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sábado, 21 de outubro de 2023

Maranhense Rayssa Leal conquista primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos

Rayssa Leal.
A skatista maranhense Rayssa Leal, de apenas 15 anos, conquistou, na tarde deste sábado (21), a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos, que estão sendo realizados em Santiago, no Chile. Com um show de manobras e muita desenvoltura, Rayssa se tornou a primeira campeã pan-americana do skate street, vencendo a disputa contra a brasileira Pâmela Rosa, que ficou com a prata, e a norte-americana Paige Heyn, medalhista de bronze.

Rayssa Leal conquistou o ouro no skate street do Pan com um desempenho de altíssimo nível em Santiago. Apostando em manobras de alto risco, Rayssa só não esteve na liderança durante a quarta rodada, quando cometeu um erro, mas se recuperou rapidamente e faturou o título com 236,98 pontos (76,03 como melhor volta + 76,72 e 84,23 nas manobras únicas).

“Foi muito especial essa medalha. Mais um vez representando muito bem o skate feminino e o Brasil. Tava a galera toda. Parecia que eu tava competindo no Brasil. Vai ficar na história, porque é o primeiro campeonato pan-americano de skate. Pra mim, é surreal. Consegui acertar minha manobra, então é só felicidade. Tô muito feliz. Tava dividindo o quarto com a Pam. A gente se aproximou bem mais. Tamo fazendo tudo junto. Menos no banheiro, né!? Mais um campeonato conseguindo dobradinha. Espero que continue assim. O Pan vai todo mundo da seleção brasileira, então é muito divertido”, disse Rayssa.

A conquista do ouro na estreia do skate street nos Jogos Pan-Americanos é mais um feito histórico na incrível trajetória de Rayssa Leal na modalidade. A jovem skatista maranhense, natural de Imperatriz, já faturou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2020, levou o ouro nos X-Games e sagrou-se campeã mundial da modalidade na temporada de 2022 (saiba mais).

Do Imirante.

terça-feira, 30 de maio de 2023

Lula é criticado por presidentes da América do Sul após dizer que Venezuela é "vítima de narrativa"

Lula e os presidentes da Venezuela, Nicolas Maduro, e Bolívia, Luís Arce.
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionando a existência de uma ditadura na Venezuela, sob alegação de que o regime de Nicolás Maduro é vítima de uma “narrativa” montada contra ele (relembre), atraíram fortes reações de alguns dos 11 presidentes sul-americanos que participaram nesta terça-feira da cúpula promovida pelo governo brasileiro no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Sem citar Lula, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, de direita, afirmou estar surpreso em ouvir que seria uma "narrativa" a ideia de que a Venezuela não é democrática, enquanto o presidente chileno, Gabriel Boric, de esquerda, afirmou que não se pode fazer "vista grossa" ao que ocorre no país governado por Maduro. Já em seu discurso no encontro, o presidente do Equador, Guillermo Lasso, afirmou que, "independentemente de diferenças ideológicas, devemos nos comprometer a revitalizar a integração visando um regionalismo no qual prevaleça a democracia".

"Não existe democracia onde existem presos políticos, onde existe diáspora de mais de sete milhões de cidadãos, muitos dos quais foram acolhidos em nosso país", afirmou Lasso. O Equador é um dos países da região para onde mais imigram os venezuelanos, juntamente com Colômbia, Peru, Chile, Argentina e, cada vez mais, o Brasil.

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, confirmou uma fonte de seu governo, mencionou em uma de suas falas os relatórios sobre violações dos direitos humanos cometidas na Venezuela elaborados, entre 2020 e 2022, pela equipe da ex-Alta Comissária da ONU, a ex-presidente chilena Michele Bachelet. No último documento apresentado por Bachelet antes de deixar o cargo, em meados do ano passado, sua equipe relatou o que ouviu em 21 prisões espalhadas pelo país, onde estão detidos 259 presos políticos. De acordo com as mesmas fontes paraguaias, Abdo Benítez também defendeu a necessidade de eleições limpas em todos os países da região, e a alternância no poder, afirmando que em um dos países presentes no encontro isso não acontece.

Durante encontro com Maduro que chamou de "histórico" na segunda-feira, Lula fez fortes críticas aos EUA pelo embargo econômico ao país vizinho, afirmando que as sanções econômicas são "pior do que uma guerra", e chamou de "narrativas" as acusações de que Caracas não vive sob um regime democrático.

"Fiquei surpreso quando se disse que o que se passou na Venezuela é uma narrativa. Vocês sabem o que pensamos a respeito da Venezuela, do governo da Venezuela", afirmou Lacalle Pou durante uma live, ignorando o status de encontro reservado entre os líderes que participam da reunião fechada, causando mal-estar entre membros do governo brasileiro.

Já o líder chileno pontuou haver uma discrepância entre a realidade e a visão de Lula: "Nos alegra que a Venezuela retorne às instâncias multilaterais. Mas isso não significa fazer vista grossa. Há uma discrepância entre a realidade e as declarações do presidente Lula", disse Boric.

De O Globo.