que ele a agredia vez ou outra.
CONDENADO POR HOMICÍDIO
Na outra sessão, o réu foi Gabriel Araújo da Silva, acusado de ter matado Fernando Pereira de Araújo, crime ocorrido em frente ao Hospital Antônio Pontes de Aguiar, em Chapadinha. Conforme a denúncia, no dia 7 de maio de 2022, o denunciado chegou ao hospital na garupa de uma motocicleta. Fernando, que trabalhava como maqueiro no local, saiu de dentro do prédio para receber um paciente que havia chegado em uma ambulância (saiba mais).
Nesse momento, ele foi surpreendido pelo denunciado que, usando ataduras em um dos braços para simular machucados e disfarçar sua presença, desceu do veículo, andou calmamente em direção à porta do hospital, aproximou-se de seu alvo, sacou um revólver e teria disparado algumas vezes contra a vítima, que morreu no local. Após o crime, Gabriel teria corrido até o estacionamento e fugido na garupa da motocicleta. Ao final da sessão de julgamento, o Conselho de Sentença decidiu que o réu era culpado. Ele recebeu a pena definitiva de 18 anos e nove meses de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

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