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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PF investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no Maranhão

Operação Monte Sinai.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses. Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Câmara de Vargem Grande vai gastar quase R$ 200 mil com empresa criada em outubro do ano passado

Thiago Braz.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O ainda presidente da Câmara Municipal de Vargem Grande, vereador Thiago Braz, assinou recentemente um contrato de mais de R$ 182 mil para prestação de serviços de buffet, compreendendo coffee break, lanches, almoços e jantares.

Chama atenção o fato da empresa vencedora, que possui capital social de apenas R$ 5 mil, ter sido criada em 01 de outubro do ano passado e, milagrosamente, já está participando de licitações e conseguindo contratar com o poder público em praticamente nove meses de atuação no mercado. Teria sido criada apenas para sangrar os recursos da Câmara Municipal?

Veja o contrato na íntegra:

EXTRATO DA ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DO PREGÃO ELETRÔNICO N° 001/2026 (SRP)

A Câmara Municipal de Vargem Grande/MA, por intermédio de seu Presidente, Domingos Thiago Braz de Carvalho, no uso das atribuições que lhe são conferidas e com fundamento no art. 71, inciso IV, da Lei Federal nº 14.133/2021, torna público que ADJUDICOU e HOMOLOGOU o resultado do Pregão Eletrônico nº 001/2026 (SRP), constante do Processo Administrativo nº 270401/2026, cujo objeto é o Registro de Preços para futura e eventual contratação de empresa especializada na prestação de serviços de buffet, compreendendo coffee break, lanches, almoços e jantares, destinados ao atendimento das demandas da Câmara Municipal de Vargem Grande/MA, tendo como vencedora a empresa 62.992.610 DOUGLAS BOTELHO SILVA, inscrita no CNPJ nº 62.992.610/0001-76, com o valor global de R$ 182.400,00 (cento e oitenta e dois mil e quatrocentos reais). Vargem Grande/MA 02 de julho de 2026. CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE VARGEM GRANDE/MA CNPJ: 06.659.080/0001-78. Domingos Thiago Braz de Carvalho. Presidente.

sábado, 23 de maio de 2026

TCE declara ilegais pregões eletrônicos da Prefeitura de Coroatá e decide pela realização de Tomada de Contas no município

Coroatá.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) vai realizar Tomada de Contas Especial no município de Coroatá para apurar supostas irregularidades de pregões presenciais realizados nos anos de 2023 e 2024 tendo como objeto a aquisição de combustíveis para as secretarias municipais. A decisão atende a Representação formulada por um grupo de vereadores do município, apreciada pelo Pleno na última quarta-feira (20).

Na peça, são apontadas irregularidades como: realização de pregão presencial em detrimento da forma eletrônica, sem justificativa técnica; termos de referência e editais assinados pelo Pregoeiro, com violação ao princípio da segregação de funções; cotação realizada diretamente com as empresas vencedoras, sem comprovação de envio de solicitação por e-mail ou ofício oficial; contratos exauridos em poucos meses, seguidos de nova licitação para o mesmo objeto; ausência de publicação de avisos dos editais em jornal de grande circulação; não exigência de registro das empresas vencedoras na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

Ganharam destaque ainda aspectos como: irregularidades no Portal de Transparência e no SINC-CONTRATA; cotação de preços baseada exclusivamente na média da ANP, sem pesquisa no mercado local; ausência de cobertura orçamentária e quantitativos contratados desproporcionais à frota municipal. Somente em 2023, por exemplo, o município teria contratado mais de 2,6 milhões de litros de combustíveis.

Notificados inicialmente, para apresentação de defesa no prazo de cinco dias, como manda a legislação, os responsáveis apresentaram argumentos acolhidos apenas parcialmente pela área técnica do TCE, sem no entanto, afastar os indícios mais graves de dano ao erário.

Notificados novamente para manifestação após conclusão do relatório de instrução da unidade técnica, os responsáveis não apresentaram defesa, tornando-se agora revéis. O Ministério Público de Contas (MPC), por sua vez, destacou a existência de indícios de direcionamento, fraude e dano ao erário, opinando pelo conhecimento da Representação, pela declaração de ilegalidade dos três pregões e de todos os atos deles derivados, e pela conversão dos autos em Tomada de Contas Especial.

Em sintonia com o parecer ministerial, o Pleno do TCE decidiu pela conversão do Processo nº 872/2024 em Tomada de Contas Especial, para a apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano. A decisão também declarou ilegais os Pregões n.º 01/2023, n.º 16/2023 e n.º 02/2024 e os atos deles derivados, em razão das irregularidades detectadas, que, para o órgão, comprometem os princípios da legalidade, economicidade e eficiência.

Prefeito de Buriticupu é afastado do cargo por desvio de recursos públicos

Prefeito João Carlos.
O Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 22, a Operação Comensal, cumprindo mandados de busca e apreensão, em endereços em Buriticupu, São Luís e Bom Jardim. Foram apreendidos documentos, computadores, celulares, mídias eletrônicas e objetos que agora passarão por análise técnica.

A investigação apura um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da merenda escolar no município de Buriticupu. São alvos o prefeito João Carlos Teixeira da Silva, empresários, um vereador e diversos secretários e ex-gestores municipais.

A ação decorre de procedimento da Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça e contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Polícia Militar. As ordens judiciais foram expedidas em decisão assinada pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

A investigação do MPMA tem como foco o Pregão Eletrônico nº 006/2023, destinado à compra de alimentos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios de direcionamento da licitação, favorecimento de empresa contratada e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

DECISÃO

Na decisão, que determinou a busca e apreensão, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos também ordenou o afastamento cautelar do prefeito de Buriticupu e de secretários municipais envolvidos pelo prazo de 90 dias. Foi determinado, ainda, o monitoramento eletrônico dos investigados por meio de tornozeleira, igualmente pelo prazo de 90 dias.

Os crimes imputados pelo Ministério Público envolvem peculato-desvio, corrupção. Segundo a denúncia, houve suposto conluio entre o núcleo político da prefeitura e a empresa A. Pereira da Silva LTDA. Foram identificadas também falhas na publicidade do edital, ausência de elementos obrigatórios no Termo de Referência, além de indícios de superfaturamento.

Relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilo bancário apontaram movimentações de capitais atípicas e incompatíveis com a capacidade declarada dos envolvidos, indicando a existência de “caixa dois”.

Redação: CCOM-MPMA.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Câmara Municipal de Presidente Vargas movimenta mais de R$ 700 mil em contratos e levanta suspeitas

Vereador Elailton Freitas.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

A população de Presidente Vargas vem acompanhando, com muita atenção, a movimentação financeira suspeita da Câmara Municipal de Vereadores, sob a gestão do presidente Elailton Freitas, no ano de 2025. Os documentos oficiais foram revelados recentemente pelo Blog das Cidades, gerando muitas críticas sobre o uso dos recursos públicos.

Entre os gastos, chamaram atenção contratos de consultoria, como por exemplo, R$ 120 mil em assessoria contábil, R$ 108 mil em licitações, R$ 96 mil em consultoria legislativa e R$ 90 mil para controle interno. Também há despesas com materiais, equipamentos e serviços que ultrapassam R$ 250 mil.

Tem chamado atenção, ainda, a existência de contratos sem registros de compras, algo que levanta dúvidas sobre a real execução dos serviços. Além disso, há críticas quanto à falta de transparência, já que o portal não estaria sendo atualizado e não há comprovação da apresentação de cópias dos contratos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

"O volume de gastos, especialmente com consultorias, é considerado elevado para a realidade do município, o que levanta questionamentos sobre necessidade, execução e valores. O caso já estaria sendo acompanhado pelo Ministério Público, que deve apurar possíveis irregularidades", finaliza a publicação. Até o momento a Mesa Diretora da Câmara não se pronunciou.

Confira os contratos na íntegra AQUI.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Prefeito que quer ser governador é afastado do cargo por decisão do ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o Dr. Furlan (PSD), e do vice-prefeito, Mario Rocha de Matos Neto (Podemos), pelo prazo de 60 dias. A medida foi tomada em operação da Polícia Federal (PF) que apura desvio de recursos de emendas parlamentares federais destinadas à construção do Hospital Municipal de Macapá.

Na decisão, proferida na Petição (PET) 15427, Dino também autorizou busca e apreensão nos endereços indicados pela PF e determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do chefe do Executivo municipal, da primeira-dama, de sua ex-esposa e de outros 11 investigados (entre eles agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas) de 1º/1/2024 a 6/2/2026. Também foram afastados dos cargos Erica Aranha de Sousa Aymoré, secretária de Saúde, e Walmiglisson Ribeiro da Silva, integrante da Comissão Especial de Licitação do município.

Fatos investigados

De acordo com a PF, há indícios da existência de uma organização criminosa que atua na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e na empresa Santa Rita Engenharia, com o objetivo de direcionar a contratação da empresa responsável pela construção do Hospital Municipal de Macapá, empreendimento orçado em R$ 69 milhões e financiado com recursos federais. Além disso, segundo a PF, após a celebração do contrato e o repasse de recursos públicos à empresa contratada, teve início uma “sistemática e anômala” movimentação de recursos em espécie por seus sócios, de forma reiterada, fracionada e incompatível com a natureza da atividade desempenhada.

A investigação também aponta para o suposto envolvimento do prefeito. Entre os indícios destacam-se o transporte de valores em veículo de sua propriedade e o possível transporte de valores por funcionários do Instituto de Medicina do Coração, pessoa jurídica a ele vinculada. A Procuradoria-Geral da República encampou os requerimentos da autoridade policial e apresentou pedidos adicionais.

Eleições

Após ser alvo da operação, Dr. Furlan anunciou nas redes sociais a pré-candidatura ao governo do Amapá nas eleições de 2026. "Sou oficialmente pré-candidato a governador do Estado do Amapá. Reafirmo que meu compromisso é com a nossa população e que vamos trabalhar para construir um futuro e um Amapá melhor!", disse o prefeito, reeleito em 2024 com mais de 85% dos votos válidos.

Dr. Furlan tem 52 anos, é casado, pai de sete filhos, médico e nasceu na Costa Rica. Entrou na vida política em 2010, quando concorreu pelo PTB pela primeira vez a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amapá. Ele não foi eleito, mas conseguiu uma vaga de suplente. Com a morte de um deputado estadual em 2013, Furlan assumiu a vaga do parlamentar e foi deputado por três mandatos consecutivos, até assumir à prefeitura de Macapá em 2021.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Polícia Federal deflagra Operação Pedras Frias na Prefeitura de Timbiras

Operação Pedras Frias.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Pedras Frias, com o objetivo de apurar a possível prática do crime de fraude em licitação para a contratação de empresa destinada ao fornecimento de material de expediente no município de Timbiras, envolvendo recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos municípios de São Luís e de Timbiras. A ação é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da Operação W.O., deflagrada em novembro de 2023, que revelou um esquema de direcionamento de procedimentos licitatórios em Timbiras (relembre).

As investigações indicaram que, no ano de 2023, um indivíduo e dois servidores municipais teriam promovido o direcionamento do certame em favor de uma empresa previamente escolhida, a qual arrematou os 167 itens licitados, pelo valor total de R$ 7 milhões.

A apuração contou com o apoio da Controladoria-Geral da União no Maranhão (CGU/MA), que identificou diversos indícios de irregularidades no procedimento licitatório, como a presença de cláusulas editalícias restritivas à competitividade, o superfaturamento e a indevida inabilitação da empresa que havia apresentado a proposta de menor preço.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Turilândia: MPMA denuncia 10 pessoas envolvidas em esquema de corrupção

Ministério Público.
O Ministério Público do Maranhão protocolou nesta segunda-feira, 19, uma Denúncia contra 10 pessoas envolvidas na organização criminosa que causou danos de mais de R$ 56 milhões aos cofres do Município de Turilândia. Entre os denunciados está o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió, indicado como o líder do esquema de corrupção.

Também foram denunciados Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas (esposa de Paulo Curió), Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça (vice-prefeita), Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita de Turilândia), Domingos Sávio Fonseca Silva (pai de Paulo Curió), Marcel Everton Dantas Filho, Taily de Jesus Everton Silva Amorim (irmãos do prefeito), José Paulo Dantas Filho (tio de Paulo Curió), Ritalice Souza Abreu Dantas e Jander Silvério Amorim Pereira (cunhados do prefeito).

Os integrantes da organização foram presos pela Operação Tântalo II, deflagrada no dia 22 de dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA. De acordo com a Denúncia, assinada pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, os denunciados compõem o núcleo político e familiar da organização.

As investigações apontaram a existência de um esquema de corrupção por meio da “venda” de notas fiscais por empresas que venciam licitações simuladas. O dano estimado ao erário é de R$ 56.328.937,59, valor levantado dos contratos firmados de forma fraudulenta desde 2021. De acordo com a Denúncia, o prefeito e pessoas próximas a ele recebiam de 82% a 90% dos valores pagos pela Prefeitura de Turilândia, “permanecendo os empresários com a fração residual (10% a 18%) exclusivamente pela emissão de notas fiscais ideologicamente falsas, sem a correspondente prestação do serviço”.

Esses valores eram utilizados no custeio de despesas pessoais de Paulo Curió e familiares, como a faculdade de medicina de sua esposa, Eva Dantas, além da aquisição de bens imóveis como mecanismo de lavagem de capitais. Sobre a primeira-dama, cabe destacar que Eva Dantas tinha controle direto sobre as contas do Município, realizando movimentações financeiras mesmo sem ocupar cargo público.

“No âmbito do núcleo político, a participação de familiares diretos do prefeito revelou-se elemento central para a estabilidade, coesão interna e blindagem patrimonial da organização criminosa, funcionando como verdadeiro círculo de confiança destinado à ocultação, dissimulação e fruição dos valores ilícitos”, avalia o procurador-geral de justiça na Denúncia.

PEDIDOS

Na Denúncia, o Ministério Público do Maranhão requer a condenação dos denunciados por crimes como organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais. O documento individualiza a conduta de cada um dos envolvidos. Além disso, foi pedida a decretação da perda de todos os bens, direitos e valores “que constituam produto, proveito ou instrumento dos crimes praticados, ainda que registrados em nome de interpostas pessoas físicas ou jurídicas” em favor do Estado e, em caso de condenação, a perda de cargo, função pública, emprego ou mandato eletivo quando caracterizado o abuso de poder ou a utilização do cargo para a prática de crimes.

A Denúncia também requer a condenação dos envolvidos ao ressarcimento integral do valor desviado, atualmente apurado em R$ 56.328.937,59, corrigido monetariamente e acrescido de juros legais. “Requer-se que fique expressamente consignado que a presente Denúncia se restringe aos integrantes do núcleo político e familiar da organização criminosa, sendo que outros agentes públicos e particulares, já identificados nos autos, serão objeto de denúncias autônomas, relativas a núcleos distintos (empresarial, administrativo-operacional e legislativo), como medida de racionalização processual e adequada individualização das condutas, sem qualquer prejuízo à unidade fática do esquema criminoso”, conclui a Denúncia.

Redação: CCOM-MPMA.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Promotores colhem depoimentos de alvos da Operação Tântalo II

Promotores do Gaeco.
O Ministério Público do Maranhão deu início, na manhã desta segunda-feira, 05, às audiências com os envolvidos em irregularidades na gestão do município de Turilândia. As audiências estão sendo realizadas, na sala de depoimentos do Gaeco, na Procuradoria-Geral de Justiça. Os suspeitos foram presos pela Operação Tântalo II, deflagrada no dia 22 de dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA (saiba mais).

Nesta segunda-feira, foram colhidos os depoimentos de Eustaquio Diego Fabiano Campos (médico), Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira), Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras), Wandson Jonath Barros (contador), Janaina Soares Lima (ex-vice-prefeita), Marlon de Jesus Arouche Serrão (empresário).

Amanhã, terça-feira, 06, será a vez de José Paulo Dantas Silva Neto (prefeito) e Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas (primeira-dama). Na quarta-feira, 07, estão previstas as oitivas com Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça (vice-prefeita) e Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva (empresário).

De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, os investigados são suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada para o desvio de recursos públicos de Turilândia. Entre os crimes supostamente cometidos estão formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais. Todos, ocorridos durante a gestão do prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia. O total apurado do dano causado ao erário soma R$ 56.328.937,59.

As investigações envolvem, ainda, as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

Redação: CCOM-MPMA.

Fantástico mostra mais detalhes sobre esquema que resultou nas prisões de prefeito, vice e vereadores no Maranhão

Reportagem do Fantástico.
A Prefeitura de Turilândia, no interior do Maranhão, estava de portões abertos no primeiro dia útil do ano. Mas a cena não significava normalidade: dentro do prédio, quase ninguém trabalhava. Questionado pela reportagem do Fantástico por que o prédio estava tão vazio, um vigia confirmou o esvaziamento. “Só tem eu mesmo”, disse o funcionário.

Na Câmara de Vereadores, o silêncio foi parecido. Ao serem abordados, funcionários evitaram falar e deixaram o local às pressas. A cidade sentia os efeitos de uma operação que abalou completamente a estrutura de poder do município. Na semana do Natal, o Ministério Público prendeu os chefes do Executivo e todo o Legislativo de Turilândia: o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima e os onze vereadores da cidade. Ao todo, 21 pessoas foram presas.

Segundo o MP, o grupo desviou pelo menos R$ 56 milhões dos cofres públicos. O esquema teria começado em 2021, quando Paulo Curió foi eleito pela primeira vez. As investigações apontam um sistema organizado de corrupção, com empresas de fachada, notas fiscais frias, propina e fraudes em licitações. O promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Maranhão, afirma que o problema era generalizado. “Um dado interessante e relevante, dito pela própria pregoeira, é que 95% das licitações daquele município eram fraudadas”, disse.

Veja a reportagem na íntegra:


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Gaeco deflagra Operação Tântalo II com cumprimento de mandados no Maranhão

Operação Tântalo II.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (22), a Operação Tântalo II, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão. As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano (relembre).

De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, ocorridos durante a gestão do então prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia. As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

Também foi autorizado o bloqueio do valor de R$ 22.349.169,57 nas contas bancárias de todos os investigados. O montante corresponde à diferença entre o valor inicialmente identificado, de R$ 33.979.768,02, e o total posteriormente apurado do dano causado ao erário, que soma R$ 56.328.937,59.

A operação contou com o apoio de promotores de justiça integrantes do Gaeco dos núcleos de São Luís, Timon e Imperatriz, das Polícias Civil e Militar do Estado do Maranhão, além de promotores de justiça do Gabinete e da Assessoria Especial de Investigação do Procurador-Geral de Justiça, do Gaesf (Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal) e das comarcas de Santa Helena, Açailândia, Lago da Pedra, Raposa, Anajatuba, Viana, São Bernardo, Maracaçumé, Pinheiro, Morros, Buriticupu, Bacabal, Vargem Grande, Arari, Imperatriz, São Francisco do Maranhão e São Luís. A Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI-MPMA) também auxiliou nos trabalhos.

Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), com o objetivo de compor o conjunto probatório necessário possivelmente para subsidiar o oferecimento da petição acusatória em desfavor dos investigados.

ORIGEM DO NOME

A Operação Tântalo faz referência à figura da mitologia grega Tântalo, condenado a uma punição eterna no submundo. Segundo o mito, ele permanecia em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance da vista, mas sem conseguir saciar a sede ou a fome. A metáfora é utilizada para representar o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos para fornecimento de bens e serviços não resultariam em benefícios efetivos à população.

Redação: CCOM-MPMA.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

TCE suspende pagamentos das Prefeituras de Araioses e São Bernardo à empresa ligada ao crime organizado

Neto, Chico e João.
O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) confirmou, na sessão desta quarta-feira (22), decisão tomada monocraticamente pelo conselheiro Marcelo Tavares suspendendo quaisquer pagamentos por parte das prefeituras de Araioses e São Bernardo à empresa Mais Saúde. A decisão atende a representação com pedido de medida cautelar formulada pelo Ministério Público de Contas (MPC). Com a decisão, pagamentos e demais atos relativos aos contratos firmados entre a empresa e as duas prefeituras ficam suspensos até a realização de fiscalização pela área técnica do órgão ou o julgamento do mérito.

A representação do MPC tem como base decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, formulada no contexto de uma apelação criminal que considerou a empresa Mais Saúde parte de uma organização criminosa, determinando o bloqueio de seus bens, sua interdição, bem como a suspensão do exercício de atividades de natureza econômica e consequente bloqueio de suas contas bancárias. “Tal condição inviabilizaria o cumprimento das obrigações contratuais”, argumenta o MPC na representação.

A medida obriga ainda os gestores responsáveis a prestarem ao órgão informações atualizadas sobre a atual situação de todos os contratos com a empresa representada, bem como a adoção de todas as providências necessárias ao cumprimento da decisão em um prazo de dez dias a contar da publicação da decisão. Fica determinada também a abertura de procedimento de fiscalização junto à prefeitura dos dois municípios, com o objetivo de verificar aspectos contratuais, como a efetiva entrega dos produtos adquiridos, a regularidade dos procedimentos de liquidação e pagamento dos valores contratados, a possível ocorrência de superfaturamento ou sobrepreço, assim como qualquer outra irregularidade.

ENTENDA: As prefeituras de Araioses e de São Bernardo são controladas pelos irmãos Neto Carvalho e Chico Carvalho, respectivamente. João Igor Carvalho, filho de Neto, administrou São Bernardo por oito anos, antes do tio Chico. Outro irmão de Neto, Nonato Carvalho, é o atual prefeito de Magalhães de Almeida, onde Neto também já foi prefeito. Já Sâmia Moreira, esposa de Neto, é a prefeita reeleita de Santa Quitéria. Nada mal, hein?

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Ex-prefeito, ex-secretária e empresário são presos em operação do MPMA

Operação Maat.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Cândido Mendes, deflagrou nesta terça-feira, 16, a Operação Maat (fase Prato Cheio), visando desarticular um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos que deveriam ser utilizados para o fornecimento de merenda escolar em 2014 no Município de Godofredo Viana. Com o apoio da Polícia Civil, a ação resultou na prisão do ex-prefeito Marcelo Jorge, do empresário Antônio Muniz e da ex-secretária de Administração e Finanças de Godofredo Viana, Gihan Torres, irmã do ex-prefeito.

Foram apreendidos cinco veículos (duas SW4, uma Mercedes, uma Hilux e uma Nissan Triton), além de joias e dinheiro em espécie nas residências dos acusados em São Luís. A Justiça determinou, ainda, a indisponibilidade e bloqueio dos bens dos requeridos, limitados ao montante de R$ 1.258.188,29. Os mandados foram assinados, inicialmente, pelo juiz titular da Vara Única da Comarca de Alcântara, que respondia, à época, pela Comarca de Cândido Mendes, Rodrigo Otávio Terças Santos, e pela juíza Luana Cardoso Santana Tavares, titular da Vara Única da Comarca de Cândido Mendes. O Município de Godofredo Viana é termo judiciário da Comarca de Cândido Mendes.

De acordo com o promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, que responde pela Promotoria de Cândido Mendes, os alvos da operação estariam envolvidos em um complexo esquema de fraudes em licitações e desvio de verbas, causando graves prejuízos aos cofres públicos. O nome da operação, Maat, faz referência à deusa egípcia da justiça e da verdade. As prisões e o mandado de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça após a análise de provas colhidas ao longo da investigação, que incluem documentos, registros bancários e depoimentos de testemunhas.

 DENÚNCIA

A denúncia, datada de 14 de novembro de 2024, aponta o ex-prefeito Marcelo Jorge Torres, a ex-secretária de Administração e Finanças, Gihan Ayoub Jorge Torres e o empresário Antônio da Conceição Muniz Neto como os principais alvos. Conforme a ação do Ministério Público, foram cometidas irregularidades desde 2014. Apesar do repasse de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o fornecimento de merenda escolar às crianças foi realizado de maneira inadequada. Relatos de uma nutricionista e de diretores de escolas confirmam que a merenda foi fornecida de forma precária por apenas dois dos dez meses letivos daquele ano.

O inquérito, iniciado em 2016, apurou que o Município de Godofredo Viana recebeu R$ 173.712,00 do FNDE em 2014, mas a empresa contratada – A da C MUNIZ NETO – não teria entregue os alimentos nos meses de fevereiro, março, maio, junho, julho, setembro, outubro, novembro e dezembro. A denúncia aponta ainda que, em dezembro, após o encerramento do ano letivo, foram emitidas notas fiscais no valor de R$ 62.984,00 por itens que não foram entregues nas escolas.

O Ministério Público sustenta que o ex-prefeito e a ex-secretária, que são irmãos, organizaram o desvio de dinheiro público, autorizando pagamentos a notas de empenho por produtos que não foram adquiridos. O documento acrescenta que a empresa A da C MUNIZ NETO recebeu um valor atualizado de R$ 181.369,62.

Também foi apontada a prática de outros crimes, como lavagem de dinheiro e fraude em licitação. O total de prejuízo aos cofres públicos, segundo a denúncia, é de R$ 258.188,29, com um valor de R$ 1.258.188,29 para fins de bloqueio patrimonial. “O Ministério Público seguirá desenvolvendo seu papel constitucional de fiscalizar o cumprimento da lei e de defesa da sociedade”, afirmou o promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira”.

Redação: CCOM-MPMA.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Morre Wanderley Louseiro, ex-pregoeiro de Vargem Grande e Nina Rodrigues

Nota de pesar
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Familiares de Wanderley Araújo Louseiro, de 60 anos, comunicaram nesta segunda-feira (25), com profundo pesar, o seu falecimento, ocorrido em São Luís. O velório terá início a partir das 20h30 e o sepultamento acontece nesta terça-feira (26), às 10h, no Cemitério Memorial Pax.

Segundo informações apuradas pelo Titular do Blog, Wanderley Louseiro estava internado no Hospital São Domingos e faleceu em decorrência de um câncer no pâncreas. Wanderley prestava consultoria na área de contabilidade para diversas cidades maranhenses e atuou como pregoeiro na prefeitura de Vargem Grande nos governos do ex-prefeitos Dr. Miguel Fernandes e Edvaldo Nascimento. Também ocupou a mesma função em Nina Rodrigues, na gestão de Riba do Xerém.

Wanderley era natural de São Luís e possuía raízes familiares em Vargem Grande, sendo casado com advogada Elisângela Evangelista. Ele deixa cinco filhos. O Titular do Blog lamenta sua partida precoce e se solidariza com toda família neste momento de profunda tristeza.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Empresa ganha contrato de R$ 580 mil na Câmara Municipal de Coroatá

Câmara Municipal de Coroatá.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

A empresa Horus Engenharia LTDA segue sendo beneficiada na gestão do vereador Alexandre César Trovão como presidente da Câmara Municipal de Coroatá. Depois de ganhar uma dispensa de licitação para reformar o telhado da Casa (relembre), agora a Horus abocanhou um contrato para prestação de serviços de manutenção predial. O valor global ultrapassa meio milhão de reais.

Confira o contrato na íntegra:

EXTRATO DO CONTRATO Nº 00505/2025 PARTES: CÂMARA MUNICIPAL DE COROATÁ - MA, pessoa jurídica de direito público, situada na Rua Senador Leite, s/nº, Centro, Coroatá – Maranhão, inscrita no CNPJ sob o nº 05.646.054/0001-42, e a empresa HORUS ENGENHARIA LTDA, situada a Rua do Jordão, s/n – Sala A, Bairro Jordão – Coroatá-MA – CEP 65.415-000, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 32.371.059/0001-82, celebram contrato com o OBJETO: Prestação de Serviços de Manutenção Predial, periódico e continuo para atender as demandas da Câmara Municipal de Coroatá-MA, conforme especificações contidas no Processo Administrativo nº 006/2025 e Pregão Eletrônico nº 002/2025., BASE LEGAL: Lei Federal nº 14.133/2021, VALOR GLOBAL: R$ 581.783,59 (Quinhentos e Oitenta e Um Mil, Setecentos e Oitenta e Três Reais e Cinquenta e Nove Centavos), VIGÊNCIA: de 05 de maio de 2025 a 05 de maio de 2027. DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: 01 - Poder Legislativo; 01.01 - Câmara Municipal de Coroatá; 01.031.0000.2001.0000 – Manutenção e Funcionamento da Câmara Municipal - 3.3.90.39.00 – Serviços de Terceiros Pessoas Jurídica, SIGNATÁRIOS: Senhor Gustavo Santana Teixeira, inscrito CPF ***.695.***-98, pela CONTRATADA, o Senhor Alexandre Cesar Trovão, portador do CPF n° ***.898. ***-34, pela CONTRATANTE. FORO: Comarca de Coroatá - MA. 05 de maio de 2025 – Paulo Henrique da Silva – Agente de Contratação – Portaria nº 005/2025.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

TCE-MA suspende licitação em Barão de Grajaú no valor de R$ 1,3 milhão

Prefeito de Barão de Grajaú.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), atendendo à solicitação de um de seus núcleos de fiscalização, concedeu medida cautelar determinando a suspensão de todos os atos decorrentes do Pregão Eletrônico – SRP nº 013/2025), realizado pela prefeitura de Barão de Grajaú, por meio de sua Secretaria Municipal de Educação, até futura decisão sobre o mérito da questão.

No valor estimado de R$ 1,3 milhão (R$ 1.332.571,14), a licitação teve como objeto a aquisição de kits escolares destinados a atividades extracurriculares seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O certame ocorreu no último dia 13/05, no Portal Licitanet, e foi vencido pela empresa Caham Inovação e Tecnologia para Educação e Serviços Ltda.

As irregularidades detectadas no processo, realizado na modalidade Sistema de Registro de Preços, podem ser sintetizadas nos seguintes itens:

- Inadequação da modalidade SRP, que foi utilizado sem que estivessem presentes as condições de imprevisibilidade da demanda e eventualidade do fornecimento, exigidas pela legislação, o que caracterizaria vício de origem e direcionamento da licitação, contrariando a Lei nº 14.133/2021 e decisões de tribunais de contas.

- Aglutinação indevida de itens: O termo de referência agrupou livros e materiais esportivos em um único pacote, sem justificativa técnica ou econômica para não dividir o objeto em lotes distintos, o que restringe a competitividade e pode indicar direcionamento da licitação.

- Participação de empresa com possível desenquadramento fiscal: a empresa vencedora, enquadrada como microempresa, teria ultrapassado o limite legal de receita bruta anual previsto para essa categoria, o que pode configurar irregularidade fiscal.

- Ausência de informações nos portais de transparência: não foram localizadas informações sobre o procedimento licitatório nos portais oficiais do município e do TCE/MA, comprometendo a transparência do processo.

Com a medida, o prefeito do município Glaydson Resende da Silva e a Secretária de Educação Kamilla Amilanny da Silva Eufrazio tem o prazo de 15 dias para que se manifestem acerca dos fatos e fundamentos constantes na representação, de acordo com a Lei Orgânica do órgão. O prefeito e a secretária terão ainda que encaminhar ao TCE, via SINC-Contrata: documento que formaliza a necessidade da contratação, detalhando o objeto a ser adquirido, justificando a escolha do SRP; pesquisa de preços com levantamento dos valores praticados no mercado para o objeto da licitação, com o objetivo de definir o preço de referência; estudo técnico preliminar que serviu de parâmetro para elaboração do Termo de Referência; parecer Jurídico sobre a legalidade e a adequação do processo licitatório, especialmente do termo de referência e da minuta do edital; além de ato formal da autoridade competente que autoriza a abertura do processo licitatório.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Flávio Dino concede a Juscelino, réu por corrupção, o que negou a Bolsonaro

Dino e Juscelino.
A pedido da defesa do ex-ministro de Lula (PT) Juscelino Filho, deputado pelo Maranhão, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, ex-governador do Estado, suspendeu a ação na qual Juscelino responde por desvio de recursos públicos, fraude em licitações, corrupção e organização criminosa. O motivo: o réu deve ter acesso à íntegra das provas. 

Há menos de um mês, ele adotou entendimento oposto, negando a Jair Bolsonaro acesso à íntegra das provas no caso da suposto “golpe”. Dino suspendeu prazos da ação contra Juscelino, que foi ministro das Comunicações de Lula enquanto Dino era ministro da Justiça de Lula. Na segunda (12), o ministro Alexandre de Moraes concedeu ao ex-presidente Bolsonaro e outros acusados o acesso às provas coletadas.

Da Coluna Cláudio Humberto/Diário do Poder.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Gaeco deflagra Operação Pavimentum contra esquema de corrupção montado na Prefeitura de Imperatriz

Operação Pavimentum.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 06, a Operação Pavimentum, que apura a atuação de um cartel responsável por fraudar licitações de pavimentação asfáltica no município de Imperatriz.

A ação cumpre 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados de São Luís. As diligências ocorrem nas cidades maranhenses de Imperatriz, Açailândia, Governador Edison Lobão, São Luís e, também, no município de Barras, no Piauí. O Gaeco do Ministério Público do Piauí também apoia os trabalhos.

A investigação teve início na 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Imperatriz, com apoio do Gaeco, e aponta que empresas atuavam em conluio para vencer licitações fraudulentas junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura de Imperatriz. Segundo o MPMA, os contratos investigados — popularmente conhecidos como “tapa-buracos” — somam R$ 85,5 milhões. Laudos técnicos apontam diversas irregularidades nas obras, como deformações no asfalto e uso incorreto de serviços de terraplanagem, em desacordo com as normas exigidas.

Por decisão judicial, foi determinado o bloqueio de R$ 23 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados — pessoas físicas e jurídicas — valor correspondente ao dano já identificado ao erário. Durante a operação, também foram apreendidos R$ 37,2 mil em espécie. A operação mobilizou promotores dos núcleos do Gaeco em São Luís, Imperatriz e Timon, membros das Promotorias de Justiça de Açailândia, João Lisboa, Lago da Pedra, Viana e São Luís, assim como a Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) do MPMA, que garantiu a segurança da operação.

Também participaram das diligências as Polícias Civil e Militar do Maranhão, por meio do Comando de Missões Especiais (que envolve o Bope, Bochoque, Rotam e Cavalaria) e do Centro Tático Aéreo, que disponibilizou nove viaturas, aeronave e efetivo policial. O material apreendido será analisado e utilizado para subsidiar o oferecimento de Denúncia Criminal contra os envolvidos no esquema.

Redação: CCOM-MPMA.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Reforma do telhado da Câmara Municipal de Coroatá vai custar mais de R$ 100 mil

César Trovão.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Recentemente o presidente da Câmara Municipal de Coroatá, vereador Alexandre César Trovão, assinou um contrato por dispensa de licitação para a reforma do telhado do plenário da Casa. O valor global, que chamou bastante atenção, será de R$ 123.455,84, válido por apenas quatro meses e beneficiando a empresa Horus Engenharia LTDA, que fica localizada no Bairro do Jordão.

Confira o extrato do contrato na íntegra:

EXTRATO DE CONTRATO

EXTRATO DO CONTRATO Nº 02701/2025-01 PARTES: CÂMARA MUNICIPAL DE COROATÁ - MA, pessoa jurídica de direito público, situada na Rua Senador Leite, s/nº, Centro, Coroatá – Maranhão, inscrita no CNPJ sob o nº 05.646.054/0001-42, e a empresa HORUS ENGENHARIA LTDA, situada a Rua Jordão, s/n – Sala A, Bairro Jordão – Coroatá-MA, CEP 65.415-000, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 32.371.059/001-82, celebram contrato com o OBJETO: Prestação de Serviço de Reforma em telhado do Plenário da Câmara Municipal de Coroatá-MA, conforme especificações contidas no PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 010/2025 e DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 005/2025., BASE LEGAL: Lei Federal nº 14.133/2021, VALOR GLOBAL: R$ 123.455,84 (Cento e Vinte e Três Mil, Quatrocentos e Cinquenta e Cinco Reais e Oitenta e Quatro Centavos), VIGÊNCIA: de 27 de janeiro a 30 de maio de 2025, DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: 01 - Poder Legislativo; 01.01 - Câmara Municipal de Coroatá; 01.031.0000.2001.0000 – Manutenção e Funcionamento da Câmara Municipal – 4.4.90.51-00 – Obras e Instalações, SIGNATÁRIA: Senhor Gustavo Santana Teixeira, inscrito CPF ***.695.***-98, pela CONTRATADA, o Senhor Alexandre Cesar Trovão e CPF n° ***.898. ***-34, pela CONTRATANTE. FORO: Comarca de Coroatá - MA. Paulo Henrique da Silva – Agente de Contratação – Portaria nº 005/2025 - Coroatá-MA, 27 de janeiro de 2025.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Após críticas, Judiciário maranhense suspende compra de iPhones para desembargadores

Imagem ilustrativa.
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu suspender, nesta segunda-feira (10), o edital de registro de preços para aquisição de 50 iPhones 16 Pro Max, destinados aos desembargadores da Corte. A decisão veio após a repercussão negativa da licitação, que previa um investimento de R$ 573.399,50 na compra dos aparelhos (relembre).

Cada iPhone estava avaliado em R$ 11.467,99, e os dispositivos seriam distribuídos entre os atuais desembargadores da Corte, com os demais reservados para futuras nomeações e eventuais substituições. Com a suspensão do edital, o Tribunal ainda não informou se pretende reavaliar a aquisição ou abrir um novo processo de compra com valores reduzidos.  

Na última sexta-feira (07), diante das críticas, o Tribunal divulgou uma nota de esclarecimento justificando a escolha do modelo e destacando a necessidade de padronização da infraestrutura tecnológica do Judiciário e segurança de dados sensíveis. O TJMA argumentou que os aparelhos garantiriam acesso rápido a sistemas processuais eletrônicos, realização de audiências e sessões virtuais, além da gravação de conteúdos institucionais para redes sociais. 

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.