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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Brandão anuncia novo reajuste das bolsas da Fapema, agora maiores que as da Capes e CNPq

Carlos Brandão.
O governo do Maranhão, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Maranhão (Fapema), anunciou para janeiro de 2026 novo reajuste no valor das bolsas pagas pela Fundação. Este é o segundo reajuste concedido pela atual gestão estadual. O investimento será de R$ 8,6 milhões em recursos para a valorização da pesquisa e da ciência no estado.

Dessa forma, o Maranhão passa a pagar bolsas com valores superiores aos pagos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A medida vai contemplar mais de dois mil pesquisadores maranhenses.

“O reajuste das bolsas da Fapema reafirma o compromisso do nosso governo com a valorização da pesquisa e de quem produz conhecimento em nosso estado. Essa medida integra uma política contínua de fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação. Hoje, o Maranhão é reconhecido como o terceiro estado que mais investe recursos próprios em tecnologia no Brasil. Só em 2024, foram quase R$ 65 milhões destinados para impulsionar a pesquisa, o desenvolvimento acadêmico e científico, ajudando a transformar o futuro”, destaca o governador Carlos Brandão.

Ao todo, serão reajustadas as bolsas em 10 modalidades: Mestrado (R$ 3.100), Doutorado (R$ 4.000), Doutorado no Exterior (R$ 6.000), Pós-doutorado no Exterior (R$ 8.500), Iniciação Científica (R$ 800), Iniciação Científica Júnior (R$ 350), PIBITI (R$ 800), PIBITI-Jr (R$ 350), Monitoria em Eventos (R$ 300) e Extensão (R$ 900).

Para o presidente da Fapema, Nordman Wall, o reajuste nos valores das bolsas é uma forma de valorizar o papel do pesquisador no desenvolvimento do estado. “Não existe pesquisa científica sem recursos, por isso, a Fapema vem fazendo um trabalho estratégico de gestão financeira que tem nos permitido aumentar os investimentos feitos em ciência, tecnologia e inovação no estado. Ao reajustarmos os valores das bolsas pagas aos pesquisadores estamos valorizando e incentivando o seu empenho, compromisso e trabalho em prol da ciência maranhense”, ressaltou.

Esta é a segunda vez que a Fapema reajusta os valores das bolsas na atual gestão. Em 2023, durante a abertura do Fórum Nacional Consecti & Confap, em São Luís, o governador Carlos Brandão anunciou que as bolsas pagas no estado passariam a se equiparar às bolsas do CNPq e Capes. Agora, com os novos valores pagos pela Fundação, os valores do estado passam a ser superiores.

O reajuste do valor das bolsas da Fapema representa um avanço significativo para a comunidade científica maranhense. A medida fortalece a permanência de estudantes e pesquisadores em seus projetos, valoriza o trabalho científico e contribui para melhores condições de estudo e produção de conhecimento. Além disso, reflete o compromisso do governo do Estado em reconhecer a importância estratégica da pesquisa para o desenvolvimento do Maranhão e para a melhoria da qualidade de vida da população, uma vez que os resultados científicos geram soluções que impactam diretamente diversos setores da sociedade.

Ao longo dos últimos anos, a Fapema consolidou-se como uma das mais atuantes fundações de amparo à pesquisa do país, ampliando editais, diversificando programas e alcançando todas as regiões do estado. Seu trabalho tem impulsionado a formação de novos pesquisadores, fortalecido universidades e centros de pesquisa e estimulado a inovação em diferentes áreas.

Esse crescimento contínuo demonstra a relevância da Fundação como instrumento essencial para o avanço científico e tecnológico do Maranhão, contribuindo para o desenvolvimento do estado e aproximando a pesquisa das necessidades reais da sociedade.

Entre as bolsas que serão reajustadas estão a de mestrado e doutorado no país:

– Mestrado (BM) - R$ 3.100,00;
– Doutorado (BD) - R$ 4.000,00;
– Doutorado no Exterior (BDE) - R$ 6.000,00;
– Pós-doutorado no Exterior (BPDE) - R$ 8.500,00;
– Iniciação Científica (BIC) - R$ 800,00;
– Iniciação Científica Júnior (IC-JR) - R$ 350,00;
– Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) - R$ 800,00;
–Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação Júnior (PIBITI-Jr) - R$ 350,00;
–Monitoria em Eventos (R$ 300);
– Extensão (R$ 900).

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Expedição internacional é realizada em Coroatá e pode revelar o “dinossauro mais famoso do Brasil”

Povoado Conceição, em Coroatá.
A paleontologia maranhense vive um momento histórico. O professor Rafael Lindoso, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), apoiado pelo Governo do Maranhão, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), detalhou à Fundação a trajetória de uma descoberta que pode projetar o estado de forma inédita no cenário internacional.

Segundo ele, a história começou em 2016, quando ocorreu a primeira expedição conjunta entre o IFMA e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). “Naquele ano, após a escavação do esqueleto, assumi a liderança do estudo do animal, um indivíduo parcial, sub-adulto, pertencente à família dos espinossaurídeos. Esse grupo de dinossauros carnívoros é considerado enigmático e altamente cobiçado por paleontólogos em todo o mundo devido às suas adaptações incomuns”, explicou.

Os trabalhos, no entanto, não avançaram sem dificuldades. “Houve anos de atraso em razão da pandemia de COVID-19 e também pela natureza fragmentária do espécime”, contou Lindoso. Ainda assim, a pesquisa seguiu firme.

Em 2018 o professor esteve no laboratório do paleontólogo Paul Sereno, na Universidade americana de Chicago, para realizar análises comparativas. “Somente em 2024 decidi convidá-lo formalmente a integrar a lista de autores da pesquisa. O professor Sereno é um dos paleontólogos mais renomados do mundo, reconhecido por suas descobertas no norte da África e por sua trajetória como explorador residente da National Geographic. Era, sem dúvida, a pessoa certa para se unir ao nosso time”, destacou.

Depois de um ano de conversas, Lindoso conseguiu convencê-lo a vir ao Maranhão. A expedição foi realizada no vilarejo de Conceição, em Coroatá, aconteceu entre 2 e 15 de setembro, e reuniu especialistas internacionais, além de estudantes brasileiros. A presença de documentaristas da National Geographic registrando todo o trabalho deu à pesquisa uma dimensão inédita.

Os estudos estão agora em fase final de análise, em colaboração entre o IFMA e a Universidade de Chicago, com previsão de publicação em uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. “O anúncio da descoberta será feito em escala global e, nas palavras do próprio Paul Sereno, este espécime tem tudo para se tornar o dinossauro mais famoso do Brasil”, concluiu Lindoso.

Para o presidente da FAPEMA, professor Nordman Wall, o feito simboliza o alcance da ciência produzida no Maranhão: “Ver um pesquisador maranhense protagonizando uma descoberta dessa magnitude, em parceria com um dos maiores paleontólogos do mundo, é motivo de orgulho para todos nós. A FAPEMA tem como missão apoiar talentos locais e criar condições para que a ciência feita aqui seja reconhecida globalmente”, afirmou.

Com apoio da FAPEMA, o projeto reforça o papel do Maranhão na paleontologia internacional e mostra a relevância das descobertas científicas feitas no estado para compreender a história da vida na Terra.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Por que o Maranhão comemora sua independência em 28 de julho?

Professor Marcelo Cheche.
Por que o Maranhão comemora sua independência em 28 de julho? Uma pesquisa conduzida pelo professor Marcelo Cheche Galves, do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), busca responder essa pergunta a partir do contexto político das décadas de 1970 e 1820. O estudo analisa as comemorações realizadas em 1973, ano em que o presidente Emílio Garrastazú Médici participou de eventos oficiais em São Luís marcando os 150 anos da adesão do Maranhão ao Império.

A pesquisa parte da constatação de que, embora o Brasil tenha proclamado sua independência em 7 de setembro de 1822, o Maranhão só aderiu à nova ordem em 28 de julho de 1823. Ainda assim, essa data só ganhou destaque nacional durante o regime militar, com eventos articulados para fortalecer a imagem do governo. Em sua visita ao estado, Médici foi homenageado, inaugurou prédios públicos e reforçou a conexão entre passado histórico e propaganda do presente.

O trabalho usa como fonte os jornais Jornal Pequeno, O Imparcial e Jornal do Dia, além de documentos do Arquivo Nacional. Segundo o professor Marcelo, o estudo busca entender como uma memória local foi institucionalizada como feriado oficial, especialmente a partir de 1973: “O 28 de julho havia sido ignorado em 1972, por não constar no calendário nacional dos festejos do Sesquicentenário. A comemoração ganhou força como evento local apenas no ano seguinte, com a presença do presidente”.

A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), com previsão de conclusão em 2026. O professor Marcelo destaca que o objetivo não é apenas resgatar os registros históricos, mas refletir sobre como o poder político influencia a construção das datas comemorativas no Brasil.

A pesquisa pode ajudar a imprensa e o público a compreender melhor as origens do feriado estadual de 28 de julho, data que muitas vezes é celebrada sem que se conheça o contexto político e histórico por trás de sua oficialização.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Covid-19: Mais de 14% dos pesquisados na Grande São Luís afirmam ter, em casa, pessoas com suspeita ou confirmados

Resultados preliminares da pesquisa que visa mapear a Covid-19 na Região Metropolitana de São Luís, Maranhão, mostram que mais de 14% das pessoas pesquisadas tiveram casos suspeitos ou confirmados da doença em casa. O mapeamento envolve pesquisadores das universidades Estadual (UEMA), Federal (UFMA) e do Instituto Federal (IFMA) do Maranhão.

Os primeiros resultados do trabalho são do período de 16 a 18 de abril e que analisou 2.400 respostas em formulário de coleta de dados disponibilizado na plataforma web. Os dados mapeados devem ser atualizados semanalmente.

Quem ainda não participou da pesquisa pode responder ao questionário acessando o endereço https://bit.ly/mapacovidslz. É importante a participação da população, uma vez que o mapeamento vai auxiliar os estudos sobre a pandemia. 

A pesquisa, que tem entre seus coordenadores o professor do IFMA e atual diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), André Santos, alcançou, nesta etapa, os municípios de Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Paço do Lumiar, Presidente Juscelino, Raposa, Rosário, Santa Rita, São José de Ribamar e São Luís. 

O levantamento tem como objetivo realizar mapeamento participativo dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 na região metropolitana da capital, a partir das opiniões expostas por seus moradores, obtidas por meio do preenchimento de questionário com 27 perguntas objetivas, tendo a possibilidade de preenchimento textual (pergunta aberta) em somente um caso, acerca dos motivos de não cumprir o distanciamento social recomendado pelo Ministério da Saúde brasileiro, em 12 de março. Além disso, identifica pessoas que estão com alguns dos sintomas da Covid-19.

A pesquisa, realizada mediante um questionário on line, via Google Forms, conta ainda com o apoio de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Grupo de Pesquisa GEORISCO do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo.

O número de pessoas que responderam “sim” à pergunta sobre ter casos suspeitos da Covid-19 em casa representa 12,31% do universo pesquisado e, sobre ter casos confirmados, 2,24%. A pesquisa também quis saber sobre a existência de pessoas do grupo de risco na residência e o resultado foi que 69,90% disseram residir com diabéticos; hipertensos; portadores de insuficiência cardíaca, renal ou doenças respiratórias.

Quanto ao questionamento sobre ser de acordo com as medidas de isolamento social, 96,08% consideram as medidas importantes. As principais motivações para as pessoas não cumprirem o isolamento social são: realizar atividades remuneradas (trabalho formal ou informal), comprar alimentos, remédios e pagar contas, por motivos de doença e não considerar o isolamento importante para conter a Covid-19.

Ao todo, são 27 perguntas que compõe o questionário. Mais detalhes sobre o resultado preliminar pode ser obtido no endereço https://geoproufma.wordpress.com/.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Presidente da Fapema Alex Oliveira faz convite aos jovens de Nina Rodrigues

Diretor da FAPEMA.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

O professor da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) Alex Oliveira e que atualmente é o diretor presidente da FAPEMA (Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão) fez um importante convite aos jovens de Nina Rodrigues.

Através de um vídeo, Alex Oliveira apresenta os programas disponíveis no site da FAPEMA, sendo eles: Juventude Com Ciência e Geração Ciência. Veja o vídeo: