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| Flávio Dino e Valdemar Costa Neto. |
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou bloquear R$ 119 milhões em bens do ex-deputado Valdemar Costa Neto após a Polícia Federal (PF) apontar supostas irregularidades em indicações de emendas. Indicações só podem ser feitas por deputados e senadores. Como não pode exercer o mandato, Valdemar também não deveria realizar indicações.
O esquema seria operado por Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados conhecida como “Tuca”. A funcionária, que também é ex-assessora do ex-deputado Arthur Lira (PP), é apontada como “personagem principal” do “arranjo funcional informal”. Investigação da PF diz que pelo menos 21 emendas parlamentares foram desviadas para beneficiar Valdemar, e que isso teria sido feito por funcionários da Casa. Os valores das indicações chegariam ao total bloqueado por Dino.
Já o papel de Mariângela seria organizar o fluxo das emendas e centralizar a movimentação, atuando sob orientações que foram atribuídas ao ex-deputado. A investigação aponta que ela era acionada por meio de ligações de Valdemar. "O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como 'solicitantes' das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, expressa trecho da decisão do magistrado.
O documento segue: “Conforme se observa, fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”. Além do bloqueio de bens, o magistrado intimou a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Câmara dos Deputados para que tomem as medidas cabíveis em até 10 dias. À TV Globo, Valdemar negou que tenha feito as indicações. Disse ainda que essa é uma atribuição do líder do partido na Câmara em alguns casos.
Veja mais detalhes:
Do Diário do Nordeste.

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