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terça-feira, 16 de junho de 2026

Faccionados praticam homicídio e depois morrem em confronto com policiais militares entre Cantanhede e Pirapemas

Material apreendido.
Por Blog do Alpanir Mesquita.

Uma ocorrência de grande repercussão foi registrada nesta segunda-feira (15) em Cantanhede, mobilizando as forças policiais da região. Um homem identificado como Francinaldo Bezerra Linhares, de 32 anos, foi assassinado com vários disparos de arma de fogo no bairro Trado. Ele trabalhava como vigia na prefeitura de Cantanhede.

De imediato a polícia militar foi informada do crime, que tinha características de execução, e iniciou incursões pela cidade. Desta forma, foi montada uma barreira na MA-332, rodovia que liga Cantanhede a Pirapemas, quando os dois suspeitos foram avistados em uma motocicleta Honda Bros 160. Eles desobedeceram à ordem de parada e houve troca de tiros. Gleydson dos Santos de Souza e Davi Matos Vilela foram alvejados e não resistiram aos ferimentos. 

Segundo as informações repassadas pelos policiais militares, os dois eram moradores da Vila Samara, em São Luís, e pertenciam a facção criminosa Comando Vermelho. Com eles foram apreendidas uma pistola calibre .40, munições, cocaína e a moto utilizada no crime. O responsável por emprestar o veículo também foi apresentado na delegacia. A polícia civil vai apurar todas as circunstâncias do homicídio e esclarecer a motivação do crime. 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Por que o Maranhão comemora sua independência em 28 de julho?

Professor Marcelo Cheche.
Por que o Maranhão comemora sua independência em 28 de julho? Uma pesquisa conduzida pelo professor Marcelo Cheche Galves, do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), busca responder essa pergunta a partir do contexto político das décadas de 1970 e 1820. O estudo analisa as comemorações realizadas em 1973, ano em que o presidente Emílio Garrastazú Médici participou de eventos oficiais em São Luís marcando os 150 anos da adesão do Maranhão ao Império.

A pesquisa parte da constatação de que, embora o Brasil tenha proclamado sua independência em 7 de setembro de 1822, o Maranhão só aderiu à nova ordem em 28 de julho de 1823. Ainda assim, essa data só ganhou destaque nacional durante o regime militar, com eventos articulados para fortalecer a imagem do governo. Em sua visita ao estado, Médici foi homenageado, inaugurou prédios públicos e reforçou a conexão entre passado histórico e propaganda do presente.

O trabalho usa como fonte os jornais Jornal Pequeno, O Imparcial e Jornal do Dia, além de documentos do Arquivo Nacional. Segundo o professor Marcelo, o estudo busca entender como uma memória local foi institucionalizada como feriado oficial, especialmente a partir de 1973: “O 28 de julho havia sido ignorado em 1972, por não constar no calendário nacional dos festejos do Sesquicentenário. A comemoração ganhou força como evento local apenas no ano seguinte, com a presença do presidente”.

A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), com previsão de conclusão em 2026. O professor Marcelo destaca que o objetivo não é apenas resgatar os registros históricos, mas refletir sobre como o poder político influencia a construção das datas comemorativas no Brasil.

A pesquisa pode ajudar a imprensa e o público a compreender melhor as origens do feriado estadual de 28 de julho, data que muitas vezes é celebrada sem que se conheça o contexto político e histórico por trás de sua oficialização.

segunda-feira, 3 de março de 2025

'Ainda Estou Aqui' faz história e ganha primeiro Oscar do Brasil

Walter Sales.
"Ainda estou aqui" fez história ao ganhar o primeiro Oscar® da história do Brasil, na categoria de melhor filme internacional, neste domingo (02). Já na premiação geral, o grande vencedor foi "Anora", que venceu como melhor filme, melhor atriz (Mikey Madison) e em outras três categorias. Só seu diretor, Sean Baker, se tornou a primeira pessoa a ganhar quatro estatuetas pela mesma produção. "O brutalista" conseguiu três prêmios no total. Entre eles, o de melhor ator, para Adrien Brody. "Emilia Pérez", "Wicked" e "Duna: Parte 2" levaram dois cada.

"Em nome do cinema brasileiro, é uma honra tão grande receber isso de um grupo tão extraordinário. Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande em um regime tão autoritário, decidiu não se dobrar e resistir. Esse prêmio vai para ela: o nome dela é Eunice Paiva. E também vai para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro", afirmou o diretor Walter Salles em seu discurso de agradecimento.

O filme também estava indicado a melhor atriz, com Fernanda Torres, e melhor filme. Ambas as categorias ficaram com o grande vencedor da noite.

Do G1.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Fernanda Torres vence Globo de Ouro por interpretar Eunice Paiva, vítima da ditadura militar

Fernanda Torres.
A brasileira Fernanda Torres ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama, neste domingo (05), por sua atuação em "Ainda estou aqui", produção original Globoplay. No filme, a atriz revive a história real de Eunice Paiva, advogada e mãe do escritor Marcelo Rubens Paiva. Eunice passou 40 anos procurando a verdade sobre Rubens (interpretado por Selton Mello), seu marido desaparecido durante a ditadura militar no Brasil.

Ao receber seu prêmio das mãos da atriz Viola Davis, a atriz se emocionou, celebrou Eunice Paiva e homenageou a mãe, Fernanda Montenegro. "Quero dedicar esse prêmio à minha mãe. Vocês não têm ideia... Ela estava aqui há 25 anos. Isso é uma prova de que a arte pode permanecer na vida das pessoas, mesmo em momentos difíceis, como os que Eunice Paiva viveu", disse.

Essa é a primeira vitória do país no Globo de Ouro desde 1999, quando "Central do Brasil" venceu como melhor filme em língua estrangeira. O longa de 1998 é protagonizado pela mãe de Fernanda Torres, Fernanda Montenegro. A vitória é inédita para o país na categoria. Fernanda concorria com Nicole Kidman ("Babygirl"), Angelina Jolie ("Maria Callas"), Kate Winslet ("Lee"), Tilda Swinton ("O quarto ao lado") e Pamela Anderson ("The last showgirl").

Do G1.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

No Maranhão, Bolsonaro exalta ditadura militar e Flávio Dino reage

Bolsonaro no Maranhão. (Foto: Alan Santos/PR)
Em agenda para entrega de títulos de propriedade rural a famílias de Alcântara, no Maranhão, nesta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou o regime militar pelas “grandes obras” iniciadas no período. Ele fazia referência ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), cuja obra foi iniciada no início da década de 1980.

“Isso aqui nasceu em 1983, em mais uma das grandes obras dos cinco presidentes militares que tivemos no Brasil. Grandes obras ao longo de 21 anos, onde vivia um regime de… Um pouco diferente do que vivemos hoje, mas de muita responsabilidade com o futuro do seu país. E aqui é uma prova disso”, afirmou.

Por meio das redes sociais, o governador Flávio Dino reagiu: "A ditadura militar tinha tanta 'responsabilidade com o futuro' que, além de assassinar pessoas, deixou o Brasil com hiperinflação e enorme dívida externa".

Base da Força Aérea Brasileira (FAB) no Maranhão, o centro de lançamento de Alcântara foi construído para ser ponto de lançamento de foguetes científico-tecnológicos pela localização geográfica estratégica. A fundação ocorreu no dia 1º de março de 1983, assinada por João Figueiredo.

Salvaguardas tecnológicas

No início de 2020, o governo federal promulgou um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com o governo dos Estados Unidos que prevê o lançamento de foguetes, espaçonaves e satélites que usam tecnologia norte-americana a partir da base de Alcântara.

Agenda no Maranhão

Bolsonaro participou de cerimônia de entrega de 125 títulos de propriedade rural, no Centro de Lançamento de Alcântara. Além de quilombolas, famílias que moram em agrovilas também receberam o título em Alcântara.

Do Metrópoles (Com alterações).

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

ParlaNordeste repudia declarações de Eduardo Bolsonaro ao cogitar retorno do AI-5

ParlaNordeste.
O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas do Nordeste (ParlaNordeste) manifestou repúdio contra as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou, em entrevista divulgada na última quinta-feira (31), que, se a esquerda "radicalizar" no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”.

Segundo a nota, assinada pelos presidentes das Assembleias Legislativas do Maranhão, Ceará, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas e Paraíba, cogitar o retorno de um dos Atos Institucionais mais violentos da época da ditadura militar brasileira “significa fazer apologia a um passado tenebroso”, além de constituir uma grave “ameaça à institucionalidade democrática, na medida em que incentivam a violência e promovem a ruptura de um avanço histórico que libertou o Brasil do autoritarismo e repressão”.

O ParlaNordeste classifica, ainda, como repugnante tal declaração vinda de um parlamentar, que tem por missão defender a Constituição Federal do ponto de vista democrático, e assevera que qualquer comentário que cogite o retorno dos “anos de chumbo” no Brasil deve ser repelido com toda a indignação possível pelas instituições brasileiras.

Na nota, o Colegiado garante que se manterá em estado de alerta, junto à sociedade brasileira, “na defesa intransigente da efetivação das liberdades individuais e coletivas garantidas pela Constituição Federal de 1988”.

Confira a íntegra da nota:

O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) vem a público manifestar sua indignação e repúdio à declaração inconsequente, autoritária e antidemocrática do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou, em entrevista à jornalista Leda Nagle, divulgada nesta quinta-feira (31), que, se a esquerda "radicalizar" no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”.

O AI 5 foi um dos Atos Institucionais mais repressivos e violentos editados na época da Ditadura Militar brasileira. A ameaça de retomar tal medida, cogitada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, significa fazer apologia a um passado tenebroso, com práticas de repressão e censura à imprensa e pelo fechamento do Congresso Nacional, resultando em centenas de presos políticos torturados e desaparecidos.

O Brasil é um Estado Democrático de Direito, portanto, tais declarações vindas de um parlamentar que tem por missão defender a Constituição Federal, são inaceitáveis, pois consistem em grave ameaça à institucionalidade democrática, na medida em que incentivam a violência e promovem a ruptura de um avanço histórico que libertou o Brasil do autoritarismo e repressão.

Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas com toda a indignação possível pelas instituições brasileiras.

Desta forma, o Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas do Nordeste repudia qualquer tentativa de reeditar a barbárie dos “anos de chumbo” no Brasil e se manterá em estado de alerta, junto à sociedade brasileira, na defesa intransigente da efetivação das liberdades individuais e coletivas garantidas pela Constituição Federal de 1988.

Othelino Neto (MA) – presidente do Parlanordeste 
Adriano Galdino (PB) – vice-presidente do Parlanordeste
José Sarto (CE) – secretário do Parlanordeste
Themístocles Filho - presidente da Assembleia Legislativa do Piauí
Luciano Bispo - presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe
Nelson Leal - presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
Marcelo Vitor - presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas.