terça-feira, 12 de maio de 2026

'Cabo Diabo' foragido do Maranhão por vários homicídios e com passagens em Vargem Grande e Itapecuru-Mirim é capturado no Tocantins

'Cabo Diabo' após ser preso em Vargem Grande.
Um homem apontado pelas autoridades como envolvido em pelo menos 16 homicídios foi recapturado pela polícia militar às margens da BR-153, no setor JK, em Araguaína, norte do Tocantins. A abordagem ocorreu após a equipe receber informações de populares sobre um indivíduo em atitude suspeita, que estaria causando confusão nas proximidades do Posto JK. 

Durante as buscas, os policiais localizaram um suspeito com as mesmas características atravessando a ponte do setor JK. Na abordagem, nada de ilícito foi encontrado. Questionado, ele se identificou como “Rogério dos Santos Silva” e forneceu dados pessoais que, após consultas aos sistemas informatizados, não foram confirmados. Segundo a PM, o homem afirmou ser natural do Maranhão e disse que caminhava em direção à região Sudeste do país em busca de emprego.

Diante das inconsistências, os militares acionaram apoio de equipes do Maranhão, que confirmaram a verdadeira identidade do suspeito: Gleidson Boas, conhecido como 'Cabo Diabo'. Ele é considerado foragido da Unidade Prisional de Ressocialização do Olho D’Água, em São Luís, no Maranhão, após não retornar da saída temporária de Páscoa.

Embora não houvesse mandado de prisão em aberto no momento da abordagem, os policiais tiveram acesso a uma decisão judicial de regressão cautelar de regime prisional, expedida no último dia 6 de maio pela juíza auxiliar Joelma Sousa Santos. A medida determinava a expedição de mandado de recaptura, com validade até abril de 2042. Após a confirmação, Gleidson Boas foi conduzido à delegacia de Araguaína e, posteriormente, reencaminhado ao sistema prisional.

Histórico de violência

Em entrevista concedida anos atrás, após ser preso por tentativa de latrocínio em Vargem Grande e apresentado na delegacia regional de Itapecuru-Mirim, 'Cabo Diabo' comentou sobre a suspeita de envolvimento em 16 homicídios. “Não posso dizer que sim, nem que não. Tenho guerra com faccionados do Bonde 40. Esses bichos aí não querem considerar ninguém. É matando a família do cara. Isso não procede no mundo do crime. Se eles tivessem em pé umas 100 vezes, 100 vezes eles iam morrer, porque eles iam me matar também”.

Reveja a entrevista na íntegra:


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