![]() |
| Dayse e Diego. |
A atual comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Matos, de 38 anos, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), em Vitória, capital do Espírito Santo. O namorado dela, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, foi o responsável pelo crime. Em seguida, ele tirou a própria vida. Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça por volta de 1h, na casa onde ela morava com o pai e a filha de 7 anos, no bairro Caratoíra. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida.
De acordo com o delegado chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, tudo indica que o caso se trate de um feminicídio. Os celulares dos dois vão ser encaminhados para análise pericial para tentar descobrir a motivação para o crime. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Diego trabalhava em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e entrou na corporação em 2020.
INVASÃO
Diego usou uma escada para invadir a casa e chegar até Dayse, que dormia no quarto da filha, por causa do aparelho de ar-condicionado. Segundo o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Boni, há indícios de que o crime tenha sido premeditado. "A circunstância é que ele foi com o intuito de cometer o feminicídio. Ele levou materiais para entrar na residência e subir na marquise. Tudo indica que ele a pegou deitada, dormindo, e efetuou os disparos sem possibilidade de reação", afirmou o secretário Amarílio Boni.
O pai de Dayse, o aposentado Carlos Roberto Teixeira, estava em casa no momento do crime. Ele contou que acordou ao ouvir o primeiro disparo. "Não deu tempo de nada, ele entrou atirando. No primeiro tiro eu já acordei. Abri a porta devagarzinho, olhei, vi ele correndo, mas não deu pra sair, fiquei com medo de tomar um tiro também”, relatou o pai. De acordo com Carlos, o crime foi motivado pela tentativa da filha de encerrar o relacionamento.
Segundo o pai, Dayse e o policial se conheciam há cerca de quatro anos e mantinham um relacionamento marcado por violência. Apesar das situações relatadas, ele afirmou que a filha nunca registrou denúncia formal sobre as agressões sofridas. "Era uma relação conturbada, dois dias bons e quatro dias ruins. Eu já tinha presenciado brigas, já tirei ele de cima dela, uma vez flagrei ele tentando enforcar a Dayse", contou.
Do G1 ES.

Nenhum comentário:
Postar um comentário