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| Carlos Brandão. |
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), enfrenta pressão de prefeitos e partidos aliados para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. O grupo político de Brandão reúne uma base com cerca de 180 prefeituras no estado, e parte desses aliados defende que o governador não assuma a linha de frente da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A movimentação ocorre após Lula manifestar apoio ao vice-governador Felipe Camarão (PT), que obteve 9,6% dos votos na disputa estadual, enquanto Orleans Brandão (MDB), candidato apoiado pelo grupo do governador, alcançou 34,7%. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que se manteve neutro, ganhou as eleições em primeiro turno com 54,03%.
Entre os aliados de Carlos Brandão, a avaliação é de que o presidente Lula optou por fortalecer o grupo político ligado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em vez de priorizar o palanque de Orleans, que contou com o apoio do Palácio dos Leões e de uma ampla base de prefeitos.
O convite feito por Felipe Camarão a Brandão e Orleans para participarem do palanque de Lula no segundo turno ampliou o debate dentro do grupo governista. Para prefeitos aliados, o governador deveria considerar o cenário político estadual e a posição adotada pelo presidente durante a eleição maranhense antes de definir seu posicionamento na disputa nacional.

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