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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Justiça determina paralisação das obras de parque eólico na Praia do Arpoador em Tutóia

Obras foram paralisadas.
O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão liminar – urgente e provisória – para paralisar a instalação de um complexo de geração de energia eólica localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba, no Maranhão. A decisão foi em ação civil pública (ACP) movida pelo MPF que pedia a suspensão das licenças prévia e de instalação concedidas ao empreendimento. O parque eólico compreende a implantação de 40 aerogeradores com a capacidade de produzir 240 MW de energia elétrica, na localidade de Arpoador, na zona rural de Tutoia.

Segundo a ação do MPF, o plano de manejo da APA Delta do Parnaíba, aprovado em 2020, estabelece zonas específicas para diferentes tipos de uso. A localização do empreendimento está classificada como Zona de Uso Comunitário (Zuco), onde atividades industriais de grande porte, como a geração de energia eólica, não são permitidas. A área seria destinada ao uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades locais, incluindo atividades como pesca artesanal e agricultura de subsistência. A instalação de aerogeradores interfere significativamente nesses usos e nos ecossistemas locais.

Ao suspender as licenças ambientais, a Justiça entendeu que, “trata-se de concessão supostamente ilegal de licenças ambientais – prévia e de instalação”. Em desacordo com a legislação ambiental, foi emitido um licenciamento ambiental simplificado, sem a apresentação de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Isso porque empreendimentos de grande porte ou situados em áreas ecologicamente sensíveis devem seguir um procedimento completo de licenciamento.

Além disso, a instalação do parque eólico não teve a devida autorização do o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “A APA Delta do Parnaíba é uma área ecologicamente sensível, exigindo por isso um rigor maior no processo de licenciamento”, diz trecho da ação.

Ao decidir sobre o caso, a 8ª Vara Federal do Maranhão entendeu que a situação pode gerar um grave e irreversível dano, dado o potencial de impacto ambiental significativo. Além de suspender as licenças, foi ordenada a paralisação da instalação do parque eólico. Em caso de descumprimento da decisão, a Justiça Federal determinou a aplicação de multa diária de R$ 200 mil. Segundo o juiz responsável pela ação, “nesse cenário, a suspensão das licenças concedidas até a regularização do licenciamento é necessária para garantir a proteção dos ecossistemas frágeis da APA Delta do Parnaíba e das comunidades tradicionais que dependem desses recursos”.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Conflito entre moradores de Tutóia e empresa de exploração de energia eólica repercute na Assembleia

Praia do Arpoador em Tutóia.
O deputado Luiz Henrique Lula (PT) denunciou, na sessão plenária desta terça-feira (24), um conflito envolvendo cerca de 400 famílias que moram na Praia do Arpoador, distante 12 km do município de Tutóia, e a empresa que explora energia eólica na cidade.

Segundo o parlamentar, a empresa responsável pelo parque eólico instalado naquele município está expandindo sua área de atuação para um perímetro onde os nativos fazem da exploração turística a sustentabilidade do lugar.

“Não cabe, portanto, o erguimento de torres de energia eólica. É preciso uma saída, até porque lá é uma Área de Preservação Ambiental com titularidade de terra e exploração específica para a agricultura familiar, agropecuária e pesca”, esclareceu.

Luiz Henrique disse, ainda, que a empresa de exploração de energia eólica assinou contrato com a Presidência da Associação de Moradores, sendo que apenas dez de seus membros apoiam a parceria. 

Energia limpa

O deputado entende que a exploração de energia eólica é muito importante para a economia brasileira, uma vez que se trata de energia limpa.

“Mas nós também não podemos deixar que os moradores da área sejam prejudicados e, principalmente, porque a indústria do turismo é tão importante quanto a de energia eólica. Acho que é importante se debater essa questão na própria região, com a presença de deputados estaduais para que eles vejam o problema de perto. Nós temos obrigação de defender o povo. É importante que o progresso chegue aliado ao desenvolvimento sustentável”, defendeu o deputado.

O parlamentar concluiu prometendo voltar a abordar o tema, de forma mais aprofundada, o mais breve possível, propondo encaminhamentos para se buscar uma solução para a questão.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Com apoio do Governo, mais R$ 500 milhões serão investidos em energia renovável no Maranhão

Complexo Delta Maranhão.
Com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), o Complexo Delta Maranhão entrou em sua terceira fase de expansão. A companhia Ômega Energia está investindo na implantação dos Deltas 7 e 8 e tem mais R$ 500 milhões projetados em novos investimentos para dar continuidade à expansão do projeto.

Com o investimento inicial de R$ 1,5 bilhão, o projeto iniciou operações em 2017 com o parque Delta 3 e com a expansão, o Complexo Delta Maranhão somará 97,2 MW à sua capacidade instalada, passando a operar de 136 para 172 aerogeradores e geração total de 426 MW.

De acordo com Simplício Araújo, secretário da Seinc, mais do que apoiar e incentivar a implantação de um projeto no Maranhão, é importante dar suporte, também, para sua manutenção e expansão, como o Estado tem feito com diversos empreendimentos.

“Estamos aproveitando as potencialidades e vocações do nosso estado, o que nos traz muitas contrapartidas, que são nosso ponto focal, como investimentos, emprego, renda, sustentabilidade, valorização territorial e, principalmente, desenvolvimento socioeconômico”, sublinhou Simplício Araújo.

Segundo a companhia, o potencial do Maranhão para geração de energia renovável viabilizou, em 2018, mais R$ 500 milhões na ampliação do complexo que, com a conclusão dos Deltas 5 e 6, passou a gerar 328,8 MW de capacidade, o suficiente para abastecer 2,5 milhões de residências.

O projeto colocou o Maranhão no mapa mundial de geração de energia eólica e além de proporcionar uma produção limpa e sustentável, gerou 2 mil empregos diretos e mais de 2 mil indiretos nas três fases de obra. Além disso, o complexo contribuiu com a economia local e regional, por meio de projetos sociais e estímulos ao desenvolvimento econômico, incluindo fomento da infraestrutura, turismo e comércio.

“Pela qualidade e incidência dos ventos, o litoral do Maranhão tem forte potencial para a geração eólica o que tem trazido muita prosperidade para a região”, afirma o presidente da Ômega Energia, Antônio Bastos Filho.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Governador visita Complexo Eólico Delta 3, que entra em fase final de instalação no Maranhão

Governador Flávio Dino, ao lado dos executivos da Ômega Energia, acionou
o primeiro aerogerador do parque eólico entre Barreirinhas e Paulino Neves.
O Maranhão ganhou o primeiro empreendimento que aproveitará a força dos ventos para produzir energia limpa e sustentável. Nesta segunda-feira (22), o Complexo Eólico Delta 3, da Ômega Energia, entrou em fase final de instalação, entre as cidades de Barreirinhas e Paulino Neves. Ao lado dos executivos da empresa, o governador Flávio Dino acionou o primeiro aerogerador do parque, que recebeu investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão.

O primeiro Complexo Eólico do Maranhão contará com 96 aerogeradores e já está com mais de 60% das obras concluídas, com a previsão de atingir os 100% no início do segundo semestre deste ano. Além deste projeto, a visita do governador Flávio Dino marcou o reforço da parceria para a conclusão da MA-315, que está sendo construída em colaboração entre o Governo do Estado e a Ômega Energia.

Governador Flávio Dino, ao lado dos executivos da Ômega Energia, acionou
o primeiro aerogerador do parque eólico entre Barreirinhas e Paulino Neves.
Para Flávio Dino, este é um momento importante que marca investimentos privados de grande monta que levarão desenvolvimento para o Brasil e o Maranhão. “Nós precisamos de energia para nossos lares, para o nosso setor empresarial, para que novos investimentos aconteçam. Neste caso, com o ponto positivo a mais que é uma fonte limpa de energia renovável e preconizada como uma das saídas para o mundo”, ressaltou.

O governador enfatizou ainda que “a região possui concentração de ventos em razão do ecossistema bastante favorável”, que faz com que esse investimento seja rentável e possa, inclusive, ser ampliado. Na ocasião, ele visitou o complexo e acionou o primeiro aerogerador a entrar em funcionamento no Maranhão.

De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, a entrada na fase final de instalação do Complexo Eólico Delta 3 é um momento histórico para o Maranhão. “Foi importante na geração de emprego e renda aqui no Maranhão e continuará sendo importante para a geração de energia para o estado e para o Brasil”, pontuou.

Governador Flávio Dino, ao lado dos executivos da Ômega Energia, acionou
o primeiro aerogerador do parque eólico entre Barreirinhas e Paulino Neves.
A fonte eólica não gera resíduos, tem custo competitivo, baixo impacto ambiental e, portanto, papel fundamental no desenvolvimento e construção de uma sociedade sustentável. O secretário de Meio Ambiente, Marcelo Coelho, explicou que a energia eólica é a que causa menos impacto ambiental.

“A gente vê isso com muito bons olhos. Além de que vai melhorar a qualidade do volume de energia gerada no estado do Maranhão. Com mais de 220 MW de energia gerada nesse parque, esse investimento traz para o Maranhão 13% de tudo que o estado consome em energia”, disse o secretário de Meio Ambiente.

Outros investimentos

Além da geração de energia, a parceria entre o Governo do Estado
e a empresa Ômega vai garantir a pavimentação da MA-315.
Além da geração de energia, a parceria entre o Governo do Estado e a empresa Ômega vai garantir a pavimentação da MA-315, do trecho de 36km entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, interligando o Maranhão, pela via rodoviária, à Rota das Emoções. O investimento vai garantir o aumento do fluxo turístico para a região dos Lençóis Maranhenses.

“Gostaria de destacar que há frutos concretos para o desenvolvimento da região. Essa estrada vai viabilizar a ligação do litoral do Maranhão, a partir dos Lençóis, do litoral do Piauí, com o Delta do lado do Maranhão e do Piauí, até a cidade de Jericoacoara, constituindo um polo muito poderoso de desenvolvimento turístico. Então, são muitos ganhos, muitas conquistas, realmente um momento importante”, sublinhou Flávio Dino.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, explicou que essa estrada “é um ativo importante para o desenvolvimento econômico e social da região”. Ele disse que a parceria já realizou a abertura e, agora, vai cuidar da pavimentação do trecho. “Na passagem pelos povoados nós vamos cuidar de urbanização também, com passeio. Teremos mirante para observação, que isso ajuda a desenvolver o turismo e, é claro, a pavimentação”, afirmou.

Segundo Clayton Noleto, o projeto para o asfaltamento já está pronto e a licitação será executada dentro dos próximos dias. “Nosso objetivo é que até o final do ano a obra já esteja em fase bastante avançada, e, dessa maneira, promovendo a integração definitiva da Rota das Emoções. E com certeza absoluta contribuindo para que todos os municípios dessa região, e, por consequência o Maranhão, tenham mais desenvolvimento e mais geração de emprego e renda”, completou o secretário.

Fonte: Secap.
Texto: Rafael Arrais.
Fotos: Gilson Teixeira.