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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Inspetor Antonio Noberto se licencia da PRF para disputar eleições em São Luís

Antonio Noberto.
Um dos ícones da ‘telinha’ no Maranhão, o inspetor Antonio Noberto, personagem dos mais assistidos na televisão há pelo menos duas décadas, se licenciará, nesta sexta-feira (05), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma das instituições federais mais respeitadas do país. Noberto, que também é escritor, membro-fundador e ex-presidente da Academia de Letras de São Luís (ALL), se destaca como um dos maiores conhecedores da história de São Luís e do nosso estado. Ele é pré-candidato a vereador de São Luís pelo Podemos.

O Inspetor Noberto é bacharel em turismo pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), pesquisador, escritor, palestrante, membro-fundador, ex-presidente da Academia Ludovicense de Letras de São Luís e servidor federal da PRF. Cursou Licenciatura em História na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), porém não concluiu; e MBA em Gestão Empresarial pelo ISAN/Fundação Getúlio Vargas. O Inspetor também foi pré-candidato a vice-governador do médico Dr. Lahésio Bonfim, ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, nas eleições de 2022.

Nesta sexta-feira (05), ele se afastará da PRF para concorrer a uma vaga de vereador por São Luís. Noberto se licenciará, também, da Cruz Vermelha no Maranhão, instituição muito ativa, na qual o PRF ocupa o cargo de segundo vice-presidente. O Inspetor Noberto é PRF há 30 anos e conduz a comunicação da Polícia Rodoviária Federal do Maranhão há duas décadas. O afastamento se dará por exigência do calendário eleitoral, que estabelece o prazo de três meses antes do dia das eleições, 6 de outubro deste ano.

Um dos grandes feitos creditados, pela PRF e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), à pessoa do Inspetor Noberto é a pacificação da BR-135, único corredor rodoviário de acesso à capital do estado. A facilitação realizada pelos entes federais na pessoa do Inspetor permitiu a aproximação e o diálogo com as comunidades, o que se traduziu em ganho imensurável para todos os usuários da BR. O caráter pacifista e de trato fácil do PRF foram decisivos para a drástica redução das interdições e a consequente pacificação da rodovia.

VALORIZAÇÃO DA NOSSA HISTÓRIA

O Inspetor Noberto detém um currículo notável, além de comunicador da PRF mais bem avaliado do Brasil, é Doutor Honóris causa em História, pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências Letras e Artes (Febacla); e Embaixador da Paz, pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos (OMDDH). Em 2019, na cidade de Búzios, no litoral do estado do Rio de Janeiro, recebeu o troféu Monteiro Lobato, na categoria Melhores Pesquisadores do Brasil.

O acadêmico, que ocupa a cadeira de número 1 na ALL, é palestrante em grandes eventos nacionais e internacionais. No Brasil, já ministrou no Congresso da Sociedade Brasileira dos Médicos Escritores (Sobrames), no XXVI Congresso Brasileiro dos Guias de Turismo; e no exterior, participou de eventos importantes em Portugal, França e Inglaterra. Em 2023, foi um dos convidados para ministrar em Cancale, na França, sobre a relação histórica França/Maranhão. Foi a terceira vez que palestrou naquele país sobre a história do Maranhão ligada aos gauleses. O Inspetor, também, esteve na posse do rei Charles, da Inglaterra, em maio do ano passado.

Entre 2010 e 2012, nas comemorações dos 400 anos de São Luís, Noberto se desfez de um apartamento, no Condomínio Grand Park, para se capitalizar e realizar um grande sonho, a Exposição França Equinocial para sempre, trabalho escolhido em votação no Prêmio Cazumbá de turismo, Melhor projeto cultural voltado aos 400 anos de São Luís. Falando em 400 anos, o acadêmico ministrou a palestra-mor dos 400 anos de Bragança, primeira cidade do Pará (fundada por Daniel de la Touche); ministrou na Câmara Municipal de São Luís, durante os 400 daquela casa legislativa; nos 400 anos de Rosário; e participou das gravações dos 400 anos de Belém pela TV Liberal, afiliada da Globo no Pará. Ano passado, durante evento de três dias, Noberto levou parte do acervo da sua exposição para Saint-Malo e Cancale, na França, cidades responsáveis pela fundação de São Luís. Na ocasião, o Inspetor foi agraciado com a comenda maior da cidade de Cancale.

Há pelo menos três anos, ele tem visitado a cidade de Cametá/PA, no médio-baixo Tocantins, levando o debate para as universidades e Câmara Municipal daquela cidade sobre a fundação do município ligada a São Luís e a Daniel de la Touche. Em abril de 2024, Noberto organizou eventos e viagens ao Pará, quando levou o prefeito de Cancale e comitiva francesa para Belém e Cametá. Os eventos reuniram prefeitos do Maranhão, Pará e Ceará. Tudo organizado pelo Inspetor, sem apoio governamental. Como se observa, o trabalho e a pauta do Inspetor Noberto vão muito além das atribuições de um acadêmico e de um vereador.

Tão notável currículo, por outro lado, pode esconder a origem pobre e provinciana do Inspetor, quando aos cinco anos, após a morte do pai, acompanhado dos irmãos, vendia tomates no carrinho de mão para ajudar no sustento da família. A infância pobre e de muito trabalho serviram para fazê-lo um verdadeiro vencedor.

E sobre o potencial e as possibilidades que São Luís e o estado do Maranhão possuem, o Inspetor Noberto finalizou: “Precisamos redescobrir o segredo dos nossos antepassados, que foi a ligação histórica e transatlântica com o primeiro mundo, o que nos permitiu transformar o ‘ouro branco’, o algodão, em massa cinzenta, na Atenas Brasileira. No século XIX, cerca de 30% de toda produção cultural do Brasil saía do Maranhão. Precisamos mostrar para nós mesmos, para o Brasil e para o mundo que nosso lugar é lá em cima, no topo, e não entre os últimos. E quando o fizermos, não teremos mais os problemas de ociosidade e desemprego que vemos hoje”.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

PRF diz que em julho acidentes causaram quase uma morte por dia no Maranhão

Colisão com vítima fatal na BR-226.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O mês de julho foi marcado como sendo um dos mais trágicos dos últimos anos no Maranhão no que diz respeito a óbitos após acidentes nas rodovias federais que cortam o estado. Segundo informações da PRF, foram 25 vidas perdidas, dando uma média de praticamente uma morte por dia.

Vale ressaltar, ainda, que o número de mortes pode ser ainda maior, tendo em vista que não está incluso alguns casos de vítimas que faleceram dias depois em decorrência dos acidentes. Ou até mesmo ocorrências que não foram atendidas por uma equipe da PRF, como possivelmente aconteceu com a pequena Maria Heloiza Rodrigues Sousa, de quatro anos. Ela faleceu na madrugada de domingo (30) após ser atropelada por um motociclista em alta velocidade no povoado Placa, às margens da BR-222 (relembre).

MORTES: Em 10 de julho, o Maranhão já tinha quatro mortes (relembre). Já o domingo (23) foi trágico, registrando sete óbitos (saiba mais). E durante o último final de semana foram mais seis vidas perdidas, sendo quatro no sábado (relembre) e mais duas no domingo em Itapecuru-Mirim (relembre).

Em vídeo, o inspetor da PRF Antônio Noberto trouxe um relatório da situação e também fez um alerta aos motoristas, principalmente na questão da imprudência de alguns. Confira tudo no Instagram do Blog do Alpanir Mesquita:

quarta-feira, 18 de maio de 2022

PRF assassinado a tiros em Fortaleza trabalhou no Maranhão

PRF's assassinados no Ceará.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Uma verdadeira tragédia foi registrada na manhã desta quarta-feira (18) em Fortaleza, capital do Ceará. Dois policiais rodoviários federais foram mortos a tiros por um homem no trecho da rodovia BR-116 com a Avenida Oliveira Paiva, no Bairro Cidade dos Funcionários. Segundo a PRF, o suspeito do crime também foi morto a tiros por um agente de outra corporação.

Os policiais mortos foram identificados como Márcio Hélio Almeida de Sousa e Raimundo Bonifácio do Nascimento Filho. Segundo Antônio Noberto, coordenador de Comunicação da PRF no Maranhão, o colega de farda Bonifácio trabalhou no Maranhão, lotado na delegacia de Caxias. "Era padrinho da filha de um outro colega que também trabalhou no Maranhão, mas que desde alguns anos trabalha no Ceará", explicou.

Todas as informações do crime você encontra AQUI.

quinta-feira, 18 de março de 2021

Antonio Noberto refaz viagem feita por Daniel de la Touche em 1613 à região amazônica

Antonio Noberto.
O que seria deste mundo não fossem os loucos e os desbravadores. O turismólogo, escritor, acadêmico e inspetor Antonio Noberto bem que se enquadra neste perfil de gente que pesquisa, acredita e faz acontecer. E o novo desafio que agora nos apresenta é a disposição em refazer e completar a viagem que o descobridor das Guianas e fundador de São Luís, Daniel de la Touche, senhor de la Ravardière, fez a partir do dia 7 de julho de 1613, quando saiu do Porto Santa Maria (Porto da Praia Grande), em São Luís, e se dirigiu para a conquista do Amazonas.

E para quem acha que esta viagem é apenas uma invenção de alguém primário no desbravamento, Noberto já realizou roteiros culturais de dar inveja. Não faz dois anos ele saiu dirigindo de Lisboa rumo a Paris como se uma viagem deste porte fosse tomar um cafezinho ali na esquina. E como se não bastasse participou de eventos culturais na capital portuguesa e em Setúbal, onde rendeu homenagem à Fran Paxeco, cônsul de Portugal no Maranhão, fundador da Academia Maranhense de Letras (1908) e fundador da Faculdade de Direito do Maranhão (1918). Dois dias depois, já em território francês, a convite da prefeita da cidade onde Daniel de la Touche nasceu, Berthegon, nosso desbravador foi recebido como chefe de estado e ministrou para um seleto grupo os muitos detalhes da pioneira relação França Maranhão (reveja).

Noberto é segmentado para a relação e presença estrangeira no nosso país. Ele argumenta que foi o estrangeiro quem nos trouxe os dois grandes tesouros: o conhecimento e a ética. Foram eles que mapearam o Brasil, que escreveram os primeiros livros, narraram os usos e costumes nativos, o território, a fauna e a flora. Foram eles que trouxeram o planejamento, as máquinas, o luxo, o conforto, a técnica, as letras e dezenas de outras coisas que ajudaram estabelecer a civilização, geraram riquezas e ajudaram a fazer de algumas cidades do Brasil um pedacinho equatorial da Europa.

Nesta viagem ao estado do Pará, nosso Embaixador da Paz pretende visitar a terra dos caetés (Bragança), Belém, Cametá, Pacajá, Marabá e retornar por Imperatriz. Foi mais ou menos esse o trecho traçado por La Ravardière, quando  partiu de São Luís no dia 7 de julho de 1613, sob salvas de tiros de canhão. A partir desta viagem nasceu Bragança (Caieté), a primeira cidade fundada no Pará, sendo Antonio Noberto o palestrante oficial convidsfi pelo IFPA e pela prefeitura daquele município para a abertura dos quadricentenário de Bragança.

La Touche foi até Cametá e Pacajá, sendo a intenção dele chegar em Marabá e a região onde hoje estão Imperatriz e Grajaú. O professor e inspetor Noberto pretende terminar a viagem que Daniel de la Touche não conseguiu concluir, em razão da chegada da ameaça portuguesa que se preparava para a que seria no ano seguinte a Batalha de Guxenduba.

Cametá até os dias de hoje conserva um pouco do legado cultural deixado pelos gauleses daquele início de século XVII. A viagem do navegador francês foi por mar e depois subindo o Rio Tocantins em direção à Cametá e Marabá. Marabá, que significa na língua tupi: filho de francês. Mas a viagem foi abandonada por La Touche a partir de Pacajá, quando estava na altura da atual represa de Tucuruí.

Antonio Noberto é o idealizador e curador da exposição França Equinocial para sempre, escolhida em 2012 Melhor evento cultural voltado para os 400 anos de São Luís, no prêmio Cazumbá de turismo. O turismólogo também é Doutor Honiris Causa em História (FEBACLA) e Embaixador da Paz, titulação conferida por uma entidade internacional OMDDH - Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos. Ele também é membro de academias de letras, inclusive do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM, e da Academia Ludovicense de Letras - ALL, onde foi presidente atuante.

Nas malas de Antonio Noberto: livros, álbuns, canecas e vários outros suvenires que serão doados a autoridades da região amazônica que fazia parte da França Equinocial, território que se estendia do Ceará às Guianas e ao Amazonas. Praticamente metade do território brasileiro.

A viagem de Noberto, que acontecerá nesta segunda quinzena de março, é também uma homenagem ao escritor, acadêmico e ex-proprietário da editora Ética, de Imperatriz, Adalberto Franklin, um amigo que sempre incentivou Noberto a realizar esta viagem, descrita na obra de Yves d'Evreux, "Viagem ao Norte do Brasil feita nos anos de 1613 e 1614".

Desejamos muito sucesso na viagem ao escritor e inspetor da PRF Antonio Noberto.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Antonio Noberto recebe Título de Cidadão Vargem-grandense

Noberto com o vereador Germano Barros.

Por Blog do Alpanir Mesquita.

Durante sessão solene da Câmara Municipal de Vargem Grande na última sexta-feira (11) o inspetor da PRF, turismólogo, historiador e escritor Antonio Noberto recebeu o Título de Cidadão Vargem-grandense. A honraria foi aprovada por unanimidade por todos os parlamentares.

Histórico

Os primeiros contatos de Noberto com Vargem Grande aconteceram ainda na infância dele, quando o mesmo tinha apenas dez anos de idade. O homenageado morou na princesa do Iguará no início da década de noventa, quando passou no concurso para o IBGE (1991) e se tornou Agente Censitário Supervisor (ACS). No ano seguinte, passou em concurso do estado para agente administrativo e, em 1993, foi professor do colégio Francisco Almeida Carneiro. Ainda em 1993, com apenas 22 anos de idade, se tornou secretário municipal de Vargem Grande e diretor da Rádio Janaína, funções que só foram deixadas quando Noberto assumiu o então cargo de patrulheiro rodoviário federal, em julho de 1994.

Contribuições culturais

No seu único romance publicado, Só por uma estação, uma viagem ao Brasil, obra que tem o enredo na Europa e nos Estados Unidos, mas que tem o Brasil como pano de fundo, Noberto “traz” os protagonistas Robert Fournier e Héléne Montgomeri para uma viagem ao Maranhão com uma parada em Vargem Grande, terra de São Raimundo Nonato dos Mulundus. Em 2006 o romance foi premiado pela prefeitura Municipal de São Luís no Prêmio Literário e Artístico Cidade de São Luís. A obra foi a primeira publicação literária da primeira Feira do livro de São Luís (I FELIS).

Divulgador de Vargem Grande

O homenageado também se destaca por ter levado estrangeiros para conhecer Vargem Grande. Faz uns 10 anos ele levou um casal de pesquisadores franco-espanhol para conhecer o próspero quilombo de Pequi da Rampa, distante uns 20 quilômetros do centro da cidade. E em seguida, conduziu o casal de etnólogos e escritores franceses Jean-Yves Loude e Liliane Lievre. Eles se reuniram na sede da prefeitura com o então prefeito Dr Miguel e com duas dezenas de representantes de comunidades remanescentes de quilombos. Em seguida foram entrevistar pessoas em Nina Rodrigues. Da visita do casal e das andanças no Maranhão e no Brasil nasceu o livro Pepitas brasileiras: do Rio de Janeiro ao Maranhão 5.000 quilômetros em busca dos heróis negros do país.

Academia Vargem-grandense

Noberto também é um dos idealizadores e fundadores da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes – AVLA (2019), quando indicou vários membros e patronos, a exemplo de Francisco Cordeiro, Rosário de Pompéia, Concita Ribeiro, Duque de Caxias, Kleber Leite, Zé Sampaio e vários outros. A Academia é presidida pela escritora Jucey Santana. Os concertos para a criação da AVLA aconteceram em Zé Doca, no início de 2019, quando Noberto e Jucey acertaram a criação da entidade literária, que contou com a participação de dezenas de outros confrades e confreiras, entre os quais Alice Pires, Benedito Coroba e tantos outros.

Rota dos Balaios

Noberto também é pioneiro na construção de um roteiro da Balaiada nos municípios de Vargem Grande e Nina Rodrigues. Ele e o também escritor Jether Joran (in memorian) mapearam lugares importantes da maior Revolta popular do Maranhão (1838 a 1841). Atualmente, Antonio Noberto participa do Fórum Rota dos Balaios, que deverá propor um plebiscito para 2021 propondo a alteração do nome do município de Nina Rodrigues para a primitiva denominação de Vila da Manga do Iguará, nome que remete a Guerra da Balaiada. A sugestão da alteração do nome é do Ninense Clemildom Corrêa e a proposição do plebiscito é do homenageado Antonio Noberto.

Doutor Honoris Causa em História e embaixador da paz

O escritor Noberto também é assessor de Comunicação da PRF no estado, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), membro fundador e ex-presidente da Academia Ludovicense de Letras (ALL), membro do Conselho diretor da Cruz Vermelha no Maranhão, membro da Luminescence Academie Française (do Vale do Loire). É o idealizador e curador da Exposição França Equinocial para sempre, em cartaz no Centro Histórico de São Luís. Ele também é Doutor Honoris Causa em História pela Federação Brasileira dos Acadêmicos de Ciências Letras e Artes – FEBACLA. E embaixador da paz pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos – OMDDH.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Antonio Noberto recebe Prêmio Monteiro Lobato na categoria Melhores Pesquisadores do Brasil

Noberto recebeu o prêmio em Búzios.
O turismólogo, escritor, historiador, pesquisador e atual Presidente da Academia Ludovicense de Letras, Antonio Noberto, que atua na Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, sendo o porta voz da instituição no estado do Maranhão, se notabilizou na execução da pesquisa da fundação da França Equinocial em São Luis e da história do estado. Ele recebeu neste segundo final de semana de setembro de 2019, na belíssima cidade turística de Búzios (RJ), a premiação Monteiro Lobato, na categoria Melhores Pesquisadores. 

Búzios é uma cidade litorânea fluminense, que despontou para o mundo através da atriz francesa Brigitte Bardot, sendo ela homenageada pela cidade com uma bela estátua como forma de gratidão eterna.

Noberto, que em 2012, ano do quarto Centenário de São Luís, inaugurou a sua exposição França Equinocial, foi agraciado com o Prêmio Cazumbá de turismo e cultura 2012, na categoria "Melhor evento cultural voltado para os 400 anos de São Luís". A partir de então, nosso pesquisador despontou como uma das pessoas que mais contribuíram com o avanço e desenvolvimento da cultura e do turismo no Maranhão. 

A Exposição foi reinaugurada neste mês de agosto como o Museu da França Equinocial, retratando o início da cidade de São Luís e a parte mais ao norte do país. 
Antonio Noberto.
Para Noberto, que atua na PRF desde 1994 e já dirigiu a Associação Brasileira dos Bacharéis em Turismo (ABBTUR/MA), integrou conselhos de entidades tanto do trade, quanto da PRF, diz sempre ser uma grande honra figurar entre pessoas com tamanho destaque e contribuições relevantes para a cultura e turismo no Estado que sempre lhe deu inspiração, para escrever e pesquisar. "Sinto-me profundamente honrado e orgulhoso por esse reconhecimento, tanto dos maranhenses quanto os aplausos e reconhecimento que vem de fora do Maranhão", declarou. 

Antonio Noberto também é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes (AVLA) e da Luminescence Academie Française, sediada no Vale do Loire, o Rio dos belos castelos na França e reduto natal de grande parte dos fundadores de São Luís. 

No próximo mês, ele estará em Berthegon, cidade natal de Daniel de la Touche, quando se reunirá com o prefeito daquela cidade e com autoridades daquela bela região francesa. Nos seus textos, entrevistas e discursos, Noberto defende a reaproximação do Maranhão com a Europa, Estados Unidos e demais países de primeiro mundo como forma de trazer a riqueza e abastança verificados nos séculos XVIII e XIX.

Do Blog Reginaldo Cazumba.

domingo, 17 de março de 2019

DNIT inicia recuperação de rodovia federal rompida no Maranhão

Obra para recupera o trecho na BR-316.
Foto: Erisvaldo Santos / TV Mirante.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou as obras para recuperar o trecho da BR-316, entre Zé Doca e Araguanã, no interior do Maranhão, à 175km de São Luís. No último sábado, o transbordamento de um açude, localizado no povoado de Cocalinho, rompeu a rodovia, no km 189.

O tráfego na rodovia foi interrompido, prejudicando o trânsito na região, mas as cidades não estão isoladas. Entre as alternativas para o deslocamento está o uso do ferry boat, para quem sai de São Luís para o interior.

"Ainda tem o acesso por Pinheiro para quem vem de Belém do Pará e vai para São Luís. Após passar por Maracaçumé, é possível entrar pelo antigo encruzo, onde é Governador Nunes Freire, e ir por Santa Helena. Depois vai passar em Pinheiro e, logo em seguida, pode pegar para Viana, Vitória do Mearim e Miranda do Norte para entrar na BR-135. Tem essa possibilidade. Já quem se desloca entre São Luís e Belém pode fazê-lo entrando em Vitória do Mearim sentido Viana, Pinheiro, Santa Helena, saindo na BR 316 na cidade de Governador Nunes Freire (antigo Encruzo). Ou poderá ainda faze-lo pelo Ferry Boat, saindo de São Luís até o porto do Cujupe, onde desembarca e segue por rodovia estadual passando por Pinheiro, Santa Helena, saindo em Governador Nunes Freire ", explicou o inspetor da PRF, Antônio Noberto.

Apesar das obras iniciadas para recuperação do trecho afetado, o DNIT não tem previsão para a conclusão dos reparos. No local, várias caçambas levam material para tapar o buraco no trecho e somente depois será iniciado o trabalho para asfaltar a área.

Do G1 MA.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Academia Ludovicense de Letras faz balanço de 2018


Com a chegada do fim do ano e o alvorecer de 2019, a diretoria da Academia Ludovicense de Letras (ALL) apresentou um balanço considerado muito positivo. As ações confirmam entre outras coisas que a Academia de São Luís é uma das que mais vem se destacando entre as academias das grandes cidades. O destaque maior fica por conta da realização de atividades importantes com foco na preservação da memória e valorização dos grandes vultos que fizeram as letras na sociedade maranhense e brasileira. 

No campo interno a Academia vem desenvolvendo atividades de promoção do congraçamento entre os quase quarenta membros. E entre as principais atividades do ano acadêmico destacam-se a realização do aniversário da Academia, quando foi realizada uma mesa redonda sobre a poesia, no Palácio Cristo Rei; duas posses de novos acadêmicos e as eleições para dois outros novos membros.

A seguir alguns dos principais momentos da Academia Ludovicense de Letras em 2018.

No mês de março a ALL realizou um evento de apresentação da nova diretoria e do calendário acadêmico. No mesmo dia foi dado posse ao membro Bruno Tomé, procurador do estado do Maranhão. Teve início da parceria ALL e AMEI para realização de eventos no espaço da Associação, no São Luís Shopping. Naquele mesmo mês a Academia deu início às homenagens aos 150 anos de nascimento do escritor Ludovicense Graça Aranha, escolhido em votação interna como o homenageado do ano.  

No mês de maio, uma palestra homenageou o escritor luso-maranhense Fran Paxeco e o centenário da faculdade de direito no Maranhão 

No mês de junho a presidência deu posse ao confrade Desembargador Cleones Cunha e abriu um novo site para a ALL (all.slz.br). 

Em agosto a Academia comemorou seu quinto aniversário com uma vasta programação, desenvolvida durante quatro dias seguidos no Palácio Cristo Rei, na Praça Gonçalves Dias. Foi organizada uma mesa redonda sobre poesia e uma palestra sobre o Forte Sardinha, ministrada na Praça Botafogo, no São Francisco pelo atual presidente da Casa. Ainda durante as comemorações foi dado início ao processo eleitoral com o anúncio de duas vagas para ocupar a cadeira 37 (Conceição Aboud) e a 40 (José Ribamar Souza dos Reis). O site da entidade foi apresentado e um perfil no Instagram foi criado. O médico e ex-reitor da Universidade Federal do Maranhão, Dr Natalino Salgado filho, foi condecorado com a medalha do Mérito Maria Firmima dos Reis, comenda máxima concedida pela Academia a quem presta relevantes serviços a Casa.

No mês seguinte, próximo ao aniversário da cidade, a ALL firmou parceria com a TV Mirante. Nesse período foi gravada uma entrevista com alguns membros da ALL e a apresentação de parte das gravações de um clipe França-Brasil. O mesmo deverá ser apresentado por completo nas comemorações de aniversário da cidade em 2019.

No mês de outubro a ALL continuou a sua agenda de homenagens aos escritores maranhenses com um louvor à figura do ilustre governador Benedito Leite, que completou 161 anos de nascimento no dia 04 de outubro. Nesta data, a convite da ALL, a Escola Modelo Benedito Leite voltou uma tradição secular de fazer homenagens ao ilustre maranhense junto ao túmulo dele, no cemitério do Gavião. 

No final do mês, a Academia encerrou a série com uma maiúscula homenagem ao escritor Cândido Mendes de Almeida, que fez o bicentenário de nascimento no dia 14 de outubro. Para as celebrações a ALL trouxe para o estado a trineta do homenageado, a pró reitora da Universidade Cândido Mendes, Dra Andreya Mendes de Almeida Scherer Navarro, que ministrou duas palestras na capital - uma na Livraria e espaço cultural AMEI e outra na sede da OAB MA. Em seguida, ela ministrou outra conferência na Festa Literária de Itapecuru Mirim - FLIM e mais uma na cidade de Brejo, terra natal do seu trisavô, Cândido Mendes, ocasião em que foi recebida com honras de chefe de estado. As atividades foram desenvolvidas em parceria com a AMLJ, IHGM, OAB MA, Academia Brejense de Letras, Academia Itapecuruense de Letras e Prefeitura Municipal de Brejo.

Em novembro a ALL participou da Feira do livro de São Luís - FELIS, quando dividiu um estande com o IHGM. 

E finalizando o ano, no dia 14 de dezembro, a diretoria realizou o processo eleitoral para preenchimento das duas cadeiras vagas, sendo eleitos os escritores Jadir Lessa, para a cadeira 37, patroneada por Conceição Aboud, e Roberto Franklin, escolhido para ocupar a cadeira 40, cujo patrono é o escritor José de Ribamar Souza dos Reis. A posse dos dois eleitos acontecerá durante o ano de 2019, após o recesso da Academia. No dia 20 a ALL encerrou o ano acadêmico com uma festa de confraternização, realizada na residência da confreira Maria Theresa Neves.

Por tudo isso e muito mais a entidade vem se destacando e ocupando espaço na vida da cidade e no coração das pessoas. 

Fonte: ALL.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Antonio Noberto é condecorado com a outorga da medalha Simão Estácio da Silveira

Noberto e Osmar Filho.
O presidente da Academia Ludovicense de Letras, inspetor da Polícia Rodoviária Federal, turismólogo, escritor e pesquisador, Antônio José Noberto foi condecorado na última segunda-feira (17), com a outorga da medalha Simão Estácio da Silveira. A iniciativa de homenagear o imortal Antonio Noberto, partiu do próximo presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT).

Maior honraria concedida pela Câmara Municipal de São Luís, a medalha Simão Estácio da Silveira se destina a agraciar personalidades nacionais e estrangeiras com reconhecido mérito e relevantes serviços prestados à cidade de São Luís. A cerimônia de outorga da honraria aconteceu no auditório Alberto Abdala, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), e contou com a presença de familiares, amigos, admiradores e convidados do homenageado.

Instituída pela Lei Orgânica do Município e regulamentada pela resolução do plenário 05/95, a medalha Simão Estácio da Silveira é destinada a agraciar personalidades locais, nacionais ou estrangeiras que tenham contribuído para o município de São Luís.

Simão Estácio da Silveira foi o fundador e primeiro presidente do Senado da Câmara de São Luís, segundo registros históricos. Tais registros assinalam que a comunicação desse fato à Coroa de Portugal, tão importante para a história política de São Luís e do Maranhão, deu-se em 9 de dezembro de 1619.

Do Blog do Abimael Costa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Palestra e lançamento de Mapa atraem grande público na AMEI em São Luís

O evento foi realizado na AMEI do São Luís Shopping.
Uma noite memorável, é o que melhor define o momento de homenagem aos historiadores Mário Meireles e Jerônimo de Viveiros, seguido do lancamento do Mapa França Equinocial e da palestra com o mesmo tema, ocorridos no sábado, dia 15 de setembro, na Livraria e espaço cultural AMEI, no São Luís Shopping. A atração contou ainda com a apresentação da cantora Sheila Castro, que brindou o público presente com duas músicas de Edith Piaf, "La vie en rose" e "Je ne regrette rien".

O Mapa "O Brasil francês: a França Equinocial" é um trabalho realizado pelo acadêmico Antonio Noberto e pelo artista plástico pernambucano Terciano Torres. O trabalho mostra um pouco do protagonismo e da locais de presença gaulesa na parte setentrional do Brasil, desde Itamaracá/PE até Macapá/AP, onde Upaon Açu (São Luís-MA) foi escolhida como sede e meio caminho entre os extremos extraoficiais da colônia implantada na região.
Antonio Noberto ministrou a palestra.
A obra contêm os topônimos com os termos da época, geralmente em francês e português ou pelas "línguas mortas", sendo o latim e o tupi. O nome do estado do Maranhão, por exemplo, aparece como "Marignan", (misto de tupi, francês e latim?), como era grafado pelos primeiros europeus. Cametá grafado como "Caamutá" (caa - árvore + mutá - casa = casa sobre a árvore). A base do capitão Jacques Riffault na margem direita do rio Potengi não passou despercebido. No mapa consta o nome do Rio Grande em tupi (Poti - camarão + iu - rio = rio do camarão). Idem para o Rio Paraíba (rio ruim para navegar), onde em 1587 o rei Felipe III de Espanha concluiu o Forte do Cabedelo.

É possível observar também os Lençóis maranhenses, que o cronista Claude Abbeville chamou de "as areias brancas"; o Rio Paraguaçu, hoje Rio Parnaíba; Cheval (Chaval); Jericoacoara (buraco das tartarugas); Montville (Viçosa do Ceará), Mucuripe (Fortaleza), etc.
O evento foi realizado na AMEI do São Luís Shopping.
Um pouco mais sobre evento

As duas filhas do historiador e escritor Mário Meireles, professoras Ana Maria e Mimi Meireles, fizeram uma homenagem ao escritor Antonio Noberto. Elas o presentearam com um quadro de metal da Santa Ceia, que pertenceu ao historiador Jerônimo de Viveiros (in memoriam) e foi presenteado a Mereiles (in memorian). Antes da entrega a cantora Sheila Castro fez capela de duas apresentações de canções de Edith Piaf.

O evento foi prestigiado por acadêmicos da ALL, do IHGM, por presidentes e representantes de academias de Letras e de outras instituições, escritores, historiadores, professores, estudantes, líderes comunitários, dentre outros. Ao final, o espaço foi franqueado para perguntas, onde a escritora Ana Luiza Almeida Ferro pontuo sobre a presença gaulesa no Maranhão e sobre os trabalhos do historiador e escritor Wilson Pires Ferro, assíduo defensor da fundação francesa de São Luís.

sábado, 11 de agosto de 2018

Antonio Noberto ministra palestra sobre Forte Sardinha na Praça Botafogo em São Luís

Palestra de Antonio Noberto.
Na manhã deste sábado, 11 de agosto, uma palestra ministrada pelo membro-fundador da Academia Ludovicense de Letras, Antonio Noberto, atraiu dezenas de pessoas para um dos locais mais bonitos da Ilha de São Luís, que é a Praça Botafogo, ao lado do Conjunto Basa, no bairro São Francisco. O local foi palco da primeira construção européia no Maranhão que se tem conhecimento. Foi ali que, no final dos anos mil e quinhentos, os primeiros moradores franceses instalaram um forte com quatro peças de artilharia para proteção de um reduto gaulês que fazia a ligação entre o Amazonas e os portos franceses da Bretanha e da Normandia.

O reduto francês, protegido pela artilharia do Forte, que dava suporte às atividades no Porto de Jeviré e a feitoria, instalados na Ponta da Areia. Ele também guarnecia Uçaguaba/Miganville, no Vinhais Velho, acessível pela entrada da Ilha, que se dava pelo Rio Maioba ou Cutim, atual Rio Anil. 
  
Um dos maiores eventos ocorridos no norte do Brasil teve o Forte Sardinha como palco, quando houve a rendição de Daniel de la Touche no dia 04 de novembro de 1615, ocasião em que assinou a entrega do Forte Saint-Louis ao general português Alexandre de Moura, que de imediato chamou-o de Forte do São Francisco, nome que se estendeu ao bairro. A rendição representou a entrega de metade do território brasileiro, vez que a França Equinocial se estendia do Ceará ao Amazonas.
Público compareceu.
O palestrante, que também é sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), teceu os pormenores do empreendimento gaulês no norte do Brasil e a necessidade da população valorizar a presença estrangeira dos idos coloniais, pois nesse período, "enquanto o estrangeiro esteve nestas terras disputando o território com os portugueses não houve a dizimação do índio e muito menos a escravização do africano. Somente quando o estrangeiro foi vencido, expulso e marginalizado é que os portugueses ficaram livres para dizimar, escravizar e implantar a cultura do privilégio", destacou Antonio Noberto.

Segundo ele, hoje acontece algo parecido, vez que "a implantação da atual precarização no Brasil está sendo precedida da desvalorização dos modelos estrangeiros, seja de franceses, holandeses e de vários outros que trouxeram para cá o tesouro da educação, do conhecimento e da ética", finalizou. 

Encontrar o local onde existiu o Forte Sardinha foi um desafio feito por Rubem Almeida em 1955, que falou para seus alunos pesquisarem o local onde existiu o forte para ali implantar um memorial dizendo que, nele, São Luís passou de mãos francesas para mãos portuguesas.

Entre os que ouviram a palestra, ministrada debaixo de várias árvores, estavam acadêmicos, professores, estudantes, profissionais liberais e moradores do São Francisco, Ilhinha e bairros vizinhos. Muitos fizeram depoimentos emocionados narrando a felicidade do privilégio de ouvir tanto conhecimento reunido na palestra. O pesquisador e acadêmico Leopoldo Vaz destacou a importância do Forte para a manutenção da segurança de Miganville à época. O acadêmico e juiz Osmar Gomes disse que vai apoiar o projeto para que chegue a todas as escolas. Noberto finalizou que pretende realizar outras palestras no local.

Fonte: Academia Ludovicense de Letras.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Bandidos assaltam novamente em trecho da BR-135 em São Luís

Imagem meramente ilustrativa.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta viajantes sobre assaltos no trecho da BR-135, em São Luís, próximo ao elevado da Alumar. Na manhã deste sábado (23), os criminosos voltaram a fazer vítimas. Há três dias, no mesmo trecho, crime parecido foi relatado por vítimas, segundo a polícia.

De acordo com o inspetor da PRF Antônio Noberto, a Polícia Militar foi acionada para reforçar a ação contra os bandidos.

“É provavelmente a mesma quadrilha que assaltou há três dias, próximo ao elevado da Alumar. Já mobilizamos o patrulhamento e a inteligência da PRF, além da Polícia Militar. Nosso trabalho agora, com mais força, é para identificar e localizar esses bandidos para prendê-los e evitar novas ocorrências" – disse o inspetor.

Sobre o fluxo, o movimento é intenso desde cedo, mas sem engarrafamentos, nem lentidões registrados, mesmo com a interrupção do trânsito na Ponte Marcelino Machado, que dá acesso à cidade. A ponte está interditada por conta de obras para reparos de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a área deve ficar isolada pelos próximos dias.

Nas últimas horas, sem especificar os locais, a PRF informou que seis acidentes foram registrados em rodovias federais que passam pelo Maranhão. Nestes, três pessoas ficaram feridas.

G1 MA.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Antonio Noberto é eleito o novo presidente da Academia de Letras de São Luís

Antonio Noberto.
A Academia Ludovicense de Letras (ALL) elegeu na manhã de sábado (16), sua nova diretoria que comandará a Instituição literária no biênio 2018 / 2019. A chapa encabeçada pelo pesquisador, turismólogo, historiador e escritor Antonio Noberto e pela Vice-Presidente, a promotora de Justiça e escritora Ana Luiza Almeida Ferro, obteve quase 90% dos votos creditados pelos membros da ALL, conhecida como Casa de Maria Firmina dos Reis. 

Noberto é membro-fundador da Academia Ludovicence de Letras e Sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM). Entre os seus trabalhos publicados estão "A influência francesa em São Luís", "Só por uma estação: uma viagem ao Brasil" e "França Equinocial uma história de 400 anos". Ele é pesquisador e incentivador da reaproximação e fortalecimento dos laços do Maranhão com a França. Noberto realizou viagens de pesquisa ao país gaulês com objetivo de incrementar a relação histórica entre o Maranhão e a terra de Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière. Em 2015, a pedido da Prefeitura Municipal de São Luís e do trade turístico local, ministrou palestra em Paris sobre a fundação de São Luís e as potencialidades turísticas do estado do Maranhão. 

O turismólogo e historiador é o criador do Cemitour do Gavião, passeio musicado que rememora as personalidades inumadas na necrópole do Gavião, em São Luís. Antonio Noberto faz parte dos quadros da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde exerce a função de chefe do Núcleo de Comunicação Social e de assessor parlamentar da Instituição que cuida das rodovias federais do país. Ele é pós graduado em Gestão Mercadológica e Consultoria em Turismo (UNICEUMA) e cursou MBA em Gestão Empresarial pelo Instituto Superior de Administração e Negócios  / Fundação Getúlio Vargas (ISAN/FGV). É ex-presidente da Associação Brasileira dos Bacharéis em Turismo - ABBTUR/MA. 

A Vice-Presidente eleita, Ana Luiza Almeida Ferro, também é membro-fundador da ALL, Promotora de Justiça do estado do Maranhão e uma das escritoras mais premiadas do estado nos últimos anos. Ela é filha do historiador e professor Wilson Pires Ferro, que também ajudou a fundar a ALL e faleceu logo em seguida a fundação da mesma.

A jovem Academia Ludovicense de Letras foi fundada no dia 10 de agosto de 2013, logo após os eventos comemorativos dos 400 anos da capital maranhense, período em que o turismólogo Antonio Noberto presenteou o Maranhão com a Exposição França Equinocial para sempre, trabalho que mostra um pouco do nascimento desta parte do Brasil. A Exposição foi inicialmente lançada no Palácio Cristo Rei, em 14 de agosto de 2012, com o apoio de Clores Holanda e Joana Bittencourt, e atualmente em cartaz no Forte de Santo Antonio, na Ponta da Areia, a convite da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (SECTUR) e da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). O trabalho foi escolhido naquele ano o "Melhor evento cultural voltado para os 400 anos de São Luís". 

"Me considero um pesquisador e escritor dedicado a assuntos basais que nos interessa como sociedade e como civilização (...) recebi um convite generoso de alguns confrades e confreiras que viram grande potencial no meu perfil para chegar a presidência, a exemplo dos amigos Osmar Gomes, Sanatiel Pereira, Ceres Fernandes, Ana Luiza Ferro e Clores Holanda, logo apoiados por Arquimedes Vale, Daniel Blume, Raimundo Meireles e Vavá Melo. A Casa gostou da proposta e respondeu com um fragoroso sim (...) Minha chegada à presidência da ALL é para fazer uma gestão compartilhada com todos os membros, respeitando os ditames do Estatuto e do Regimento da Casa, e valorizando a produção da confraria (..) Fazer parte da Academia de Letras da primeira cidade fundada na porção norte do país, berço de tantos escritores e poetas é uma honra. Estou feliz por ter sido eleito para presidir a Academia da Atenas Brasileira. (...) Minha missão é fazer com que o quadro (os membros e a produção deles) brilhe mais que a moldura", arremata o Presidente eleito. 

Ludovicense é o adjetivo gentílico que designa quem é natural de São Luís ou diz respeito a capital maranhense. O termo deriva de Ludovico, Luís, o rei da França, em latim. 

A  composição da nova diretoria da Academia Ludovicense de Letras ficou assim:

Presidente  - Antonio Noberto 
Vice-presidente - Ana Luiza Ferro 
Secretária Geral - Clores Holanda
Primeiro secretário - Daniel Blume 
Segunda secretária - Ceres Fernandes 
Tesoureiro - Osmar Gomes 
Segundo tesoureiro  - Raimundo Meireles 

Conselho Fiscal 
Sanatiel Pereira 
Arquimedes Vale 
Vavá Melo

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O rei protestante Henrique IV e a fundação de São Luís - Uma homenagem aos 500 anos da Reforma protestante

Por Antonio Noberto.
Escritor, curador da Exposição França Equinocial, membro da Academia de Letras de São Luís e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

São Luís nasceu como a capital da sonhada França Equinocial, empreendimento francês no norte do Brasil que objetivava colonizar um terço ou metade do território brasileiro atual, sendo do Ceará ao Amazonas. O ousado projeto colonizatório junto à Linha Equinocial (a Linha do Equador) contava com a simpatia e incentivo de ninguém menos que o rei protestante Henrique IV de Navarra, o chefe da dinastia dos huguenotes, que só assumiu o trono francês após abjurar o protestantismo e se declarar católico, ocasião em que proferiu a famosa frase “Paris vale mais uma missa” (Paris vaut bien une messe). O casamento com a católica Margarida de Valois foi o primeiro passo para se tornar um dos reis mais amados e reconhecidos de toda a Europa. A conversão ao catolicismo se mostrou, na verdade, uma estratégia política de sucesso para conquista e manutenção do poder, pois o coração e as ações do “Rei bom” continuavam no propósito de pacificar a França e valorizar o poder huguenote. 

Vendo o Massacre dos seus aliados protestantes da Noite de São Bartolomeu, ocorrido no dia 24 de agosto de 1572 por ocasião do Seu casamento com a católica Margarida de Valois, Henrique IV se empenhou em pacificar o reino gaulês, carcomido pelas guerras de religião que traziam morte e impediam o progresso da França.

Foi esse Rei protestante, de vida simples – que quando nasceu, mesmo de origem nobre, tinha como berço um casco de tartaruga gigante –, que publicou em 1598 o Édito de Nantes, que definiu os direitos dos protestantes e, com isto, restaurou a paz interna na França. Pacificado reino, restava a missão de expandir e conquistar. Foi com esse intuito que Ele, em 1609, enviou o fidalgo huguenote Daniel de la Touche de la Ravardière para fazer os levantamentos para o estabelecimento de uma Nova França nas terras do Brasil, com sede na Upaon-Açu, que significa Ilha Grande, na língua tupi. Um ano antes, La Touche foi procurado pelo seu amigo e vizinho, o navegador Charles Des Vaux, que já habitava o Maranhão desde o final dos anos mil e quinhentos. Des Vaux fez a propaganda das férteis e abandonadas terras brasileiras, já conhecida em parte por La Touche. Este procurou o seu padrinho, confessor e papa dos huguenotes, Felipe Duplessis Mornay, governador de Saumur, que era amigo e conselheiro do rei Henrique de Navarra. Assim, estava feita a propaganda da parte norte do Brasil. Em 1609, o Monarca, sem perda de tempo, enviou Daniel de La Touche para os preparativos de uma colônia naquelas terras, com predominância de protestantes huguenotes. Ao voltar para a França em 1610, La Touche foi surpreendido com a triste notícia do assassinato do seu rei, que tombou sob o punhal do fanático católico François de Ravaillac. O regicídio representou o adiamento e modificações dos propósitos de Daniel de la Touche de La Ravardière, que convidou católicos de peso para a concretização do sonho do Rei morto. Mesmo com toda a insistência da Espanha em querer prejudicar o projeto, a expedição foi realizada com sucesso. E mesmo sendo vencida pouco tempo depois pelas armas ibéricas, até hoje é considerada como uma empreitada vitoriosa, por ter sido um ajuntamento de gente com bons propósitos de evangelizar e construir uma colônia fundada na paz e no respeito mútuo. Outro mérito foi conseguir reunir em um mesmo espaço católicos, protestantes e tupinambás, todos sob as ordens da flor-de-lis francesa. Uma conhecida frase do escritor, especialista em História do Brasil e conservador da Biblioteca Santa Genoveva, em Paris, Ferdinand Denis (1798 – 1890), resume bem a convivência na França Equinocial: “Não existiu naquele século (XVII) uma relação mais leal e desinteressada entre católicos e protestantes”. 

Antonio Noberto.

É por isso que, decorridos mais de quatro séculos do assassinato de Henrique IV, ocorrido no dia 14 de maio de 1610, a popularidade dele continua intacta. Ele foi o rei da paz e da reconciliação da França e quem lançou a semente para uma das maiores e mais belas cidades do Brasil, que é a capital do Maranhão, que conserva o nome do seu filho, Luís XIII (1601 - 1643) e do rei Santo, Luís IX (1214 – 1270). 

Uma parte desta história está à disposição do público na Casa Huguenote Daniel de la Touche e na Exposição França Equinocial, em cartaz no Forte de Santo Antonio, na Ponta da Areia em São Luís.

Este texto é uma homenagem a todos os maranhenses, brasileiros e franceses, especialmente ao público evangélico e simpatizantes. 

Viva Henrique IV, viva Daniel de la Touche e Viva São Luís!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Antônio Noberto recebe o título de ‘Cidadão Ludovicense’ na Câmara

Homenagem veio de proposição do vereador Marcial Lima (PEN).
O escritor Antonio José Noberto da Silva, membro-fundador da Academia Ludovicense de Letras (ALL), e também membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), recebeu o título de Cidadão Ludovicense, na Câmara Municipal de São Luís nesta segunda-feira (14).

A solenidade foi presidida pelo vereador Marcial Lima (Pen), no Plenário Simão Estácio Sá, por volta das 14h30. A proposição do título foi do vereador Marcial Lima que durante o discurso ressaltou a importância do trabalho de Antonio Noberto.

“O Noberto tem um trabalho social na Zona Rural de São Luís, ele é muito ligado aos movimentos e dialoga com os representantes dessas comunidades que anteriormente faziam inúmeras interdições ao longo da BR-135, ele tem esse reconhecimento. Além do trabalho impecável que faz em assessorar a PRF e obviamente como escritor e divulgador da cultura maranhense e ludovicense”, afirmou o vereador.

Antonio Noberto recebeu honraria nesta segunda-feira (14).
Na sequência, o escritor agradeceu a presença de amigos ao plenário. “É a coroação de um trabalho de muito tempo, de décadas aqui no Maranhão, seja na PRF ou na parte cultural. Eu já era cidadão de Guimarães, uma cidade maranhense, mas eu não era de São Luís, minha luta é muito em São Luís. Eu sei do potencial que a nossa cidade tem e eu tento demonstrar isso por meio do meu trabalho”, disse.

SOBRE NOBERTO

O idealizador da “Exposição França Equinocial para sempre” nasceu em Pentecoste–CE em 30 de agosto de 1970. Filho de Henrique Firmino da Silva e Raimunda Noberto da Silva, aos sete anos veio com a família para São Luís. Publicou seu primeiro livro em 1994, sendo intitulado “A influência francesa em São Luís”. Em 2006, lançou “Só por uma estação: uma viagem ao Brasil”. Em 2012, junto com a exposição, lançou o livro “França Equinocial: uma história de 400 anos”.

Do Blog do Michel Sousa.