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| Timbiras. |
"Cheguei a me emocionar, porque, realmente, ela me cobrava todos os dias. O maior sonho dela seria ter o nome do pai dela no registro", revelou, em lágrimas, Guina Diaquino de Sousa, mãe da garota até então chamada Rayana Vitória de Sousa, de dez anos.
A história sobre como foi possível realizar o sonho de Rayana é um dos capítulos da ação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça do Maranhão (Nupemec/TJMA), que também promoveu paz, união e negociações financeiras na Comarca de Timbiras. Do divórcio com o ex para a união estável com o atual em minutos; da briga em família por terras ao acordo de paz num rápido encontro; da inadimplência no comércio ao alívio da negociação em débito parcelado. Nos três primeiros dias da atual edição, incluindo os dois primeiros em Coroatá, o programa já movimentou R$ 689.296,78 em valores de acordos.
O Núcleo coordenado pelo juiz Rodrigo Nina e presidido pelo desembargador Nilo Ribeiro registrou, até agora, nesta edição, 341 acordos, com um índice de acordos de 90,45% do total de audiências realizadas no ônibus da Conciliação Itinerante e no Centro de Educação Infantil Reinalda Rodrigues.
SONHO REALIZADO
Somente mãe e filha têm ideia da dimensão que a mudança conquistada por meio do programa Conciliação Itinerante causou em suas vidas. Dona Guina e Rayana saíram do ônibus da Conciliação, em Timbiras, com a sentença homologada pelo juiz Rodrigo Nina, para registrar em cartório o nome de Rayana Vitória de Sousa Silva, agora com o nome do pai, falecido há cinco anos. Para ela, o sobrenome Silva, que também ganhou, é sinônimo de outra palavra com cinco letras: “Feliz”, responde, timidamente, a menina.
Dona Guina conta que o pai de Rayana, Raimundo José Mesquita Silva, estava hospitalizado quando a menina nasceu e não pode registrar o nome dele na certidão de nascimento da filha. Há cinco anos, Raimundo morreu e a menina insistia com a mãe para ter o nome dele no documento.
O juiz Rodrigo Nina explicou que, em edição anterior, a equipe da Conciliação Itinerante fez a coleta da mucosa bucal da garota e de parentes de seu Raimundo e enviou o material ao Laboratório de Biologia Molecular do Fórum de São Luís. O resultado do exame de DNA deu positivo. Por meio de uma audiência por videoconferência, dona Guina recebeu a resposta da realização do sonho da filha. "Para a nossa surpresa, na data de hoje, ela soube que o ônibus da conciliação estava na cidade e veio até aqui para buscar a sua sentença. Chegando o processo, com parecer do Ministério Público, alguns minutos atrás, assinamos a sentença e pudemos entregar a ela, realizando o sonho de sua filha, que era ter o nome do pai na certidão de nascimento", narrou o juiz Rodrigo Nina.

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