sexta-feira, 6 de abril de 2018

Cinco anos sem Jether Joran...

Jether Joran Coelho Martins.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Hoje fazem exatos cinco anos que o escritor, poeta, sindicalista, bancário e militante político vargem-grandense Jether Joran Coelho Martins foi assassinado de forma brutal e covarde. Em 06 de abril de 2013, Jether Joran foi sequestrado por três homens quando chegava em sua residência, no Cohatrac. Seu corpo foi encontrado horas depois na Vila Kiola, em São José de Ribamar.

Mesmo passado todo esse tempo, o crime permanece impune e os acusados nunca foram sequer identificados. Restando somente a saudade e a dor no coração dos familiares, dos amigos e dos admiradores deste grande homem.

Como prova do grande trabalho desenvolvido em vida, Jether Joran recebeu uma série de homenagens dos seus conterrâneos e outras tantas estão por vir.

A Prefeitura Municipal de Vargem Grande, através do Farol da Educação, homenageou o escritor com o Clube da Leitura Jether Joran, que tem como objetivo incentivar os jovens e a sociedade estudantil nas suas potencialidades artísticas e culturais descobrindo e apoiando novos talentos (reveja). A banda fanfarra da Escola Comunitária Dom João Antônio Farina também leva o nome de Jether.

O Projeto Vultos Notáveis, uma parceria da Prefeitura de Vargem Grande e do Governo do Estado, objetiva a construção de uma espécie de Panteon com oitos bustos para valorizar as principais personalidades da área literária de Vargem Grande: Raymundo Nina Rodrigues, Saul Nina Rodrigues, Hemetério Leitão, Antônio Bernardo Montello, Didi Barroso, Domingos Bala, Jether Joran e Fory Gama. A ideia é transformar o espaço em um fomentador de encontros artísticos-culturais (reveja).

Mais recentemente o Deputado Fábio Braga, por meio de indicação ao governador Flávio Dino, solicitou que o seja dado o nome de Joran ao Centro de Referência de Assistência Social que está sendo construído em Vargem Grande (reveja).

O Titular do Blog, por meio da Coluna Vargem Grande de Ontem, um verdadeiro sucesso que estará de volta nos próximos meses, também homenageou Jether (reveja).

BIOGRAFIA

Último Natal de Joran.
Jether Joran é filho do casal Antenor Bezerra Martins e Benita Iracy Coelho Martins. Tem nas veias o sangue poético do avô paterno, que também era poeta e foi um dos seus principais influenciadores, e a sensibilidade para compor seus trabalhos do avô materno, que era músico. Nasceu em Vargem Grande, cidade ao qual amou até seus últimos dias de vida. 

Iniciou sua vida estudantil no Jardim de Infância Chapeuzinho Vermelho e concluiu o ginásio na Escola Professor Hemetério Leitão. Em seguida mudou-se para São Luís e concluiu o segundo grau na Escola Técnica de Comércio Centro Caixeiral. Mas, as suas maiores experiências aconteceram no Rio de Janeiro. Lá estudou, trabalhou e escreveu de forma frenética poesias, textos e crônicas. Também manteve contato com figuras importantes da música popular brasileira, da poesia e da política.

Ao retornar para o Maranhão, na segunda metade dos anos 80, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), fundou a associação cultural em homenagem ao seu avô poeta Sebastião Cardoso Martins e o centro cultural vargem-grandense, lançou o pôster poema "Musa", publicou vários artigos em Jornais de São Luís e lançou a poesia "Apelo a Alcântara" a nível nacional. Joran também fez a primeira exposição de fotografias de Vargem Grande mostrando e relatando fatos de quatro décadas da cidade. Vale ressaltar que ainda hoje as imagens encontram-se preservadas.

Escreveu o Livro "Poesias Revolucionárias" no intuito de contribuir com um pouco do pensamento crítico social para as classes menos favorecidas que no futuro próximo socializarão esta terra chamada Brasil. Não podemos deixar de citar também o livro "Histórias e Estórias de minha Cidade", onde conta um pouco da história do município de Vargem Grande e publica fotos inéditas.

Nos seus últimos anos de vida trabalhava como bancário no Banco Bradesco, que assumiu o Banco do Estado do Maranhão após a privatização. Jether era funcionário público concursado desde o início dos anos 90.

4 comentários:

  1. Ahhh,quantas saudades!!!
    Obrigada, Albânia. 😓😓😓

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  2. Saudades... meu primo e companheiro de trabalho. . à época no BEM😑

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  3. Sou editor em São Luís e era amigo do Jether Joran. Possuo um livro inédito de poesias dele, que ficou comigo na época em que ele queria editar, mas aí infelizmente ele faleceu. Procurei pela família, mas nunca localizei ninguém. Alpanir, entrarei em contato com você, para intermediar o encontro. Jether merece que essa devolução da obra dele seja registrada. Quero muito ver essa publicação póstuma. Obrigado.

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