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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

VÍDEO: Policiais militares e guardas municipais são acusados de agredir família no interior do Maranhão

Momento das agressões.
Policiais militares e guardas municipais são suspeitos de invadir uma residência e agredir moradores no município de Cândido Mendes. Os agentes foram ao imóvel para prender um homem, mas, segundo as vítimas, eles não possuíam mandado judicial.

A ação, ocorrida neste fim de semana, foi registrada pela família que vive no local. As imagens mostram os policiais militares e guardas municipais entrando na residência e agredindo uma idosa, além do homem que tentavam prender. Um dos agentes ainda tenta pegar o celular da filha da idosa e prender outro morador. Em seguida, eles vão embora do local. A polícia civil investiga o caso.

Confira mais detalhes na reportagem da TV Difusora:


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quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Menino de 9 anos morre atropelado por ambulância no Maranhão

Ambulância.
O motorista da ambulância que atropelou e matou um menino, de nove anos, foi identificado e intimado a depor. O caso aconteceu na manhã dessa terça-feira (24), na BR-316, no município de Boa Vista do Gurupi. O responsável pelo acidente terá que comparecer à delegacia de Godofredo Viana. A ambulância que ele dirigia pertence ao município de Cândido Mendes.

Segundo testemunhas, a criança atravessava a pista para pegar um veículo que a aguardava do outro lado para ir à escola. No mesmo instante, a ambulância passou em alta velocidade e atingiu o menino. O condutor fugiu após o atropelamento.

Após a tragédia, outra ambulância que transportava um paciente pela região fez a remoção do corpo do garoto. O enterro será realizado nesta quarta-feira (25), na zona rural de Boa Vista do Gurupi. Logo após o acidente fatal, ainda nessa terça, moradores se revoltaram e atearam fogo em galhos e pneus no meio da rodovia como forma de protesto. Eles exigem a construção de quebra-molas. 

Do Imirante.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

VÍDEO: Cinco Vereadores são afastados em Cândido Mendes

Vereadores de Cândido Mendes.
Uma série de denúncias de nomeação de funcionários fantasmas na Prefeitura de Cândido Mendes levaram ao afastamento, nesta quinta-feira (1º), de cinco vereadores da Câmara Municipal. Os parlamentares Tayron Gabriel, Wadson Jorge, Nívea Soares, Wherbert Barbosa e Joelson Reis foram afastado dos mandados pelo período de 60 dias.

Os dois primeiros faziam parte de uma CPI instalada na Casa para investigar justamente a existência de fantasmas na gestão da Educação do prefeito José Bonifácio de Jesus, o Facinho (PL). Os afastados são acusados de obstruir investigações.

Durante a sessão que culminou com a retirada temporária dos vereadores dos seus mandatos, houve confusão entre parlamentares. Sababa Filho, que preside a CPI - e que ficou famoso após jogar dinheiro para a população após denunciar suposta corrupção praticada pelo prefeito (relembre) - foi filmado empurrando o colega de plenário Tayron Gabriel, um dos afastados.

Em entrevista, o parlamentar disse que a CPI já identificou fantasmas que moram em São Luís - duas empresárias do ramo de estética - e até em Santa Catarina. “Só conseguimos essas informações a partir da folha de pagamento gerada pelo banco, porque até isso estava sendo negado à CPI pela gestão do prefeito”, reclamou o comunista.

Dos cinco vereadores afastados nesta quinta-feira, quatro deles já havia sido afastados dos mandatos anteriormente pela Câmara de Cândido Mendes. Em outubro do ano passado, Tayron Gabriel, Wadson Jorge, Whebert Barbosa e Nivea Soares também foram retirados dos cargos. Na ocasião, eles só conseguiram retornar após decisão do ministro Gilma Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STDF), que entender que a Câmara Municipal seguiu um procedimento heterodoxo, ou seja, sem amparo legal, para cassar mandatos.


Do Imirante.

domingo, 28 de julho de 2024

Prefeito maranhense é agredido e amarrado após assaltantes invadirem residência

Prefeito Facinho.
O prefeito de Cândido Mendes, José Bonifácio Rocha de Jesus (PL), conhecido como Facinho, teve a casa invadida e roubada, no bairro de Rodagem. Após entrar na residência, os criminosos amarraram os pés e as mãos do prefeito e levaram pelo menos R$ 9 mil em dinheiro, além de joias e uma pistola. Na casa ainda estavam a esposa de Facinho, Sofia de Jesus, de 44 anos, a filha do casal Endely, de 14 anos, e o caseiro Abidoral de Assunção, de 32 anos.

À polícia, Facinho informou que dois homens quebraram o cadeado da porta da cozinha e entraram na casa quando todos estavam dormindo. De acordo com o prefeito, cada um dos assaltantes portava uma arma de fogo. Após entrarem na casa, eles seguiram até o quarto, arrombaram a porta do cômodo e anunciaram o assalto. Ainda segundo o depoimento prestado pelo prefeito, com as armas apontadas para ele e a esposa, os criminosos teriam pedido dinheiro da campanha e joias.

Após exigirem os bens, os assaltantes amarraram os pés e as mãos e a boca do prefeito e as mãos e pés da primeira-dama, que foi trancada no banheiro pelos criminosos. Os assaltantes ainda arrombaram o quarto da filha do casal e a levaram para o quarto dos pais. Logo depois, levaram a adolescente para o quarto de hóspedes e amarraram os pés e as mãos dela.

De acordo com o depoimento do prefeito, os assaltantes também renderam o caseiro da residência, jogaram o homem no chão, chutaram e pisaram nele. Depois das primeiras agressões, o caseiro foi levado para o quarto do casal, onde foi novamente agredido nas costas e na cabeça. Segundo o prefeito, em determinado momento do crime, os criminosos falaram pelo celular com uma terceira pessoa, que seria uma espécie de apoio ao assalto. Após roubarem dinheiro e joias os criminosos fugiram. Em nota, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que equipes das forças de segurança pública estão realizando diligências a fim de identificar e prender os autores dos crimes.

Do Portal Difusora News.

quarta-feira, 20 de março de 2024

Prefeito de Cândido Mendes é alvo de Operação da Polícia Civil

Operação da PCMA.
A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quarta-feira (20), mandados de busca e apreensão no município de Cândido Mendes. Todos os mandados foram expedidos pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, a pedido do Ministério Público. 

O principal alvo da operação é o prefeito José Bonifácio Rocha de Jesus, conhecido na política como Facinho, suspeito de ter fraudado licitação naquele município. Policiais estão na casa do prefeito e na secretaria municipal de Administração. Há também ação conjunta numa empresa de Turiaçu que presta serviço ao município e contra servidor de Cândido Mendes que reside em São Luís.


Afastamento

No dia 22 de fevereiro Facinho foi afastado do cargo após investigação apontar possível fraude à licitação no município, em obra de construção de uma estrada. Ele retornou ao cargo por força de um recurso ingressado na Justiça no dia 3 deste mês. Antes disso, dois pedidos formulados pelos seus advogados haviam sido negados pelo TJMA. Na ocasião dos pedidos negados a decisão foi do presidente do tribunal, desembargador Paulo Velten. As investigações contra Facinho apontam fraude em processo licitatório para construção de uma estrada vicinal no valor de R$ 2,6 milhões (relembre). 

Do Imirante.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Apoiadores de prefeito maranhense que foi afastado realizam protesto contra vereadores da oposição

Protesto em Cândido Mendes.
Vereadores de oposição ao prefeito de Cândido Mendes, José Bonifácio Rocha, o Facinho, precisaram ser escoltados pela polícia militar para deixar o prédio da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (29), em meio a um protesto de apoiadores do gestor. Facinho está afastado da função de gestor municipal, por 90 dias, desde o dia 22 de fevereiro, devido a uma ação popular que acusa o prefeito de fraude em processo licitatório para construção de uma estrada vicinal no valor de R$ 2,6 milhões (relembre).

Ele já tentou por duas vezes retornar ao cargo, mas teve dois pedidos de liminar negados pelo presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Paulo Velten. Nesta quinta, aliados do prefeito na cidade foram às ruas reclamar do que consideram injustiça. Eles fecharam uma via de acesso ao município com pneus queimados. Depois, dirigiram-se à porta do Legislativo. Na saída dos parlamentares, mesmo escoltados, atiraram ovos.

Confira os protestos em Cândido Mendes:



Do Imirante.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Três prefeitos maranhenses foram afastados dos cargos em menos de 24h

Prefeitos afastados dos cargos.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Nas últimas 24h, pelo menos, três prefeitos do interior do Maranhão foram afastados dos respectivos cargos por decisões do poder judiciário local. Perderam os mandatos o prefeito de Cândido Mendes Facinho, o prefeito de São Luís Gonzaga Dr. Francisco Júnior e a prefeita de Santa Luzia França do Macaquinho.

MOTIVAÇÕES

Em Cândido Mendes, Facinho foi afastado devido a uma ação popular que o acusa de fraude em processo licitatório para construção de uma estrada vicinal no valor de R$ 2,6 milhões.  A decisão é da juíza Bruna Athayde Barros, da comarca de Bacuri, que atendeu ao pedido feito na ação popular. 

Já em São Luís Gonzaga, Dr. Francisco Júnior foi afastado pelo prazo inicial de 90 dias por descumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), realizado em 15 de dezembro de 2021, no qual se comprometeu a realizar concurso público para cargos de administração municipal. O prazo para o cumprimento do acordo encerrou em 31 de dezembro de 2022 e não houve qualquer resposta por parte do Município em relação à realização do concurso.

Por fim, em Santa Luzia, o juiz Bruno Barbosa Pinheiro acatou ação do Ministério Público e determinou a perda do cargo da prefeita França do Macaquinho, além da aplicação de multa de R$ 63,3 milhões. A gestora foi acusada pelo promotor Leonardo Santana Modesto de desvios da ordem de R$ 64 milhões da Previdência municipal.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Dono de serraria é preso acusado de mandar matar vigilantes no interior do Maranhão

Local da prisão.
Como resultado das investigações que apuram os homicídios de dois guardas patrimoniais ocorridos no último dia 2 de janeiro, em Junco do Maranhão, a Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, conseguiram, na manhã desta terça-feira (09), prender um homem por porte ilegal de arma de fogo e crime ambiental. A prisão ocorreu em uma serraria situada no município de Amapá do Maranhão.

Segundo a Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), o preso, que seria dono da serraria, já responde a um inquérito na Polícia Federal por crime ambiental e, agora, está sendo investigado no inquérito policial que apura as mortes dos guardas da cidade de Cândido Mendes. O proprietário da serraria seria o suposto mandante dos crimes.


Ainda de acordo com a SPCI, na serraria do investigado, toneladas de madeiras e maquinários foram apreendidos. Todo material será posteriormente doado ao poder público. Agora, sob determinação da Delegacia Geral de Polícia, as investigações seguem no intuito de identificar e prender os executores dos crimes que vitimaram brutalmente os guardas.

ENTENDA: As vítimas Antônio Wilson da Silva Santos, de 53 anos, e Ailson da Paixão Torres, de 44 anos, foram contratadas como seguranças de uma fazenda no povoado Vilela, em Cândido Mendes. A dupla desapareceu no dia 2 de janeiro e os corpos foram encontrados um dia depois em uma estrada vicinal, em Junco do Maranhão. Há suspeita de que os dois tenham sido torturados antes de serem executados com tiros de espingarda na cabeça. A principal linha de investigação da Polícia Civil do Maranhão é de que as mortes tenham relação com os conflitos agrários da região.

Da Ascom PCMA.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

MP-MA já ouviu 17 pessoas sobre dinheiro jogado pela janela da Câmara Municipal de Cândido Mendes

Audiências em Cândido Mendes.
O Ministério Público do Maranhão realizou, nos dias 3 e 4 de outubro, na cidade de Cândido Mendes, uma série de audiências para a instrução do Procedimento Investigatório Criminal que apura o evento no qual foi jogado dinheiro pela janela da Câmara Municipal pelo vereador Cleverson Pedro Sousa de Jesus, conhecido como Sababa Filho (relembre).

As audiências foram realizadas pelo subprocurador-geral de justiça para Assuntos Jurídicos, Danilo José de Castro Ferreira, acompanhado dos promotores de justiça integrantes da Assessoria Especial de Crimes por Prerrogativa de Função, Pedro Lino Silva Curvelo, Fábio Henrique Meireles Mendes, Reginaldo Júnior de Carvalho e José Carlos Faria Filho.

Durante os dois dias de audiências, os membros do Ministério Público do Maranhão ouviram 17 pessoas, entre vereadores, empresários e o prefeito de Cândido Mendes, José Bonifácio Rocha de Jesus.

ENTENDA O CASO

Em 4 de agosto deste ano, o vereador Sababa Filho teria jogado cerca de R$ 300 mil de uma janela da Câmara Municipal de Cândido Mendes. De acordo com o parlamentar, o dinheiro teria sido recebido como suborno para que ele renunciasse ao mandato, abrindo espaço para um suplente alinhado ao prefeito.

Redação: CCOM-MPMA.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Prefeito que tentou subornar Vereador com R$ 250 mil tem mandato cassado no Maranhão

Cândido Mendes.
Os vereadores de Cândido Mendes cassaram, na tarde desta quinta-feira (24), o prefeito José Bonifácio Rocha de Jesus, conhecido como Facinho (PL). Composta por onze vereadores, a votação final teve placar de 8x1, um parlamentar faltou.

A cassação aconteceu depois de Facinho ser denunciado por quebra de decoro. Na epóca ele proferiu discurso afirmando que um vereador da oposição tinha mais de 90 empregos na prefeitura e uma gratificação de quase R$ 20 mil.

O prefeito José Bonifácio Rocha também foi acusado recentemente de tentativa de suborno, pelo vereador Cleverson Pedro Sousa de Jesus, o Sababa Filho (PCdoB). Sababa jogou de uma janela da Câmara Municipal de Vereadores o montante recebido e foi logo em seguida até a delegacia de Godofredo Viana registrar um boletim de ocorrência contra o prefeito e o empresário, afirmando que havia recebido R$ 250 das mãos de Adson Manoel para poder renunciar ao cargo de vereador, a mando de Facinho (saiba mais).

Decreto Legislativo que cassou mandato do prefeito:

Clique para ampliar.
Caos institucional

No dia 17 de agosto, o Ministério Público do Maranhão disse que estava avaliando um pedido de intervenção no Município de Cândido Mendes. A justificativa para o pedido, seria o caos institucional que se instalou em Cândido Mendes desde o início do ano, com uma série de cassações de mandatos de vereadores na Câmara local - onde já houve, também, a eleição de dois presidentes ao mesmo tempo.

Em junho, o então presidente da Casa, vereador Josenilton do Nascimento, levou a plenário a votação de processos de cassação dos mandatos de adversários para dar posse a suplentes supostamente da sua base política. As cassações acabaram confirmadas por maioria.

Foram cassados Tayron Gabriel Sousa de Jesus, Wadson Jorge Teixeira Almeida, Whebert Barbosa Ascensão, e Nivea Marsônia Pinto Soares, sob alegação de quebra de decoro parlamentar. Deveriam assumir em seus lugares Haymir Pereira Nishimura, Dadson Silva e Silva, Carlos Rogerio Ferreira Viana e Joana Costa Cunha, mas uma decisão judicial reverteu tanto as cassações, quanto a posse dos suplentes.

Do Imirante.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Fantástico vem ao Maranhão e repercute nacionalmente caso de Vereador que jogou dinheiro pela janela

Reportagem do Fantástico.
O Fantástico conversou com o vereador de Cândido Mendes, no interior do Maranhão, que jogou pela janela R$ 250 mil. Sababa Filho, do PCdoB, alegou que o dinheiro veio de uma tentativa de suborno para renunciar ao seu cargo. As denúncias envolvem o prefeito Facinho, do PL, e o empresário Adson Oliveira (relembre).

O dinheiro veio junto com uma carta de renúncia registrada em cartório. Em um áudio, Adson sugere uma reunião para preparar a carta: "Vamos combinar um horário para ir fazer a documentação toda e providenciar os pagamentos", diz ele na mensagem. A câmara de Cândido Mendes tem 11 vereadores e seis são de oposição. Se Sababa renunciasse, o prefeito teria maioria. “Não acreditava na proposta e nem acreditava que eles iam ter coragem de me dar o dinheiro”, disse o vereador.

Pressão

Sababa alega que sofreu pressão. Numa mensagem enviada ao vereador, um suposto intermediário insinua: “Não coloca tua vida e da tua mulher em risco”. Com medo, o vereador ficou instalado na capital maranhense, onde segue até o momento.

“A primeira coisa que vem: rapaz eu vou jogar esse dinheiro pela janela. Foi um ato de até de autodefesa naquele momento juntou a loucura com a coragem. Hoje, de certa forma, o que está me resguardando a minha própria vida é a proporção que isso tomou”.

Depois de jogar o dinheiro, o vereador Sababa entregou seu celular ao Ministério Público do Maranhão. “Não sou eu que tenho que provar de onde veio o dinheiro. Eu tenho que provar é quem me entregou o dinheiro. Quem tem que dizer da onde veio é eles que trouxeram dinheiro pra mim”, disse Sababa.

No MP, as investigações correm em sigilo. O procurador-geral Eduardo Nicolau afirma que o grande objetivo é provar a “licitude do dinheiro”. “Nós não podemos dizer o que que nós temos a mais, porque senão essas provas podem ser desmanchadas o problema todo é a licitude do dinheiro. É isso que nós estamos provando, a ilicitude do ato do vereador em jogar um dinheiro que não era dele e que ele diz que foi dado pelo prefeito para que ele fosse renunciar ao cargo”, disse o procurador-geral, Eduardo Nicolau.

O que dizem os citados?

Em nota, o prefeito Facinho disse que jamais ofereceu dinheiro ao vereador Sababa, negou proximidade com os envolvidos na suposta negociação e chamou a acusação de “armação grotesca e desesperada” para angariar apoio. Procurado pela reportagem, Adson Oliveira não retornou o contato.


Do G1.

sábado, 5 de agosto de 2023

Vereador que jogou dinheiro pela janela conta todos detalhes da proposta de suborno que recebeu do Prefeito de Cândido Mendes

Vereador Sababá jogou dinheiro pela janela.
O vereador de Cândido Mendes Cleverson Pedro Sousa de Jesus, conhecido como Sababá Filho (PCdoB), que causou um alvoroço na cidade, na manhã desta sexta-feira (04), ao jogar dinheiro pela janela da Câmara de Vereadores, registou um boletim de ocorrência contra o prefeito do município e um empresário, os acusando do crime de corrupção ativa.

O boletim foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Godofredo Viana, após o vereador jogar o dinheiro aos populares, sob a alegação de que esse dinheiro, cerca de R$ 300 mil, teria sido dado a ele pelo empresário Adson Manoel Silva Oliveira, a mando do prefeito de Cândido Mendes, José Bonifácio Rocha de Jesus, conhecido como Facinho (PL), para que o vereador renunciasse ao mandato (relembre).

O prefeito Facinho negou as acusações do vereador e disse que irá processá-lo por calúnia e difamação. O g1 também tentou entrar em contato com o empresário Adson Manoel Silva Oliveira, mas não obteve resposta.

No boletim de ocorrência, Sababá Filho afirma que no dia 26 de julho deste ano, ele se reuniu com o empresário Adson Manoel e um homem identificado como Edmilson Júnior, na casa do próprio empresário em São Luís, onde recebeu a proposta para renunciar ao mandato em troca de R$ 250 mil. O vereador afirma que fez uma contraproposta, pedindo R$ 300 mil. Nesse momento, o empresário teria ligado para o prefeito Facinho, que manteve a proposta de pagar só R$ 250 mil.

Sababá afirmou ter dito ao empresário que iria pensar na proposta e responderia no dia seguinte. Sendo que em 27 de julho ele foi até o escritório do advogado Carlos Sérgio, também na capital, acompanhado de Adson e Edmilson, onde declarou aceitar a proposta. O advogado teria formulado a carta de renúncia, que foi assinada pelo vereador e, em seguida, foi feito o Reconhecimento de Firma no cartório do 3º Tabelionato de Notas de São Luís. O g1 tentou entrar em contato com o advogado Carlos Sérgio, mas ainda não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Após registrar a carta de renúncia, Sababá teria ido para a casa do empresário, onde teria recebido R$ 50 mil de adiantamento, ficando de receber o restante nesta sexta-feira (04), antes de anunciar sua renúncia ao mandato.

Ainda de acordo com o depoimento do vereador, o valor de R$ 200 mil foi entregue a ele, dentro de uma mochila, pelo próprio empresário, na porta da Câmara Municipal. Em seguida, Sababá entrou no local e pediu a palavra ao presidente. Mas, em vez de renunciar, ele fez um discurso relatando a proposta e rasgando a carta. Depois o vereador foi até a janela da Câmara e jogou o dinheiro aos populares. Sababá Filho alega que jogou todo o dinheiro, inclusive os R$ 50 mil de adiantamento.

Em entrevista à rádio Mirante AM, o vereador afirmou que no interior do Maranhão é comum os prefeitos ‘comprarem’ os vereadores. “O que nós temos nos interiores é que a Câmara e os vereadores todos se vendem aos prefeitos. Todos são compráveis, como se fosse mercadoria. E hoje eu quis mostrar ao povo que vereador não precisa se vender”, declarou Sababá Filho.

Ao ser questionado sobre o porquê de não ter levado o dinheiro à polícia, Sababá afirmou que queria mostrar ao povo a realidade e que esse caso deve ser investigado pela Polícia Civil do Maranhão e pelo Ministério Público. O g1 procurou os órgãos para saber se haverá alguma investigação sobre o caso e aguarda um posicionamento.

Do G1 MA.

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

VÍDEO: Vereador diz que Prefeito tentou lhe subornar e joga R$ 300 mil para população

Vereador jogou dinheiro para população.
O vereador Sababa Filho, de Cândido Mendes, revelou nesta sexta-feira, 04, o que pode ser um dos maiores escândalos de corrupção na cidade. Em discurso na Câmara, ele acusou o prefeito Facinho de haver oferecido mais de R$ 300 mil em troca do seu mandato.

O parlamentar diz que recebeu o dinheiro para depois poder denunciar o gestor. Ele levou uma bolsa com os valores para a sessão de hoje e, depois de revelar a suposta tentativa de compra, jogou o dinheiro para a população, em frente ao prédio da Câmara.

Confira os vídeos na íntegra no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

Do Blog do Gilberto Léda. 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Vereadores convocam sessão extraordinária que deve cassar mandato de prefeito no interior do Maranhão

Facinho deve ser cassado amanhã, 04.
A Câmara Municipal de Cândido Mendes se prepara para cassar, na próxima terça-feira, 04, o prefeito José Bonifácio, o Facinho. Ele é alvo de uma ação que está sendo analisada por uma comissão processante no Legislativo depois de ser denunciado por quebra de decoro quando proferiu discurso afirmando que um vereador da oposição tinha mais de 90 empregos na prefeitura e uma gratificação de quase R$ 20 mil.

No plenário, Facinho tem minoria atualmente: são nove vereadores de oposição, e apenas dois governistas – recentemente houve cassação também de parlamentares. Para cassar o prefeito, a Câmara precisa de oito votos.

Confira o referido discurso:


Veja a convocação para a sessão extraordinária:

Do Blog do Gilberto Léda.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Homem que mora em Cândido Mendes procura avó e demais familiares em Vargem Grande

Jonas explicando a situação.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Um homem identificado como Jonas Silva de Sousa, de 26 anos, que reside em Cândido Mendes, entrou em contato com o Titular do Blog para que pudéssemos ajudá-lo a encontrar sua avó e demais familiares, que residem em Vargem Grande.

De acordo com Jonas, seu pai Odair José de Sousa, de 44 anos, fugiu de Vargem Grande quando tinha apenas 10 anos de idade e desde então nunca mais teve contato com sua família. Ele atualmente reside em Luís Domingues, que fica a 30km de Cândido Mendes. Os pais de Odair - portanto avós de Jonas - são Judite de Sousa Barros e Airton Mesquita, este possivelmente já falecido, segundo o próprio Jonas.

OUTRO CASO

Recentemente, após publicação do Blog e mobilização da equipe técnica da secretaria municipal de Assistência Social, o idoso José Ribamar Araújo conseguiu reencontrar a família depois de mais de 50 anos. Ele residia em Laranjal do Jari, no Amapá, e retornou para Vargem Grande (relembre aqui, aqui e aqui).

VÍDEO

Jonas nos encaminhou um vídeo onde faz um breve relato da situação dos familiares, conforme publicamos abaixo. Veja na íntegra no Instagram do Blog do Alpanir e ajude compartilhando:

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Após discussão, vereador pede impeachment do prefeito no interior do Maranhão

Prefeito Facinho e vereador Sababa Filho.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O vereador de Cândido Mendes Cleverson Pedro Sousa de Jesus, conhecido politicamente como Sababa Filho, deu entrada junto à Mesa Diretora da Câmara Municipal com um pedido de impeachment contra o prefeito Facinho Rocha em razão de crime de responsabilidade conforme Lei 1.079/50.

A motivação foi uma discussão entre ambos, acontecida no último sábado (04), em São Luís, onde, segundo o parlamentar, o prefeito o insultou com palavras de baixo calão e tentou agredi-lo com uma taça, além de ameaçá-lo. O caso foi parar na delegacia.

"Devo satisfação e respeito ao povo que fez de mim representante de todos, e foi por isso que escrevi essas linhas. Sempre serei o Facinho que meu povo conheceu e conhece, nunca serei "um" Facinho descrito por quem não respeita ninguém", disse o prefeito em publicação nas redes sociais.

Confira o pedido de impeachment na íntegra AQUI.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Resolução do TCE declara inadimplentes ex-prefeitos de Anajatuba, Tuntum, Araioses e Cândido Mendes

Ex-prefeito de Cândido Mendes Jofran Braga.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) editou a Resolução n° 345, publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE em 16 de junho, que declara inadimplentes os prefeitos e os presidentes de câmaras municipais que não apresentaram à instituição de controle externo as prestações ou tomadas de contas anual relativas ao exercício financeiro de 2020.

A providência ampara-se no exercício das competências constitucionais e legais da Corte de Contas maranhense, no que dispõe a Lei nº 8.258, de 6 de junho de 2005 (Lei Orgânica do TCE) e no art. 172, incisos I, II e III, da Constituição Estadual.

A resolução determina a imediata instauração de tomada de contas dos fiscalizados inadimplentes, medida em que o TCE solicita, mais uma vez, que os gestores entreguem ao órgão os documentos que constituem a prestação de contas.

Caso a situação de inadimplência permaneça, técnicos do TCE podem se dirigir às sedes das prefeituras e câmaras municipais para ter acesso aos documentos que não foram entregues ao órgão em cumprimento ao dever constitucional de prestar contas. Em razão da atual pandemia, esse procedimento será utilizado apenas em caso de extrema necessidade e com estrita obediência aos rígidos protocolos sanitários que já vêm sendo utilizados pela instituição.

A permanência na condição de inadimplentes faz com que os fiscalizados estejam sujeitos às sanções previstas no ordenamento jurídico, podendo chegar à condição de serem declarados inelegíveis pelos órgãos responsáveis pela confirmação do registro de eventuais candidaturas.

Para o secretário de fiscalização do TCE, a declaração de inadimplência permite a continuidade dos procedimentos de auditagem realizados pela instituição, agora por meio de todas as medidas que fazem parte do processo de tomada de contas. “A condição de inadimplência em relação ao TCE é um forte indício de má qualidade na gestão ou de eventuais irregularidades no uso dos recursos públicos. Gestores que valorizam a probidade e a transparência cumprem dentro dos prazos legais o dever constitucional de prestar contas”, ressaltou Fábio Alex.

A Resolução n° 345 declarou inadimplentes, na condição de prefeitos, os seguintes fiscalizados do TCE: Cleomar Tema Carvalho Cunha (Tuntum); Cristino Gonçalves de Araújo (Araioses); Jofran Braga Costa (Cândido Mendes); Luciene Alves Duarte (Bom Lugar); Rosária de Fátima Chaves (Cururupu) e Sydnei Costa Pereira (Anajatuba).

Em relação às câmaras municipais, foram declarados inadimplentes os seguintes legisladores: Jodevan Quixabeira da Silva (Tasso Fragoso); Josué Ferreira Carvalho (Turiaçu); Renato Araújo de Souza (Amapá do Maranhão); Rute do Nascimento Lima (Timbiras) e Wellington José Pereira Costa (Água Doce do Maranhão).

sábado, 12 de setembro de 2020

Justiça determina afastamento do prefeito de Cândido Mendes

Mazinho Leite.
Atendendo a pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça determinou, nesta sexta-feira, 11, o afastamento cautelar de José Ribamar Leite de Araújo, o Mazinho Leite, do cargo de prefeito do município de Cândido Mendes pelo período de 180 dias.

A decisão fundamenta-se em Ação por ato de improbidade administrativa, ajuizada no dia 31 de agosto, pelo promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira. Na manifestação ministerial, foi requerida a indisponibilidade dos bens do prefeito e dos demais envolvidos - a advogada Edna Maria Cunha Andrade, o servidor municipal Cleberson Sousa de Jesus, a empresa Construtora Akrus LTDA e o empresário Reginaldo Gomes Melonio - no valor de R$ 1.427.787,82, para reparar, de forma solidária, o dano e garantir a execução da multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida pelo agente público.

O prefeito Mazinho Leite já tinha sido preso no dia 19 de agosto passado pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Polícia Civil, durante a Operação Cabanos. Na ocasião, o gestor foi preso em flagrante por posse ilegal de armas. Na casa dele, também foram encontrados mais de R$ 400 mil em espécie. Mazinho Leite foi conduzido para a cidade de Godofredo Viana, onde foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.

O objetivo da operação era apreender documentos relativos a processos licitatórios envolvendo o Município e diversas empresas que tinham contratos com a Prefeitura. As investigações foram iniciadas após a identificação de suspeitas de fraude em uma licitação realizada em 2013, para aquisição de materiais de limpeza. Descobriu-se que os materiais eram fornecidos por uma empresa de fachada, localizada em Turiaçu. No suposto endereço, funcionava uma lotérica.

DECISÃO JUDICIAL

Na decisão da juíza Myllenne Calheiros de Melo Moreira, foi determinada ainda a intimação do vice-prefeito do Município de Cândido Mendes para que passe a exercer a chefia do Poder Executivo Municipal durante o afastamento do réu, a partir da ciência da presente decisão.

A medida deve ser comunicada ao Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão e ao presidente da Câmara de Vereadores, para que tomem ciência dos motivos que fundamentaram a decisão.

ENTENDA O CASO

Devido a irregularidades constatadas em licitação e contratos para reforma de escolas municipais, o Ministério Público do Maranhão ingressou, em 31 de agosto, com Ação por ato de improbidade contra o prefeito José Ribamar Leite de Araújo, mais conhecido como Mazinho Leite, a advogada Edna Maria Cunha Andrade, o servidor municipal Cleberson Sousa de Jesus, a empresa Construtora Akrus LTDA e o empresário Reginaldo Gomes Melonio. As ilegalidades constatadas na licitação e nos contratos envolveram o valor de R$ 1.427.787,82.

Como medida cautelar, o MPMA solicitou à Justiça a decretação da indisponibilidade dos bens do prefeito e dos demais envolvidos, no valor de R$ 1.427.787,82, para reparar, de forma solidária, o dano e garantir a execução da multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida pelo agente público, em caso de condenação.

Também foi solicitado o afastamento de José Ribamar Leite de Araújo do cargo de prefeito de Cândido Mendes, pelo prazo de 180 dias ou outro que a Justiça decidir. Em caso de descumprimento foi sugerido o pagamento de multa diária no valor de R$ 5 mil.

Foi requerida ainda a condenação dos citados à devolução aos cofres públicos do valor referente ao prejuízo causado ao erário municipal pela fraude aos procedimentos licitatórios, cujo valor deve ser corrigido e acrescido dos juros legais, além de multa, conforme preconiza a Lei nº 8429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).

REFORMAS

Devido às más condições dos prédios da rede pública municipal, em reunião com representantes da Prefeitura, realizada no dia 18 de maio de 2017, o MPMA firmou o Termo de Ajustamento de Conduta Nº 004/2017, no qual o Município se comprometeu a adequar a estrutura física de todas as 54 escolas municipais da zona urbana e rural de Cândido Mendes.

Ao acompanhar o cumprimento do TAC, a Promotoria apurou que, para a realização das reformas acordadas, o Município promoveu licitação na modalidade tomada de preços, na qual a Construtora Akrus LTDA, cujo responsável é Reginaldo Gomes Melonio, foi a vencedora.

A empresa firmou dois contratos com a Prefeitura, o de nº 068/2017, no valor de R$ 658.893,91 e o contrato nº 069/2017, no valor total de R$ 768.893,91. Os documentos foram assinados em abril de 2017, mas publicados somente em julho de 2018 no Diário Oficial do Maranhão.

Ao realizar uma consulta ao Infoseg, o promotor de justiça percebeu também que a Construtora Akrus LTDA apesar de, teoricamente, ter iniciado suas atividades em 2007, e de ter vencido a licitação no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, a empresa não possuía em seu quadro nenhum empregado nem qualquer veículo, sendo de pequeno porte. Também não há registro de existir algum bem em nome da empresa.

SUPERFATURAMENTO

Também foi atestado que houve superfaturamento das obras, porque, conforme consta nos depoimentos prestados por trabalhadores, o montante total do valor acertado para o pagamento dos pedreiros da reforma das escolas foi de R$ 83 mil, e os materiais utilizados teriam custado em torno de R$ 200 mil. Dessa forma, o prefeito desviou aproximadamente R$ 1,2 milhão, já que efetivamente gastou R$ 280 mil.

Além disso, os materiais utilizados na obra eram comprados diretamente de uma loja de materiais de construção do próprio município, com autorização de Cleberson Jesus, Edna Andrade e o prefeito. E muitas vezes eram trazidos materiais de São Luís, por intermédio da advogada Edna Maria.

“Diante de todo o arcabouço probatório, não restam dúvidas de que José Ribamar Leite de Araújo, em concurso com os demais, cometeu ato de improbidade administrativa, que causou o enriquecimento ilícito dos réus, dano ao erário, e atentou contra os princípios fundamentais da administração pública, principalmente os da impessoalidade, moralidade, legalidade, economicidade, eficiência e transparência”, argumentou o promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira.

Redação: CCOM-MPMA

terça-feira, 8 de setembro de 2020

MP-MA pede afastamento do Prefeito de Cândido Mendes por 180 dias

Prefeito Mazinho Leite.
Devido a irregularidades constatadas em licitação e contratos para reforma de escolas municipais, o Ministério Público do Maranhão ingressou, em 31 de agosto, com Ação por ato de improbidade contra o prefeito José Ribamar Leite de Araújo, mais conhecido como Mazinho Leite, a advogada Edna Maria Cunha Andrade, o servidor municipal Cleberson Sousa de Jesus, a empresa Construtora Akrus LTDA e o empresário Reginaldo Gomes Melonio. As ilegalidades constatadas na licitação e nos contratos envolveram o valor de R$ 1.427.787,82.

Como medida cautelar, o MPMA solicitou à Justiça a decretação da indisponibilidade dos bens do prefeito e dos demais envolvidos, no valor de R$ 1.427.787,82, para reparar, de forma solidária, o dano e garantir a execução da multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida pelo agente público, em caso de condenação.

Também foi solicitado o afastamento de José Ribamar Leite de Araújo do cargo de prefeito de Cândido Mendes, pelo prazo de 180 dias ou outro que a Justiça decidir. Em caso de descumprimento foi sugerido o pagamento de multa diária no valor de R$ 5 mil.

Foi requerida ainda a condenação dos citados à devolução aos cofres públicos do valor referente ao prejuízo causado ao erário municipal pela fraude aos procedimentos licitatórios, cujo valor deve ser corrigido e acrescido dos juros legais, além de multa, conforme preconiza a Lei nº 8429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).

Caso a Justiça entenda aplicável, o MPMA requereu a aplicação de todas as penalidades dispostas no artigo 12 da Lei 8.429/92. Assinou a manifestação ministerial o promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira.

REFORMAS

Devido às más condições dos prédios da rede pública municipal, em reunião com representantes da Prefeitura, realizada no dia 18 de maio de 2017,o MPMA  firmou o Termo de Ajustamento de Conduta Nº 004/2017, no qual o Município se comprometeu a adequar a estrutura física de todas as 54 escolas municipais da zona urbana e rural de Cândido Mendes.

Ao acompanhar o cumprimento do TAC, a Promotoria apurou que, para a realização das reformas acordadas, o Município promoveu licitação na modalidade tomada de preços, na qual a Construtora Akrus LTDA, cujo responsável é Reginaldo Gomes Melonio, foi a vencedora.

A empresa firmou dois contratos com a Prefeitura, o de nº 068/2017, no valor de R$ 658.893,91 e o contrato nº 069/2017, no valor total de R$ 768.893,91. Os documentos foram assinados em abril de 2017, mas publicados somente em julho de 2018 no Diário Oficial do Maranhão.

Ao realizar uma consulta ao Infoseg, o promotor de justiça percebeu também que a Construtora Akrus LTDA apesar de, teoricamente, ter iniciado suas atividades em 2007, e de ter vencido a licitação no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, a empresa não possuía em seu quadro nenhum empregado nem qualquer veículo, sendo de pequeno porte. Também não há registro de existir algum bem em nome da empresa.

Além disso, a construtora é registrada com uma atividade principal, mas contém várias outras secundárias. “Dessa forma, resta evidente que esta empresa foi registrada apenas para poder competir em licitações municipais nas infinitas áreas constantes em seu registro de atividades”, afirmou o promotor, na ação.

Ao visitar as obras in loco, foi verificado também, por meio de relatos de operários, que a verdadeira responsável pelas reformas era a advogada Edna Maria Cunha Andrade, encarregada de realizar pagamentos, de vistoriar o local e de dialogar com os trabalhadores.

“Mesmo não sendo detentora de cargo eletivo ou ocupante de função compatível com as prerrogativas que lhe são delegadas, a advogada exercia, na época dos contratos, forte ingerência na administração municipal, interferindo em questões relativas a orçamento, finanças, gestão de pessoas, e contratações de serviços terceirizados, vindo até a representar ativamente os interesses da prefeitura”, explicou Fábio Santos de Oliveira.

Igualmente foi descoberto que Cleberson Sousa de Jesus, servidor comissionado da Prefeitura, era um dos responsáveis pela execução da obra de reforma das escolas, passando-se por representante da Construtora Akros.

Ficou demonstrado que ele também realizava as compras de materiais para as obras, bem como contratava os funcionários. Os pedreiros apontaram Cleberson de Jesus como o responsável por entregar, a mando de Edna Andrade, pagamentos em dinheiro pelos trabalhos executados. Inclusive, na residência de Cleberson, foram localizados inúmeros documentos pertencentes à empresa.

“No caso dos autos, restou evidente que a contratação da Construtora Akrus foi uma manobra do gestor municipal para simular uma aparência de legalidade a uma operação de desvio de recursos públicos, concretizada por meio dos contratos de nº 069/2017 e 068/2017”m disse o promotor de justiça.

O representante do MPMA também ressaltou que a empresa nunca esteve à frente das reformas contratadas, visto que Edna Maria Cunha Andrade, Cleberson e o prefeito eram as pessoas que de fato tratavam de todos os assuntos relacionados à obra, desde a contração dos trabalhadores até a entrega dos materiais. Os empregados nunca tiveram nenhum contato com nenhum representante legal da empresa.

SUPERFATURAMENTO

Também foi atestado que houve superfaturamento das obras, porque, conforme consta nos depoimentos prestados por trabalhadores, o montante total do valor acertado para o pagamento dos pedreiros da reforma das escolas foi de R$ 83 mil, e os materiais utilizados teriam custado em torno de R$ 200 mil. “Dessa forma, o prefeito desviou aproximadamente R$ 1,2 milhão, já que efetivamente gastou R$ 280 mil.

Além disso, os materiais utilizados na obra eram comprados diretamente de uma loja de materiais de construção do próprio município, com autorização de Cleberson Jesus, Edna Andrade e o prefeito. E muitas vezes eram trazidos materiais de São Luís, por intermédio da advogada Edna Maria.

“Diante de todo o arcabouço probatório, não restam dúvidas de que José Ribamar Leite de Araújo, em concurso com os demais, cometeu ato de improbidade administrativa, que causou o enriquecimento ilícito dos réus, dano ao erário, e atentou contra os princípios fundamentais da administração pública, principalmente os da impessoalidade, moralidade, legalidade, economicidade, eficiência e transparência”.

ESCOLAS

Nas reformas das escolas, Unidade Escolar Lêda Tajra e Unidade Escolar Iracy Teixeira, do Povoado Cajual, foram encontradas diversas irregularidades que exemplificam a fraude. Para a primeira, por exemplo, foram previstos R$ 55.272,52 para reposição de 874,14 m² de madeira. Apesar de destinar esse valor apenas para a troca das peças, foi constatada, durante uma inspeção, a existência de alguns caibros em deterioração, demonstrando que as madeiras não foram integralmente trocadas.

Além disso, a sala onde deveria estar em funcionamento o refeitório, estava sendo usada como depósito de livros didáticos, acondicionados no chão. Foi relatado, ainda, pela coordenadora do colégio que as crianças costumam comer em pé ou sentadas no chão, porque o refeitório estava sendo utilizado com desvio de finalidade.

Quanto à Escola Iracy Teixeira, cuja obra foi licitada em R$ 467.318,98 em inspeção realizada no final de 2017, alguns trabalhadores relataram desconhecer a construtora Akrus. Eles afirmaram que foram contratados por Edna Maria Cunha Andrade e José Ribamar Leite de Araújo. Disseram, ainda, que os pagamentos eram frequentemente pagos com atraso, razão pela qual abandonaram a obra sem acabar o serviço.

“Como se pode observar dos depoimentos e demais documentos mencionados, a empresa que venceu a licitação, Construtora Akrus, foi utilizada pelo prefeito José Ribamar Leite de Araújo e por sua assessora jurídica Edna Maria Cunha Andrade apenas para intermediar o desvio de recursos das contas públicas do Município de Cândido Mendes”, declarou o promotor de justiça.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA).