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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Flávio Dino derruba decisão de André Mendonça e reintegra Andrei Rodrigues ao comando da PF

Flávio Dino.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou reintegrar, nesta quarta-feira (09), os delegados Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa, aos cargos de diretor-geral da corporação e diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, respectivamente. A decisão derruba o entendimento do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento dos servidores (relembre).

Na decisão, Dino afirmou que o Partido Novo, autor do processo que levou Mendonça a afastar Andrei Rodrigues, não faz parte da ação penal e, por isso, não poderia requerer o afastamento. “Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar”, afirmou o ministro na decisão.

Ao afastar os delegados, André Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

Veja mais detalhes:


Do Metrópoles.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ministro André Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF

Mendonça e Rodrigues.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (08) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um "monitoramento sistemático e ilegal", realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias. De acordo com a decisão, Moraes teria tido “notícias da existência” dos relatórios antes de sua utilização e eles teriam sido empregados em uma tentativa de incluir Mendonça no "Inquérito das Fake News". Mendonça também aponta que os documentos teriam promovido, de forma abusiva, uma espécie de controle e avaliação disciplinar sobre sua atuação nos dois processos de qual é relator.

Um dos relatórios, segundo o ministro, teria se dedicado a escrutinar e criticar uma decisão judicial tomada por ele, questionando a competência e a finalidade da determinação. Outros documentos teriam analisado seus critérios decisórios e os “riscos decorrentes” de suas atuações.

Para Mendonça, esse tipo de avaliação ultrapassaria as atribuições legais da Diretoria de Inteligência da PF. O ministro afirma que eventuais avaliações disciplinares sobre magistrados são de competência do Conselho Nacional de Justiça, enquanto a apuração da conduta funcional de integrantes da própria Polícia Federal cabe aos órgãos de correição da corporação.

A decisão aponta ainda que os relatórios teriam exposto a Moraes e a terceiros detalhes de processos que tramitavam sob segredo de justiça. “A suspensão cautelar de função pública é constitucionalmente admissível quando fundada em elementos concretos, submetida à proporcionalidade e destinada a neutralizar risco efetivo à persecução penal ou de utilização indevida das prerrogativas funcionais”, diz o ministro na decisão.

Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos investigatórios, nas esferas penal e administrativo-disciplinar, para apurar os fatos. A investigação deverá identificar quem determinou a produção dos relatórios, quem os elaborou, quando foram produzidos e se existem outros documentos semelhantes.

O ministro também determina a suspensão imediata de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência que tenham como objetivo analisar decisões judiciais, condutas de integrantes da AGU ou a atuação da polícia judiciária. A  realização de uma sessão virtual ainda nesta terça-feira (08) para que a Segunda Turma do STF analise se referendam ou não a decisão do ministro. A turma é composta por Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.


Da CNN Brasil.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Veja as mensagens trocadas por Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, segundo a PF

Moraes e Vorcaro.
Uma troca de mensagens entre Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo. O conteúdo foi revelado pelo jornal o Estado de S. Paulo. A TV Globo teve acesso às informações.

No dia 15 de novembro de 2025, sábado, Vorcaro questiona Moraes. Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, segunda-feira, o banqueiro foi preso pela PF quando tentava embarcar em um jato particular. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Vorcaro foi alvo de uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos. A instituição emitia CDBs com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. No entanto, segundo as investigações na época, esse retorno era irreal.

Um dia antes de ser preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, no dia 16, domingo, Vorcaro mandou novo questionamento ao ministro pelo WhatsApp. “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”. Em outra mensagem, também no dia 16, Vorcaro sugere um encontro com Moraes: "às 14h então, na sua casa ou na minha?".

E diz estar "perplexo". "Muita sacanagem isso. Estou perplexo e indignado. Esses caras vão destruir todo o negócio e sem volta. De repente até melhor eu encarar de frente. Temos que dar um jeito de desarmar isso meu Deus".

Os diálogos estão em um relatório enviado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).


Do G1.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Relatório da PF diz que blogueiro Luís Pablo não cometeu crime apontado por Alexandre de Moraes

Luís Pablo e Alexandre de Moraes.
O relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que serviu de base para uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma não ter identificado indícios de que o blogueiro maranhense Luís Pablo tenha cometido crime de violação de sigilo funcional ou recebido dinheiro para publicar reportagens contra Flávio Dino. Mesmo assim, Moraes apontou em sua decisão a existência de “indícios relevantes” de possível crime de perseguição contra o ministro. A reportagem é do jornal O Globo.

A investigação começou após reportagens de Luís Pablo sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares. Uma operação determinada por Moraes apreendeu celulares, computador e pen drive do jornalista, permitindo aos investigadores identificar sua fonte, o ex-secretário Raimundo Cutrim. Segundo o relatório da PF, o jornalista recebeu documentos e informações de Cutrim, mas os investigadores diferenciaram sua atuação da possível prática de violação de sigilo funcional atribuída à fonte, destacando a proteção constitucional à liberdade de imprensa.

O documento também cita transações financeiras envolvendo o jornalista, incluindo o pagamento de R$ 100 mil relacionado à compra de um imóvel rural e valores recebidos por anúncios do Blog Luís Pablo. A PF, porém, não associou essas informações à prática do crime de perseguição. O relatório foi encaminhado ao STF, enquanto Moraes autorizou novas diligências no caso, que também envolve pessoas próximas ao jornalista e à sua fonte.

Do Blog do Clodoaldo Corrêa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Flávio Dino afasta sobrinho de Carlos Brandão do TCE-MA

Flávio Dino.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, foi afastado cautelarmente do cargo por 180 dias por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre uma suposta organização criminosa envolvendo possíveis desvios de recursos públicos, contratos e outras irregularidades no Maranhão.

Além do afastamento, a decisão estabelece uma série de medidas cautelares. Daniel Brandão fica impedido de acessar os sistemas internos e as dependências do TCE-MA, bem como de utilizar bens e serviços pertencentes ao Tribunal, incluindo veículos, funcionários, telefones celulares e passagens aéreas.

Restrição de contatos

A determinação do STF também impõe restrições de contato com pessoas relacionadas às investigações. As medidas têm caráter cautelar e buscam preservar o andamento das apurações conduzidas pelas autoridades. Segundo a decisão, caberá ao próprio Tribunal de Contas do Estado do Maranhão adotar as providências necessárias para a substituição de Daniel Brandão durante o período de afastamento, seguindo as regras previstas no regimento interno da Corte.

Investigação da Polícia Federal

O afastamento ocorre dentro de uma investigação mais ampla da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios de recursos públicos no Maranhão. Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, aparece entre os nomes relacionados às apurações. O caso também envolve investigações sobre o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho. Entre os pontos investigados estão possíveis tentativas de obstrução das apurações e a eventual atuação de agentes públicos relacionados ao episódio.

Novo desdobramento nas investigações

A decisão do Supremo representa um novo e relevante capítulo das investigações conduzidas pela Polícia Federal. As apurações vêm trazendo à tona informações sobre a possível atuação de integrantes de núcleos político e institucional relacionados ao caso. O afastamento determinado pelo STF é uma medida cautelar e ocorre enquanto as investigações seguem em andamento. Eventuais responsabilidades deverão ser definidas pelas autoridades competentes ao longo do processo, após a análise das provas e o cumprimento das etapas previstas na legislação.

Do Blog do John Cutrim.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PF investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no Maranhão

Operação Monte Sinai.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses. Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Desembargador maranhense recebe mais de R$ 3 milhões e entra na mira do STF

Ministros do STF.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quarta-feira (12), a suspensão imediata do pagamento de verbas indenizatórias a magistrados dos Tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal que não estejam de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Corte. Também determinou a devolução de valores que tenham ultrapassado os limites estabelecidos.

As medidas foram determinadas pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do Recurso Extraordinário (RE) 968646, (com repercussão geral), Flávio Dino, relator da Reclamação (RCL) 88319, e Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, relatores das Ações Diretas de Inconstitucionalidades (ADIs) 6604 e 6606, respectivamente.

Os presidentes dos tribunais de Justiça deverão identificar os beneficiários e enviar a relação ao STF em até 72 horas. Também deverão determinar a devolução imediata dos valores que ultrapassem o limite global de 70% do teto, respeitados 35% referentes à parcela de valorização por antiguidade e 35% para as verbas indenizatórias autorizadas. Os tribunais terão cinco dias para comprovar nos autos a suspensão dos pagamentos e as devoluções.

Limites de verbas indenizatórias

As decisões seguem os parâmetros definidos pelo Supremo em março deste ano para assegurar o cumprimento do teto constitucional da remuneração de integrantes da magistratura, do Ministério Público, dos Tribunais de Contas e da Advocacia-Geral da União (AGU), inclusive em relação às verbas indenizatórias. A Corte fixou expressamente as verbas que são devidas aos magistrados e aos membros do MP e autorizou o limite global máximo de 70% do teto para pagamento (35% referentes à parcela de valorização por antiguidade e 35% para as verbas indenizatórias).

Pagamentos

As medidas foram tomadas após os ministros receberem informações detalhadas sobre pagamentos realizados pelos tribunais em abril, maio, junho e julho. Os dados apontaram pagamentos de diversas verbas em desacordo com os parâmetros do STF, além de valores considerados exorbitantes. No Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por exemplo, foi autorizado, em abril, o pagamento de R$ 3,26 milhões em verbas rescisórias a um único desembargador aposentado, em 12 parcelas. No Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), cinco magistrados receberam, em abril, mais de R$ 200 mil, enquanto 589 receberam mais de R$ 100 mil.

No Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), uma magistrada recebeu R$ 490 mil em maio. No Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), nove magistrados receberam mais de R$ 200 mil em abril, e 130 magistrados e pensionistas receberam valores superiores a R$ 100 mil. No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), um magistrado aposentado recebeu R$ 554 mil em abril e em maio. No Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), 73 magistrados receberam mais de R$ 100 mil em abril. Em Rondônia, cerca de 90% dos magistrados receberam mais de R$ 100 mil no mesmo mês.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

STF determina operação da PF contra Raimundo Cutrim por ser fonte de blogueiro em reportagens envolvendo familiares de Flávio Dino

Cutrim, Pablo, Dino e Moraes.


A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (11), mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário do governo do Maranhão Raimundo Cutrim e um advogado. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. 

A ação foi pedida pela PF e teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) em um desdobramento do caso do jornalista e blogueiro Luís Pablo, acusado de perseguir o ministro do STF Flávio Dino. Em março, Luís Pablo foi alvo de busca e apreensão. Segundo a PF, na ocasião, foram apreendidos o celular e o computador dele, o que permitiu reunir indícios contra Cutrim e um advogado ligado ao jornalista (relembre).

A defesa de Cutrim afirmou, em nota, que o ex-secretário é "visto pelos autores dos mandados de busca e apreensão como fonte jornalística" do jornalista Luis Pablo. A PF afirmou ao STF que, desde novembro de 2025, Luís Pablo passou a publicar conteúdos com fotos e dados do veículo funcional do ministro. Ainda de acordo com a PF, o jornalista também publicou a informação de que o veículo, que oficialmente pertence ao Tribunal de Justiça do Maranhão, vinha sendo usado por integrantes da família do ministro.


Veja mais detalhes no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

Do G1. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Brandão defende afastamento de Dino de ações ligadas ao Maranhão

Carlos Brandão.
O governador Carlos Brandão (MDB) defendeu que Flávio Dino não participe do julgamento de processos no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo políticos do Maranhão. O posicionamento foi apresentado durante entrevista ao programa VEJA em Foco, exibida na quinta-feira (06).

Na avaliação de Brandão, a passagem de Dino pelo governo estadual e sua atuação partidária antes de chegar ao Supremo justificariam a adoção de um critério mais restritivo nessas ações. O governador considera que o ministro deveria reconhecer o impedimento nos casos relacionados a integrantes de grupos com os quais manteve alianças ou divergências. “Não é justo que o juiz julgue o adversário”, afirmou Brandão. A declaração foi dada ao comentar a quantidade de disputas políticas maranhenses que chegaram ao STF nos últimos anos.

Crítica à judicialização da política

Brandão também criticou o que considera uma transferência excessiva dos conflitos políticos do Maranhão para o Judiciário. Segundo ele, processos envolvendo parlamentares e outras autoridades locais passaram a ocupar espaço crescente na Corte. O governador mencionou como exemplo o ministro Kassio Nunes Marques. Conforme Brandão, o magistrado costuma se declarar impedido em determinadas ações relacionadas ao Piauí por causa de vínculos anteriores com o estado.

A comparação foi utilizada para sustentar a defesa de que Dino deveria seguir conduta semelhante. A manifestação, contudo, expressa a interpretação do governador e não representa uma conclusão jurídica sobre a atuação do ministro. O impedimento ou a suspeição de um magistrado precisa ser analisado dentro de cada processo, conforme as situações previstas na legislação e o entendimento adotado pelo tribunal.

Antigos aliados estão em grupos opostos

Carlos Brandão foi vice-governador durante os dois mandatos de Flávio Dino no Maranhão. Ele assumiu o Palácio dos Leões em abril de 2022, quando Dino deixou o cargo para concorrer ao Senado. Após anos no mesmo grupo, os dois romperam politicamente. A divisão passou a orientar a formação de campos adversários no estado e ganhou espaço em ações levadas ao Supremo.

Dino tomou posse no STF em fevereiro de 2024. Desde então, aliados de Brandão têm contestado sua atuação em investigações e processos relacionados ao Maranhão. Interlocutores do ministro sustentam que os casos não apresentam as condições legais necessárias para seu afastamento.

Veja mais detalhes:


Do Jornal Pequeno.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto no Maranhão e Distrito Federal

Polícia Federal.
A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (04), mandados de busca e apreensão para apurar a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão.

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas mediante utilização de pessoas físicas e jurídicas, de contas bancárias de terceiros, de estruturas empresariais e de operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

As apurações prosseguem para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Flávio Dino manda prender Raimundo Cutrim

Dino e Cutrim.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, e seu afastamento do cargo. A decisão também autorizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-deputado estadual, em São Luís.

A decisão foi assinada na última quinta-feira, 16. O processo tramita sob sigilo. Segundo o Estadão, Cutrim é investigado por suspeita de coação e obstrução da Justiça. A defesa afirmou que ainda não teve acesso à íntegra da decisão, mas disse que as determinações estão sendo cumpridas.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Polícia Federal encontrou armas na residência do secretário. O material foi apreendido. Cutrim se apresentou à Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, passou por audiência de custódia e deixou o local com tornozeleira eletrônica para cumprir prisão domiciliar.

Além da prisão domiciliar, Flávio Dino determinou que o secretário não conceda entrevistas, não acesse redes sociais, não faça declarações públicas nem realize ligações telefônicas. O contato fica restrito a familiares próximos e advogados.

A decisão prevê que o descumprimento das medidas poderá resultar na substituição da prisão domiciliar por prisão preventiva em um presídio federal. Delegado aposentado da Polícia Federal, advogado e ex-deputado estadual, Raimundo Cutrim ocupava o cargo de secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão desde janeiro de 2025.

De O Antagonista.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Alexandre de Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de visitar o pai, Jair Bolsonaro

Alexandre de Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visite o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, até depois do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro.

Moraes considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social no sábado (11) desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.

O ministro avaliou ainda que a afirmação usada por Flávio Bolsonaro para chamar a transmissão na qual faria a leitura da carta do ex-presidente sugere que "o sentenciado [Jair Bolsonaro] tinha plena ciência de que sua carta seria divulgada em redes sociais, o que, configuraria igualmente desrespeito a medida cautelar a que está submetido".

“É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação”, disse Flávio Bolsonaro nas redes sociais, antes da transmissão em que fez a leitura da carta. Na carta lida pelo senador, Jair Bolsonaro disse confiar no filho como "melhor opção" para combater a corrupção, a violência e empobrecimento no Brasil.

Veja mais detalhes na reportagem da CNN Brasil:



Do G1.

sábado, 11 de julho de 2026

Flávio Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto

Flávio Dino e Valdemar Costa Neto.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou bloquear R$ 119 milhões em bens do ex-deputado Valdemar Costa Neto após a Polícia Federal (PF) apontar supostas irregularidades em indicações de emendas. Indicações só podem ser feitas por deputados e senadores. Como não pode exercer o mandato, Valdemar também não deveria realizar indicações.

O esquema seria operado por Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados conhecida como “Tuca”. A funcionária, que também é ex-assessora do ex-deputado Arthur Lira (PP), é apontada como “personagem principal” do “arranjo funcional informal”. Investigação da PF diz que pelo menos 21 emendas parlamentares foram desviadas para beneficiar Valdemar, e que isso teria sido feito por funcionários da Casa. Os valores das indicações chegariam ao total bloqueado por Dino.

Já o papel de Mariângela seria organizar o fluxo das emendas e centralizar a movimentação, atuando sob orientações que foram atribuídas ao ex-deputado. A investigação aponta que ela era acionada por meio de ligações de Valdemar. "O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como 'solicitantes' das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, expressa trecho da decisão do magistrado.

O documento segue: “Conforme se observa, fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”. Além do bloqueio de bens, o magistrado intimou a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Câmara dos Deputados para que tomem as medidas cabíveis em até 10 dias. À TV Globo, Valdemar negou que tenha feito as indicações. Disse ainda que essa é uma atribuição do líder do partido na Câmara em alguns casos.


Veja mais detalhes:


Do Diário do Nordeste.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Flávio Dino ganha R$ 25 mil após ser chamado de 'vagabundo' em grupo de WhatsApp

Flávio Dino.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, firmou acordo com o servidor Luiz Coelho Costa, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para encerrar uma ação por danos morais. Pelo acordo, Costa pagará R$ 25 mil de indenização, além dos honorários advocatícios.

O processo teve origem em mensagens publicadas por Costa em um grupo de WhatsApp, no qual se referiu a Dino com termos como “petralha” e “vagabundo” e o acusou de “associação ao crime”. A defesa do ministro argumentou que as declarações feriram sua honra e extrapolaram os limites da liberdade de expressão. 

A ação foi apresentada no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Na petição inicial, Dino pedia R$ 30 mil de indenização. As mensagens foram publicadas em 2023, quando ele ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. 

Do Diário do Poder.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Condenado a prisão pelo STF, Josimar Maranhãozinho é alvo de nova operação da PF

Operação Afluente.
O deputado federal Josimar Maranhãozinho é alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (25), em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado "orçamento secreto". Batizada como "Operação Afluente", a ação apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Interlocutores da PF apontam que os alvos da operação seriam empresas contratadas para executar obras com emendas, e um dos endereços seria a própria casa do deputado já que ele é sócio de uma delas.

O deputado do PL já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março por desvio de emendas. Ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados. Nesse processo em que foi condenado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou também que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário (saiba mais).

Do G1.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

STF autoriza transferência dos precatórios do Fundef para professores do Maranhão

Governador Carlos Brandão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a transferência dos recursos referentes aos precatórios do Fundef destinados ao Maranhão, liberando mais de R$ 1,1 bilhão para pagamento de abono aos profissionais do magistério da rede pública estadual. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, no âmbito da Ação Cível Originária (ACO) 661, que trata da execução contra a União envolvendo os repasses do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).

No despacho, o ministro informa que o relator do caso, ministro Nunes Marques, determinou o encaminhamento do processo à Presidência da Corte para viabilizar a transferência dos valores já disponibilizados referentes à terceira parcela do montante incontroverso e à primeira prestação do acordo homologado no processo. A decisão estabelece que os recursos deverão seguir a divisão prevista na legislação: 40% para manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental e 60% destinados ao pagamento de abono aos profissionais do magistério.

Segundo os valores detalhados no documento, cerca de R$ 754,7 milhões serão direcionados para investimentos na educação pública estadual. Já o montante destinado aos professores ultrapassa R$ 1,132 bilhão. O despacho também determina que a Caixa Econômica Federal realize, “com urgência”, a transferência eletrônica dos valores para as contas indicadas pela Secretaria de Estado da Educação do Maranhão.

Com a medida, o governo maranhense avança em mais uma etapa do processo de liberação dos recursos do Fundef, pauta que há anos mobiliza milhares de professores em todo o estado e tem sido alvo de disputas políticas e jurídicas envolvendo o pagamento dos valores devidos ao magistério. "Estamos aguardando a liberação definitiva para divulgação do calendário de pagamento. Esse recurso tem dono e estamos trabalhando para garantir o cumprimento efetivo desse direito", disse o governador Carlos Brandão.

De O Informante/Jornal Pequeno.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Aluízio Santos briga com Josimar de Maranhãozinho e perde aliados em Vargem Grande

Josimar retirou aliados de Aluízio.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O Maranhão - e também o Brasil - acompanhou com atenção, nos últimos meses, a condenação do deputado federal Josimar de Maranhãozinho no Supremo Tribunal Federal em um processo relacionado a emendas parlamentares e o trabalho que ele vem tendo para reorganizar sua base política/eleitoral no estado (saiba mais).

Josimar anunciou os sobrinhos Fabiana Vilar e Aldir Júnior como pré-candidatos a deputado federal, em substituição da sua candidatura e da sua esposa Detinha, que disputará um mandado na Assembleia Legislativa em 2026. A articulação, no entanto, teria revoltado o deputado estadual Aluízio Santos, que pretendia ser ungido por Josimar à Câmara dos Deputados. Há quem diga que teve até ameaça em deixar o partido.

E a resposta veio rápido. 

Segundo apurado pelo Titular do Blog, Maranhãozinho retirou bases de Aluízio e redistribuiu para outros candidatos do PL. Em Vargem Grande, por exemplo, o ex-vereador Diego agora apoia à reeleição de João Batista Segundo e Aldir Júnior para federal. O mesmo aconteceu com Geraldo Rodrigues, que deixou Aluízio para votar em Josimar Júnior, primogênito do 'Moral da BR'. Para federal o empresário também acompanha Aldir.

Ao que parece, a zanga de Aluízio saiu cara!

domingo, 17 de maio de 2026

Condenado por corrupção, Pastor Gil mandou quase R$ 2 milhões para shows de forró e TCU investiga

Pastor Gil.
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga shows e eventos contratados com emendas Pix destinadas pelos deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL, para cidades do interior do Maranhão controladas pela família de Josimar. Eles cumprem pena em regime semiaberto por terem cobrado propina em troca da destinação de recursos (saiba mais).

Pastor Gil enviou R$ 1,5 milhão para estruturas provisórias do carnaval de 2024 em Zé Doca e R$ 300 mil para a contratar o show de Tarcísio do Acordeon, para comemorar o Dia das Mães daquele ano. À época, a prefeita da cidade era Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, irmã de Josimar Maranhãozinho. Agora, a prefeitura é comandada pela sobrinha de Josimar, Flavinha Cunha.

Josinha e a secretária de Finanças Samara Oliveira, junto com funcionários da prefeitura que deveriam fiscalizar os contratos da cidade, são alvo de uma Tomada de Contas Especial, procedimento para apurar responsáveis por supostos danos ao erário. Além do show de Tarcísio do Acordeon, o TCU investiga problemas na contratação. Para justificar o gasto milionário nos eventos, a prefeitura afirmou que iria contratar quatro bandas de renome nacional para o carnaval, quando na verdade contratou apenas dois grupos deste porte: Calcinha Preta e Mastruz com Leite.

O deputado Pastor Gil disse que enviou os recursos para Zé Doca porque tem carinho pela cidade e por amigos, familiares e eleitores que moram lá. “O objetivo da emenda foi garantir o acesso à cultura e ao lazer para a comunidade, movimentando a economia local por meio de eventos tradicionais, como o feriado de Carnaval e celebração do Dia das Mães”, afirmou o Pastor Gil.


Do Metrópoles.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Governador Carlos Brandão participa da posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça no comando do TSE

Posse no TSE.
O governador do Maranhão Carlos Brandão participou da posse dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça nos cargos de presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A solenidade aconteceu na terça-feira (12), na sede da Corte Eleitoral, em Brasília (DF).

A nova gestão do TSE assume para um mandato de dois anos - até 2028 - e vai comandar as eleições gerais de 2026, quando serão escolhidos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e o presidente da República, em outubro deste ano. A nova gestão assume após o biênio presidido pela ministra Cármen Lúcia, responsável pelas eleições municipais em 2024.

Durante a solenidade, o governador Carlos Brandão desejou aos ministros êxito na missão de seguir fortalecendo a democracia brasileira. “Neste momento de eleição, a gente precisa apoiar e fortalecer as instituições democráticas para que o período eleitoral seja bem conduzido. Neste sentido, estou muito tranquilo, pois esta Corte já mostrou sua capacidade de garantir e vontade das urnas e os ministros Nunes Marques e André Mendonça, que assumem hoje, vão realizar um excelente trabalho, afinal, são dois ministros de renome nacional e respeito junto à sociedade brasileira”, assinalou Brandão.

A sucessão na Presidência do TSE segue o critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que compõem a Corte Eleitoral. O modelo de rodízio entre magistrados do STF integra a tradição institucional do Tribunal e busca assegurar alternância na condução dos trabalhos, estabilidade administrativa e continuidade das ações voltadas à realização das eleições.

Perfil dos ministros

Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e integra o STF desde 2020, quando assumiu a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Celso de Mello. Antes de chegar à Suprema Corte, construiu trajetória na magistratura federal como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), além de ter atuado no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) e exercido a advocacia por aproximadamente 15 anos.

Também com 53 anos, André Mendonça nasceu em Santos (SP) e passou a integrar o STF em dezembro de 2021. Ao longo da carreira, ocupou cargos de destaque na Advocacia-Geral da União (AGU), instituição que chefiou em duas ocasiões, além de ter exercido a função de ministro da Justiça e Segurança Pública.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Caso Master: Senador Ciro Nogueira é alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero

Ciro Nogueira.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (07), a quinta fase da Operação Compliance Zero, que aprofunda investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os alvos, está o presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira.

Os policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Piauí, em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores ligados aos investigados.

A nova etapa da operação mira suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master. Segundo a PF, o objetivo é aprofundar a apuração sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis conexões entre operadores financeiros, agentes públicos e estruturas utilizadas para ocultação de patrimônio.

INVESTIGAÇÃO

Investigação da PF aponta que Ciro Nogueira recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegaram a R$ 500 mil por mês. Ainda segundo os investigadores da PF, a relação entre o senador e o banqueiro extrapolava a “mera amizade”, o “vínculo fraternal” ou “atuação política regular“, e configuram trocas financeiras e políticas, que são descritas na investigação. 

Entre essas trocas, a PF destaca: a aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão; repasses mensais de R$ 300 mil, ou mais – considerando relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil; a disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de imóvel de elevado padrão; e pagamento de hospedagens, deslocamentos e demais despesas inerentes a viagens internacionais de alto custo. Um dos exemplos citados pela corporação envolve hospedagens no Park Hyatt New York, hotel cinco estrelas localizado em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos.

A nova etapa da operação também resultou na prisão temporária de Felipe Cânçado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro. O irmão do senador Ciro Nogueira, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi alvo de busca e apreensão.

Do Metrópoles.