quinta-feira, 30 de abril de 2026

Operação Espelho Turvo prende quadrilha que criava sites fraudulentos de órgãos públicos; golpe foi superior a R$ 20 milhões

Presos na operação.
Equipes da polícia civil do Maranhão, em conjunto com a polícia civil de Minas Gerais, deflagraram uma grande operação em Imperatriz com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa especializada em estelionato digital e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Espelho Turvo, ocorreu de forma simultânea em seis estados: Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina. 

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de bens e ativos financeiros. No Maranhão, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, todos em Imperatriz. Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi lavrado um auto de prisão em flagrante por tráfico de drogas.

As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada e sofisticada, sendo responsável por fraudes eletrônicas que causaram prejuízos a vítimas, principalmente em Minas Gerais. A vantagem ilícita obtida pela organização é estimada em mais de R$ 20 milhões, com cerca de 1.200 pessoas lesadas desde janeiro de 2024.

Coordenadas polícia civil mineira, as apurações identificaram um esquema baseado na criação de sites fraudulentos que simulavam páginas oficiais de órgãos públicos, como o DETRAN de Minas Gerais e a Secretaria de Estado da Fazenda. Por meio dessas plataformas falsas, as vítimas eram induzidas a realizar pagamentos de tributos, especialmente o IPVA, via Pix, com os valores sendo desviados para contas controladas pelo grupo.

Ainda segundo a investigação, a organização utilizava uma rede estruturada de empresas de fachada e contas bancárias de passagem para ocultar e dissimular os recursos obtidos ilegalmente. Pelo menos 20 empresas foram identificadas nesse esquema de lavagem de capitais, incluindo uma denominada “Central de Recebimento Virtual Ltda.”. As análises financeiras revelaram uma complexa engenharia destinada a dificultar o rastreamento do dinheiro.

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