Mostrando postagens com marcador Lavagem de Dinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lavagem de Dinheiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PF investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no Maranhão

Operação Monte Sinai.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses. Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

Operação Hidra desmantela atuação do Comando Vermelho em Chapadinha, Brejo, Santa Quitéria e Coelho Neto

Operação Hidra.
A polícia civil do Maranhão, por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), unidade especializada da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), em atuação conjunta com o Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Maranhão (GAECO/MPMA), deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Hidra, operação policial de larga abrangência destinada a desarticular os núcleos operacional, financeiro e logístico do Comando Vermelho em Brejo, Chapadinha, Santa Quitéria e Coelho Neto, com ramificações identificadas nos Estados do Pará, de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.

ORIGEM E INVESTIGAÇÃO

As investigações tiveram início a partir de um ataque a provedor de internet situado em Brejo, fato ocorrido no dia 12 de setembro de 2025. Esse atentado foi ordenado pela liderança da facção criminosa que domina a cidade, pois o proprietário da empresa se recusou a pagar “caixinha”, prática extorsiva que tem acontecido com frequência não somente no interior do Maranhão, mas em diversos locais do Brasil.

É importante mencionar que as ordens de cobrança da “caixinha” foram amplamente divulgadas em grupos de WhatsApp e nas redes sociais por integrantes da facção, evidenciando o alcance da estrutura criminosa e a sua atuação interestadual. Com o aprofundamento da investigação, identificaram-se consolidados núcleos do Comando Vermelho em diversos municípios do Maranhão, estruturados entre lideranças, executores de ordens (“soldados”), disciplinadores, traficantes e os responsáveis pelo fluxo financeiro da facção, sendo que esses últimos utilizavam diversos mecanismos de ocultação da origem ilícita dos valores.

Para além disso, os criminosos fundaram um provedor de internet em Coelho Neto, com a nítida intenção de reintegrar formalmente o capital ilícito, já ocultado e dissimulado, à economia legítima. Após a devida Representação do DCCO/SEIC, e a identificação do cometimento dos delitos de integrar organização criminosa armada, extorsão e lavagem de dinheiro, foram expedidas as competentes ordens judiciais, cumpridas nesta data, resultando em buscas e apreensões e na prisão de 15 investigados, na ordem de bloqueio de R$ 17.202.905,91, no sequestro de dez veículos automotores, e na interdição de um provedor de internet situado em Coelho Neto, empresa que foi registrada pelas lideranças dos núcleos criminosos de Brejo e de Coelho Neto, em um verdadeiro consórcio delitivo.

A Operação Policial, que foi coordenada pelo DCCO e pelo GAECO/MPMA, contou com a participação de todos os Departamentos da Superintendência Estadual de Investigações Criminais – Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras (DCRIF), Grupo de Resposta Tática (GRT), Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), Departamento Estadual de Combate ao Roubo de Carga (DCRC) e Departamento de Defesa de Serviços Delegados (DDSD) –, do Centro de Recuperação de Ativos (CRA/DG/PCMA) e da Delegacia de Polícia Civil de Santa Quitéria.

MARANHÃO

No Maranhão, foram contabilizadas as prisões de oito pessoas, entre Chapadinha, Coroatá, Santa Quitéria, Brejo e Coelho Neto. Por ter havido a localização das lideranças e de faccionados em outras Unidades da Federação, a Operação se estendeu simultaneamente pelos Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará, nos quais também houve o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e de sequestro de bens e valores.

OUTROS ESTADOS

Na cidade do Rio de Janeiro, a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCERJ) capturou o líder do Comando Vermelho de Brejo e a sua companheira, que também é faccionada e cuida das operações financeiras, além do braço direito. Os elementos apontam que o trio estava coordenando a atuação da facção no Maranhão, mesmo à distância, desde o ano 2024. Durante o cumprimento das buscas na capital fluminense, o líder foi encontrado com uma pistola de uso restrito, munições e carregadores, razão pela qual recebeu voz de prisão em flagrante. Além disso, foi apreendido um veículo de luxo e cadernos contendo anotações de tráfico de drogas.

Já em Nova Mutum/MT, houve a captura de duas faccionadas, que integram uma família que lidera o Comando Vermelho em Coelho Neto, e cuidam das operações financeiras. A ação foi executada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO de Cuiabá), Delegacia Regional de Nova Mutum e a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCJMT).

Por sua vez, policiais capturaram dois operadores financeiros da facção criminosa em São Miguel do Guamá/PA e em Bragança/PA. Na atuação do Pará, participaram a Delegacia De Repressão Às Facções Criminosas (DRFC), integrante da Divisão De Repressão ao Crime Organizado (DRCO), o Grupo de Trabalhos de Facções (GTF/NIP), Núcleo de Apoio à Investigação (NAI CASTANHAL) e a Delegacia De Polícia Civil De Braganca.

A OPERAÇÃO RENORCRIM: CONTEXTO NACIONAL

A Operação Hidra integra a Operação Renorcrim — Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado —, iniciativa estratégica coordenada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO/DIOPI), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENASP/MJSP), que mobiliza de forma integrada as Polícias Civis das 27 unidades da Federação no enfrentamento qualificado às organizações criminosas em todo o território nacional.

Na edição da Renorcrim realizada entre abril e maio de 2026, a polícia civil do Maranhão, por meio do DCCO/SEIC, já havia cumprido 50 mandados de busca e apreensão e efetuado 46 prisões de integrantes de facções criminosas, com bloqueio de ativos na ordem aproximada de um milhão de reais e apreensão de três veículos.

Desta vez, a Operação Hidra representa o coroamento dessas investigações: o caso mais complexo e de maior abrangência apurado pelo DCCO no contexto da Renorcrim, tanto pelo número de investigados quanto pelo volume de ativos bloqueados e pela extensão territorial das diligências, alinhando-se à simbologia de seu nome, pois se busca atacar todos os elos da cadeia simultaneamente — a liderança, os executores, os operadores financeiros, as contrapartes e a empresa de fachada —, golpeando não apenas a cabeça, mas o corpo inteiro da organização, e em especial a sua base econômica.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto no Maranhão e Distrito Federal

Polícia Federal.
A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (04), mandados de busca e apreensão para apurar a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão.

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas mediante utilização de pessoas físicas e jurídicas, de contas bancárias de terceiros, de estruturas empresariais e de operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

As apurações prosseguem para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Casal de influenciadores é preso por promover bets ilegais e lavar R$ 12,5 milhões no Maranhão

Casal.
Um casal de influenciadores digitais foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (15), em São Luís, durante uma operação da polícia civil do Maranhão que investiga um esquema de divulgação de plataformas de apostas ilegais e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, os suspeitos movimentaram mais de R$ 12,5 milhões em um curto espaço de tempo.

Os mandados foram cumpridos no bairro Vila Nova, onde residem Ana Carolina Costa Lopes e Thalison Marcio Mendes Lopes. A ação faz parte da Operação Última Rodada, que também resultou em busca e apreensão na residência do casal. Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de contas, aplicações financeiras e demais bens dos investigados até o limite de R$ 12.514.283, bem como o sequestro de veículos supostamente adquiridos com recursos provenientes do esquema.

A operação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), por meio do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT). Conforme a polícia civil, os investigados passaram a apresentar uma movimentação financeira incompatível com os rendimentos oficialmente declarados após iniciarem a divulgação de plataformas clandestinas de apostas nas redes sociais.

As investigações revelaram ainda que, antes da ascensão financeira, ambos figuravam como beneficiários de um programa social do Governo Federal. A corporação não informou qual benefício era recebido nem o período em que os pagamentos ocorreram. De acordo com a apuração, Ana Carolina seria responsável pela promoção das plataformas ilegais junto aos seguidores nas redes sociais, enquanto Thalison atuaria na administração dos valores obtidos com a atividade.

Os investigadores identificaram ainda sucessivos saques em espécie realizados pela influenciadora, que somaram aproximadamente R$ 950 mil. Segundo a polícia, a movimentação é considerada um forte indício de tentativa de ocultar a origem do dinheiro. A investigação também aponta o possível uso de empresas de fachada e de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do patrimônio.

Do Portal VB.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

MPMA denuncia até faccionado por desvio de quase R$ 10 milhões em operação que prendeu Beto Castro

Beto Castro.
O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ofereceu Denúncia à Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados contra dez pessoas investigadas no âmbito da Operação Benedictio, deflagrada em junho deste ano. Os denunciados são acusados de integrar organização criminosa responsável pelo desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e associação com facção criminosa (relembre).

De acordo com a Denúncia, o grupo teria desviado R$ 9,6 milhões em recursos públicos oriundos de convênios e emendas parlamentares destinados a projetos sociais desenvolvidos pelo Instituto Sê Tu Uma Bênção. As investigações tiveram início a partir da identificação de inconsistências contábeis na prestação de contas do Instituto, analisadas no Inquérito Civil conduzido pela 5ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de São Luís. O aprofundamento das apurações apontou a existência de uma estrutura criminosa formada por dirigentes de entidade do terceiro setor, empresários, operadores financeiros, agentes políticos e integrantes de facção criminosa.

A Operação Benedictio foi deflagrada em 15 de junho pelo MPMA, por intermédio do Gaeco, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da polícia militar, em cumprimento a decisão da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em 12 endereços, além do bloqueio de bens e valores dos investigados.

Durante a operação, foram presos preventivamente Lucivânia Silva Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha, Cristiana Serra Duarte Cunha e Evânia Maria Sousa Nicácio. Também foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, valores em espécie, joias e veículos de luxo. Na residência do vereador Werbeth Macedo Castro, conhecido como Beto Castro, foram encontrados mais de R$ 315 mil em dinheiro. Foram apreendidos, no total, R$ 2,14 milhões entre bens e valores em espécie. Além disso, foram bloqueados R$ 1,17 milhão.

NÚCLEOS

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa estava estruturada em quatro núcleos. O núcleo institucional seria liderado por Lucivânia Silva Alves Siqueira, presidente do Instituto Sê Tu Uma Bênção, apontada como responsável pela captação de recursos públicos, comando do desvio das verbas e coordenação das atividades do grupo.

O núcleo empresarial e contábil seria composto por Robson de Oliveira Siqueira, José Roberto Santos Cunha, Cristiana Serra Duarte Cunha e Evânia Maria Sousa Nicácio. Conforme a denúncia, o grupo era responsável pela movimentação financeira dos recursos desviados, utilização de empresas de fachada, emissão de documentos fiscais e contábeis ideologicamente falsos e ocultação da origem ilícita dos valores.

Já o núcleo político seria integrado pelos vereadores Joaquim Umbelino Ribeiro Júnior e Werbeth Macedo Castro, além de Raquel Santos de Lacerda. De acordo com o MPMA, os agentes políticos direcionavam emendas parlamentares e recebiam vantagens indevidas provenientes dos recursos desviados, enquanto Raquel Santos de Lacerda atuaria como interposta pessoa para recebimento e ocultação dos valores.

Ainda segundo a Denúncia, o núcleo armado era formado por Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”, apontado como líder da facção Primeiro Comando do Maranhão (PCM) na área de atuação do grupo, e por Evano Hícaro dos Santos Soares, identificado como responsável pela intimidação de testemunhas e proteção operacional do esquema. O Ministério Público atribuiu aos denunciados os crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de capitais, com agravantes relacionadas ao exercício de funções de liderança e ao emprego de organização armada, conforme a participação individual de cada investigado.

As investigações também apontaram que parte dos recursos desviados teria sido utilizada para manter uma rede de proteção armada destinada a garantir o funcionamento do esquema e impor silêncio a moradores das comunidades onde o instituto atuava.

Redação: CCOM-MPMA.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Condenado a prisão pelo STF, Josimar Maranhãozinho é alvo de nova operação da PF

Operação Afluente.
O deputado federal Josimar Maranhãozinho é alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (25), em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado "orçamento secreto". Batizada como "Operação Afluente", a ação apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Interlocutores da PF apontam que os alvos da operação seriam empresas contratadas para executar obras com emendas, e um dos endereços seria a própria casa do deputado já que ele é sócio de uma delas.

O deputado do PL já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março por desvio de emendas. Ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados. Nesse processo em que foi condenado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou também que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário (saiba mais).

Do G1.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Envolvidos em pirâmide financeira que movimentou R$ 440 milhões são presos no Maranhão

Momento da prisão.
A polícia civil do Piauí, por meio da Delegacia-Geral e com o apoio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do GAECO/MPPI e da polícia civil do Maranhão, deflagrou a segunda fase da “Operação Extrema Confiança”.

A operação tem como objetivo desarticular o grupo criminoso por trás do maior “Esquema Ponzi” (variação de pirâmide financeira) da história do Piauí com investigações sob responsabilidade do delegado Luciano Alcântara. A fraude financeira é a maior já registrada no estado em volume de recursos movimentados. Inclusive, o nome dado a essa operação é devido a confiança extrema depositada pelas vítimas nos responsáveis por este golpe financeiro, entregando, em alguns casos, as reservas financeiras de toda a vida.

Na etapa desta segunda-feira (22), foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra dois investigados identificados Elison Araújo Abreu, de 40 anos, e Igor de Sousa Silva, de 28 anos, em Timon e São Luís, no Maranhão. Em Teresina, foi cumprida uma medida cautelar diversa da prisão contra um terceiro envolvido, de iniciais J. de L. S. R., de 28 anos.

Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, com o avanço das investigações, a polícia civil identificou indícios robustos da participação desses três indivíduos em crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e até lavagem de dinheiro. A “Operação Extrema Confiança” atua com base na repressão financeira qualificada. Isso significa que, além das prisões, a estratégia foca na asfixia patrimonial do grupo, utilizando técnicas avançadas de investigação para rastrear, congelar e sequestrar ativos, descapitalizando a estrutura financeira do grupo criminoso.

“O inquérito segue na sua fase de conclusão. Com a elaboração do relatório final, o delegado Luciano Alcântara formalizará o indiciamento dos envolvidos e a capitulação dos crimes praticados. O montante total desviado pelo esquema segue em análise e os detalhes contábeis serão divulgados assim que a auditoria for finalizada”, informou o delegado-geral.

O Modus Operandi e o Volume da Fraude

O grupo atraía as vítimas oferecendo falsas operações na Bolsa de Valores do Brasil (B3), prometendo retornos mensais ilusórios de até 10% sobre o valor investido. Para dar aparência de legitimidade ao negócio e passar segurança aos clientes, os criminosos registraram uma empresa de fachada na Junta Comercial do Piauí chamada “XTREME TRADE”. A estimativa é de que o golpe tenha feito mais de 300 vítimas, concentradas principalmente no Piauí e no Maranhão. As investigações revelaram que, em um período de aproximadamente dois anos e meio, a “XTREME TRADE” e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões entre créditos e débitos somados.

Veja mais detalhes na reportagem da TV Cidade Verde:


domingo, 21 de junho de 2026

Comando Vermelho é alvo de operação por extorquir moradores no Maranhão

Operação Domínio Paralelo.
A polícia civil do Maranhão, em ação conjunta com o Ministério Público, deflagrou uma força-tarefa denominada “Operação Domínio Paralelo”, com o objetivo de desarticular um núcleo da facção criminosa Comando Vermelho, investigado por envolvimento em crimes de extorsão, domínio social estruturado e lavagem de dinheiro em São Luís.

A investigação do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MP-MA), apurou que integrantes da organização criminosa exerciam controle territorial sobre a comunidade conhecida como Península do Ipase, também chamada de Poeirão, localizada na região do Bequimão.

Segundo as investigações, moradores da área eram submetidos a cobranças compulsórias mediante intimidação e grave ameaça. Os valores arrecadados, de acordo com os levantamentos, eram recolhidos por meio de uma pessoa jurídica formalmente constituída, utilizada como instrumento para movimentação financeira ilícita. As apurações também revelaram que a facção utilizava o domínio exercido sobre a comunidade para impor regras, constranger moradores e obter vantagens econômicas ilegais, estabelecendo uma estrutura paralela de poder sustentada pela intimidação e pelo controle social da região.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra três investigados apontados como integrantes do grupo criminoso, além de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos da investigação. No decorrer das diligências, as equipes apreenderam aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para o aprofundamento das investigações.

A “Operação Domínio Paralelo” mobilizou equipes do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), do Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF) e do Grupo de Resposta Tática (GRT), reforçando a atuação integrada das forças de segurança no combate ao crime organizado no estado.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Gaeco, Seic e Polícia Militar deflagram Operação Benedictio contra organização criminosa

Operação Benedictio.
Uma ação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais cumpriu, nesta segunda-feira, 15, em São Luís, prisões preventivas, buscas e bloqueio de bens contra grupo que teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas destinadas a projetos sociais.

A investigação, que começou com a análise de prestações de contas de recursos públicos, resultou na deflagração da Operação Benedictio, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Polícia Militar em cumprimento a uma decisão da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados (Vecco).

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra os investigados Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção criminosa.

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável. As apurações apontam um dano aos cofres públicos de aproximadamente R$ 9,6 milhões.

Combate a facção e domínio territorial

Mais do que um esquema financeiro, a investigação revelou indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital. Segundo o Ministério Público, parte dos recursos desviados teria sido usada para sustentar uma verdadeira rede de proteção privada, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio da organização.

A decisão judicial destacou que o crime de organização tem natureza permanente e que a prisão preventiva mostrou-se indispensável para interromper a atuação do grupo, frear a reiteração delitiva e garantir a ordem pública, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.

Atuação integrada

A investigação foi conduzida pelo Gaeco em diversas fases e reuniu análises financeiras, relatórios de inteligência, afastamentos de sigilo autorizados judicialmente, interceptações telemáticas e trabalho de campo realizado por equipes especializadas. No cumprimento das medidas, o órgão do MPMA contou com o apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Polícia Militar do Maranhão, que asseguraram a capacidade operacional necessária para a execução simultânea das ordens judiciais nos diversos endereços.

“A investigação é fruto do trabalho do Gaeco, que reuniu ao longo de várias fases as provas que embasaram as medidas cautelares. E quando se soma a esse trabalho a integração com a Seic, a Polícia Militar e a inteligência da Caei no momento do cumprimento, o resultado é ainda melhor: ganhamos capacidade operacional para chegar a todos os alvos e desarticular uma estrutura que desviava recursos dos mais vulneráveis e se associava a uma facção criminosa. Seguimos com o compromisso de recuperar os ativos desviados”, afirmou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito.

Resultado das diligências

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento, além de documentos, registros contábeis, mais de R$ 300.000,00 em dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo. Todo o material apreendido será devidamente registrado e preservado, observando-se a cadeia de custódia, a fim de assegurar a integridade, a rastreabilidade e a confiabilidade dos elementos coletados.

Os equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados ao Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/MPMA) para extração e análise dos dados, enquanto os demais bens permanecerão sob a guarda dos órgãos responsáveis, conforme sua natureza e destinação legal. A operação resultou, ainda na prisão preventiva de pessoas e na prisão em flagrante do vereador Beto Castro.

Significado da Operação Benedictio

O nome da operação deriva da palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao nome da entidade investigada, o Instituto Sê Tu Uma Bênção. A escolha busca estabelecer um contraste simbólico entre a finalidade social que inspirou a criação da instituição e os fatos apurados na investigação.

Enquanto iniciativas dessa natureza existem para promover solidariedade, acolhimento e transformação social, os elementos reunidos apontam para a possível utilização do Instituto Sê Tu Uma Bênção como instrumento para o desvio de recursos públicos destinados justamente à população mais vulnerável. Em outras palavras, valores que deveriam representar esperança e oportunidade para milhares de pessoas teriam sido desviados em benefício de uma estrutura criminosa organizada.

Mais do que uma referência nominal, a Operação Benedictio simboliza o compromisso das instituições de controle e persecução penal em assegurar que recursos públicos destinados à promoção da dignidade humana cumpram efetivamente sua missão. O verdadeiro sentido de uma bênção não está na apropriação indevida de recursos coletivos, mas na sua correta aplicação em benefício da sociedade.

A Operação Benedictio também integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), iniciativa que reúne os Gaecos dos Ministério Público de todo país, em ações simultâneas voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas e de suas diversas formas de atuação. A Operação Benedictio reafirma o compromisso do Ministério Público do Maranhão e das forças de segurança com o enfrentamento qualificado à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Redação: CCOM-MPMA.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

PF deflagra operação contra esquema de corrupção eleitoral no Maranhão

Operação Fundo Oculto.
Nesta quarta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou a operação Fundo Oculto com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e pelo financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no estado do Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado que utilizava empresas detentoras de contratos com prefeituras maranhenses para canalizar recursos públicos que, logo após o crédito nas contas empresariais, eram rapidamente convertidos em espécie. Os dois grupos operavam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís.

A apuração revelou que o fluxo financeiro atingiu picos nas semanas imediatamente anteriores ao pleito, com movimentações atípicas que totalizaram quase R$ 10 milhões. Apenas em um dos núcleos investigados, os valores movimentados para repasses ilícitos somaram aproximadamente R$ 2 milhões.

As evidências demonstram que o esquema utilizava uma técnica de lavagem de dinheiro. Os recursos eram sacados das contas das empresas e depositados em contas de laranjas. Também foram identificadas planilhas informais de "caixa dois" e arquivos que tratavam explicitamente da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco. Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. Os repasses eram pulverizados entre servidores.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, do afastamento de um funcionário público e do sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões. As medidas visam identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros crimes contra a administração pública.

sábado, 23 de maio de 2026

Prefeito de Buriticupu é afastado do cargo por desvio de recursos públicos

Prefeito João Carlos.
O Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 22, a Operação Comensal, cumprindo mandados de busca e apreensão, em endereços em Buriticupu, São Luís e Bom Jardim. Foram apreendidos documentos, computadores, celulares, mídias eletrônicas e objetos que agora passarão por análise técnica.

A investigação apura um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da merenda escolar no município de Buriticupu. São alvos o prefeito João Carlos Teixeira da Silva, empresários, um vereador e diversos secretários e ex-gestores municipais.

A ação decorre de procedimento da Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça e contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Polícia Militar. As ordens judiciais foram expedidas em decisão assinada pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

A investigação do MPMA tem como foco o Pregão Eletrônico nº 006/2023, destinado à compra de alimentos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios de direcionamento da licitação, favorecimento de empresa contratada e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

DECISÃO

Na decisão, que determinou a busca e apreensão, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos também ordenou o afastamento cautelar do prefeito de Buriticupu e de secretários municipais envolvidos pelo prazo de 90 dias. Foi determinado, ainda, o monitoramento eletrônico dos investigados por meio de tornozeleira, igualmente pelo prazo de 90 dias.

Os crimes imputados pelo Ministério Público envolvem peculato-desvio, corrupção. Segundo a denúncia, houve suposto conluio entre o núcleo político da prefeitura e a empresa A. Pereira da Silva LTDA. Foram identificadas também falhas na publicidade do edital, ausência de elementos obrigatórios no Termo de Referência, além de indícios de superfaturamento.

Relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilo bancário apontaram movimentações de capitais atípicas e incompatíveis com a capacidade declarada dos envolvidos, indicando a existência de “caixa dois”.

Redação: CCOM-MPMA.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Mulher é presa pelo crime de 'sextortion' no Maranhão; veja todos os detalhes

Momento da prisão.
A polícia civil do Maranhão, em apoio à polícia civil do Paraná, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), uma operação em São Luís com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra uma mulher investigada por integrar uma organização criminosa transnacional especializada nos crimes de extorsão na modalidade sextortion, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações conduzidas pela polícia civil do Paraná, a vítima iniciou, ainda em 2024, um contato virtual com um indivíduo que se apresentava falsamente como médico oncologista em missão de paz da OTAN na Síria, em uma dinâmica típica conhecida como “romance scam”.

Após conquistar a confiança da vítima e desenvolver um relacionamento amoroso virtual, o investigado passou a induzi-la ao compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. Posteriormente, começou a solicitar transferências bancárias sob diversos pretextos e, em seguida, passou a praticar sextortion, ameaçando divulgar o material íntimo nas redes sociais caso não recebesse novos pagamentos. De acordo com a apuração policial, os criminosos chegaram a exigir a quantia de R$ 20 mil da vítima. As transferências identificadas durante as investigações totalizam R$ 60.300,00.

Os elementos reunidos apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada em dois núcleos distintos: um responsável pela abordagem das vítimas, manipulação emocional e prática das extorsões; e outro formado por “conteiros”, encarregados de disponibilizar contas bancárias para recebimento dos valores ilícitos e posterior ocultação patrimonial.

A mulher presa em São Luís integra o segundo núcleo da organização, sendo apontada como responsável por emprestar sua conta bancária para movimentações financeiras do grupo criminoso. As investigações também revelaram que as beneficiárias das transferências aparecem em diversos boletins de ocorrência registrados em vários estados do país, reforçando os indícios de habitualidade criminosa e divisão estruturada de tarefas dentro da organização. No Maranhão, a ação policial foi executada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).

PF deflagra operação contra esquema de financiamento ilícito eleitoral no Maranhão

Operação Arthros.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação Arthros com o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024 no Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado e sofisticado que utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para dissimular a origem de recursos públicos, que eram canalizados para campanhas eleitorais. O grupo também operava por meio de contas bancárias de terceiros e realizava saques em espécie e transferências fracionadas, prática típica de lavagem de dinheiro destinada a dificultar o rastreamento das operações.

A apuração revelou que, nos 15 dias que antecederam o pleito eleitoral de 2024, foram movimentados valores superiores a R$ 1,9 milhão, com a distribuição de mais de R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários. Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos, desviados para fins eleitorais. As evidências reunidas demonstram a atuação coordenada dos investigados, que teriam exercido papel central na definição dos valores, escolha dos beneficiários e operacionalização dos repasses, por meio de um verdadeiro gabinete paralelo de financiamento eleitoral ilícito.

Até o momento, foram identificados vários candidatos beneficiados pelo esquema, em diversos municípios do estado. Os repasses ocorriam de forma pulverizada, inclusive por intermédio de pessoas interpostas, indicando clara tentativa de ocultação do destino final dos recursos. Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, afastamento de quatro servidores públicos e indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões. 

As diligências foram realizadas nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina-PI. As medidas visam aprofundar a coleta de provas, identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas. Os investigados poderão responder pelos crimes de caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e desvio de recursos públicos, além de outras infrações penais conexas.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Polícia Civil do Maranhão intensifica combate a facções criminosas com várias prisões e bloqueio de R$ 17 milhões

Operação Renorcrim.
A polícia civil do Maranhão intensificou, nas últimas semanas, o combate às organizações criminosas com uma série de ações estratégicas que resultaram na prisão de dezenas de investigados e no bloqueio de recursos milionários ligados ao crime organizado. O balanço foi apresentado pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), durante a divulgação dos resultados da Operação Renorcrim no estado.

A ofensiva fez parte de uma mobilização nacional coordenada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO/DIOPI), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENASP/MJSP). A operação ocorreu entre os dias 13 de abril e 08 de maio, reunindo forças de segurança de diversos estados brasileiros em uma atuação integrada contra facções criminosas.

No Maranhão, os trabalhos foram coordenados pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), unidade especializada da SEIC, responsável por ações de inteligência, investigações qualificadas e operações voltadas à repressão das estruturas criminosas que atuam no estado. Durante o período da operação, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e efetuadas 46 prisões em diversas cidades maranhenses. As ações tiveram como foco integrantes de facções criminosas envolvidos em crimes como tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Além das prisões, a operação alcançou um expressivo impacto financeiro contra os grupos criminosos investigados. Ao todo, foram sequestrados R$ 900.947,00 em valores relacionados às atividades ilícitas, sendo que R$ 315.607,91 já estão efetivamente indisponibilizados por determinação judicial. As investigações também resultaram em medidas assecuratórias voltadas ao bloqueio de ativos futuros que ultrapassam R$ 17 milhões, evidenciando a estratégia de enfraquecimento financeiro das organizações criminosas por meio da descapitalização patrimonial.

No campo patrimonial, as equipes policiais apreenderam três veículos avaliados em aproximadamente R$ 619.072,00. Segundo o DCCO, as apreensões reforçam o trabalho de combate às bases econômicas das facções, atingindo diretamente os recursos utilizados para manutenção das atividades criminosas. De acordo com a SEIC, os resultados obtidos demonstram a importância do trabalho integrado entre os setores de inteligência policial, investigação criminal e cooperação interestadual no enfrentamento ao crime organizado.

A polícia judiciária maranhense destaca que o combate às organizações criminosas permanece como uma das prioridades da instituição, com investimentos contínuos em inteligência policial, investigação financeira e ações operacionais voltadas à preservação da ordem pública e da segurança da população maranhense.

Da Ascom PCMA.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Terceira fase da Operação Descenso é deflagrada contra Comando Vermelho em Chapadinha

Operação Descenso III.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MA) deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Descenso III, no âmbito da operação Força Integrada II, iniciativa nacional realizada simultaneamente em 16 estados da Federação. A ação ocorreu em Chapadinha e foi desencadeada com o objetivo de desarticular o esquema de financiamento da facção criminosa Comando Vermelho atuante na cidade e adjacências. A investigação é desdobramento das duas fases anteriores deflagradas pela FICCO (relembre AQUI e AQUI).

Durante ação, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, com o emprego de, aproximadamente, 80 policiais. Participam da operação integrantes da FICCO/MA, do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), da Superintendência da Polícia Civil do Interior (SPCI), da Delegacia Regional da Polícia Civil de Chapadinha e do 16º Batalhão de Polícia Militar do Maranhão.

Entre os alvos estão pessoas suspeitas de financiar e de integrar a organização criminosa por meio de contribuições mensais, repassadas por transferências eletrônicas às lideranças do grupo. Os recursos eram utilizados, segundo apuração, para custeio de armas, de drogas, de pagamento de advogados e de auxílio a familiares de membros presos ou mortos. Aos investigados são imputados, conforme o caso, os crimes de integrar e de financiar organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no curso das diligências.

FICCO/MA é composta por integrantes da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado foi criada com base no conceito de força-tarefa e tem como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da atuação conjunta das instituições de segurança pública.

domingo, 10 de maio de 2026

Hélio Lucena desiste de candidatura a deputado estadual após operação da PF contra irmão

Irmãos Lucena.
O empresário Hélio Lucena recuou da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo empresário, sob alegação de problemas de saúde na família. Hélio é irmão de Edinaldo Lucena, dono da Lucena Engenharia. A repercussão da Operação Inauditus contra Edinaldo teria levado a desistência (relembre).

A investigação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça e conduzida pela Polícia Federal, apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com indícios de um suposto esquema de compra de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. Um mandado de busca e apreensão contra Edinaldo Lucena, cumprido no início de abril, resultou na coleta de documentos, valores e equipamentos eletrônicos ligados ao empresário e à construtora.

Antes do recuo, Hélio Lucena, que é ex-vereador de Itapecuru-Mirim, vinha intensificando articulações políticas em diversas regiões do estado e contava com apoio de lideranças locais, como o prefeito de Buriticupu, João Carlos, marido da deputada estadual Edna Silva (PRD), que chegou a abrir mão da reeleição para apoiá-lo.

Do Blog do Leandro Miranda/Marrapá.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Polícia Civil do Maranhão cumpre mandados contra divulgadores do 'jogo do tigrinho'

Operação em São Luís.
A polícia civil do Maranhão, em apoio à polícia civil do Distrito Federal, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (06), uma operação de combate a uma organização criminosa investigada por promover plataformas ilegais de apostas online, popularmente conhecidas como “jogo do tigrinho”. A força-tarefa foi realizada de forma simultânea em diversos estados da federação.

No Maranhão, mais especificamente em São Luís, a ação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), por meio do Grupo de Resposta Tática (GRT), que cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão em um endereço localizado no bairro do Anil. A investigação apura a atuação de influenciadores digitais e integrantes de grupo criminoso suspeitos de utilizar redes sociais para induzir usuários a realizarem apostas, mediante falsas promessas de ganhos elevados e demonstrações enganosas de riqueza e lucro fácil.

Segundo as apurações conduzidas pela polícia civil do Distrito Federal, os investigados utilizavam estratégias de marketing digital para ampliar o alcance das plataformas ilegais, ostentando elevado padrão de vida e simulando ganhos financeiros irreais com o objetivo de atrair vítimas para os jogos de azar online. A operação integra um esforço conjunto entre as polícias civis de diversos estados no enfrentamento às organizações criminosas envolvidas com crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Operação Espelho Turvo prende quadrilha que criava sites fraudulentos de órgãos públicos; golpe foi superior a R$ 20 milhões

Presos na operação.
Equipes da polícia civil do Maranhão, em conjunto com a polícia civil de Minas Gerais, deflagraram uma grande operação em Imperatriz com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa especializada em estelionato digital e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Espelho Turvo, ocorreu de forma simultânea em seis estados: Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina. 

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de bens e ativos financeiros. No Maranhão, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, todos em Imperatriz. Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi lavrado um auto de prisão em flagrante por tráfico de drogas.

As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada e sofisticada, sendo responsável por fraudes eletrônicas que causaram prejuízos a vítimas, principalmente em Minas Gerais. A vantagem ilícita obtida pela organização é estimada em mais de R$ 20 milhões, com cerca de 1.200 pessoas lesadas desde janeiro de 2024.

Coordenadas polícia civil mineira, as apurações identificaram um esquema baseado na criação de sites fraudulentos que simulavam páginas oficiais de órgãos públicos, como o DETRAN de Minas Gerais e a Secretaria de Estado da Fazenda. Por meio dessas plataformas falsas, as vítimas eram induzidas a realizar pagamentos de tributos, especialmente o IPVA, via Pix, com os valores sendo desviados para contas controladas pelo grupo.

Ainda segundo a investigação, a organização utilizava uma rede estruturada de empresas de fachada e contas bancárias de passagem para ocultar e dissimular os recursos obtidos ilegalmente. Pelo menos 20 empresas foram identificadas nesse esquema de lavagem de capitais, incluindo uma denominada “Central de Recebimento Virtual Ltda.”. As análises financeiras revelaram uma complexa engenharia destinada a dificultar o rastreamento do dinheiro.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Operação contra Comando Vermelho tem tiroteio e deixa turistas 'ilhados'

Turistas 'ilhados'.
Uma operação da polícia civil do Rio de Janeiro para prender chefes do Comando Vermelho que atuam na Bahia provocou um intenso tiroteio na comunidade do Vidigal, na zona sul, na manhã desta segunda-feira (20). Uma mulher, identificada como Núbia Santos de Oliveira, mulher do traficante Wallas Souza Soares, foi presa na operação. Segundo a investigação, ela ajudava a lavar dinheiro da facção.

Durante a ação, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb. A via, que liga São Conrado ao Leblon, foi liberada por volta das 6h50, quando um comboio da polícia militar escoltou motoristas na região. Moradores relataram uma manhã de medo, com troca de tiros em diferentes pontos da comunidade. Segundo testemunhas, os disparos começaram cedo e se espalharam pelo morro, provocando apreensão.

Turistas 'ilhados'

No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer. A trilha de acesso ao ponto turístico — bastante procurado durante a madrugada para ver o nascer do sol — começa no alto da comunidade do Vidigal. Por volta das 7h20, após a situação ser controlada, o grupo conseguiu deixar o local, e desceu a favela em meio a blindados e carros da polícia. Segundo os turistas, os guias orientaram que todos ficassem abaixados durante os tiros.

Alvo

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participaram da operação, coordenada pelo Ministério Público da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho responsáveis pelo tráfico de drogas no sul baiano. Segundo apuração da TV Globo, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dada, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva.

Em 2024, ele fugiu de um presídio na Bahia com outros 15 presos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, com a proteção do Comando Vermelho. Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e recebia familiares e amigos para uma festa. Na fuga, deixou parentes e amigos para trás. Monitorado pelo Ministério Público baiano, Dada teve a movimentação identificada, o que levou à operação no Rio.


Do G1.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Polícia Federal deflagra Operação Bórgias II em Teresina, Codó e Bacabal

Operação Bórgias II.
A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Bórgias II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por uma série de flagrantes e tentativas de saques de benefícios previdenciários em Codó.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão temporária nos municípios de Teresina/PI, Codó e Bacabal. As ordens foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina/PI, da Seção Judiciária do Piauí.

As investigações indicam que o grupo fraudava sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mediante inserção de documentos falsos, alteração de dados cadastrais e de locais de pagamento, com o objetivo de viabilizar o recebimento indevido. Entre as práticas identificadas, estão o saque pós-óbito, além de benefícios vinculados a pessoas fictícias e a beneficiários vivos.

No curso das apurações, foram identificados 17 subsídios vinculados à atuação da organização criminosa. Parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Bórgias I, o que evidencia a reiteração da prática delitiva (relembre). 

Diante do prejuízo estimado ao INSS, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 5,3 milhões, bem como a suspensão dos benefícios relacionados ao esquema. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato majorado, de falsidade ideológica, de uso de documento falso, de apropriação de bens de pessoas idosas e de lavagem de bens e de valores.