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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Campanha de doação de órgãos é intensificada em São Luís

Estudantes de Enfermagem da Estácio e profissionais da Central de
Transplantes realizam mais uma ação em conjunto.
A doação de órgãos é um ato de amor e humanidade, porém, muitos ainda são os desafios para se conseguir sensibilizar famílias sobre a importância dessa atitude tão nobre. Questões como crenças religiosas e apego à memória física de um parente que morreu dificultam, muitas vezes, o trabalho de convencimento das equipes que atuam nos hospitais a fim de receber órgãos que ainda sirvam para salvar outras vidas.

“O mais difícil para as famílias é a aceitação da morte, por isso, a abordagem é sempre muito delicada e requer preparação das equipes. A maior parte dos órgãos só pode ser doada em condições de morte encefálica, que é quando cérebro para de funcionar, mas ainda há fluxo sanguíneo nos órgãos, e aí as famílias tendem a nutrir esperanças por uma sobrevida”, lembra a psicóloga Joelina Abreu, do Hapvida Saúde. Por isso, destaca a especialista, é necessário que os profissionais envolvidos tenham muita sensibilidade e tato para não afetar ainda mais o psicológico dos parentes.

Pensando em quebrar essa barreira e incentivar a população a refletir sobre a doação de órgãos, a Central de Transplantes do Maranhão se uniu a estudantes do curso de Enfermagem da Faculdade Estácio São Luís para promover uma ação em prol da conscientização por essa causa. “A Central de Transplantes sempre realiza ações com esse intuito. Pra gente, é muito positivo quando estudantes, ou seja, os futuros profissionais se envolvem nas campanhas, pois quando se formarem já serão enfermeiros diferenciados, mais atentos a essa problemática”, afirmou a coordenadora da Central, Maria Inês Oliveira.

Na ação do domingo (23), as equipes de estudantes e enfermeiros da Central de Transplantes foram ao Espigão Costeiro da Ponta d’Areia, onde entregaram panfletos, material educativo e conversaram com os frequentadores, maranhenses e turistas sobre a importância da doação de órgãos. “Os estudantes que estão aqui compõem a Liga Acadêmica da Doação de Órgãos e Tecidos, que é única no Maranhão e surgiu há 3 meses, quando nós percebemos a importância de tratar desse tema de forma frequente e contínua, e não somente durante um mês de campanha, como é o Setembro Verde”, enfatizou a enfermeira da Central de Transplantes, Janaína Câmara, que também coordena a Liga Acadêmica na Estácio São Luís.

Coordenadora da Central de Transplantes do Maranhão,
Maria Inês Oliveira, ao lado da enfermeira e professora de
Enfermagem Janaína Câmara.
Doação

A doação de órgãos só pode ser feita, no geral, quando o doador tem morte encefálica, ou seja, quando o cérebro para de funcionar. Nesse momento, a família recebe a declaração de óbito. “Em morte encefálica, os órgãos permanecem com fluxo sanguíneo e, por isso, é possível utilizá-los em outros pacientes que esperam, muitas vezes, por um milagre”, esclarece Janaína Câmara.

No Maranhão, é possível fazer doações de rins, coração, pulmão, fígado, parte do intestino e válvulas cardíacas, em quadros de morte cerebral. Já quando uma pessoa vem a óbito e o organismo deixa de ter bombeamento sanguíneo, podem ser feitas as doações de tecidos, pele, ossos e córnea, cuja fila de espera no Maranhão tem 416 pacientes, segundo a Central de Transplantes.

Quem deseja seja um doador só precisa fazer algo bem simples: comunicar a família, pois somente os parentes, em comum acordo, podem autorizar a retirada dos órgãos. “Em todos os hospitais de São Luís, tem equipes compostas por profissionais como assistentes sociais e psicólogos, que têm toda uma preparação para abordar os parentes e consultá-los sobre a possibilidade de salvar outras vidas a partir de simples doações”, esclareceu a enfermeira Janaína.

Dia Nacional

O Dia Nacional do Doador de Órgãos é celebrado todos os anos no dia 27 de setembro, considerado o “Setembro Verde”, por causa da campanha. Na Estácio São Luís, o curso de Enfermagem fará, ao longo de todo esse dia, várias ações, como show de talentos temáticos, apresentação de peças teatrais, musicais, exibições de documentário, entre outras atividades. Na ocasião, estarão presentes a coordenadora da Central de Transplantes do Maranhão, Dra. Maria Inês, além de representantes de hospitais como Djalma Marques, o Socorrão 1; Carlos Macieira e outras instituições.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Governo incentiva campanha de doação de órgãos no Maranhão

Árvore da Esperança estimulou colaboradores e visitantes a sinalizarem
interesse em doar órgãos.
No mês dedicado à campanha nacional de incentivo a doação de órgãos, tecidos e córnea, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), intensificou a realização de palestras e ações educativas para elevar o número de doadores de órgãos no estado. 

No Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), ações educativas fazem parte do dia a dia da unidade. Com o Dia D de Sensibilização ao Setembro Verde, na última quarta-feira (13), a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HCM reuniu profissionais de várias áreas para o circuito de palestras. 

A palestra ‘Como lidar com a morte enquanto profissional de saúde’ foi ministrada pelo psicólogo da Central de Transplantes do Maranhão, Eudes Oliveira de Alencar e ‘Banco de Olhos: Reflexo das Notificações’ foi conduzida pela enfermeira Loutegards Carvalho Pereira, do Banco de Olhos do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA). Também houve apresentação do Coro Terapêutico da Fundação Antônio Dino, com a regência do maestro Vilcimar Garcez. 

A nova sede da Central Estadual de Captação e Doação de Órgãos foi entregue na segunda-feira (11) pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da saúde (SES). A central, que antes funcionava no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), agora está localizada no Hospital Dr. Carlos Macieira. Com a reestruturação, a central passa a ser de responsabilidade do poder público estadual. 

Setembro Verde 

Segundo a enfermeira Luiza Nóvoa, da CIHDOTT do HCM, o balanço das ações do Setembro Verde foi positivo. “Os colaboradores, inclusive da área administrativa, conhecem o trabalho desenvolvido na área de doação no hospital e apoiam o processo. A equipe se sente envolvida na causa, propagando a ideia com facilidade. E com a campanha, multiplicamos o número de pessoas que querem ser doadoras, além de termos ganhado multiplicadores da informação”, contou.   

Árvore da Esperança

Durante a última semana, em uma das entradas do Carlos Macieira, a equipe do hospital ‘plantou’ a Árvore da Esperança. Nela, colaboradores e visitantes sinalizaram o interesse em serem doadores com a inclusão do nome em uma das folhas da árvore. 

“A ação é simbólica e chama atenção para a causa. As pessoas passam a entender melhor como funciona a doação e que ela tem o poder real de salvar vidas”, disse Luiza Nóvoa, que destacou também o apoio de estudantes de enfermagem como multiplicadores da ação.

Para ser doador

Para ser doador no Brasil só é necessário avisar à família. Quando a pessoa não avisa, a família costuma ficar em dúvida e a doação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar. No caso do doador vivo, qualquer pessoa saudável que concorde com a doação de rim ou medula óssea e, ocasionalmente, com o transplante de parte do fígado ou do pulmão para um de seus familiares é uma potencial doadora. Para doadores não parentes, há necessidade de autorização judicial.