A família do maranhense Leotan Vieira Abreu, de 28 anos, informou nesta quarta-feira (26) que ele morreu em combate na guerra entre Ucrânia e Rússia. Natural de Imperatriz, o jovem teve a morte comunicada aos familiares por um colega que também participa do conflito. A última vez que Leotan entrou em contato com a família foi em 17 de agosto. De acordo com colegas, ele morreu após pisar em uma mina terrestre.
Antes de se alistar para a guerra, o maranhense morava com a mãe, o padrasto e os irmãos no povoado Lagoa Verde, na zona rural de Imperatriz, e trabalhava como motorista. Segundo a família, ele pediu demissão do emprego em junho deste ano, após ter a confirmação de seu alistamento. Em um vídeo gravado pelo próprio jovem e publicado em uma rede social, Leotan relata que vinha pesquisando sobre o alistamento desde 2022 e soube do recrutamento pela rede social.
Ainda de acordo com os familiares, Leotan não tinha experiência em combate. Ele deixou o Brasil em julho, passou por um treinamento rápido na Ucrânia e, posteriormente, foi enviado para a região de Donetsk, próxima à fronteira com a Rússia. A família informou que ainda não conseguiu contato com o governo da Ucrânia para obter informações oficiais sobre o traslado do corpo.
Diana Silva, mãe do maranhense Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, utilizou suas redes sociais para confirmar a morte do filho, ocorrida neste último sábado (31), durante combates na guerra da Ucrânia e a Rússia.
Em um vídeo divulgou em suas redes sociais, Diana relatou em vídeo que o corpo do filho permanece em uma zona de mata densa e de difícil acesso. Segundo a mãe, para que o resgate seja feito, os demais soldados terão que caminhar cerca de 30 quilômetros pela selva para chegar a um ponto onde possa ser feita a remoção. “Já se passaram três dias e ainda não sabem se o corpo do meu filho será resgatado”, disse chorando sobre a situação.
A maranhense ainda explicou que precisa aguardar a emissão da notificação oficial do óbito pelo batalhão para, somente depois, acionar um advogado e tratar da burocracia logística, como a compra de passagens para acompanhar o caso de perto e tentar o translado do corpo para o Maranhão.
Desde o mês de maio, Mateus vinha compartilhando em suas redes sociais imagens e vídeos de sua rotina e de algumas de suas atividades na batalha. “Esse é o pior engajamento da minha vida. Eu não queria nada disso, eu só queria o meu filho. Esse é o pior castigo que estou vivendo”, declarou Diana no vídeo.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu em um bombardeio durante ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel neste sábado (28), segundo o presidente Donald Trump. O aiatolá comandou o país por quase quatro décadas.
Em uma rede social, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel. Segundo ele, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.
Na Truth Social, Trump afirmou que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele disse esperar que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança se unam à população para “devolver grandeza” ao país. "Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte", afirmou.
Até a última atualização desta reportagem, o governo do Irã não havia confirmado a morte.
Quem era Khamenei
Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, cidade sagrada para os xiitas. O segundo de oito filhos, de uma família pobre e devota. Cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi — num momento em que o Irã era aliado dos Estados Unidos e até de Israel. O líder supremo nunca aceitou fazer reformas na república islâmica e reprimiu com força a oposição. No cenário internacional, Khamenei mantinha a hostilidade aos Estados Unidos e se negava aceitar a existência do Estado de Israel.
Ataque
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
O governo da China cobrou neste domingo (04) a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no país sul-americano. A manifestação foi divulgada em nota oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês. No comunicado, Pequim defendeu que a situação na Venezuela seja tratada por meio de negociações políticas e diplomáticas, sem o uso da força. As autoridades chinesas também exigiram garantias de integridade física e segurança para Maduro e Cilia Flores, sustentando que a remoção do casal do país representa uma violação das normas do direito internacional.
A posição chinesa reforça críticas já feitas após a ofensiva americana. Na ocasião, o governo chinês afirmou ter ficado “profundamente chocado” com a ação militar e classificou a iniciativa como um ataque direto à soberania de um Estado independente. Para a China, a operação desrespeita o princípio da não intervenção, considerado um pilar das relações internacionais. Ainda segundo a chancelaria chinesa, o episódio expõe uma postura que descreve como “hegemônica” por parte dos Estados Unidos, com potencial de ampliar tensões e comprometer a estabilidade e a segurança na região.
Aliada estratégica da Venezuela, a China mantém uma relação próxima com o governo de Caracas, especialmente nas áreas política e econômica. Em diferentes ocasiões, Pequim tem reiterado que eventuais crises no país sul-americano devem ser solucionadas internamente, por decisão dos próprios venezuelanos, sem interferência externa.
José Gregorio Tovar vive no Brasil há 1 ano e 6 meses.
Migrantes venezuelanos que tiveram que deixar o país natal castigados pela crise econômica relataram "misto de sentimentos" após os ataques militares lançados pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (03). Longe do país de origem, eles acompanham as notícias e falam em expectativa de mudança política e medo de novas perdas para quem ficou. A fronteira do Brasil com a Venezuela está fechada após ataque dos EUA e anúncio da captura de Nicolás Maduro (relembre).
Professor universitário por mais de quatro décadas na Venezuela, José Gregorio Tovar, de 68 anos, vive há um ano e oito meses na capital roraimense, separado da família. Para ele, a ofensiva era algo esperado por parte da população que se sentia sem alternativas. “Esse ataque era esperado. O povo venezuelano não tinha mais apoio interno. Foram anos de uma ditadura que oprimiu o povo, destruiu a economia, a educação e empurrou milhões para fora do país. Queríamos mudanças”, afirmou.
José Gregorio relata que viu universidades esvaziarem, salários serem reduzidos a valores simbólicos e a educação perder força. Segundo ele, professores chegaram a receber o equivalente a cerca de US$ 130 por mês, enquanto aposentadorias não ultrapassavam alguns centavos de dólar. “Eu dava aula para quatro mil estudantes. Hoje, a universidade tem menos de 700. A economia encolheu, a educação foi reprimida e a fome virou realidade. Somos mais de 10 milhões de venezuelanos fora do país”, disse.
O sentimento de alívio também aparece no relato de Abrahar Rodulf, de 30 anos, natural do estado de Sulcre. Em Boa Vista há seis anos, ele sobrevive atualmente recolhendo latinhas. “Eu me sinto feliz. Feliz porque não dava mais para viver daquele jeito”, afirmou. Abrahar conta que cresceu em meio à extrema pobreza e que a crise forçou muitas famílias a situações limite. “Minha mãe se prostituiu para poder nos dar comida. Para sobreviver na Venezuela, a pessoa tinha que roubar ou se humilhar. Quem não fazia isso, não conseguia viver sendo pobre".
Morando no Brasil há dois anos e meio, Jesus Martinez, de 65 anos, natural de Carúpano, no estado de Sulcre, diz que a reação entre muitos venezuelanos é de alívio, mas também de lembrança das dificuldades que levaram à migração. “É realmente uma alegria que sentimos, porque se acaba esse regime de Maduro. Nós estamos aqui porque não dava para viver no nosso país, não tinha como comer bem com a família. Como uma pessoa vive com um salário de 1,5 dólar?”, questionou.
A vendedora Lizmar Acagua, de 30 anos, chegou a Boa Vista há seis meses, vinda de El Tigre, no interior da Venezuela. Ela diz que, apesar da felicidade com a queda do governo, o sentimento não é simples. “Não é fácil. A gente não queria estar na rua, nem ter que migrar para outro país. Isso machuca. Então a gente recebe [essa notícia] com uma certa felicidade”. Ainda assim, Lizmar afirma que nunca perdeu a esperança de que algo mudasse. Ela acredita que o futuro pode ser melhor do que os últimos anos vividos sob a crise. “Eu me sinto feliz, sim, porque chegou a hora. Nunca pensei que isso fosse acontecer, mas sempre tive esperança. Cada vez estava pior. Agora, eu acho que pode ser melhor”.
CONTEXTO: Roraima é a principal porta de entrada de migrantes venezuelanos no Brasil, pela cidade de Pacaraima. Desde 2015, o estado recebe grande parte das pessoas que fogem da crise política, econômica e social no país comandado por Maduro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (03) que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro até a transição do governo. Ele também ressaltou que controlará as reservas de petróleo do país. O republicano deu as declarações durante coletiva, em Mar-a-Lago, sobre o ataque norte-americano ao território venezuelano (relembre).
“Hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, através de suas Forças Armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por terra e pelo mar foi usado para lançar um ataque espetacular. […] toda a capacidade militar venzuelana ficou sem poder”, declarou o norte-americano durante a coletiva.
O republicano prosseguiu: “Nós estamos lá [na Venezuela] e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição apropriada aconteça. Como todos sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido usado por muito tempo. Eles não estão retirando nada do que eles poderiam em comparação e o que poderia acontecer nesse país”.
Ele justificou a permanência norte-americana no país ao associar a intervenção à exploração dos recursos energéticos venezuelanos, especialmente o petróleo, que, segundo ele, teria sido apropriado de forma ilegal por governos anteriores e pelo regime de Maduro. “Também conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para o solo americano porque eles retiraram isso, eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo com o respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um exílio socialista roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força”, disse.
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou, em suas redes sociais, sobre o ataque realizado na madrugada deste sábado (03) pelos Estados Unidos à Venezuela. Segundo o presidente americano Donald Trump, o ditador venezuelano Nicolás Maduro foi capturado, juntamente com a esposa, por equipes da Delta Force, uma tropa de elite do exército norte-americano (saiba mais).
Veja o pronunciamento de Lula:
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (03), foi realizada por equipes da Delta Force, uma tropa de elite do exército norte-americano. A informação da Delta Force foi dada pela CBS News, dos EUA, que cita um oficial do exército. A Delta Force tem como missões lidar com contraterrorismo, resgate de reféns, ações diretas e de reconhecimento, muitas vezes contra alvos de "alto valor".
O governo venezuelano não sabe o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem de sua esposa, Cilia Flores, afirmou a vice-presidente Delcy Rodríguez na manhã deste sábado, em um áudio exibido pela TV estatal. “Exigimos uma prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores”, disse Rodríguez.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a captura em um post em uma rede social: "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea".
De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados. Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação serão apresentados durante uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília.
Raphael Paixão, o maranhense recrutado pelo Exército da Ucrânia, teve a perna esquerda amputada e está hospitalizado após ter pisado em uma mina-borboleta, um artefato explosivo de pequeno porte, mas de alto poder destrutivo, utilizado em zonas de guerra.
“Ele foi operado, está hospitalizado, perdeu o pé esquerdo, perdeu do joelho, um pouco do joelho para baixo, mas está estável, está vivo, né? Foi um milagre de Deus. Ele contou um pouco do que aconteceu. Ele andou nove quilômetros, arrastado por um outro militar, que ‘tava’ dando suporte para ele, ele ‘tava’ muito machucado, mas graças a Deus, para honra e glória de Jesus, ele conseguiu”, informou a mãe do jovem, Neila Paixão, após conseguir fazer uma videochamada com o filho.
Ela gravou um vídeo relatando o quadro do filho e agradecendo pelas orações de parentes, amigos e todos que torcem pelo jovem maranhense. “O coração da mãe só vai ficar realmente aliviado quando meu filho botar os pés na terra brasileira”, completou. Segundo Neila, Raphael se encontra estável, recebendo acompanhamento médico e psicológico. Durante uma videochamada com a mãe, ele expressou o desejo de voltar ao Brasil.
A família ficou quase 20 dias sem conseguir falar com o jovem. Até que ele enviou uma breve mensagem por aplicativo: “Oi mãe, estou vivo graças a Deus, mas estou em missão”. O contato foi curto, mas serviu como alívio temporário diante do medo que havia se espalhado entre amigos e familiares. A ausência de informações precisas sobre o paradeiro de Raphael mobilizou conhecidos e parentes, que chegaram a enviar e-mails ao governo da Ucrânia e buscar auxílio junto a autoridades brasileiras. Entretanto, segundo a família, o consulado não fornecia uma resposta concreta.
Natural de Imperatriz, Raphael cursava Direito em uma faculdade particular, mas trancou os estudos em agosto de 2024. Em seguida, viajou para a Holanda com a namorada em busca de novas oportunidades. Após o fim do relacionamento, tomou a decisão de se alistar como voluntário nas forças armadas da Ucrânia na guerra contra a Rússia, onde permanece desde então.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que as tropas norte-americanas bombardearam três instalações nucleares no Irã, nesse sábado (21). O caso acontece em meio ao embate entre Irã e Israel. Dias antes, a Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou que quaisquer intervenções militares adicionais poderiam ter consequências enormes.
“Apelo veementemente a todos para que evitem qualquer internacionalização adicional do conflito. Quaisquer intervenções militares adicionais podem ter consequências enormes, não apenas para os envolvidos, mas para toda a região e para a paz e a segurança internacionais em geral”, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Trump, no entanto, seguiu adiante com o plano e confirmou ataque a três das principais instalações nucleares do Irã. O anúncio foi feito por pelo mandatário norte-americano pelas redes sociais. “Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu na Truth Social.
Em seguida, durante pronunciamento na Casa Branca, o presidente dos EUA manteve o tom bélico e ameaçou fazer novas investidas, caso o Irã recuse acordos de paz. “O Irã, o tirano do Oriente Médio, precisa agora fazer a paz. Se não o fizer, os ataques futuros serão muito maiores e muito mais fáceis”, disse Trump. “Isso não pode continuar. Ou haverá paz, ou haverá uma tragédia para o Irã, muito maior do que a que testemunhamos nos últimos oito dias. Lembrem-se de que ainda há muitos alvos”, acrescentou.
O Ministério da Defesa de Israel confirmou, nesta sexta-feira (13), madrugada de sábado (14) pelo horário local, que o país foi alvo de novos mísseis disparados pelo Irã. Imagens da TV Al Jazeera também registraram mísseis cruzando os céus de Tel Aviv. O ataque é o segundo desde que o Irã iniciou uma retaliação ao ataque promovido por Israel na madrugada de sexta pelo horário local do Irã (relembre).
Nas imagens, é possível ver que parte dos mísseis desaparecem no ar. O exército de Israel afirma que o Domo de Ferro – sistema de proteção contra mísseis – interceptou parte das armas utilizadas pelo Irã.
FERIDOS
O primeiro ataque coordenado pelo Irã na contra-ofensiva, ainda na noite de sexta pelo horário local de Israel, deixou ao menos 40 pessoas feridas. O Irã afirmou que os alvos foram instalações militares de Israel. O ataque iniciado na sexta foi chamado pelo Irã de Operação Verdadeira Promessa 3. Um dos locais atingidos foi o Ministério da Guerra de Israel, conforme divulgado pelo Irã. Isto ainda não foi confirmado por Israel.
O ataque de Israel contra instalações nucleares no Irã, nessa quinta-feira (12), deixa o mundo em alerta máximo para possível escalada bélica envolvendo outras nações. Há importantes motivos para preocupação. Embora os Estados Unidos afirmem não ter se envolvido na coordenação da operação de Israel, o histórico apoio dos norte-americanos ao país judeu coloca, de maneira indireta, a maior potência do mundo no radar de uma retaliação. Outro ponto de apreensão é a “cooperação bilateral” entre os iranianos e a Rússia.
As últimas informações são de que, além das instalações de enriquecimento de urânio, houve destruição de regiões habitadas por civis, inclusive com vítimas, mas os números e as condições destas não foram divulgados. Após o programa nuclear do Irã ter sido atingido, o governo do país anunciou que vai retaliar a ação bélica. Um comunicado divulgado pelas Forças Armadas do Irã falou sobre possível operação de resposta. O texto diz, inclusive, que pontos dos Estados Unidos no Oriente Médio podem ser alvo de ataque.
“A retaliação da República Islâmica do Irã é certa, e o inimigo pagará um preço alto”, disse um porta-voz das Forças Armadas, em comunicado divulgado pela mídia estatal. “Não há necessidade de se preocupar no país, pois o regime sionista [Israel] e a América [EUA] pagarão um preço alto e receberão um duro golpe”, alertou.
Alvos e vítimas
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a autoria do ataque e afirmaram que os alvos teriam sido instalações “nucleares em diferentes áreas do Irã”. As explosões foram registradas na capital Teerã, mas também há relatos de bombardeios em vários pontos das imediações da cidade. O ataque foi um duro golpe para o Irã, pois matou o comandante-chefe da Guarda Revolucionária (IRGC) do país, Hossein Salami, o comandante sênior do IRGC, Gholamali Rashid, e os cientistas nucleares Fereydoun Abbasi e Mohammad-Mehdi Tehranchi, conforme anunciado pela própria agência estatal de notícias.
O governo de Israel declarou nesta segunda-feira (19) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma "persona non grata". A decisão aconteceu depois de o presidente do Brasil comparar ações de Israel na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus na Segunda Guerra. "Não perdoaremos e não esqueceremos — em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao Presidente Lula que ele é uma 'persona non grata' em Israel até que ele peça desculpas e se se retrate", escreveu o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, nas redes sociais.
O termo "persona non grata" (alguém que não é bem-vindo, em tradução livre) é um instrumento jurídico utilizado nas relações internacionais para indicar que um representante oficial estrangeiro não é mais bem-vindo. O termo foi descrito no artigo 9 da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas. Katz afirmou também que "a comparação do presidente brasileiro Lula entre a guerra justa de Israel contra o Hamas e as ações de Hitler e dos nazistas, que exterminaram 6 milhões de judeus, é um grave ataque antissemita que profana a memória daqueles que morreram no Holocausto".
No final da semana, Lula classificou como "genocídio" e "chacina" a resposta de Israel na Faixa de Gaza aos ataques terroristas promovidos pelo Hamas no início de outubro. Ele comparou a ação israelense ao extermínio de milhões de judeus pelos nazistas chefiados por Adolf Hitler no século passado. "O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus", disse Lula.
O petista fez a afirmação após ser questionado sobre a decisão de alguns países de suspender repasses financeiros à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos. Lula deu as declarações durante entrevista em Adis Abeba, na Etiópia, onde participou nos últimos dias da 37ª Cúpula da União Africana e de reuniões bilaterais com chefes de Estado do continente.
O vídeo mostra a alegria de quem conseguiu voltar para casa e fugir dos conflitos entre israelenses e palestinos. O pastor Antônio Dias, que mora em Imperatriz, estava entre o grupo de turistas brasileiros que precisou de resgate do governo federal para sair de Israel. "Chegamos em paz, glória a Deus, momentos emocionantes aqui na base aérea de Brasília", afirmou, no vídeo, o pastor Antônio Dias cheio de alegria pela volta.
O pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Imperatriz retornou no primeiro avião de resgate que pousou em Brasília por volta das 4h10 desta quarta-feira (11). A aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira (FAB), com 211 passageiros, decolou de Tel Aviv às 14h12 (horário de Brasília) dessa terça-feira (10) e fez voo de cerca de 14 horas direto para a capital federal. Do total, 107 passageiros desembarcaram em Brasília e 104 seguiram para o Rio de Janeiro em dois aviões da FAB. O governo estima retirar 900 brasileiros até sábado (14) que estão em Israel e na Palestina, informou o comando da Aeronáutica.
Um grupo com 37 turistas do Maranhão, Pará e Tocantins chegou a Israel no dia 1º de outubro, para fazer turismo religioso, em viagem organizada pela agência de viagens do pastor Antônio Dias, que também é pastor auxiliar na Assembleia de Deus, em Imperatriz. O pastor disse, quando ainda estava em Israel, que os turistas estavam no hotel quando o bombardeio do Hamas teve início. "Quando fomos para o café, nosso receptivo nos informou da situação e se mudou toda a logística da viagem. Foi muito assustador", disse. O pastor Antônio Dias e o grupo de brasileiros ficaram hospedados em um hotel em Jerusalém, a 200 km do ponto de conflito. De acordo com o religioso, a sensação de medo era constante.
Abed Rahim Khatib/Anadolu Agency via Getty Images.
Entrou no segundo dia o conflito entre Israel e o Hamas, neste domingo (08). O último balanço das autoridades indica que ao menos 977 pessoas morreram, sendo 600 em Israel, 370 na Faixa de Gaza e 7 na Cisjordânia. Há milhares de pessoas feridas. Novas explosões foram reportadas na Faixa de Gaza durante a madrugada deste domingo, pelo horário local, e foram se intensificando ao amanhecer.
Além disso, de acordo com a agência Reuters, militares israelenses afirmaram que ataques foram feitos contra o norte de Israel a partir do Líbano. Segundo o governo israelense, o Hamas ainda levou mais de 100 reféns para Gaza, incluindo mulheres e crianças.
Esses novos bombardeios foram reivindicados pelo grupo armado Hezbollah, que afirmou ter disparado foguetes em "solidariedade" ao povo palestino. Os alvos, segundo o próprio Hezbollah, seriam três posições militares israelenses em uma região conhecida como Fazendas de Shebaa, que está em um território ocupado por Israel desde 1967. Essa área é reivindicada pelo Líbano.
Ainda no sábado (07), o Hezbollah anunciou apoio ao ataque promovido pelo Hamas contra Israel, afirmando estar em contato direto com líderes de grupos de resistência. As forças armadas de Israel disseram que revidaram o ataque do Hezbollah e que um drone atingiu um posto do grupo na região da fronteira com o Líbano.
Além disso, as forças israelenses também afirmaram que continuam executando uma operação em oito áreas que ficam nos arredores da Faixa de Gaza, no sul do país. Um complexo, que seria usado pela inteligência do Hamas, foi bombardeado em Gaza. Por sua vez, o Hamas divulgou um comunicado dizendo que seus integrantes continuam engajados em "lutas ferozes" dentro de Israel.
O Gabinete de Segurança de Israel emitiu uma declaração oficial de guerra contra o Hamas neste domingo. A medida oficializa o que já havia sido anunciado por Netanyahu e permite que o governo mobilize mais reservistas e intensifique a resposta militar ao conflito.
As ruas do centro de Brasília se transformaram em um cenário de guerra, com carros e ônibus incendiados, explosões, tiros, bombas e um rastro de destruição por onde passaram manifestantes bolsonaristas na noite dessa segunda-feira (12). Segundo os bombeiros do Distrito Federal, sete veículos foram incendiados, o que inclui quatro ônibus totalmente consumidos pelas chamas e um parcialmente. Durante os atos de vandalismo, ninguém foi preso pelas forças de segurança.
Os protestos ocorreram no mesmo dia da diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Superior Eleitoral e começaram após a prisão do cacique bolsonarista José Acácio Tserere Xavante. As manifestações violentas acendem um alerta, a 20 dias da cerimônia de posse do petista, marcada para 1º de janeiro.
A confusão começou quando bolsonaristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, após a prisão do indígena, determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Tserere Xavante é suspeito de incitar protestos contra o resultado da eleição em diversos locais da capital federal, como no Congresso Nacional, no Aeroporto de Brasília, nos shoppings e no hotel onde Lula e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), estão hospedados. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforçou, inclusive, a segurança do local, que fica a poucos metros da sede da PF.
A tensão fez o futuro ministro da Justiça do governo Lula, Flávio Dino (PSB), convocar uma coletiva de imprensa para garantir que o presidente eleito está em “absoluta segurança” e tomará posse em 1º de janeiro de 2023. Após eclodir o protesto violento de bolsonaristas, as redes sociais foram tomadas por rumores de que Lula seria retirado do hotel em que está hospedado em Brasília – informação negada pela equipe do petista. Na noite de segunda-feira, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), prometeu reforçar a segurança e prender os vândalos.
O maranhense da cidade de Rosário, Marlyson Conceição Oliveira, de 23 anos, atacante do clube Metalist 1925, da Ucrânia, publicou um vídeo na sua rede social Instagram, manhã desta quinta-feira (24), pedindo ajuda as autoridades brasileiras para sair do país, após a Rússia iniciar uma série de ataques aéreos contra a Ucrânia.
“Estou passando, pedindo o apelo de vocês, para que vocês possam fazer este vídeo chegar as autoridades do Brasil e a gente possa sair daqui com segurança e o mais rápido possível para estar perto das pessoas que a gente ama”, disse Marlyson no vídeo gravado ao lado de mais dois jogadores brasileiros.
O time tem sede em Kharvic, antiga capital do país e uma das maiores cidades da Ucrânia, localizada na região homônima, localidade que está no centro do conflito.
Destroços de uma aeronave dos Estados Unidos, de 1943, usada durante a Segunda Guerra Mundial, foram encontrados na Baía do Tubarão, no município de Humberto de Campos, cidade a 153 km de São Luís e localizado no norte do Maranhão.
O achado histórico e inusitado aconteceu durante uma oficina ministrada pela Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária do Maranhão (Setres), na última semana. A aeronave caiu há 78 anos no litoral maranhense.
Os destroços são parte do avião tipo Bombardeiro B-25, que fazia rota entre África e o Brasil. A aeronave era um modelo clássico usado durante a Segunda Guerra Mundial, por conter um bom armamento defensivo e sendo empregado com sucesso em missões na África, Mediterrâneo e Itália.
A aeronave chegou a ser fornecida há vários países aliados dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra, como a China, Indonésia, França e o Brasil.
Após a descoberta, um integrante da equipe técnica da secretaria, o escritor Wellington Matos, entrou em contato com o Departamento de Forças Armadas dos Estados Unidos, que confirmou que se tratava de um avião que pertenceu à frota norte-americana.
Bombardeiro B-25D, avião militar de guerra dos Estados Unidos.
Segundo o departamento, a aeronave seguia para o norte da África, para participar de confrontos de guerra. Durante a viagem, o avião com seis militares norte-americanos passou por problemas e caiu. Toda a tripulação morreu.
Com a ajuda de pescadores experientes da região e equipes da secretaria, foi iniciado o resgate dos restos da aeronave. Foram usados detectores de metal, sensor de batimetria e a partir disso, foi localizado o trem de pouso do avião, que pesa aproximadamente 5 toneladas.
“A queda do Bombardeiro B-25D, durante a II Guerra Mundial, é um caso de um acidente que estava afundado na história. Era de conhecimento de alguns moradores, de forma superficial, mas não havia uma correlação do que se tratava, ou sua finalidade”, explica Wellington Matos.
De acordo com a Prefeitura de Humberto de Campos, a descoberta vai estimular a criação do Museu Histórico do município e enriquecer a história do município, que tem pouco mais de 26 mil habitantes.